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		<title>wiki da nuvem - Contribuições do(a) usuário(a) [pt-br]</title>
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		<subtitle>Contribuições do(a) usuário(a)</subtitle>
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		<title>Joana Quiroga</title>
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		<summary type="html">&lt;p&gt;Joana Quiroga: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
'''''FERMENTO'''''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
Sou uma mistura: vinda da Filosofia, enveredei pela arte e acabei me tornando curadora, cozinheira, fotógrafa, escritora. Por longos anos me obriguei a ser somente uma coisa, porém todas tentativas fracassaram. O que percebi neste processo é que para mim há algo que unifica, ainda que não saiba explicar, tudo aquilo a que me dedico. De fato são tantas as relações que vejo entre estes e outros saberes que o único que se mostrou constante é a necessidade de revisitar este sentido que permite tais conexões e a reinvenção do modo de externá-lo. Isso me fez consentir de que não há como – nem porque – separar o que faço sendo mais ajustado, portanto,  assumir e mergulhar neste indizível que me fundamenta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, esta descoberta que relato é uma decisão muito nova – ainda que ela já houvesse sido tomada muito antes, sem que eu me desse conta, quando comecei a trilhar meu caminho pela arte. No momento presente o desafio se torna reunir aquilo em que atuo, deixando-o desenvolver desde esta nova perspectiva. Por isso a necessidade da pausa, do simples, sempre matéria tão fértil para o desafio de auscultar a complexidade. A oportunidade procurada com esta residência foi, portanto, propiciar novos diálogos entre estes saberes dando-lhes espaço para outros nascimentos, e buscar fazer do meu desconhecimento diante disso alimento para o futuro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por isso, propus para a residência algo simples e objetivo, no entanto cheio de simbolismos: fazer meu primeiro pão de fermentação natural. Neste tipo de fermentação uma das misturas de ingredientes mais básicas, farinha e água, é exposta ao tempo e ao espaço para que reaja às suas variações e às intempéries, exigindo daquele que deseja o pão a observação silenciosa e paciente. A fermentação nada mais é do que o processo de apodrecimento que, no entanto, se manejado de modo especial, num diálogo obediente às singelas e sutis demandas da vida que se torna presente naquela mistura, possibilita transformar a decomposição em alimento. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta pequenina aventura-experiência, consiste, deste modo, num microcosmos do que acontece comigo neste novo corpo de ideias, ainda pura potência que, aos poucos, na investigação e cuidado das interações, transforma-se em sustento para o que está por vir.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[imagem:Fermentação_Natural_(reduzida)_(1).jpg|por omissão|por omissão|320px|Fermentação Natural - Joana Quiroga]][[imagem:Fermentação Natural (reduzida) (2).jpg|por omissão|por omissão|320px|Fermentação Natural - Joana Quiroga]][[imagem:Fermentação Natural (reduzida) (6).jpg|por omissão|por omissão|320px|Fermentação Natural - Joana Quiroga]]&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
* Consiga um pote de vidro. Limpe-o usando água quente. Deixe que esfrie. &lt;br /&gt;
* Faça uma mistura de farinha e água (filtrada ou mineral) na proporção de uma medida do primeiro para duas do segundo, até ficar homogênea.&lt;br /&gt;
* Cubra com um pano limpo, que permita a passagem de ar.&lt;br /&gt;
* Deixe o pote em local ao abrigo da luz, do vento e do frio.&lt;br /&gt;
* Aguarde. No mínimo um dia.&lt;br /&gt;
* Observe.&lt;br /&gt;
* Quando a mistura mudar seu cheiro e consistência, apresentando bolhas de ar, alimente-a com um pouco mais de farinha e água, na mesma proporção do segundo passo.&lt;br /&gt;
* Cubra com um pano limpo, que permita a passagem de ar.&lt;br /&gt;
* Deixe o pote em local ao abrigo da luz, do vento e do frio.&lt;br /&gt;
* Aguarde.&lt;br /&gt;
* Observe.&lt;br /&gt;
* Espere que a mistura responda com bolhas e repita a alimentação a fim de fortalece-la e mantê-la ativa. Número de repetições indefinido.&lt;br /&gt;
* Quando perceber que a mistura sempre responde com bolhas depois que alimentada, significa que tornou-se fermento e que está pronta para produzir o pão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
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[[imagem:Fermentação Natural (reduzida) (4).jpg|por omissão|por omissão|320px|Fermentação Natural - Joana Quiroga]][[imagem:Fermentação Natural (reduzida) (5).jpg |por omissão|por omissão|320px|Fermentação Natural - Joana Quiroga]][[imagem:Fermentação Natural (reduzida) (7).jpg |por omissão|por omissão|320px|Fermentação Natural - Joana Quiroga]][[imagem:Fermentação Natural (reduzida) (8).jpg |por omissão|por omissão|320px|Fermentação Natural - Joana Quiroga]][[imagem:Fermentação Natural (reduzida) (3).jpg|por omissão|por omissão|320px|Fermentação Natural - Joana Quiroga]][[imagem:Fermentação Natural (reduzida) (9).jpg|por omissão|por omissão|320px|Fermentação Natural - Joana Quiroga]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
* Uma vez com com o fermento, continue a alimentá-lo periodicamente a fim de que permaneça vivo. Caso você queira que ele gere o pão, alimente-o em maior quantidade até obter volume suficiente. Proporção: tomando a farinha como referência, a quantidade deve ser trinta por cento do peso de farinha que se decidiu usar. Observação: duzentos gramas de fermento ocupam pouco menos que duzentos mililitros.&lt;br /&gt;
* Separe a quantidade de fermento que usará para o pão. A parte que fica, alimente e aguarde a resposta com bolhas. Agora o fermento poderá ser mantido em geladeira e consequentemente alimentado em intervalos maiores.&lt;br /&gt;
* ''Importante: doe fermento sempre que possível.''&lt;br /&gt;
* Alimente a parte separada para fazer o pão. Tampe e aguarde a resposta com muitas bolhas.&lt;br /&gt;
* Transfira para uma vasilha grande suficiente para misturar todos os ingredientes. Medidas: para cada quilo de farinha, usa-se cerca de quatrocentos mililitros de água e duas colheres de chá de sal. Mas tudo isso é variável. Talvez seja mais, talvez menos.&lt;br /&gt;
* Misture com as mãos ou uma colher até obter uma massa homogênea, úmida, mas que não grude muito.&lt;br /&gt;
* Usando o peso de seu corpo, sove esta massa com as mãos até que perceba que sua consistência tenha mudado: ela se tornará elástica e de textura uniforme.&lt;br /&gt;
* Cubra a massa com um pano e deixe-o descansar ao abrigo do vento, luz e calor e frio excessivos, até que dobre de volume.&lt;br /&gt;
* Retire o ar que se formou na massa, sove um pouco mais e molde o pão. Deixe-o descansar até que cresça novamente.&lt;br /&gt;
* Pré-aqueça o forno em temperatura alta (entre duzentos e duzentos e vinte graus).&lt;br /&gt;
* Asse-o até que ganhe uma cor dourada. Observação: o som do pão é uma das formas dele indicar que está pronto. Você deve ouvi-lo oco ao tocar em seu fundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
Pelas fotos enquanto estava com a mão na massa, agradeço às queridas desbravadoras [[Marcela Antunes]], [[Camila Lacerda]] e [[Ana Cláudia Menezes]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt; &lt;br /&gt;
http://www.joanaquiroga.com&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Joana Quiroga</name></author>	</entry>

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		<id>https://wiki.nuvem.art.br/index.php?title=Joana_Quiroga&amp;diff=13039</id>
		<title>Joana Quiroga</title>
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				<updated>2015-02-03T15:06:08Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Joana Quiroga: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
'''''FERMENTO'''''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
