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		<title>wiki da nuvem - Contribuições do(a) usuário(a) [pt-br]</title>
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		<subtitle>Contribuições do(a) usuário(a)</subtitle>
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		<id>https://wiki.nuvem.art.br/index.php?title=Julia_Pombo&amp;diff=12767</id>
		<title>Julia Pombo</title>
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				<updated>2015-01-16T19:30:26Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Lia: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
'''flores movem suas cabeças contra a janela'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a proposta de investigar a imobilidade parte de processos criativos desenvolvidos com o corpo em suas&lt;br /&gt;
possibilidades de mover, fragmentar, relacionar, e estar em limite, abrindo novos processos de subjetivação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a imobilidade faz parte do mover, ela nunca é absoluta. o corpo passa por diversos e intensos processos de&lt;br /&gt;
movimento, mesmo quando está visivelmente parado. a proposta busca um diálogo entre o invisível móvel e o visível imóvel – quais as distâncias e proximidades existentes entre esses dois estados? como uma coisa afeta a outra?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
abrir a percepção para a imobilidade amplia as possibilidades de movimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
aliados a esta pesquisa com/no corpo, estão a imagem (especialmente fotografia e vídeo) e a roupa (a costura). processos de criação em torno dessas questões vem sendo desenvolvidos, e todas essas coisas se relacionam e intercessionam. em ''flores movem suas cabeças contra a janela'', a pesquisa com a indumentária entra nesse diálogo com a imobilidade. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a '''imobilidade corporal''', promovida por mecanismos neurais ativos que suspendem a emissão de atividade motora dos músculos esqueléticos, é uma '''manifestação comportamental''' compartilhada por inúmeras espécies animais. assim, é possível observá-la durante o sono da maioria das espécies, nos filhotes de mamíferos quando suspensos pela pele dorsal do pescoço pelas mães que os transportam nos dentes, em predadores durante a espreita para emboscar uma presa, em vários animais em situações de alerta ou medo, em animais que mimetizam elementos inanimados do ambiente e em outras situações mais específicas, tal como nas fêmeas de muitas espécies durante a cópula. a ampla variedade de situações, a vasta gama topográfica das '''posturas de imobilidade''' e o número de espécies em que ela ocorre levaram a cunhar o termo respostas de imobilidade para designá-las em conjunto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
estas imobilidades têm '''funções adaptativas''' diferentes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
discute-se se existe '''uma resposta de imobilidade fundamental com expressões diferentes''', induzida por uma série de estímulos diferentes e segundo a espécie considerada, ou se existem '''diferentes formas de imobilidade com diferentes características''' em cada espécie e diferentes formas de imobilidade coexistam em uma mesma espécie.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a imobilidade pertence à categoria de '''comportamentos de defesa''', precedida inicialmente por emissão de '''comportamentos de enfrentamento''' e são respostas evocadas por uma situação de estresse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a imobilidade se instala após período inicial de '''emissão intensa de tentativas de evasão''' da situação estressante e aversiva.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a inescapabilidade nestas situações é uma possibilidade e a '''emissão de imobilidade''', após um período de '''enfrentamento ativo''', pode ter a função de '''conservação de energia''' para gasto em condições mais favoráveis, ou ser manifestação de um '''estado depressivo''' que evoluiu filogeneticamente para tornar indiferente o sofrimento da morte em condições adversas extremas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo: imobilidade animal.jpg]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a origem da '''indumentária''' é alheia às variações de temperatura e está ligada ao '''movimento''' e à luta entre os sexos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
alguns trajes se destinavam a '''esconder o corpo''' pela '''rigidez e imobilidade'''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a mulher era inicialmente '''paralisada''' da cintura para baixo. o uso da '''saia apertada''' é uma sobrevivência dessas amarras antigas que visariam '''impedir a locomoção''', fixando-a. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
o uso das '''calças''' obedece às necessidades, sempre crescentes, de '''proteger''' as pontas do corpo responsáveis pelo '''movimento'''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
o feminismo se desenvolve com a conquista, pela mulher, dos '''movimentos da parte inferiror do corpo''', isto é, com o movimento das amarras que impedem esses movimentos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
é pelo '''movimento em defesa do corpo''' que a idumentária se altera e é com o advento da confirmação do '''simbolismo místico''' no '''traje religioso''' no século ix que as classes hierárquicas na igreja começam a distinguir-se pelo traje - quanto mais alta a classe hierárquica, maior o número de peças no traje. isto significa: quanto mais alta a classe hierarquica, mais '''isolado''' se torna o corpo do mundo exterior.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
o '''isolamento máximo traz a imobilidade máxima''' à mais alta hierarquia. imobilidade e altura hierárquica se confundem. paradoxalmente, '''a proteção ao movimetno conduz à ausência de movimento'''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
durante mais de cinquenta anos, um dos recursos do tratamento psiquiátrico era utilizar uma '''camisa de lona resistente''', com as mangas muito compridas e fechadas que eram '''amarradas firmemente''', com cordões. os '''braços e a parte superior do corpo''' ficavam amarrados às costas, '''impedindo movimentos''' violentos e deixando a pessoa '''imobilizada e inofensiva'''. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''despojado de suas roupas''' e vestido com as imensas vestimentas da '''instituição'''. as largas roupas o '''impedem''' de perceber as condições do próprio '''corpo'''. '''o espaço ocupado é sempre o mesmo''' - imóvel, caminha em círculos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
as '''correntes imobilizantes''' do escravo, do prisioneiro e do rei, são aplicadas nas pontas do corpo: a cabeça, os pés e as mãos. a tortura é quase sempre aplicada nas pontas do corpo e são essas pontas que recebem hoje o '''adorno das jóias'''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
é o '''movimento''' que provoca as grandes alterações na moda e na maneira do ser humano se '''apresentar ao mundo'''. o movimento deu à humanidade '''linguagem e visão geográfica'''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
sempre houve o desejo de '''impedir''' a liberdade de pensamento que se encontra ligada à liberdade de '''locomoção'''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
o ser humano do começo '''bailava e chorava''', executando a sua '''linguagem abstrata de gestos''' com os pés e as mãos e assim fazia para atrair a atenção do seu semelhante, comunicando-se com este.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
o '''movimento reflexo''', proveniente do equilíbrio da árvore, quando eliminada a árvore, continuou segurando galhos '''abstratos e ausentes''' em '''estranha e bela gesticulação''', acompanhados de sons monotonais. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
da mesma maneira que o canto está antes do som articulado também '''a dança é gerada antes do movimento articulado metronomizado e esteriotipado da vida diária'''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo: camisa de força.png]]                                                                                                                 [[Arquivo: imobilidade_ou_emissao.jpg]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Lia</name></author>	</entry>

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		<id>https://wiki.nuvem.art.br/index.php?title=Arquivo:Imobilidade_ou_emissao.jpg&amp;diff=12766</id>
		<title>Arquivo:Imobilidade ou emissao.jpg</title>
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		<summary type="html">&lt;p&gt;Lia: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Lia</name></author>	</entry>

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		<id>https://wiki.nuvem.art.br/index.php?title=Julia_Pombo&amp;diff=12765</id>
		<title>Julia Pombo</title>
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		<summary type="html">&lt;p&gt;Lia: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
'''flores movem suas cabeças contra a janela'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a proposta de investigar a imobilidade parte de processos criativos desenvolvidos com o corpo em suas&lt;br /&gt;
