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		<title>Magia:a: caminho de resignificação e e ritos - Histórico de revisão</title>
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				<updated>2013-06-04T00:31:09Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Criou página com &amp;#039;MAGIA: CAMINHO DA RESIGNIFICAÇÃO DE MITOS E RITOS  por Eá   Tempos conflitantes, momento de tomada de posição. Crise econômica mundial, aumentos de medidas governamentai...&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;Página nova&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;MAGIA: CAMINHO DA RESIGNIFICAÇÃO DE MITOS E RITOS &lt;br /&gt;
por Eá &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tempos conflitantes, momento de tomada de posição. Crise econômica mundial, aumentos de medidas governamentais, de crimes ambientais e manipulação civil. Atacadas as trocas de dados pela internet:  A.C.T.A. e S.O.P.A. A crise mundial,  manipulação socioeconômica dos países de uma Europa enfraquecida, a implementação de políticas energéticas na bacia amazônica e o despejo de moradores de áreas de um obtuso projeto urbanístico com eufemismos como “choques de ordem” e “unidades pacificadoras”. O que isso tem haver com a questão da “magia” e qual seria a contra-resposta a essa merda que aí está? &lt;br /&gt;
Aqui eu apelo para a figura da MAGIA como ferramenta de operação abrangente em todos os meios e âmbitos da sociedade. Seja na construção, resistência ou guerrilha, este mito está presente junto a incompletude do mito Homem, bem como sua desesperada fuga da morte. Primeiramente, exponho aqui alguns pontos de contato com a dinâmica histórica do mito do ser mágico em relação à sociedade sem me deter na historicidade dos conceitos. A seguir, levantarei alguns conceitos (ou neo-mitos) para trocar estratégias de uma operação menos excludente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ENKI NOS DIVERSOS TEMPOS&lt;br /&gt;
	O mago/bruxo/xamã/alquimista/curandeiro/sacerdote/guia vive em sociedade, também vive no “entre sociedades”. Ele lida com os códigos do mundo civilizado, legitimado, validado como tal, mas também com o do mundo marginal, proibido, deixado fora dos interesses legitimadores de seu clã, da tribo, do vilarejo, etc. Está presente no mundo das ervas venenosas e curativas, dos animais peçonhentos, dos entes banidos pelo sistema, das grutas, dos pântanos e das cachoeiras, enfim, da margem, do não-lugar. Dinamiza os conhecimentos de uma contracultura bem como a manutenção da realidade, dupla atribuição esta capaz de fazer deste complexo personagem uma questão de difícil apreensão pelos mecanismos de controle de qualquer tempo e espaço. &lt;br /&gt;
	Podemos supor que uma sociedade cuja política de controle social e econômica apele para a marginalização das práticas da cultura tradicional (p.e.), indiretamente fortalece a imagem dos agentes de resistência e poder rivalizador ao status quo, reequilibrando as forças atuantes na realidade constituída, onde o “Humano” e suas instituições vê-se confrontado pelo agente da iconoclastia antagônico a ele, podendo ser a própria representação da “Natureza” na figura desse mago, feiticeiro e etc. Sendo o mago de origem humana, participa da natureza e de suas tensões, retorna à sociedade recodificando seus símbolos e fluxos e interrompendo a lógica do pensamento ordenador. Sua existência escapa para o universo do sobrenatural em uma ecologia junto aos seres de uma criptozoologia popular.&lt;br /&gt;
Esses indivíduos tangenciam os “tabus” preestabelecidos pela sociedade, podendo eles refutarem ou intensificarem as questões que perpassam qualquer ordem (e sexual é uma delas), conforme a dinâmica na vida cotidiana da sociedade em que se inserem. A questão do corpo, ambiente de exploração, de excitação e de privação do prazer e que supera o conceito de natureza sexual, esse tipo de mecanismo é próprio de muitos desses agentes míticos, que encontram em tais práticas os meios adequados para grandes alterações de consciência e transformações na realidade. Salvo o contexto histórico, a questão dos tabus e sua releitura estão hoje manifestas nas questões identitárias, sócio-relacionais, no debate de uma educação expandida, na  cultura “Queer” e pós-feminismos, nos movimentos pela legalização do uso de substâncias naturais proibidas por algum órgão internacional de regulamentação qualquer e por aí vai. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MAGIA&lt;br /&gt;
	Enquanto mito, o “Homem” é um criador de si mesmo, atrelado ritos que conservem e justifiquem seu modo de “ser” frente a morte. O mito do “Homem” não aceita a morte, pois ela ritualiza a conservação da cultura  para além de sua finitude. A magia é um mito que participa da morte, enfrenta a vida e acompanha as dinâmicas de diferentes processos do mito Homem em sua existência. O Homem criou o mito de  realidade segundo sua própria imagem e semelhança para confrontar aquilo que ele mesmo não dava conta. Passou a sentir o real, envolver-se com ele e, no instante seguinte, (por meio da magia) mudá-lo. Muda-se o pensamento, os sentidos, o envolvimento, por conseguinte, a matéria muda também. &lt;br /&gt;