Sou uma mistura: vinda da Filosofia, enveredei pela arte e acabei me tornando curadora, cozinheira, fotógrafa, escritora. Por longos anos me obriguei a ser somente uma coisa, porém todas tentativas fracassaram. O que percebi neste processo é que para mim há algo que unifica, ainda que não saiba explicar, tudo aquilo a que me dedico. De fato são tantas as relações que vejo entre estes e outros saberes que o único que se mostrou constante é a necessidade de revisitar este sentido que permite tais conexões e a reinvenção do modo de externá-lo. Isso me fez consentir de que não há como – nem porque – separar o que faço sendo mais ajustado, portanto,  assumir e mergulhar neste indizível que me fundamenta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, esta descoberta que relato é uma decisão muito nova – ainda que ela já houvesse sido tomada muito antes, sem que eu me desse conta, quando comecei a trilhar meu caminho pela arte. No momento presente o desafio se torna reunir aquilo em que atuo, deixando-o desenvolver desde esta nova perspectiva. Por isso a necessidade da pausa, do simples, sempre matéria tão fértil para o desafio de auscultar a complexidade. A oportunidade procurada com esta residência foi, portanto, propiciar novos diálogos entre estes saberes dando-lhes espaço para outros nascimentos, e buscar fazer do meu desconhecimento diante disso alimento para o futuro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por isso, propus para a residência algo simples e objetivo, no entanto cheio de simbolismos: fazer meu primeiro pão de fermentação natural. Neste tipo de fermentação uma das misturas de ingredientes mais básicas, farinha e água, é exposta ao tempo e ao espaço para que reaja às suas variações e às intempéries, exigindo daquele que deseja o pão a observação silenciosa e paciente. A fermentação nada mais é do que o processo de apodrecimento que, no entanto, se manejado de modo especial, num diálogo obediente às singelas e sutis demandas da vida que se torna presente naquela mistura, possibilita transformar a decomposição em alimento. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta pequenina aventura-experiência, consiste, deste modo, num microcosmos do que acontece comigo neste novo corpo de ideias, ainda pura potência que, aos poucos, na investigação e cuidado das interações, transforma-se em sustento para o que está por vir.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
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[[imagem:Fermentação_Natural_(reduzida)_(1).jpg|por omissão|por omissão|320px|Fermentação Natural - Joana Quiroga]][[imagem:Fermentação Natural (reduzida) (2).jpg|por omissão|por omissão|320px|Fermentação Natural - Joana Quiroga]][[imagem:Fermentação Natural (reduzida) (6).jpg|por omissão|por omissão|320px|Fermentação Natural - Joana Quiroga]]&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
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* Consiga um pote de vidro. Limpe-o usando água quente. Deixe que esfrie. &lt;br /&gt;
* Faça uma mistura de farinha e água (filtrada ou mineral) na proporção de uma medida do primeiro para duas do segundo, até ficar homogênea.&lt;br /&gt;
* Cubra com um pano limpo, que permita a passagem de ar.&lt;br /&gt;
* Deixe o pote em local ao abrigo da luz, do vento e do frio.&lt;br /&gt;
* Aguarde. No mínimo um dia.&lt;br /&gt;
* Observe.&lt;br /&gt;
* Quando a mistura mudar seu cheiro e consistência, apresentando bolhas de ar, alimente-a com um pouco mais de farinha e água, na mesma proporção do segundo passo.&lt;br /&gt;
* Cubra com um pano limpo, que permita a passagem de ar.&lt;br /&gt;
* Deixe o pote em local ao abrigo da luz, do vento e do frio.&lt;br /&gt;
* Aguarde.&lt;br /&gt;
* Observe.&lt;br /&gt;
* Espere que a mistura responda com bolhas e repita a alimentação a fim de fortalece-la e mantê-la ativa. Número de repetições indefinido.&lt;br /&gt;
* Quando perceber que a mistura sempre responde com bolhas depois que alimentada, significa que tornou-se fermento e que está pronta para produzir o pão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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[[imagem:Fermentação Natural (reduzida) (4).jpg|por omissão|por omissão|320px|Fermentação Natural - Joana Quiroga]][[imagem:Fermentação Natural (reduzida) (5).jpg |por omissão|por omissão|320px|Fermentação Natural - Joana Quiroga]][[imagem:Fermentação Natural (reduzida) (7).jpg |por omissão|por omissão|320px|Fermentação Natural - Joana Quiroga]][[imagem:Fermentação Natural (reduzida) (8).jpg |por omissão|por omissão|320px|Fermentação Natural - Joana Quiroga]][[imagem:Fermentação Natural (reduzida) (3).jpg|por omissão|por omissão|320px|Fermentação Natural - Joana Quiroga]][[imagem:Fermentação Natural (reduzida) (9).jpg|por omissão|por omissão|320px|Fermentação Natural - Joana Quiroga]]&lt;br /&gt;
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* Uma vez com com o fermento, separe a quantidade de fermento que usará para produzir o pão. Proporção: tomando a farinha como referência, a quantidade deve ser trinta por cento do peso de farinha que se decidiu usar. Observação: duzentos gramas de fermento ocupam pouco menos que duzentos mililitros.&lt;br /&gt;
* A parte que será guardada para o próximo pão, alimente como feito anteriormente. Agora o fermento poderá ser mantido em geladeira e consequentemente alimentado em intervalos maiores.&lt;br /&gt;
* Alimente a parte separada para fazer o pão. Tampe e aguarde a resposta com muitas bolhas.&lt;br /&gt;
* Transfira para uma vasilha grande suficiente para misturar todos os ingredientes. Medidas: para cada quilo de farinha, usa-se cerca de quatrocentos mililitros de água e duas colheres de chá de sal. Mas tudo isso é variável. Talvez seja mais, talvez menos.&lt;br /&gt;
* Misture com as mãos ou uma colher até obter uma massa homogênea, úmida, mas que não grude muito.&lt;br /&gt;
* Usando o peso de seu corpo, sove esta massa com as mãos até que perceba que sua consistência tenha mudado: ela se tornará elástica e de textura uniforme.&lt;br /&gt;
* Cubra a massa com um pano e deixe-o descansar ao abrigo do vento, luz e calor e frio excessivos, até que dobre de volume.&lt;br /&gt;
* Retire o ar que se formou na massa, sove um pouco mais e molde o pão. Deixe-o descansar até que cresça novamente.&lt;br /&gt;
* Pré-aqueça o forno em temperatura alta (entre duzentos e duzentos e vinte graus).&lt;br /&gt;
* Asse-o até que ganhe uma cor dourada. Observação: o som do pão é uma das formas dele indicar que está pronto. Você deve ouvi-lo oco ao tocar em seu fundo.&lt;br /&gt;
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Pelas fotos enquanto estava com a mão na massa, agradeço às queridas desbravadoras [[Marcela Antunes]], [[Camila Lacerda]] e [[Ana Cláudia Menezes]].&lt;br /&gt;
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&amp;lt;br /&amp;gt; &lt;br /&gt;
http://www.joanaquiroga.com&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Joana Quiroga</name></author>	</entry>

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		<id>https://wiki.nuvem.art.br/index.php?title=Joana_Quiroga&amp;diff=13037</id>
		<title>Joana Quiroga</title>
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				<updated>2015-02-03T12:53:17Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Joana Quiroga: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
'''''FERMENTO'''''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