possibilidades de mover, fragmentar, relacionar, e estar em limite, abrindo novos processos de subjetivação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a imobilidade faz parte do mover, ela nunca é absoluta. o corpo passa por diversos e intensos processos de&lt;br /&gt;
movimento, mesmo quando está visivelmente parado. a proposta busca um diálogo entre o invisível móvel e o visível imóvel – quais as distâncias e proximidades existentes entre esses dois estados? como uma coisa afeta a outra?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
abrir a percepção para a imobilidade amplia as possibilidades de movimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
aliados a esta pesquisa com/no corpo, estão a imagem (especialmente fotografia e vídeo) e a roupa (a costura). processos de criação em torno dessas questões vem sendo desenvolvidos, e todas essas coisas se relacionam e intercessionam. em ''flores movem suas cabeças contra a janela'', a pesquisa com a indumentária entra nesse diálogo com a imobilidade. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a '''imobilidade corporal''', promovida por mecanismos neurais ativos que suspendem a emissão de atividade motora dos músculos esqueléticos, é uma '''manifestação comportamental''' compartilhada por inúmeras espécies animais. assim, é possível observá-la durante o sono da maioria das espécies, nos filhotes de mamíferos quando suspensos pela pele dorsal do pescoço pelas mães que os transportam nos dentes, em predadores durante a espreita para emboscar uma presa, em vários animais em situações de alerta ou medo, em animais que mimetizam elementos inanimados do ambiente e em outras situações mais específicas, tal como nas fêmeas de muitas espécies durante a cópula. a ampla variedade de situações, a vasta gama topográfica das '''posturas de imobilidade''' e o número de espécies em que ela ocorre levaram a cunhar o termo respostas de imobilidade para designá-las em conjunto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
estas imobilidades têm '''funções adaptativas''' diferentes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
discute-se se existe '''uma resposta de imobilidade fundamental com expressões diferentes''', induzida por uma série de estímulos diferentes e segundo a espécie considerada, ou se existem '''diferentes formas de imobilidade com diferentes características''' em cada espécie e diferentes formas de imobilidade coexistam em uma mesma espécie.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a imobilidade pertence à categoria de '''comportamentos de defesa''', precedida inicialmente por emissão de '''comportamentos de enfrentamento''' e são respostas evocadas por uma situação de estresse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a imobilidade se instala após período inicial de '''emissão intensa de tentativas de evasão''' da situação estressante e aversiva.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a inescapabilidade nestas situações é uma possibilidade e a '''emissão de imobilidade''', após um período de '''enfrentamento ativo''', pode ter a função de '''conservação de energia''' para gasto em condições mais favoráveis, ou ser manifestação de um '''estado depressivo''' que evoluiu filogeneticamente para tornar indiferente o sofrimento da morte em condições adversas extremas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo: imobilidade animal.jpg]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a origem da '''indumentária''' é alheia às variações de temperatura e está ligada ao '''movimento''' e à luta entre os sexos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
alguns trajes se destinavam a '''esconder o corpo''' pela '''rigidez e imobilidade'''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a mulher era inicialmente '''paralisada''' da cintura para baixo. o uso da '''saia apertada''' é uma sobrevivência dessas amarras antigas que visariam '''impedir a locomoção''', fixando-a. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
o uso das '''calças''' obedece às necessidades, sempre crescentes, de '''proteger''' as pontas do corpo responsáveis pelo '''movimento'''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
o feminismo se desenvolve com a conquista, pela mulher, dos '''movimentos da parte inferiror do corpo''', isto é, com o movimento das amarras que impedem esses movimentos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
é pelo '''movimento em defesa do corpo''' que a idumentária se altera e é com o advento da confirmação do '''simbolismo místico''' no '''traje religioso''' no século ix que as classes hierárquicas na igreja começam a distinguir-se pelo traje - quanto mais alta a classe hierárquica, maior o número de peças no traje. isto significa: quanto mais alta a classe hierarquica, mais '''isolado''' se torna o corpo do mundo exterior.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
o '''isolamento máximo traz a imobilidade máxima''' à mais alta hierarquia. imobilidade e altura hierárquica se confundem. paradoxalmente, '''a proteção ao movimetno conduz à ausência de movimento'''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
durante mais de cinquenta anos, um dos recursos do tratamento psiquiátrico era utilizar uma '''camisa de lona resistente''', com as mangas muito compridas e fechadas que eram '''amarradas firmemente''', com cordões. os '''braços e a parte superior do corpo''' ficavam amarrados às costas, '''impedindo movimentos''' violentos e deixando a pessoa '''imobilizada e inofensiva'''. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''despojado de suas roupas''' e vestido com as imensas vestimentas da '''instituição'''. as largas roupas o '''impedem''' de perceber as condições do próprio '''corpo'''. '''o espaço ocupado é sempre o mesmo''' - imóvel, caminha em círculos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
as '''correntes imobilizantes''' do escravo, do prisioneiro e do rei, são aplicadas nas pontas do corpo: a cabeça, os pés e as mãos. a tortura é quase sempre aplicada nas pontas do corpo e são essas pontas que recebem hoje o '''adorno das jóias'''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
é o '''movimento''' que provoca as grandes alterações na moda e na maneira do ser humano se '''apresentar ao mundo'''. o movimento deu à humanidade '''linguagem e visão geográfica'''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
sempre houve o desejo de '''impedir''' a liberdade de pensamento que se encontra ligada à liberdade de '''locomoção'''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
o ser humano do começo '''bailava e chorava''', executando a sua '''linguagem abstrata de gestos''' com os pés e as mãos e assim fazia para atrair a atenção do seu semelhante, comunicando-se com este.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
o '''movimento reflexo''', proveniente do equilíbrio da árvore, quando eliminada a árvore, continuou segurando galhos '''abstratos e ausentes''' em '''estranha e bela gesticulação''', acompanhados de sons monotonais. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
da mesma maneira que o canto está antes do som articulado também '''a dança é gerada antes do movimento articulado metronomizado e esteriotipado da vida diária'''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo: camisa de força.png]]                                                                                                                 [[Arquivo: imobilidade_ou_emissao_intensa_de_tentativas_de_evasao_pq.jpg]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== (texto criado com anotações autorais e com o uso livre das fontes: clotilde maria michelan; lílian daltro michelan; hugo m. g. de paula; katsumasa hoshino, imobilidade tônica e imobilidade do nado forçado em cobaias, artigo em revista online - http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S1517-28052006000200005; flávio de carvalho, a teoria da moda de flávio de carvalho, mam-rj)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(as duas primeiras imagens foram retiradas da internet. a terceira é trabalho autoral com o título -  imobilidade ou emissão intensa de tentativas de evasão) ==&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Lia</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>https://wiki.nuvem.art.br/index.php?title=Julia_Pombo&amp;diff=12764</id>
		<title>Julia Pombo</title>
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				<updated>2015-01-16T19:08:39Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Lia: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
'''flores movem suas cabeças contra a janela'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a proposta de investigar a imobilidade parte de processos criativos desenvolvidos com o corpo em suas&lt;br /&gt;
possibilidades de mover, fragmentar, relacionar, e estar em limite, abrindo novos processos de subjetivação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a imobilidade faz parte do mover, ela nunca é absoluta. o corpo passa por diversos e intensos processos de&lt;br /&gt;