Confunde-se MAGIA com egrégora, as instituições do pensamento que se movem através da magia. Magia anterior ao próprio paradigma. A questão da magia está passos adiante de estruturas morais, religiosos,  políticos e econômicos. Ela nasce da necessidade da vida, da convivência do indivíduo no coletivo, na instauração de realidade frente ao incerto. Poderíamos dizer que outros pressupostos nascem da mesma origem, como a economia de subsistência, o coletivismo e tantos outros que não cabem aqui. O que difere os pontos entre elas acentua-se na afirmação da ruptura da realidade vigente para outra instaurada. A magia como mito empresta a potência ao mito do Homem, participando de seus ritos como a religião, a economia, a política, a cultura, etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
TECNOLOGIA SOCIAL COMO OPERAÇÃO MÁGICA&lt;br /&gt;
	O debate não reside no desdobramento do campo tecnológico das coisas, do uso de ferramentas convencionais de uma cultura da qual hoje desemboca no termo Digital, mas articulada com a participação coletiva, independente dos direcionamentos econômicos dos dispositivos e meios de comunicação, capaz de operar coletivamente o devir, tanto na convergência quanto na ruptura de estruturas vigentes. Vem a ser uma poderosa ferramenta de atuação social da qual não se pode ignorar e não se faz ignorar. A temática contracultural é a “pegada  conceitual dessa articulação, que se configura, na maioria dos casos, de maneira nômade, decentralizada e informal. É importante um olhar atento para esse fenômeno, pois nele podemos encontrar soluções para questionamentos antigos deixados pela convencionalidade das relações socioculturais. &lt;br /&gt;
Outra questão recorrente é o da valoração por outros mecanismos legitimadores que não passam (necessariamente) pelo caráter econômico, como as trocas de saberes descentralizados, os atos de resistência cultural, a inclusão social e digital, o exercício de coletividades possíveis e tantos outros temas. Essas possíveis relações desdobram-se em novas formas de comunicar, registrar, disseminar, visualizar, programar e assimilar. Desterritorializados do tecnicismo, gerando novos paradigmas relacionais, onde taxonomias assim como as toponímias são mutantes, nômades e efêmeras. Agora é pertinente levantar o chamado do Tecnomago.&lt;br /&gt;
EXORCISMO&lt;br /&gt;
	Esqueçam aquela prática bizarra dos medievalistas, que expulsavam seu maior colaborador. Para maior esclarecimento, leiam os grimórios cristão, onde a prática de exorcismo só não é mais detalhada que a de invocação e evocação de espíritos.  Que a hipocrisia do alto clero seja banida e seus representantes sejam devidamente aferidos  pelo escárnio popular, pelas gerações. Quanto a essa questão, o exorcismo é uma prática necessária para a expurgar os malefícios das instituições adaptativas e famintas inseridas na cultura do capital.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(IN) VISIBILIDADE&lt;br /&gt;
	O jogo da telepresença nos interessa, apenas quando a ubiquidade e multiplicidade é usada como instrumento de afronta ao status quo, pois estamos em toda parte. Sermos Um e ao mesmo tempo Nenhum permite-nos a construção de uma guerrilha móvel, tão migratória quanto o bando de Lampião pelos sertões nordestinos, lembrando que o deserto agora se estende por todas as dimensões da realidade vigiada. Podemos esconder nossos rostos e peculiaridades, mostrando a realidade em  recortes possível, ou seja outras realidades mascaradas. &lt;br /&gt;
	É um jogo de esconde-esconde, com apoteóticos momentos de exibicionismo e aparições. O “tecnomago” comanda as legiões de scripts nominando um a um, seus comandos começam com a afirmação de que O MAGO é aquele que nomina, instala, remove, destaca, duplica, atualiza, etc e tal. Para o Mago que brinca com as tecnologias, apagar trilhas da realidade e reescrevê-las é uma operação similar ao psicomago que apaga da memória momentos cruciais da operação. O lapso causa estranheza, potencializando mais ainda o cenário construído.  Quer ser como os tuaregues, os cangaceiros, os bruxos do deserto mexicano? Apague suas marcas deixadas na areia e instaure a utopia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(In)CONCLUSÕES &lt;br /&gt;
	 “somos abstração, somos em toda parte, somos 0 e somos 1”. Somos os encantados de luz que viajam nas redes da internet, principalmente em FTP, em IRC, em wiki, em RiseUp. O canto banto de tambores ancestrais são nosso chamado, sampleados na fúria de guerreiros nômades que amamentados com TAZ deram seus primeiros berros de FODA-SE para o universo conhecido e tecnocrático. &lt;br /&gt;
O fato é que o (tecno)mago lida com a arma simbólica como enfrentamento junto a uma sociedade normativa, massificante e massacrante. Seu rito contextador ressignifica os antigos ritos de levante tribal para a guerra, transformando a realidade contrária em um campo de dinâmicas operantes, de longa duração e de conscientização geracional. As questões de embates já não são mais aquelas de expulsão de espíritos malígnos, curas milagrosas, transmutações alquímicas e conquistas pessoais ou tribais, mas o anticapitalismo, a anticorrupção, a democracia real, a sustentabilidade, a busca da energia limpa e consciência coletiva...&lt;br /&gt;
As tribos globais não mais se comunicam telepaticamente, mas em tempo real, na velocidade das trocas de dados, ativando questões e reflexões em velocidades altíssimas e gerando ações diretas cada vez mais pungentes e de estratégias mistas.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Belisards</name></author>	</entry>

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