Sou uma mistura: vinda da Filosofia, enveredei pela arte e acabei me tornando curadora, cozinheira, fotógrafa, escritora. Por longos anos me obriguei a ser somente uma coisa, porém todas tentativas fracassaram. O que percebi neste processo é que para mim há algo que unifica, ainda que não saiba explicar, tudo aquilo a que me dedico. De fato são tantas as relações que vejo entre estes e outros saberes que o único que se mostrou constante é a necessidade de revisitar este sentido que permite tais conexões e a reinvenção do modo de externá-lo. Isso me fez consentir de que não há como – nem porque – separar o que faço sendo mais ajustado, portanto,  assumir e mergulhar neste indizível que me fundamenta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, esta descoberta que relato é uma decisão muito nova – ainda que ela já houvesse sido tomada muito antes, sem que eu me desse conta, quando comecei a trilhar meu caminho pela arte. No momento presente o desafio se torna reunir aquilo em que atuo, deixando-o desenvolver desde esta nova perspectiva. Por isso a necessidade da pausa, do simples, sempre matéria tão fértil para o desafio de auscultar a complexidade. A oportunidade procurada com esta residência foi, portanto, propiciar novos diálogos entre estes saberes dando-lhes espaço para outros nascimentos, e buscar fazer do meu desconhecimento diante disso alimento para o futuro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por isso, propus para a residência algo simples e objetivo, no entanto cheio de simbolismos: fazer meu primeiro pão de fermentação natural. Neste tipo de fermentação uma das misturas de ingredientes mais básicas, farinha e água, é exposta ao tempo e ao espaço para que reaja às suas variações e às intempéries, exigindo daquele que deseja o pão a observação silenciosa e paciente. A fermentação nada mais é do que o processo de apodrecimento que, no entanto, se manejado de modo especial, num diálogo obediente às singelas e sutis demandas da vida que se torna presente naquela mistura, possibilita transformar a decomposição em alimento. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta pequenina aventura-experiência, consiste, deste modo, num microcosmos do que acontece comigo neste novo corpo de ideias, ainda pura potência que, aos poucos, na investigação e cuidado das interações, transforma-se em sustento para o que está por vir.&lt;br /&gt;
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* Consiga um pote de vidro. Limpe-o usando água quente. Deixe que esfrie. &lt;br /&gt;
* Faça uma mistura de farinha e água (filtrada ou mineral) na proporção de uma medida do primeiro para duas do segundo, até ficar homogênea.&lt;br /&gt;
* Cubra com um pano limpo, que permita a passagem de ar.&lt;br /&gt;
* Deixe o pote em local ao abrigo da luz, do vento e do frio.&lt;br /&gt;
* Aguarde. No mínimo um dia.&lt;br /&gt;
* Observe.&lt;br /&gt;
* Quando a mistura mudar seu cheiro e consistência, apresentando bolhas de ar, alimente-a com um pouco mais de farinha e água, na mesma proporção do segundo passo.&lt;br /&gt;
* Cubra com um pano limpo, que permita a passagem de ar.&lt;br /&gt;
* Deixe o pote em local ao abrigo da luz, do vento e do frio.&lt;br /&gt;
* Aguarde.&lt;br /&gt;
* Observe.&lt;br /&gt;
* Espere que a mistura responda com bolhas e repita a alimentação a fim de fortalece-la e mantê-la ativa. Número de repetições indefinido.&lt;br /&gt;
* Quando perceber que a mistura sempre responde com bolhas depois que alimentada, significa que tornou-se fermento e que está pronta para produzir o pão.&lt;br /&gt;
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* Uma vez com com o fermento, separe a quantidade de fermento que usará para produzir o pão. Proporção: tomando a farinha como referência, a quantidade deve ser trinta por cento do peso de farinha que se decidiu usar. Observação: duzentos gramas de fermento ocupam pouco menos que duzentos mililitros.&lt;br /&gt;
* A parte que será guardada para o próximo pão, alimente como feito anteriormente. Agora o fermento poderá ser mantido em geladeira e consequentemente alimentado em intervalos maiores.&lt;br /&gt;
* Alimente a parte separada para fazer o pão. Tampe e aguarde a resposta com muitas bolhas.&lt;br /&gt;
* Transfira para uma vasilha grande suficiente para misturar todos os ingredientes. Medidas: para cada quilo de farinha, usa-se cerca de quatrocentos mililitros de água e duas colheres de chá de sal. Mas tudo isso é variável. Talvez seja mais, talvez menos.&lt;br /&gt;
* Misture com as mãos ou uma colher até obter uma massa homogênea, úmida, mas que não grude muito.&lt;br /&gt;
* Usando o peso de seu corpo, sove esta massa com as mãos até que perceba que sua consistência tenha mudado: ela se tornará elástica e de textura uniforme.&lt;br /&gt;
* Cubra a massa com um pano e deixe-o descansar ao abrigo do vento, luz e calor e frio excessivos, até que dobre de volume.&lt;br /&gt;
* Retire o ar que se formou na massa, sove um pouco mais e molde o pão. Deixe-o descansar até que cresça novamente.&lt;br /&gt;
* Pré-aqueça o forno em temperatura alta (entre duzentos e duzentos e vinte graus).&lt;br /&gt;
* Asse-o até que ganhe uma cor dourada. Observação: o som do pão é uma das formas dele indicar que está pronto. Você deve ouvi-lo oco ao tocar em seu fundo.&lt;br /&gt;
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Pelas fotos enquanto estava com a mão na massa, agradeço às queridas desbravadoras [[Marcela Antunes]], [[Camila Lacerda]], [[Ana Cláudia Menezes]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&amp;lt;br /&amp;gt; &lt;br /&gt;
http://www.joanaquiroga.com&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Joana Quiroga</name></author>	</entry>

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		<title>Joana Quiroga</title>
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				<updated>2015-02-03T12:40:17Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Joana Quiroga: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
'''''FERMENTO'''''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
Sou uma mistura: formada em filosofia, me tornei pesquisadora de intervenções urbanas, curadora, cozinheira, fotógrafa, escritora. Por longos anos me obriguei a ser somente uma coisa, porém todas minhas tentativas fracassaram. O que percebi neste processo é que para mim há algo que unifica, ainda que não saiba explicar, tudo aquilo a que me dedico. De fato são tantas as relações que vejo entre estes e outros saberes que o único que se mostrou constante é a necessidade de revisitar este sentido que permite tais conexões e a reinvenção do modo de externá-lo. Isso me fez consentir de que não há como – nem porque – separar o que faço sendo mais ajustado, portanto,  assumir e mergulhar neste indizível que me fundamenta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, esta descoberta que relato é uma decisão muito nova – ainda que ela já houvesse sido tomada muito antes, sem que eu me desse conta, quando comecei a trilhar meu caminho pela arte. No momento presente o desafio se torna reunir aquilo em que atuo, deixando-o desenvolver desde esta nova perspectiva. Por isso a necessidade da pausa, do simples, sempre matéria tão fértil para o desafio de auscultar a complexidade. A oportunidade procurada com esta residência foi, portanto, propiciar novos diálogos entre estes saberes dando-lhes espaço para outros nascimentos, e buscar fazer do meu desconhecimento diante disso alimento para o futuro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por isso, propus para a residência algo simples e objetivo, no entanto cheio de simbolismos: fazer meu primeiro pão de fermentação natural. Neste tipo de fermentação uma das misturas de ingredientes mais básicas, farinha e água, é exposta ao tempo e ao espaço para que reaja às suas variações e às intempéries, exigindo daquele que deseja o pão a observação silenciosa e paciente. A fermentação nada mais é do que o processo de apodrecimento que, no entanto, se manejado de modo especial, num diálogo obediente às singelas e sutis demandas da vida que se torna presente naquela mistura, possibilita transformar a decomposição em alimento. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta pequenina aventura-experiência, consiste, deste modo, num microcosmos do que acontece comigo neste novo corpo de ideias, ainda pura potência que, aos poucos, na investigação e cuidado das interações, transforma-se em sustento para o que está por vir.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[imagem:Fermentação_Natural_(reduzida)_(1).jpg|por omissão|por omissão|320px|Fermentação Natural - Joana Quiroga]][[imagem:Fermentação Natural (reduzida) (2).jpg|por omissão|por omissão|320px|Fermentação Natural - Joana Quiroga]][[imagem:Fermentação Natural (reduzida) (6).jpg|por omissão|por omissão|320px|Fermentação Natural - Joana Quiroga]]&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
* Consiga um pote de vidro. Limpe-o usando água quente. Deixe que esfrie. &lt;br /&gt;
* Faça uma mistura de farinha e água (filtrada ou mineral) na proporção de uma medida do primeiro para duas do segundo, até ficar homogênea.&lt;br /&gt;