movimento, mesmo quando está visivelmente parado. a proposta busca um diálogo entre o invisível móvel e o visível imóvel – quais as distâncias e proximidades existentes entre esses dois estados? como uma coisa afeta a outra?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
abrir a percepção para a imobilidade amplia as possibilidades de movimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
aliados a esta pesquisa com/no corpo, estão a imagem (especialmente fotografia e vídeo) e a roupa (a costura). processos de criação em torno dessas questões vem sendo desenvolvidos, e todas essas coisas se relacionam e intercessionam. em ''flores movem suas cabeças contra a janela'', a pesquisa com a indumentária entra nesse diálogo com a imobilidade. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a '''imobilidade corporal''', promovida por mecanismos neurais ativos que suspendem a emissão de atividade motora dos músculos esqueléticos, é uma '''manifestação comportamental''' compartilhada por inúmeras espécies animais. assim, é possível observá-la durante o sono da maioria das espécies, nos filhotes de mamíferos quando suspensos pela pele dorsal do pescoço pelas mães que os transportam nos dentes, em predadores durante a espreita para emboscar uma presa, em vários animais em situações de alerta ou medo, em animais que mimetizam elementos inanimados do ambiente e em outras situações mais específicas, tal como nas fêmeas de muitas espécies durante a cópula. a ampla variedade de situações, a vasta gama topográfica das '''posturas de imobilidade''' e o número de espécies em que ela ocorre levaram a cunhar o termo respostas de imobilidade para designá-las em conjunto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
estas imobilidades têm '''funções adaptativas''' diferentes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
discute-se se existe '''uma resposta de imobilidade fundamental com expressões diferentes''', induzida por uma série de estímulos diferentes e segundo a espécie considerada, ou se existem '''diferentes formas de imobilidade com diferentes características''' em cada espécie e diferentes formas de imobilidade coexistam em uma mesma espécie.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a imobilidade pertence à categoria de '''comportamentos de defesa''', precedida inicialmente por emissão de '''comportamentos de enfrentamento''' e são respostas evocadas por uma situação de estresse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a imobilidade se instala após período inicial de '''emissão intensa de tentativas de evasão''' da situação estressante e aversiva.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a inescapabilidade nestas situações é uma possibilidade e a '''emissão de imobilidade''', após um período de '''enfrentamento ativo''', pode ter a função de '''conservação de energia''' para gasto em condições mais favoráveis, ou ser manifestação de um '''estado depressivo''' que evoluiu filogeneticamente para tornar indiferente o sofrimento da morte em condições adversas extremas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo: imobilidade animal.jpg]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a origem da '''indumentária''' é alheia às variações de temperatura e está ligada ao '''movimento''' e à luta entre os sexos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
alguns trajes se destinavam a '''esconder o corpo''' pela '''rigidez e imobilidade'''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a mulher era inicialmente '''paralisada''' da cintura para baixo. o uso da '''saia apertada''' é uma sobrevivência dessas amarras antigas que visariam '''impedir a locomoção''', fixando-a. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
o uso das '''calças''' obedece às necessidades, sempre crescentes, de '''proteger''' as pontas do corpo responsáveis pelo '''movimento'''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
o feminismo se desenvolve com a conquista, pela mulher, dos '''movimentos da parte inferiror do corpo''', isto é, com o movimento das amarras que impedem esses movimentos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
é pelo '''movimento em defesa do corpo''' que a idumentária se altera e é com o advento da confirmação do '''simbolismo místico''' no '''traje religioso''' no século ix que as classes hierárquicas na igreja começam a distinguir-se pelo traje - quanto mais alta a classe hierárquica, maior o número de peças no traje. isto significa: quanto mais alta a classe hierarquica, mais '''isolado''' se torna o corpo do mundo exterior.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
o '''isolamento máximo traz a imobilidade máxima''' à mais alta hierarquia. imobilidade e altura hierárquica se confundem. paradoxalmente, '''a proteção ao movimetno conduz à ausência de movimento'''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
durante mais de cinquenta anos, um dos recursos do tratamento psiquiátrico era utilizar uma '''camisa de lona resistente''', com as mangas muito compridas e fechadas que eram '''amarradas firmemente''', com cordões. os '''braços e a parte superior do corpo''' ficavam amarrados às costas, '''impedindo movimentos''' violentos e deixando a pessoa '''imobilizada e inofensiva'''. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''despojado de suas roupas''' e vestido com as imensas vestimentas da '''instituição'''. as largas roupas o '''impedem''' de perceber as condições do próprio '''corpo'''. '''o espaço ocupado é sempre o mesmo''' - imóvel, caminha em círculos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
as '''correntes imobilizantes''' do escravo, do prisioneiro e do rei, são aplicadas nas pontas do corpo: a cabeça, os pés e as mãos. a tortura é quase sempre aplicada nas pontas do corpo e são essas pontas que recebem hoje o '''adorno das jóias'''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
é o '''movimento''' que provoca as grandes alterações na moda e na maneira do ser humano se '''apresentar ao mundo'''. o movimento deu à humanidade '''linguagem e visão geográfica'''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
sempre houve o desejo de '''impedir''' a liberdade de pensamento que se encontra ligada à liberdade de '''locomoção'''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
o ser humano do começo '''bailava e chorava''', executando a sua '''linguagem abstrata de gestos''' com os pés e as mãos e assim fazia para atrair a atenção do seu semelhante, comunicando-se com este.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
o '''movimento reflexo''', proveniente do equilíbrio da árvore, quando eliminada a árvore, continuou segurando galhos '''abstratos e ausentes''' em '''estranha e bela gesticulação''', acompanhados de sons monotonais. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
da mesma maneira que o canto está antes do som articulado também '''a dança é gerada antes do movimento articulado metronomizado e esteriotipado da vida diária'''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo: camisa de força.png]]      [[Arquivo: imobilidade_ou_emissao_intensa_de_tentativas_de_evasao_pq.jpg]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Lia</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>https://wiki.nuvem.art.br/index.php?title=Julia_Pombo&amp;diff=12763</id>
		<title>Julia Pombo</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.nuvem.art.br/index.php?title=Julia_Pombo&amp;diff=12763"/>
				<updated>2015-01-16T19:06:24Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Lia: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
'''flores movem suas cabeças contra a janela'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a proposta de investigar a imobilidade parte de processos criativos desenvolvidos com o corpo em suas&lt;br /&gt;
possibilidades de mover, fragmentar, relacionar, e estar em limite, abrindo novos processos de subjetivação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a imobilidade faz parte do mover, ela nunca é absoluta. o corpo passa por diversos e intensos processos de&lt;br /&gt;
movimento, mesmo quando está visivelmente parado. a proposta busca um diálogo entre o invisível móvel e o visível imóvel – quais as distâncias e proximidades existentes entre esses dois estados? como uma coisa afeta a outra?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
abrir a percepção para a imobilidade amplia as possibilidades de movimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
aliados a esta pesquisa com/no corpo, estão a imagem (especialmente fotografia e vídeo) e a roupa (a costura). processos de criação em torno dessas questões vem sendo desenvolvidos, e todas essas coisas se relacionam e intercessionam. em ''flores movem suas cabeças contra a janela'', a pesquisa com a indumentária entra nesse diálogo com a imobilidade. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a '''imobilidade corporal''', promovida por mecanismos neurais ativos que suspendem a emissão de atividade motora dos músculos esqueléticos, é uma '''manifestação comportamental''' compartilhada por inúmeras espécies animais. assim, é possível observá-la durante o sono da maioria das espécies, nos filhotes de mamíferos quando suspensos pela pele dorsal do pescoço pelas mães que os transportam nos dentes, em predadores durante a espreita para emboscar uma presa, em vários animais em situações de alerta ou medo, em animais que mimetizam elementos inanimados do ambiente e em outras situações mais específicas, tal como nas fêmeas de muitas espécies durante a cópula. a ampla variedade de situações, a vasta gama topográfica das '''posturas de imobilidade''' e o número de espécies em que ela ocorre levaram a cunhar o termo respostas de imobilidade para designá-las em conjunto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
estas imobilidades têm '''funções adaptativas''' diferentes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
discute-se se existe '''uma resposta de imobilidade fundamental com expressões diferentes''', induzida por uma série de estímulos diferentes e segundo a espécie considerada, ou se existem '''diferentes formas de imobilidade com diferentes características''' em cada espécie e diferentes formas de imobilidade coexistam em uma mesma espécie.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a imobilidade pertence à categoria de '''comportamentos de defesa''', precedida inicialmente por emissão de '''comportamentos de enfrentamento''' e são respostas evocadas por uma situação de estresse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a imobilidade se instala após período inicial de '''emissão intensa de tentativas de evasão''' da situação estressante e aversiva.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a inescapabilidade nestas situações é uma possibilidade e a '''emissão de imobilidade''', após um período de '''enfrentamento ativo''', pode ter a função de '''conservação de energia''' para gasto em condições mais favoráveis, ou ser manifestação de um '''estado depressivo''' que evoluiu filogeneticamente para tornar indiferente o sofrimento da morte em condições adversas extremas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo: imobilidade animal.jpg]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a origem da '''indumentária''' é alheia às variações de temperatura e está ligada ao '''movimento''' e à luta entre os sexos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
alguns trajes se destinavam a '''esconder o corpo''' pela '''rigidez e imobilidade'''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a mulher era inicialmente '''paralisada''' da cintura para baixo. o uso da '''saia apertada''' é uma sobrevivência dessas amarras antigas que visariam '''impedir a locomoção''', fixando-a. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
o uso das '''calças''' obedece às necessidades, sempre crescentes, de '''proteger''' as pontas do corpo responsáveis pelo '''movimento'''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
o feminismo se desenvolve com a conquista, pela mulher, dos '''movimentos da parte inferiror do corpo''', isto é, com o movimento das amarras que impedem esses movimentos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
é pelo '''movimento em defesa do corpo''' que a idumentária se altera e é com o advento da confirmação do '''simbolismo místico''' no '''traje religioso''' no século ix que as classes hierárquicas na igreja começam a distinguir-se pelo traje - quanto mais alta a classe hierárquica, maior o número de peças no traje. isto significa: quanto mais alta a classe hierarquica, mais '''isolado''' se torna o corpo do mundo exterior.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
o '''isolamento máximo traz a imobilidade máxima''' à mais alta hierarquia. imobilidade e altura hierárquica se confundem. paradoxalmente, '''a proteção ao movimetno conduz à ausência de movimento'''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
durante mais de cinquenta anos, um dos recursos do tratamento psiquiátrico era utilizar uma '''camisa de lona resistente''', com as mangas muito compridas e fechadas que eram '''amarradas firmemente''', com cordões. os '''braços e a parte superior do corpo''' ficavam amarrados às costas, '''impedindo movimentos''' violentos e deixando a pessoa '''imobilizada e inofensiva'''. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''despojado de suas roupas''' e vestido com as imensas vestimentas da '''instituição'''. as largas roupas o '''impedem''' de perceber as condições do próprio '''corpo'''. '''o espaço ocupado é sempre o mesmo''' - imóvel, caminha em círculos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
as '''correntes imobilizantes''' do escravo, do prisioneiro e do rei, são aplicadas nas pontas do corpo: a cabeça, os pés e as mãos. a tortura é quase sempre aplicada nas pontas do corpo e são essas pontas que recebem hoje o '''adorno das jóias'''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
é o '''movimento''' que provoca as grandes alterações na moda e na maneira do ser humano se '''apresentar ao mundo'''. o movimento deu à humanidade '''linguagem e visão geográfica'''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
sempre houve o desejo de '''impedir''' a liberdade de pensamento que se encontra ligada à liberdade de '''locomoção'''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
o ser humano do começo '''bailava e chorava''', executando a sua '''linguagem abstrata de gestos''' com os pés e as mãos e assim fazia para atrair a atenção do seu semelhante, comunicando-se com este.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
o '''movimento reflexo''', proveniente do equilíbrio da árvore, quando eliminada a árvore, continuou segurando galhos '''abstratos e ausentes''' em '''estranha e bela gesticulação''', acompanhados de sons monotonais. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
da mesma maneira que o canto está antes do som articulado também '''a dança é gerada antes do movimento articulado metronomizado e esteriotipado da vida diária'''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo: camisa de força.png]]     &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo: imobilidade_ou_emissao_intensa_de_tentativas_de_evasao_pq]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Lia</name></author>	</entry>

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		<title>Julia Pombo</title>
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				<updated>2015-01-16T19:05:48Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Lia: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
'''flores movem suas cabeças contra a janela'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a proposta de investigar a imobilidade parte de processos criativos desenvolvidos com o corpo em suas&lt;br /&gt;
possibilidades de mover, fragmentar, relacionar, e estar em limite, abrindo novos processos de subjetivação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a imobilidade faz parte do mover, ela nunca é absoluta. o corpo passa por diversos e intensos processos de&lt;br /&gt;
movimento, mesmo quando está visivelmente parado. a proposta busca um diálogo entre o invisível móvel e o visível imóvel – quais as distâncias e proximidades existentes entre esses dois estados? como uma coisa afeta a outra?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
abrir a percepção para a imobilidade amplia as possibilidades de movimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
aliados a esta pesquisa com/no corpo, estão a imagem (especialmente fotografia e vídeo) e a roupa (a costura). processos de criação em torno dessas questões vem sendo desenvolvidos, e todas essas coisas se relacionam e intercessionam. em ''flores movem suas cabeças contra a janela'', a pesquisa com a indumentária entra nesse diálogo com a imobilidade. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a '''imobilidade corporal''', promovida por mecanismos neurais ativos que suspendem a emissão de atividade motora dos músculos esqueléticos, é uma '''manifestação comportamental''' compartilhada por inúmeras espécies animais. assim, é possível observá-la durante o sono da maioria das espécies, nos filhotes de mamíferos quando suspensos pela pele dorsal do pescoço pelas mães que os transportam nos dentes, em predadores durante a espreita para emboscar uma presa, em vários animais em situações de alerta ou medo, em animais que mimetizam elementos inanimados do ambiente e em outras situações mais específicas, tal como nas fêmeas de muitas espécies durante a cópula. a ampla variedade de situações, a vasta gama topográfica das '''posturas de imobilidade''' e o número de espécies em que ela ocorre levaram a cunhar o termo respostas de imobilidade para designá-las em conjunto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
estas imobilidades têm '''funções adaptativas''' diferentes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