* Cubra com um pano limpo, que permita a passagem de ar.&lt;br /&gt;
* Deixe o pote em local ao abrigo da luz, do vento e do frio.&lt;br /&gt;
* Aguarde. No mínimo um dia.&lt;br /&gt;
* Observe.&lt;br /&gt;
* Quando a mistura mudar seu cheiro e consistência, apresentando bolhas de ar, alimente-a com um pouco mais de farinha e água, na mesma proporção do segundo passo.&lt;br /&gt;
* Cubra com um pano limpo, que permita a passagem de ar.&lt;br /&gt;
* Deixe o pote em local ao abrigo da luz, do vento e do frio.&lt;br /&gt;
* Aguarde.&lt;br /&gt;
* Observe.&lt;br /&gt;
* Espere que a mistura responda com bolhas e repita a alimentação a fim de fortalece-la e mantê-la ativa. Número de repetições indefinido.&lt;br /&gt;
* Quando perceber que a mistura sempre responde com bolhas depois que alimentada, significa que tornou-se fermento e que está pronta para produzir o pão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
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[[imagem:Fermentação Natural (reduzida) (4).jpg|por omissão|por omissão|320px|Fermentação Natural - Joana Quiroga]][[imagem:Fermentação Natural (reduzida) (5).jpg |por omissão|por omissão|320px|Fermentação Natural - Joana Quiroga]][[imagem:Fermentação Natural (reduzida) (7).jpg |por omissão|por omissão|320px|Fermentação Natural - Joana Quiroga]][[imagem:Fermentação Natural (reduzida) (8).jpg |por omissão|por omissão|320px|Fermentação Natural - Joana Quiroga]][[imagem:Fermentação Natural (reduzida) (3).jpg|por omissão|por omissão|320px|Fermentação Natural - Joana Quiroga]][[imagem:Fermentação Natural (reduzida) (9).jpg|por omissão|por omissão|320px|Fermentação Natural - Joana Quiroga]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
* Uma vez com com o fermento, separe a quantidade de fermento que usará para produzir o pão. Proporção: tomando a farinha como referência, a quantidade deve ser trinta por cento do peso de farinha que se decidiu usar. Observação: duzentos gramas de fermento ocupam pouco menos que duzentos mililitros.&lt;br /&gt;
* A parte que será guardada para o próximo pão, alimente como feito anteriormente. Agora o fermento poderá ser mantido em geladeira e consequentemente alimentado em intervalos maiores.&lt;br /&gt;
* Alimente a parte separada para fazer o pão. Tampe e aguarde a resposta com muitas bolhas.&lt;br /&gt;
* Transfira para uma vasilha grande suficiente para misturar todos os ingredientes. Medidas: para cada quilo de farinha, usa-se cerca de quatrocentos mililitros de água e duas colheres de chá de sal. Mas tudo isso é variável. Talvez seja mais, talvez menos.&lt;br /&gt;
* Misture com as mãos ou uma colher até obter uma massa homogênea, úmida, mas que não grude muito.&lt;br /&gt;
* Usando o peso de seu corpo, sove esta massa com as mãos até que perceba que sua consistência tenha mudado: ela se tornará elástica e de textura uniforme.&lt;br /&gt;
* Cubra a massa com um pano e deixe-o descansar ao abrigo do vento, luz e calor e frio excessivos, até que dobre de volume.&lt;br /&gt;
* Retire o ar que se formou na massa, sove um pouco mais e molde o pão. Deixe-o descansar até que cresça novamente.&lt;br /&gt;
* Pré-aqueça o forno em temperatura alta (entre duzentos e duzentos e vinte graus).&lt;br /&gt;
* Asse-o até que ganhe uma cor dourada. Observação: o som do pão é uma das formas dele indicar que está pronto. Você deve ouvi-lo oco ao tocar em seu fundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
Pelas fotos enquanto estava com a mão na massa, agradeço às queridas desbravadoras [[Marcela Antunes]], [[Camila Lacerda]], [[Ana Cláudia Menezes]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&amp;lt;br /&amp;gt; &lt;br /&gt;
http://www.joanaquiroga.com&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Joana Quiroga</name></author>	</entry>

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		<id>https://wiki.nuvem.art.br/index.php?title=Joana_Quiroga&amp;diff=13035</id>
		<title>Joana Quiroga</title>
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				<updated>2015-02-03T12:39:29Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Joana Quiroga: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;'''''FERMENTO'''''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
Sou uma mistura: formada em filosofia, me tornei pesquisadora de intervenções urbanas, curadora, cozinheira, fotógrafa, escritora. Por longos anos me obriguei a ser somente uma coisa, porém todas minhas tentativas fracassaram. O que percebi neste processo é que para mim há algo que unifica, ainda que não saiba explicar, tudo aquilo a que me dedico. De fato são tantas as relações que vejo entre estes e outros saberes que o único que se mostrou constante é a necessidade de revisitar este sentido que permite tais conexões e a reinvenção do modo de externá-lo. Isso me fez consentir de que não há como – nem porque – separar o que faço sendo mais ajustado, portanto,  assumir e mergulhar neste indizível que me fundamenta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, esta descoberta que relato é uma decisão muito nova – ainda que ela já houvesse sido tomada muito antes, sem que eu me desse conta, quando comecei a trilhar meu caminho pela arte. No momento presente o desafio se torna reunir aquilo em que atuo, deixando-o desenvolver desde esta nova perspectiva. Por isso a necessidade da pausa, do simples, sempre matéria tão fértil para o desafio de auscultar a complexidade. A oportunidade procurada com esta residência foi, portanto, propiciar novos diálogos entre estes saberes dando-lhes espaço para outros nascimentos, e buscar fazer do meu desconhecimento diante disso alimento para o futuro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por isso, propus para a residência algo simples e objetivo, no entanto cheio de simbolismos: fazer meu primeiro pão de fermentação natural. Neste tipo de fermentação uma das misturas de ingredientes mais básicas, farinha e água, é exposta ao tempo e ao espaço para que reaja às suas variações e às intempéries, exigindo daquele que deseja o pão a observação silenciosa e paciente. A fermentação nada mais é do que o processo de apodrecimento que, no entanto, se manejado de modo especial, num diálogo obediente às singelas e sutis demandas da vida que se torna presente naquela mistura, possibilita transformar a decomposição em alimento. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta pequenina aventura-experiência, consiste, deste modo, num microcosmos do que acontece comigo neste novo corpo de ideias, ainda pura potência que, aos poucos, na investigação e cuidado das interações, transforma-se em sustento para o que está por vir.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
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[[imagem:Fermentação_Natural_(reduzida)_(1).jpg|por omissão|por omissão|320px|Fermentação Natural - Joana Quiroga]][[imagem:Fermentação Natural (reduzida) (2).jpg|por omissão|por omissão|320px|Fermentação Natural - Joana Quiroga]][[imagem:Fermentação Natural (reduzida) (6).jpg|por omissão|por omissão|320px|Fermentação Natural - Joana Quiroga]]&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
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* Consiga um pote de vidro. Limpe-o usando água quente. Deixe que esfrie. &lt;br /&gt;
* Faça uma mistura de farinha e água (filtrada ou mineral) na proporção de uma medida do primeiro para duas do segundo, até ficar homogênea.&lt;br /&gt;
* Cubra com um pano limpo, que permita a passagem de ar.&lt;br /&gt;
* Deixe o pote em local ao abrigo da luz, do vento e do frio.&lt;br /&gt;
* Aguarde. No mínimo um dia.&lt;br /&gt;
* Observe.&lt;br /&gt;
* Quando a mistura mudar seu cheiro e consistência, apresentando bolhas de ar, alimente-a com um pouco mais de farinha e água, na mesma proporção do segundo passo.&lt;br /&gt;
* Cubra com um pano limpo, que permita a passagem de ar.&lt;br /&gt;
* Deixe o pote em local ao abrigo da luz, do vento e do frio.&lt;br /&gt;
* Aguarde.&lt;br /&gt;
* Observe.&lt;br /&gt;
* Espere que a mistura responda com bolhas e repita a alimentação a fim de fortalece-la e mantê-la ativa. Número de repetições indefinido.&lt;br /&gt;