discute-se se existe '''uma resposta de imobilidade fundamental com expressões diferentes''', induzida por uma série de estímulos diferentes e segundo a espécie considerada, ou se existem '''diferentes formas de imobilidade com diferentes características''' em cada espécie e diferentes formas de imobilidade coexistam em uma mesma espécie.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a imobilidade pertence à categoria de '''comportamentos de defesa''', precedida inicialmente por emissão de '''comportamentos de enfrentamento''' e são respostas evocadas por uma situação de estresse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a imobilidade se instala após período inicial de '''emissão intensa de tentativas de evasão''' da situação estressante e aversiva.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a inescapabilidade nestas situações é uma possibilidade e a '''emissão de imobilidade''', após um período de '''enfrentamento ativo''', pode ter a função de '''conservação de energia''' para gasto em condições mais favoráveis, ou ser manifestação de um '''estado depressivo''' que evoluiu filogeneticamente para tornar indiferente o sofrimento da morte em condições adversas extremas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo: imobilidade animal.jpg]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a origem da '''indumentária''' é alheia às variações de temperatura e está ligada ao '''movimento''' e à luta entre os sexos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
alguns trajes se destinavam a '''esconder o corpo''' pela '''rigidez e imobilidade'''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a mulher era inicialmente '''paralisada''' da cintura para baixo. o uso da '''saia apertada''' é uma sobrevivência dessas amarras antigas que visariam '''impedir a locomoção''', fixando-a. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
o uso das '''calças''' obedece às necessidades, sempre crescentes, de '''proteger''' as pontas do corpo responsáveis pelo '''movimento'''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
o feminismo se desenvolve com a conquista, pela mulher, dos '''movimentos da parte inferiror do corpo''', isto é, com o movimento das amarras que impedem esses movimentos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
é pelo '''movimento em defesa do corpo''' que a idumentária se altera e é com o advento da confirmação do '''simbolismo místico''' no '''traje religioso''' no século ix que as classes hierárquicas na igreja começam a distinguir-se pelo traje - quanto mais alta a classe hierárquica, maior o número de peças no traje. isto significa: quanto mais alta a classe hierarquica, mais '''isolado''' se torna o corpo do mundo exterior.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
o '''isolamento máximo traz a imobilidade máxima''' à mais alta hierarquia. imobilidade e altura hierárquica se confundem. paradoxalmente, '''a proteção ao movimetno conduz à ausência de movimento'''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
durante mais de cinquenta anos, um dos recursos do tratamento psiquiátrico era utilizar uma '''camisa de lona resistente''', com as mangas muito compridas e fechadas que eram '''amarradas firmemente''', com cordões. os '''braços e a parte superior do corpo''' ficavam amarrados às costas, '''impedindo movimentos''' violentos e deixando a pessoa '''imobilizada e inofensiva'''. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''despojado de suas roupas''' e vestido com as imensas vestimentas da '''instituição'''. as largas roupas o '''impedem''' de perceber as condições do próprio '''corpo'''. '''o espaço ocupado é sempre o mesmo''' - imóvel, caminha em círculos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
as '''correntes imobilizantes''' do escravo, do prisioneiro e do rei, são aplicadas nas pontas do corpo: a cabeça, os pés e as mãos. a tortura é quase sempre aplicada nas pontas do corpo e são essas pontas que recebem hoje o '''adorno das jóias'''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
é o '''movimento''' que provoca as grandes alterações na moda e na maneira do ser humano se '''apresentar ao mundo'''. o movimento deu à humanidade '''linguagem e visão geográfica'''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
sempre houve o desejo de '''impedir''' a liberdade de pensamento que se encontra ligada à liberdade de '''locomoção'''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
o ser humano do começo '''bailava e chorava''', executando a sua '''linguagem abstrata de gestos''' com os pés e as mãos e assim fazia para atrair a atenção do seu semelhante, comunicando-se com este.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
o '''movimento reflexo''', proveniente do equilíbrio da árvore, quando eliminada a árvore, continuou segurando galhos '''abstratos e ausentes''' em '''estranha e bela gesticulação''', acompanhados de sons monotonais. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
da mesma maneira que o canto está antes do som articulado também '''a dança é gerada antes do movimento articulado metronomizado e esteriotipado da vida diária'''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo: camisa de força.png]]     [[Arquivo: Imobilidade_ou_emissao_intensa_de_tentativas_de_evasao_pq]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Lia</name></author>	</entry>

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		<title>Arquivo:Imobilidade ou emissao intensa de tentativas de evasao pq.jpg</title>
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				<updated>2015-01-16T19:04:51Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Lia: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;</summary>
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&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
'''flores movem suas cabeças contra a janela'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a proposta de investigar a imobilidade parte de processos criativos desenvolvidos com o corpo em suas&lt;br /&gt;
possibilidades de mover, fragmentar, relacionar, e estar em limite, abrindo novos processos de subjetivação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a imobilidade faz parte do mover, ela nunca é absoluta. o corpo passa por diversos e intensos processos de&lt;br /&gt;
movimento, mesmo quando está visivelmente parado. a proposta busca um diálogo entre o invisível móvel e o visível imóvel – quais as distâncias e proximidades existentes entre esses dois estados? como uma coisa afeta a outra?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
abrir a percepção para a imobilidade amplia as possibilidades de movimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
aliados a esta pesquisa com/no corpo, estão a imagem (especialmente fotografia e vídeo) e a roupa (a costura). processos de criação em torno dessas questões vem sendo desenvolvidos, e todas essas coisas se relacionam e intercessionam. em ''flores movem suas cabeças contra a janela'', a pesquisa com a indumentária entra nesse diálogo com a imobilidade. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a '''imobilidade corporal''', promovida por mecanismos neurais ativos que suspendem a emissão de atividade motora dos músculos esqueléticos, é uma '''manifestação comportamental''' compartilhada por inúmeras espécies animais. assim, é possível observá-la durante o sono da maioria das espécies, nos filhotes de mamíferos quando suspensos pela pele dorsal do pescoço pelas mães que os transportam nos dentes, em predadores durante a espreita para emboscar uma presa, em vários animais em situações de alerta ou medo, em animais que mimetizam elementos inanimados do ambiente e em outras situações mais específicas, tal como nas fêmeas de muitas espécies durante a cópula. a ampla variedade de situações, a vasta gama topográfica das '''posturas de imobilidade''' e o número de espécies em que ela ocorre levaram a cunhar o termo respostas de imobilidade para designá-las em conjunto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
estas imobilidades têm '''funções adaptativas''' diferentes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
discute-se se existe '''uma resposta de imobilidade fundamental com expressões diferentes''', induzida por uma série de estímulos diferentes e segundo a espécie considerada, ou se existem '''diferentes formas de imobilidade com diferentes características''' em cada espécie e diferentes formas de imobilidade coexistam em uma mesma espécie.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a imobilidade pertence à categoria de '''comportamentos de defesa''', precedida inicialmente por emissão de '''comportamentos de enfrentamento''' e são respostas evocadas por uma situação de estresse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a imobilidade se instala após período inicial de '''emissão intensa de tentativas de evasão''' da situação estressante e aversiva.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a inescapabilidade nestas situações é uma possibilidade e a '''emissão de imobilidade''', após um período de '''enfrentamento ativo''', pode ter a função de '''conservação de energia''' para gasto em condições mais favoráveis, ou ser manifestação de um '''estado depressivo''' que evoluiu filogeneticamente para tornar indiferente o sofrimento da morte em condições adversas extremas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo: imobilidade animal.jpg]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a origem da '''indumentária''' é alheia às variações de temperatura e está ligada ao '''movimento''' e à luta entre os sexos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
alguns trajes se destinavam a '''esconder o corpo''' pela '''rigidez e imobilidade'''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a mulher era inicialmente '''paralisada''' da cintura para baixo. o uso da '''saia apertada''' é uma sobrevivência dessas amarras antigas que visariam '''impedir a locomoção''', fixando-a. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
o uso das '''calças''' obedece às necessidades, sempre crescentes, de '''proteger''' as pontas do corpo responsáveis pelo '''movimento'''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
o feminismo se desenvolve com a conquista, pela mulher, dos '''movimentos da parte inferiror do corpo''', isto é, com o movimento das amarras que impedem esses movimentos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
é pelo '''movimento em defesa do corpo''' que a idumentária se altera e é com o advento da confirmação do '''simbolismo místico''' no '''traje religioso''' no século ix que as classes hierárquicas na igreja começam a distinguir-se pelo traje - quanto mais alta a classe hierárquica, maior o número de peças no traje. isto significa: quanto mais alta a classe hierarquica, mais '''isolado''' se torna o corpo do mundo exterior.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
o '''isolamento máximo traz a imobilidade máxima''' à mais alta hierarquia. imobilidade e altura hierárquica se confundem. paradoxalmente, '''a proteção ao movimetno conduz à ausência de movimento'''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
durante mais de cinquenta anos, um dos recursos do tratamento psiquiátrico era utilizar uma '''camisa de lona resistente''', com as mangas muito compridas e fechadas que eram '''amarradas firmemente''', com cordões. os '''braços e a parte superior do corpo''' ficavam amarrados às costas, '''impedindo movimentos''' violentos e deixando a pessoa '''imobilizada e inofensiva'''. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''despojado de suas roupas''' e vestido com as imensas vestimentas da '''instituição'''. as largas roupas o '''impedem''' de perceber as condições do próprio '''corpo'''. '''o espaço ocupado é sempre o mesmo''' - imóvel, caminha em círculos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
as '''correntes imobilizantes''' do escravo, do prisioneiro e do rei, são aplicadas nas pontas do corpo: a cabeça, os pés e as mãos. a tortura é quase sempre aplicada nas pontas do corpo e são essas pontas que recebem hoje o '''adorno das jóias'''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
é o '''movimento''' que provoca as grandes alterações na moda e na maneira do ser humano se '''apresentar ao mundo'''. o movimento deu à humanidade '''linguagem e visão geográfica'''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
sempre houve o desejo de '''impedir''' a liberdade de pensamento que se encontra ligada à liberdade de '''locomoção'''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
o ser humano do começo '''bailava e chorava''', executando a sua '''linguagem abstrata de gestos''' com os pés e as mãos e assim fazia para atrair a atenção do seu semelhante, comunicando-se com este.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
o '''movimento reflexo''', proveniente do equilíbrio da árvore, quando eliminada a árvore, continuou segurando galhos '''abstratos e ausentes''' em '''estranha e bela gesticulação''', acompanhados de sons monotonais. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
da mesma maneira que o canto está antes do som articulado também '''a dança é gerada antes do movimento articulado metronomizado e esteriotipado da vida diária'''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo: camisa de força.png]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Lia</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>https://wiki.nuvem.art.br/index.php?title=Julia_Pombo&amp;diff=12758</id>
		<title>Julia Pombo</title>
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				<updated>2015-01-13T18:43:38Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Lia: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
'''flores movem suas cabeças contra a janela'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a proposta de investigar a imobilidade parte de processos criativos desenvolvidos com o corpo em suas possibilidades de mover, fragmentar, relacionar, e estar em limite, abrindo novos processos de subjetivação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a imobilidade faz parte do mover, ela nunca é absoluta. o corpo passa por diversos e intensos processos de movimento, mesmo quando está visivelmente parado. a proposta busca um diálogo entre o invisível móvel e o&lt;br /&gt;
visível imóvel – quais as distâncias e proximidades existentes entre esses dois estados? como uma coisa afeta a outra?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
abrir a percepção para a imobilidade amplia as possibilidades de movimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
aliados a esta pesquisa com/no corpo, estão a imagem (especialmente fotografia e vídeo) e a roupa (a costura). processos de criação em torno dessas questões vem sendo desenvolvidos, e todas essas coisas se relacionam e intercessionam. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a imobilidade e os animais &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a imobilidade corporal, promovida por mecanismos neurais ativos que suspendem a emissão de atividade motora dos músculos esqueléticos, é uma '''manifestação comportamental''' compartilhada por inúmeras espécies animais. assim, é possível observá-la durante o sono da maioria das espécies, nos filhotes de a mamíferos quando suspensos pela pele dorsal do pescoço pelas mães que os transportam seguros nos dentes, em predadores durante a espreita para emboscar uma presa, em vários animais em situações de alerta ou medo, em animais que mimetizam elementos inanimados do ambiente e em outras situações mais específicas, tal como nas fêmeas de muitas espécies durante a cópula. a ampla variedade de situações, a vasta gama topográfica '''das posturas de imobilidade''' e o número de espécies em que ela ocorre levaram a cunhar o termo respostas de imobilidade para designá-las em conjunto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
estas imobilidades têm '''funções adaptativas''' diferentes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
discute-se se existe '''uma resposta de imobilidade fundamental com expressões diferentes''', induzida por uma série de estímulos diferentes e segundo a espécie considerada, ou se existem '''diferentes formas de imobilidade com diferentes características''' em cada espécie e diferentes formas de imobilidade coexistam em uma mesma espécie.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a imobilidade pertence à categoria de '''comportamentos de defesa''', precedida inicialmente por emissão de comportamentos de enfrentamento e são respostas evocadas por uma situação de estresse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a imobilidade se instala após período inicial de '''emissão intensa de tentativas de evasão''' da situação estressante e aversiva.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a inescapabilidade nestas situações é uma possibilidade e a '''emissão de imobilidade''', após um período de '''enfrentamento ativo''', pode ter a função de '''conservação de energia''' para gasto em condições mais favoráveis, ou ser manifestação de um '''estado depressivo''' que evoluiu filogeneticamente para tornar indiferente o sofrimento da morte em condições adversas extremas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo: imobilidade animal.jpg]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a imobilidade e a roupa&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
trajes que se destinavam a '''esconder o corpo''' pela '''rigidez e imobilidade'''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
durante mais de cinquenta anos, um dos recursos do tratamento psiquiátrico era utilizar uma '''camisa de lona resistente''', com as mangas muito compridas e fechadas que eram '''amarradas firmemente''', com cordões. os braços e a parte superior do corpo ficavam amarrados às costas, '''impedindo movimentos''' violentos e deixando o paciente '''imobilizado e inofensivo'''. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ele é despojado de suas roupas e vestido com as '''imensas vestimentas''' da instituição. as largas roupas o '''impedem''' de perceber as condições do próprio corpo. '''o espaço ocupado é sempre o mesmo''' - imóvel, caminha em círculos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo: camisa de força.png]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Lia</name></author>	</entry>

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		<title>Julia Pombo</title>
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				<updated>2015-01-13T18:39:54Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Lia: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;a proposta de investigar a imobilidade parte de processos criativos desenvolvidos com o corpo em suas possibilidades de mover, fragmentar, relacionar, e estar em limite, abrindo novos processos de subjetivação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a imobilidade faz parte do mover, ela nunca é absoluta. o corpo passa por diversos e intensos processos de movimento, mesmo quando está visivelmente parado. a proposta busca um diálogo entre o invisível móvel e o&lt;br /&gt;