* Quando perceber que a mistura sempre responde com bolhas depois que alimentada, significa que tornou-se fermento e que está pronta para produzir o pão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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[[imagem:Fermentação Natural (reduzida) (4).jpg|por omissão|por omissão|320px|Fermentação Natural - Joana Quiroga]][[imagem:Fermentação Natural (reduzida) (5).jpg |por omissão|por omissão|320px|Fermentação Natural - Joana Quiroga]][[imagem:Fermentação Natural (reduzida) (7).jpg |por omissão|por omissão|320px|Fermentação Natural - Joana Quiroga]][[imagem:Fermentação Natural (reduzida) (8).jpg |por omissão|por omissão|320px|Fermentação Natural - Joana Quiroga]][[imagem:Fermentação Natural (reduzida) (3).jpg|por omissão|por omissão|320px|Fermentação Natural - Joana Quiroga]][[imagem:Fermentação Natural (reduzida) (9).jpg|por omissão|por omissão|320px|Fermentação Natural - Joana Quiroga]]&lt;br /&gt;
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* Uma vez com com o fermento, separe a quantidade de fermento que usará para produzir o pão. Proporção: tomando a farinha como referência, a quantidade deve ser trinta por cento do peso de farinha que se decidiu usar. Observação: duzentos gramas de fermento ocupam pouco menos que duzentos mililitros.&lt;br /&gt;
* A parte que será guardada para o próximo pão, alimente como feito anteriormente. Agora o fermento poderá ser mantido em geladeira e consequentemente alimentado em intervalos maiores.&lt;br /&gt;
* Alimente a parte separada para fazer o pão. Tampe e aguarde a resposta com muitas bolhas.&lt;br /&gt;
* Transfira para uma vasilha grande suficiente para misturar todos os ingredientes. Medidas: para cada quilo de farinha, usa-se cerca de quatrocentos mililitros de água e duas colheres de chá de sal. Mas tudo isso é variável. Talvez seja mais, talvez menos.&lt;br /&gt;
* Misture com as mãos ou uma colher até obter uma massa homogênea, úmida, mas que não grude muito.&lt;br /&gt;
* Usando o peso de seu corpo, sove esta massa com as mãos até que perceba que sua consistência tenha mudado: ela se tornará elástica e de textura uniforme.&lt;br /&gt;
* Cubra a massa com um pano e deixe-o descansar ao abrigo do vento, luz e calor e frio excessivos, até que dobre de volume.&lt;br /&gt;
* Retire o ar que se formou na massa, sove um pouco mais e molde o pão. Deixe-o descansar até que cresça novamente.&lt;br /&gt;
* Pré-aqueça o forno em temperatura alta (entre duzentos e duzentos e vinte graus).&lt;br /&gt;
* Asse-o até que ganhe uma cor dourada. Observação: o som do pão é uma das formas dele indicar que está pronto. Você deve ouvi-lo oco ao tocar em seu fundo.&lt;br /&gt;
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Pelas fotos enquanto estava com a mão na massa, agradeço às queridas desbravadoras [[Marcela Antunes]], [[Camila Lacerda]], [[Ana Cláudia Menezes]].&lt;br /&gt;
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&amp;lt;br /&amp;gt; &lt;br /&gt;
http://www.joanaquiroga.com&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Joana Quiroga</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>https://wiki.nuvem.art.br/index.php?title=Joana_Quiroga&amp;diff=13033</id>
		<title>Joana Quiroga</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.nuvem.art.br/index.php?title=Joana_Quiroga&amp;diff=13033"/>
				<updated>2015-02-03T05:01:38Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Joana Quiroga: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;'''Relato de uma pré-proposta de verão.'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sou uma mistura: formada em filosofia, me tornei pesquisadora de intervenções urbanas, curadora, cozinheira, fotógrafa, escritora. Por longos anos me obriguei a ser somente uma coisa, porém todas minhas tentativas fracassaram. O que percebi neste processo é que para mim há algo que unifica, ainda que não saiba explicar, tudo aquilo a que me dedico. De fato são tantas as relações que vejo entre estes e outros saberes que o único que se mostrou constante é a necessidade de revisitar este sentido que permite tais conexões e a reinvenção do modo de externá-lo. Isso me fez consentir de que não há como – nem porque – separar o que faço sendo mais ajustado, portanto,  assumir e mergulhar neste indizível que me fundamenta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, esta descoberta que relato é uma decisão muito nova – ainda que ela já houvesse sido tomada muito antes, sem que eu me desse conta, quando comecei a trilhar meu caminho pela arte. No momento presente o desafio se torna reunir aquilo em que atuo, deixando-o desenvolver desde esta nova perspectiva. Por isso a necessidade da pausa, do simples, sempre matéria tão fértil para o desafio de auscultar a complexidade. A oportunidade procurada com esta residência foi, portanto, propiciar novos diálogos entre estes saberes dando-lhes espaço para outros nascimentos, e buscar fazer do meu desconhecimento diante disso alimento para o futuro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por isso, propus para a residência algo simples e objetivo, no entanto cheio de simbolismos: fazer meu primeiro pão de fermentação natural. Neste tipo de fermentação uma das misturas de ingredientes mais básicas, farinha e água, é exposta ao tempo e ao espaço para que reaja às suas variações e às intempéries, exigindo daquele que deseja o pão a observação silenciosa e paciente. A fermentação nada mais é do que o processo de apodrecimento que, no entanto, se manejado de modo especial, num diálogo obediente às singelas e sutis demandas da vida que se torna presente naquela mistura, possibilita transformar a decomposição em alimento. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta pequenina aventura-experiência, consiste, deste modo, num microcosmos do que acontece comigo neste novo corpo de ideias, ainda pura potência que, aos poucos, na investigação e cuidado das interações, transforma-se em sustento para o que está por vir.&lt;br /&gt;
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* Consiga um pote de vidro. Limpe-o usando água quente. Deixe que esfrie. &lt;br /&gt;
* Faça uma mistura de farinha e água (filtrada ou mineral) na proporção de uma medida do primeiro para duas do segundo, até ficar homogênea.&lt;br /&gt;
* Cubra com um pano limpo, que permita a passagem de ar.&lt;br /&gt;
* Deixe o pote em local ao abrigo da luz, do vento e do frio.&lt;br /&gt;
* Aguarde. No mínimo um dia.&lt;br /&gt;
* Observe.&lt;br /&gt;
* Quando a mistura mudar seu cheiro e consistência, apresentando bolhas de ar, alimente-a com um pouco mais de farinha e água, na mesma proporção do segundo passo.&lt;br /&gt;
* Cubra com um pano limpo, que permita a passagem de ar.&lt;br /&gt;
* Deixe o pote em local ao abrigo da luz, do vento e do frio.&lt;br /&gt;
* Aguarde.&lt;br /&gt;
* Observe.&lt;br /&gt;
* Espere que a mistura responda com bolhas e repita a alimentação a fim de fortalece-la e mantê-la ativa. Número de repetições indefinido.&lt;br /&gt;
* Quando perceber que a mistura sempre responde com bolhas depois que alimentada, significa que tornou-se fermento e que está pronta para produzir o pão.&lt;br /&gt;
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* Uma vez com com o fermento, separe a quantidade de fermento que usará para produzir o pão. Proporção: tomando a farinha como referência, a quantidade deve ser trinta por cento do peso de farinha que se decidiu usar. Observação: duzentos gramas de fermento ocupam pouco menos que duzentos mililitros.&lt;br /&gt;
* A parte que será guardada para o próximo pão, alimente como feito anteriormente. Agora o fermento poderá ser mantido em geladeira e consequentemente alimentado em intervalos maiores.&lt;br /&gt;
* Alimente a parte separada para fazer o pão. Tampe e aguarde a resposta com muitas bolhas.&lt;br /&gt;
* Transfira para uma vasilha grande suficiente para misturar todos os ingredientes. Medidas: para cada quilo de farinha, usa-se cerca de quatrocentos mililitros de água e duas colheres de chá de sal. Mas tudo isso é variável. Talvez seja mais, talvez menos.&lt;br /&gt;
* Misture com as mãos ou uma colher até obter uma massa homogênea, úmida, mas que não grude muito.&lt;br /&gt;