visível imóvel – quais as distâncias e proximidades existentes entre esses dois estados? como uma coisa afeta a outra?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
abrir a percepção para a imobilidade amplia as possibilidades de movimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
aliados a esta pesquisa com/no corpo, estão a imagem (especialmente fotografia e vídeo) e a roupa (a costura). processos de criação em torno dessas questões vem sendo desenvolvidos, e todas essas coisas se relacionam e intercessionam. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a imobilidade e os animais &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a imobilidade corporal, promovida por mecanismos neurais ativos que suspendem a emissão de atividade motora dos músculos esqueléticos, é uma '''manifestação comportamental''' compartilhada por inúmeras espécies animais. assim, é possível observá-la durante o sono da maioria das espécies, nos filhotes de a mamíferos quando suspensos pela pele dorsal do pescoço pelas mães que os transportam seguros nos dentes, em predadores durante a espreita para emboscar uma presa, em vários animais em situações de alerta ou medo, em animais que mimetizam elementos inanimados do ambiente e em outras situações mais específicas, tal como nas fêmeas de muitas espécies durante a cópula. a ampla variedade de situações, a vasta gama topográfica '''das posturas de imobilidade''' e o número de espécies em que ela ocorre levaram a cunhar o termo respostas de imobilidade para designá-las em conjunto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
estas imobilidades têm '''funções adaptativas''' diferentes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
discute-se se existe '''uma resposta de imobilidade fundamental com expressões diferentes''', induzida por uma série de estímulos diferentes e segundo a espécie considerada, ou se existem '''diferentes formas de imobilidade com diferentes características''' em cada espécie e diferentes formas de imobilidade coexistam em uma mesma espécie.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a imobilidade pertence à categoria de '''comportamentos de defesa''', precedida inicialmente por emissão de comportamentos de enfrentamento e são respostas evocadas por uma situação de estresse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a imobilidade se instala após período inicial de '''emissão intensa de tentativas de evasão''' da situação estressante e aversiva.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a inescapabilidade nestas situações é uma possibilidade e a '''emissão de imobilidade''', após um período de '''enfrentamento ativo''', pode ter a função de '''conservação de energia''' para gasto em condições mais favoráveis, ou ser manifestação de um '''estado depressivo''' que evoluiu filogeneticamente para tornar indiferente o sofrimento da morte em condições adversas extremas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo: imobilidade animal.jpg]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a imobilidade e a roupa&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
trajes que se destinavam a '''esconder o corpo''' pela '''rigidez e imobilidade'''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
durante mais de cinquenta anos, um dos recursos do tratamento psiquiátrico era utilizar uma '''camisa de lona resistente''', com as mangas muito compridas e fechadas que eram '''amarradas firmemente''', com cordões. os braços e a parte superior do corpo ficavam amarrados às costas, '''impedindo movimentos''' violentos e deixando o paciente '''imobilizado e inofensivo'''. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ele é despojado de suas roupas e vestido com as '''imensas vestimentas''' da instituição. as largas roupas o '''impedem''' de perceber as condições do próprio corpo. '''o espaço ocupado é sempre o mesmo''' - imóvel, caminha em círculos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo: camisa de força.png]]&lt;/div&gt;</summary>
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		<summary type="html">&lt;p&gt;Lia: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;a proposta de investigar a imobilidade parte de processos criativos desenvolvidos com o corpo em suas possibilidades de mover, fragmentar, relacionar, e estar em limite, abrindo novos processos de subjetivação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a imobilidade faz parte do mover, ela nunca é absoluta. o corpo passa por diversos e intensos processos de movimento, mesmo quando está visivelmente parado. a proposta busca um diálogo entre o invisível móvel e o&lt;br /&gt;
visível imóvel – quais as distâncias e proximidades existentes entre esses dois estados? como uma coisa afeta a outra?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
abrir a percepção para a imobilidade amplia as possibilidades de movimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
aliados a esta pesquisa com/no corpo, estão a imagem (especialmente fotografia e vídeo) e a roupa (a costura). processos de criação em torno dessas questões vem sendo desenvolvidos, e todas essas coisas se relacionam e intercessionam. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a imobilidade e os animais &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a imobilidade corporal, promovida por mecanismos neurais ativos que suspendem a emissão de atividade motora dos músculos esqueléticos, é uma '''manifestação comportamental''' compartilhada por inúmeras espécies animais. assim, é possível observá-la durante o sono da maioria das espécies, nos filhotes de a mamíferos quando suspensos pela pele dorsal do pescoço pelas mães que os transportam seguros nos dentes, em predadores durante a espreita para emboscar uma presa, em vários animais em situações de alerta ou medo, em animais que mimetizam elementos inanimados do ambiente e em outras situações mais específicas, tal como nas fêmeas de muitas espécies durante a cópula. a ampla variedade de situações, a vasta gama topográfica '''das posturas de imobilidade''' e o número de espécies em que ela ocorre levaram a cunhar o termo respostas de imobilidade para designá-las em conjunto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
estas imobilidades têm '''funções adaptativas''' diferentes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
discute-se se existe '''uma resposta de imobilidade fundamental com expressões diferentes''', induzida por uma série de estímulos diferentes e segundo a espécie considerada, ou se existem '''diferentes formas de imobilidade com diferentes características''' em cada espécie e diferentes formas de imobilidade coexistam em uma mesma espécie.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a imobilidade pertence à categoria de '''comportamentos de defesa''', precedida inicialmente por emissão de comportamentos de enfrentamento e são respostas evocadas por uma situação de estresse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a imobilidade se instala após período inicial de '''emissão intensa de tentativas de evasão''' da situação estressante e aversiva.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a inescapabilidade nestas situações é uma possibilidade e a '''emissão de imobilidade''', após um período de '''enfrentamento ativo''', pode ter a função de '''conservação de energia''' para gasto em condições mais favoráveis, ou ser manifestação de um '''estado depressivo''' que evoluiu filogeneticamente para tornar indiferente o sofrimento da morte em condições adversas extremas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo: imobilidade animal.jpg]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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a imobilidade e a roupa&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
trajes que se destinavam a '''esconder o corpo''' pela '''rigidez e imobilidade'''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
durante mais de cinquenta anos, um dos recursos do tratamento psiquiátrico era utilizar uma '''camisa de lona resistente''', com as mangas muito compridas e fechadas que eram '''amarradas firmemente''', com cordões. os braços e a parte superior do corpo ficavam amarrados às costas, '''impedindo movimentos''' violentos e deixando o paciente '''imobilizado e inofensivo'''. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ele é despojado de suas roupas e vestido com as '''imensas vestimentas''' da instituição. as largas roupas o '''impedem''' de perceber as condições do próprio corpo. '''o espaço ocupado é sempre o mesmo''' - imóvel, caminha em círculos.&lt;/div&gt;</summary>
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		<summary type="html">&lt;p&gt;Lia: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;a proposta de investigar a imobilidade parte de processos criativos desenvolvidos com o corpo em suas possibilidades de mover, fragmentar, relacionar, e estar em limite, abrindo novos processos de subjetivação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a imobilidade faz parte do mover, ela nunca é absoluta. o corpo passa por diversos e intensos processos de movimento, mesmo quando está visivelmente parado. a proposta busca um diálogo entre o invisível móvel e o&lt;br /&gt;
visível imóvel – quais as distâncias e proximidades existentes entre esses dois estados? como uma coisa afeta a outra?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
abrir a percepção para a imobilidade amplia as possibilidades de movimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
aliados a esta pesquisa com/no corpo, estão a imagem (especialmente fotografia e vídeo) e a roupa (a costura). processos de criação em torno dessas questões vem sendo desenvolvidos, e todas essas coisas se relacionam e intercessionam. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
...&lt;br /&gt;
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a imobilidade e os animais &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a imobilidade corporal, promovida por mecanismos neurais ativos que suspendem a emissão de atividade motora dos músculos esqueléticos, é uma '''manifestação comportamental''' compartilhada por inúmeras espécies animais. assim, é possível observá-la durante o sono da maioria das espécies, nos filhotes de a mamíferos quando suspensos pela pele dorsal do pescoço pelas mães que os transportam seguros nos dentes, em predadores durante a espreita para emboscar uma presa, em vários animais em situações de alerta ou medo, em animais que mimetizam elementos inanimados do ambiente e em outras situações mais específicas, tal como nas fêmeas de muitas espécies durante a cópula. a ampla variedade de situações, a vasta gama topográfica '''das posturas de imobilidade''' e o número de espécies em que ela ocorre levaram a cunhar o termo respostas de imobilidade para designá-las em conjunto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
estas imobilidades têm '''funções adaptativas''' diferentes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
discute-se se existe '''uma resposta de imobilidade fundamental com expressões diferentes''', induzida por uma série de estímulos diferentes e segundo a espécie considerada, ou se existem '''diferentes formas de imobilidade com diferentes características''' em cada espécie e diferentes formas de imobilidade coexistam em uma mesma espécie.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a imobilidade pertence à categoria de '''comportamentos de defesa''', precedida inicialmente por emissão de comportamentos de enfrentamento e são respostas evocadas por uma situação de estresse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a imobilidade se instala após período inicial de '''emissão intensa de tentativas de evasão''' da situação estressante e aversiva.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a inescapabilidade nestas situações é uma possibilidade e a '''emissão de imobilidade''', após um período de '''enfrentamento ativo''', pode ter a função de '''conservação de energia''' para gasto em condições mais favoráveis, ou ser manifestação de um '''estado depressivo''' que evoluiu filogeneticamente para tornar indiferente o sofrimento da morte em condições adversas extremas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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a imobilidade e a roupa&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
trajes que se destinavam a '''esconder o corpo''' pela '''rigidez e imobilidade'''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
durante mais de cinquenta anos, um dos recursos do tratamento psiquiátrico era utilizar uma '''camisa de lona resistente''', com as mangas muito compridas e fechadas que eram '''amarradas firmemente''', com cordões. os braços e a parte superior do corpo ficavam amarrados às costas, '''impedindo movimentos''' violentos e deixando o paciente '''imobilizado e inofensivo'''. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ele é despojado de suas roupas e vestido com as '''imensas vestimentas''' da instituição. as largas roupas o '''impedem''' de perceber as condições do próprio corpo. '''o espaço ocupado é sempre o mesmo''' - imóvel, caminha em círculos.&lt;/div&gt;</summary>
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		<title>Julia Pombo</title>
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				<updated>2015-01-13T18:30:04Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Lia: Criou página com 'a proposta de investigar a imobilidade parte de processos criativos desenvolvidos com o corpo em suas possibilidades de mover, fragmentar, relacionar, e estar em limite, abrin...'&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;a proposta de investigar a imobilidade parte de processos criativos desenvolvidos com o corpo em suas possibilidades de mover, fragmentar, relacionar, e estar em limite, abrindo novos processos de subjetivação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a imobilidade faz parte do mover, ela nunca é absoluta. o corpo passa por diversos e intensos processos de movimento, mesmo quando está visivelmente parado. a proposta busca um diálogo entre o invisível móvel e o&lt;br /&gt;
visível imóvel – quais as distâncias e proximidades existentes entre esses dois estados? como uma coisa afeta a outra?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
abrir a percepção para a imobilidade amplia as possibilidades de movimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
aliados a esta pesquisa com/no corpo, estão a imagem (especialmente fotografia e vídeo) e a roupa (a costura). processos de criação em torno dessas questões vem sendo desenvolvidos, e todas essas coisas se relacionam e intercessionam. &lt;br /&gt;
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***&lt;br /&gt;
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a imobilidade e os animais &lt;br /&gt;
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a imobilidade corporal, promovida por mecanismos neurais ativos que suspendem a emissão de atividade motora dos músculos esqueléticos, é uma '''manifestação comportamental''' compartilhada por inúmeras espécies animais. assim, é possível observá-la durante o sono da maioria das espécies, nos filhotes de a mamíferos quando suspensos pela pele dorsal do pescoço pelas mães que os transportam seguros nos dentes, em predadores durante a espreita para emboscar uma presa, em vários animais em situações de alerta ou medo, em animais que mimetizam elementos inanimados do ambiente e em outras situações mais específicas, tal como nas fêmeas de muitas espécies durante a cópula. a ampla variedade de situações, a vasta gama topográfica '''das posturas de imobilidade''' e o número de espécies em que ela ocorre levaram a cunhar o termo respostas de imobilidade para designá-las em conjunto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
estas imobilidades têm '''funções adaptativas''' diferentes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
discute-se se existe '''uma resposta de imobilidade fundamental com expressões diferentes''', induzida por uma série de estímulos diferentes e segundo a espécie considerada, ou se existem '''diferentes formas de imobilidade com diferentes características''' em cada espécie e diferentes formas de imobilidade coexistam em uma mesma espécie.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a imobilidade pertence à categoria de '''comportamentos de defesa''', precedida inicialmente por emissão de comportamentos de enfrentamento e são respostas evocadas por uma situação de estresse.&lt;br /&gt;
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a imobilidade se instala após período inicial de '''emissão intensa de tentativas de evasão''' da situação estressante e aversiva.&lt;br /&gt;
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a inescapabilidade nestas situações é uma possibilidade e a '''emissão de imobilidade''', após um período de '''enfrentamento ativo''', pode ter a função de '''conservação de energia''' para gasto em condições mais favoráveis, ou ser manifestação de um '''estado depressivo''' que evoluiu filogeneticamente para tornar indiferente o sofrimento da morte em condições adversas extremas&lt;br /&gt;
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[[Arquivo:imobilidade animal.jpg]]&lt;br /&gt;
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trajes que se destinavam a '''esconder o corpo''' pela '''rigidez e imobilidade'''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
durante mais de cinquenta anos, um dos recursos do tratamento psiquiátrico era utilizar uma '''camisa de lona resistente''', com as mangas muito compridas e fechadas que eram '''amarradas firmemente''', com cordões. os braços e a parte superior do corpo ficavam amarrados às costas, '''impedindo movimentos''' violentos e deixando o paciente '''imobilizado e inofensivo'''. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ele é despojado de suas roupas e vestido com as '''imensas vestimentas''' da instituição. as largas roupas o '''impedem''' de perceber as condições do próprio corpo. '''o espaço ocupado é sempre o mesmo''' - imóvel, caminha em círculos.&lt;br /&gt;
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[[Arquivo:camisa de força.png]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Lia</name></author>	</entry>

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