* Usando o peso de seu corpo, sove esta massa com as mãos até que perceba que sua consistência tenha mudado: ela se tornará elástica e de textura uniforme.&lt;br /&gt;
* Cubra a massa com um pano e deixe-o descansar ao abrigo do vento, luz e calor e frio excessivos, até que dobre de volume.&lt;br /&gt;
* Retire o ar que se formou na massa, sove um pouco mais e molde o pão. Deixe-o descansar até que cresça novamente.&lt;br /&gt;
* Pré-aqueça o forno em temperatura alta (entre duzentos e duzentos e vinte graus).&lt;br /&gt;
* Asse-o até que ganhe uma cor dourada. Observação: o som do pão é uma das formas dele indicar que está pronto. Você deve ouvi-lo oco ao tocar em seu fundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
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Pelas fotos enquanto estava com a mão na massa, agradeço às queridas desbravadoras [[Marcela Antunes]], [[Camila Lacerda]], [[Ana Cláudia Menezes]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt; &lt;br /&gt;
http://www.joanaquiroga.com&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Joana Quiroga</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>https://wiki.nuvem.art.br/index.php?title=Joana_Quiroga&amp;diff=13021</id>
		<title>Joana Quiroga</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.nuvem.art.br/index.php?title=Joana_Quiroga&amp;diff=13021"/>
				<updated>2015-02-03T02:14:41Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Joana Quiroga: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;'''Relato de uma pré-proposta de verão.'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sou uma mistura: formada em filosofia, me tornei pesquisadora de intervenções urbanas, curadora, cozinheira, fotógrafa, escritora. Por longos anos me obriguei a ser somente uma coisa, porém todas minhas tentativas fracassaram. O que percebi neste processo é que para mim há algo que unifica, ainda que não saiba explicar, tudo aquilo a que me dedico. De fato são tantas as relações que vejo entre estes e outros saberes que o único que se mostrou constante é a necessidade de revisitar este sentido que permite tais conexões e a reinvenção do modo de externá-lo. Isso me fez consentir de que não há como – nem porque – separar o que faço sendo mais ajustado, portanto,  assumir e mergulhar neste indizível que me fundamenta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, esta descoberta que relato é uma decisão muito nova – ainda que ela já houvesse sido tomada muito antes, sem que eu me desse conta, quando comecei a trilhar meu caminho pela arte. No momento presente o desafio se torna reunir aquilo em que atuo, deixando-o desenvolver desde esta nova perspectiva. Por isso a necessidade da pausa, do simples, sempre matéria tão fértil para o desafio de auscultar a complexidade. A oportunidade procurada com esta residência foi, portanto, propiciar novos diálogos entre estes saberes dando-lhes espaço para outros nascimentos, e buscar fazer do meu desconhecimento diante disso alimento para o futuro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por isso, propus para a residência algo simples e objetivo, no entanto cheio de simbolismos: fazer meu primeiro pão de fermentação natural. Neste tipo de fermentação uma das misturas de ingredientes mais básicas, farinha e água, é exposta ao tempo e ao espaço para que reaja às suas variações e às intempéries, exigindo daquele que deseja o pão a observação silenciosa e paciente. A fermentação nada mais é do que o processo de apodrecimento que, no entanto, se manejado de modo especial, num diálogo obediente às singelas e sutis demandas da vida que se torna presente naquela mistura, possibilita transformar a decomposição em alimento. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta pequenina aventura-experiência, consiste, deste modo, num microcosmos do que acontece comigo neste novo corpo de ideias, ainda pura potência que, aos poucos, na investigação e cuidado das interações, transforma-se em sustento para o que está por vir.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
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[[imagem:Fermentação_Natural_(reduzida)_(1).jpg|por omissão|por omissão|320px|legenda]][[imagem:Fermentação Natural (reduzida) (2).jpg|por omissão|por omissão|320px|legenda]][[imagem:Fermentação Natural (reduzida) (6).jpg|por omissão|por omissão|320px|legenda]]&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
* Consiga um pote de vidro. Limpe-o usando água quente. Deixe que esfrie. &lt;br /&gt;
* Faça uma mistura de farinha e água (filtrada ou mineral) na proporção de uma medida do primeiro para duas do segundo, até ficar homogênea.&lt;br /&gt;
* Cubra com um pano limpo, que permita a passagem de ar.&lt;br /&gt;
* Deixe o pote em local ao abrigo da luz, do vento e do frio.&lt;br /&gt;
* Aguarde. No mínimo um dia.&lt;br /&gt;
* Observe.&lt;br /&gt;
* Quando a mistura mudar seu cheiro e consistência, apresentando bolhas de ar, alimente-a com um pouco mais de farinha e água, na mesma proporção do segundo passo.&lt;br /&gt;
* Cubra com um pano limpo, que permita a passagem de ar.&lt;br /&gt;
* Deixe o pote em local ao abrigo da luz, do vento e do frio.&lt;br /&gt;
* Aguarde.&lt;br /&gt;
* Observe.&lt;br /&gt;
* Espere que a mistura responda com bolhas e repita a alimentação a fim de fortalece-la e mantê-la ativa. Número de repetições indefinido.&lt;br /&gt;
* Quando perceber que a mistura sempre responde com bolhas depois que alimentada, significa que tornou-se fermento e que está pronta para produzir o pão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
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[[imagem:Fermentação Natural (reduzida) (4).jpg|por omissão|por omissão|320px|legenda]][[imagem:Fermentação Natural (reduzida) (5).jpg |por omissão|por omissão|320px|legenda]][[imagem:Fermentação Natural (reduzida) (7).jpg |por omissão|por omissão|320px|legenda]][[imagem:Fermentação Natural (reduzida) (8).jpg |por omissão|por omissão|320px|legenda]][[imagem:Fermentação Natural (reduzida) (3).jpg|por omissão|por omissão|320px|legenda]][[imagem:Fermentação Natural (reduzida) (9).jpg|por omissão|por omissão|320px|legenda]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
* Na véspera, separe a quantidade de fermento que usará para produzir o pão. Proporção: tomando a farinha como referência, a quantidade deve ser trinta por cento do peso de farinha que se decidiu usar. Observação: duzentos gramas de fermento ocupam pouco menos que duzentos mililitros.&lt;br /&gt;
* A parte que será guardada para o próximo pão, alimente como feito anteriormente. Agora o fermento poderá ser mantido em geladeira e consequentemente alimentado em intervalos maiores.&lt;br /&gt;
* Alimente a parte separada para fazer o pão. Tampe e aguarde a resposta com muitas bolhas.&lt;br /&gt;
* Transfira para uma vasilha grande suficiente para misturar todos os ingredientes. Medidas: para cada quilo de farinha, usa-se cerca de quatrocentos mililitros de água e duas colheres de chá de sal. Mas tudo isso é variável. Talvez seja mais, talvez menos. * Misture com as mãos ou uma colher até obter uma massa homogênea, úmida, mas que não grude muito.&lt;br /&gt;
* Usando o peso de seu corpo, sove esta massa com as mãos, até que perceba que sua consistência mudará: ela se tornará elástica e de textura mais uniforme.&lt;br /&gt;
* Cubra a massa com um pano e deixe-o descansar ao abrigo do vento, luz e calor e frio excessivos, até que dobre de volume.&lt;br /&gt;
* Retire o ar que se formou na massa, sove um pouco mais e molde o pão. Deixe-o descansar até que cresça novamente.&lt;br /&gt;
* Pré-aqueça o forno em temperatura alta (entre duzentos e duzentos e vinte graus).&lt;br /&gt;
* Asse-o até que ganhe uma cor dourada. Observação: o som do pão é uma das formas dele indicar que está pronto. Você deve ouvi-lo oco ao tocar em seu fundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
Pelas fotos enquanto estava com a mão na massa, agradeço às queridas desbravadoras [[Marcela Antunes]], [[Camila Lacerda]], [[Ana Cláudia Menezes]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt; &lt;br /&gt;
http://www.joanaquiroga.com&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Joana Quiroga</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>https://wiki.nuvem.art.br/index.php?title=Joana_Quiroga&amp;diff=13020</id>
		<title>Joana Quiroga</title>
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				<updated>2015-02-03T01:59:11Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Joana Quiroga: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;'''Relato de uma pré-proposta de verão.'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sou uma mistura: formada em filosofia, me tornei pesquisadora de intervenções urbanas, curadora, cozinheira, fotógrafa, escritora. Por longos anos me obriguei a ser somente uma coisa, porém todas minhas tentativas fracassaram. O que percebi neste processo é que para mim há algo que unifica, ainda que não saiba explicar, tudo aquilo a que me dedico. De fato são tantas as relações que vejo entre estes e outros saberes que o único que se mostrou constante é a necessidade de revisitar este sentido que permite tais conexões e a reinvenção do modo de externá-lo. Isso me fez consentir de que não há como – nem porque – separar o que faço sendo mais ajustado, portanto,  assumir e mergulhar neste indizível que me fundamenta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, esta descoberta que relato é uma decisão muito nova – ainda que ela já houvesse sido tomada muito antes, sem que eu me desse conta, quando comecei a trilhar meu caminho pela arte. No momento presente o desafio se torna reunir aquilo em que atuo, deixando-o desenvolver desde esta nova perspectiva. Por isso a necessidade da pausa, do simples, sempre matéria tão fértil para o desafio de auscultar a complexidade. A oportunidade procurada com esta residência foi, portanto, propiciar novos diálogos entre estes saberes dando-lhes espaço para outros nascimentos, e buscar fazer do meu desconhecimento diante disso alimento para o futuro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por isso, propus para a residência algo simples e objetivo, no entanto cheio de simbolismos: fazer meu primeiro pão de fermentação natural. Neste tipo de fermentação uma das misturas de ingredientes mais básicas, farinha e água, é exposta ao tempo e ao espaço para que reaja às suas variações e às intempéries, exigindo daquele que deseja o pão a observação silenciosa e paciente. A fermentação nada mais é do que o processo de apodrecimento que, no entanto, se manejado de modo especial, num diálogo obediente às singelas e sutis demandas da vida que se torna presente naquela mistura, possibilita transformar a decomposição em alimento. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta pequenina aventura-experiência, consiste, deste modo, num microcosmos do que acontece comigo neste novo corpo de ideias, ainda pura potência que, aos poucos, na investigação e cuidado das interações, transforma-se em sustento para o que está por vir.&lt;br /&gt;
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* Consiga um pote de vidro. Limpe-o usando água quente. Deixe que esfrie. &lt;br /&gt;
* Faça uma mistura de farinha e água (filtrada ou mineral) na proporção de uma medida do primeiro para duas do segundo, até ficar homogênea.&lt;br /&gt;
* Cubra com um pano limpo, que permita a passagem de ar.&lt;br /&gt;
* Deixe o pote em local ao abrigo da luz, do vento e do frio.&lt;br /&gt;
* Aguarde. No mínimo um dia.&lt;br /&gt;
* Observe.&lt;br /&gt;
* Quando a mistura mudar seu cheiro e consistência, apresentando bolhas de ar, alimente-a com um pouco mais de farinha e água, na mesma proporção do segundo passo.&lt;br /&gt;
* Cubra com um pano limpo, que permita a passagem de ar.&lt;br /&gt;
* Deixe o pote em local ao abrigo da luz, do vento e do frio.&lt;br /&gt;
* Aguarde.&lt;br /&gt;
* Observe.&lt;br /&gt;
* Espere que a mistura responda com bolhas e repita a alimentação a fim de fortalece-la e mantê-la ativa. Número de repetições indefinido.&lt;br /&gt;
* Quando perceber que a mistura sempre responde com bolhas depois que alimentada, significa que tornou-se fermento e que está pronta para produzir o pão.&lt;br /&gt;
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* Na véspera, separe a quantidade de fermento que usará para produzir o pão. Proporção: tomando a farinha como referência, a quantidade deve ser trinta por cento do peso de farinha que se decidiu usar. Observação: duzentos gramas de fermento ocupam pouco menos que duzentos mililitros.&lt;br /&gt;
* A parte que será guardada para o próximo pão, alimente como feito anteriormente. Agora o fermento poderá ser mantido em geladeira e consequentemente alimentado em intervalos maiores.&lt;br /&gt;
* Alimente a parte separada para fazer o pão. Tampe e aguarde a resposta com muitas bolhas.&lt;br /&gt;
* Transfira para uma vasilha grande suficiente para misturar todos os ingredientes. Medidas: para cada quilo de farinha, usa-se cerca de quatrocentos mililitros de água e duas colheres de chá de sal. Mas tudo isso é variável. Talvez seja mais, talvez menos. * Misture com as mãos ou uma colher até obter uma massa homogênea, úmida, mas que não grude muito.&lt;br /&gt;
* Usando o peso de seu corpo, sove esta massa com as mãos, até que perceba que sua consistência mudará: ela se tornará elástica e de textura mais uniforme.&lt;br /&gt;
* Cubra a massa com um pano e deixe-o descansar ao abrigo do vento, luz e calor e frio excessivos, até que dobre de volume.&lt;br /&gt;
* Retire o ar que se formou na massa, sove um pouco mais e molde o pão. Deixe-o descansar até que cresça novamente.&lt;br /&gt;
* Pré-aqueça o forno em temperatura alta (entre duzentos e duzentos e vinte graus).&lt;br /&gt;
* Asse-o até que ganhe uma cor dourada. Observação: o som do pão é um bom recurso para confirmar se ele está pronto. Deixe re seu fundo e entenda como&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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Pelas fotos enquanto estava com a mão na massa, agradeço às queridas desbravadoras [[Marcela Antunes]], [[Camila Lacerda]], [[Ana Cláudia Menezes]].&lt;br /&gt;
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&amp;lt;br /&amp;gt; www.joanaquiroga.com&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Joana Quiroga</name></author>	</entry>

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		<id>https://wiki.nuvem.art.br/index.php?title=Joana_Quiroga&amp;diff=13019</id>
		<title>Joana Quiroga</title>
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				<updated>2015-02-03T01:55:23Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Joana Quiroga: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;'''Relato de uma pré-proposta de verão.'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sou uma mistura: formada em filosofia, me tornei pesquisadora de intervenções urbanas, curadora, cozinheira, fotógrafa, escritora. Por longos anos me obriguei a ser somente uma coisa, porém todas minhas tentativas fracassaram. O que percebi neste processo é que para mim há algo que unifica, ainda que não saiba explicar, tudo aquilo a que me dedico. De fato são tantas as relações que vejo entre estes e outros saberes que o único que se mostrou constante é a necessidade de revisitar este sentido que permite tais conexões e a reinvenção do modo de externá-lo. Isso me fez consentir de que não há como – nem porque – separar o que faço sendo mais ajustado, portanto,  assumir e mergulhar neste indizível que me fundamenta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, esta descoberta que relato é uma decisão muito nova – ainda que ela já houvesse sido tomada muito antes, sem que eu me desse conta, quando comecei a trilhar meu caminho pela arte. No momento presente o desafio se torna reunir aquilo em que atuo, deixando-o desenvolver desde esta nova perspectiva. Por isso a necessidade da pausa, do simples, sempre matéria tão fértil para o desafio de auscultar a complexidade. A oportunidade procurada com esta residência foi, portanto, propiciar novos diálogos entre estes saberes dando-lhes espaço para outros nascimentos, e buscar fazer do meu desconhecimento diante disso alimento para o futuro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por isso, propus para a residência algo simples e objetivo, no entanto cheio de simbolismos: fazer meu primeiro pão de fermentação natural. Neste tipo de fermentação uma das misturas de ingredientes mais básicas, farinha e água, é exposta ao tempo e ao espaço para que reaja às suas variações e às intempéries, exigindo daquele que deseja o pão a observação silenciosa e paciente. A fermentação nada mais é do que o processo de apodrecimento que, no entanto, se manejado de modo especial, num diálogo obediente às singelas e sutis demandas da vida que se torna presente naquela mistura, possibilita transformar a decomposição em alimento. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta pequenina aventura-experiência, consiste, deste modo, num microcosmos do que acontece comigo neste novo corpo de ideias, ainda pura potência que, aos poucos, na investigação e cuidado das interações, transforma-se em sustento para o que está por vir.&lt;br /&gt;
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* Consiga um pote de vidro. Limpe-o usando água quente. Deixe que esfrie. &lt;br /&gt;
* Faça uma mistura de farinha e água (filtrada ou mineral) na proporção de uma medida do primeiro para duas do segundo, até ficar homogênea.&lt;br /&gt;
* Cubra com um pano limpo, que permita a passagem de ar.&lt;br /&gt;
* Deixe o pote em local ao abrigo da luz, do vento e do frio.&lt;br /&gt;
* Aguarde. No mínimo um dia.&lt;br /&gt;
* Observe.&lt;br /&gt;
* Quando a mistura mudar seu cheiro e consistência, apresentando bolhas de ar, alimente-a com um pouco mais de farinha e água, na mesma proporção do segundo passo.&lt;br /&gt;
* Cubra com um pano limpo, que permita a passagem de ar.&lt;br /&gt;
* Deixe o pote em local ao abrigo da luz, do vento e do frio.&lt;br /&gt;
* Aguarde.&lt;br /&gt;
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* Espere que a mistura responda com bolhas e repita a alimentação a fim de fortalece-la e mantê-la ativa. Número de repetições indefinido.&lt;br /&gt;
* Quando perceber que a mistura sempre responde com bolhas depois que alimentada, significa que tornou-se fermento e que está pronta para produzir o pão.&lt;br /&gt;
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* Na véspera, separe a quantidade de fermento que usará para produzir o pão. Proporção: tomando a farinha como referência, a quantidade deve ser trinta por cento do peso de farinha que se decidiu usar. Observação: duzentos gramas de fermento ocupam pouco menos que duzentos mililitros.&lt;br /&gt;
* A parte que será guardada para o próximo pão, alimente como feito anteriormente. Agora o fermento poderá ser mantido em geladeira e consequentemente alimentado em intervalos maiores.&lt;br /&gt;
* Alimente a parte separada para fazer o pão. Tampe e aguarde a resposta com muitas bolhas.&lt;br /&gt;
* Transfira para uma vasilha grande suficiente para misturar todos os ingredientes. Medidas: para cada quilo de farinha, usa-se cerca de quatrocentos mililitros de água e duas colheres de chá de sal. Mas tudo isso é variável. Talvez seja mais, talvez menos. * Misture com as mãos ou uma colher até obter uma massa homogênea, úmida, mas que não grude muito.&lt;br /&gt;
* Usando o peso de seu corpo, sove esta massa com as mãos, até que perceba que sua consistência mudará: ela se tornará elástica e de textura mais uniforme.&lt;br /&gt;
* Cubra a massa com um pano e deixe-o descansar ao abrigo do vento, luz e calor e frio excessivos, até que dobre de volume.&lt;br /&gt;
* Retire o ar que se formou na massa, sove um pouco mais e molde o pão. Deixe-o descansar até que cresça novamente.&lt;br /&gt;
* Pré-aqueça o forno em temperatura alta (entre duzentos e duzentos e vinte graus).&lt;br /&gt;
* Asse-o até que ganhe uma cor dourada. Observação: o som do pão é um bom recurso para confirmar se ele está pronto. Deixe re seu fundo e entenda como&lt;br /&gt;
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Pelas fotos enquanto estava com a mão na massa, agradeço às queridas desbravadoras [[Marcela Antunes]], [[Camila Lacerda]], [[Ana Cláudia Menezes]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Joana Quiroga</name></author>	</entry>

	<entry>
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		<title>Joana Quiroga</title>
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				<updated>2015-02-03T01:54:43Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Joana Quiroga: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;'''Relato de uma pré-proposta de verão.'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sou uma mistura: formada em filosofia, me tornei pesquisadora de intervenções urbanas, curadora, cozinheira, fotógrafa, escritora. Por longos anos me obriguei a ser somente uma coisa, porém todas minhas tentativas fracassaram. O que percebi neste processo é que para mim há algo que unifica, ainda que não saiba explicar, tudo aquilo a que me dedico. De fato são tantas as relações que vejo entre estes e outros saberes que o único que se mostrou constante é a necessidade de revisitar este sentido que permite tais conexões e a reinvenção do modo de externá-lo. Isso me fez consentir de que não há como – nem porque – separar o que faço sendo mais ajustado, portanto,  assumir e mergulhar neste indizível que me fundamenta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, esta descoberta que relato é uma decisão muito nova – ainda que ela já houvesse sido tomada muito antes, sem que eu me desse conta, quando comecei a trilhar meu caminho pela arte. No momento presente o desafio se torna reunir aquilo em que atuo, deixando-o desenvolver desde esta nova perspectiva. Por isso a necessidade da pausa, do simples, sempre matéria tão fértil para o desafio de auscultar a complexidade. A oportunidade procurada com esta residência foi, portanto, propiciar novos diálogos entre estes saberes dando-lhes espaço para outros nascimentos, e buscar fazer do meu desconhecimento diante disso alimento para o futuro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por isso, propus para a residência algo simples e objetivo, no entanto cheio de simbolismos: fazer meu primeiro pão de fermentação natural. Neste tipo de fermentação uma das misturas de ingredientes mais básicas, farinha e água, é exposta ao tempo e ao espaço para que reaja às suas variações e às intempéries, exigindo daquele que deseja o pão a observação silenciosa e paciente. A fermentação nada mais é do que o processo de apodrecimento que, no entanto, se manejado de modo especial, num diálogo obediente às singelas e sutis demandas da vida que se torna presente naquela mistura, possibilita transformar a decomposição em alimento. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta pequenina aventura-experiência, consiste, deste modo, num microcosmos do que acontece comigo neste novo corpo de ideias, ainda pura potência que, aos poucos, na investigação e cuidado das interações, transforma-se em sustento para o que está por vir.&lt;br /&gt;
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[[imagem:Fermentação_Natural_(reduzida)_(1).jpg|por omissão|por omissão|320px|legenda]][[imagem:Fermentação Natural (reduzida) (2).jpg|por omissão|por omissão|320px|legenda]][[imagem:Fermentação Natural (reduzida) (6).jpg|por omissão|por omissão|320px|legenda]]&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
* Consiga um pote de vidro. Limpe-o usando água quente. Deixe que esfrie. &lt;br /&gt;
* Faça uma mistura de farinha e água (filtrada ou mineral) na proporção de uma medida do primeiro para duas do segundo, até ficar homogênea.&lt;br /&gt;
* Cubra com um pano limpo, que permita a passagem de ar.&lt;br /&gt;
* Deixe o pote em local ao abrigo da luz, do vento e do frio.&lt;br /&gt;
* Aguarde. No mínimo um dia.&lt;br /&gt;
* Observe.&lt;br /&gt;
* Quando a mistura mudar seu cheiro e consistência, apresentando bolhas de ar, alimente-a com um pouco mais de farinha e água, na mesma proporção do segundo passo.&lt;br /&gt;
* Cubra com um pano limpo, que permita a passagem de ar.&lt;br /&gt;
* Deixe o pote em local ao abrigo da luz, do vento e do frio.&lt;br /&gt;
* Aguarde.&lt;br /&gt;
* Observe.&lt;br /&gt;
* Espere que a mistura responda com bolhas e repita a alimentação a fim de fortalece-la e mantê-la ativa. Número de repetições indefinido.&lt;br /&gt;
* Quando perceber que a mistura sempre responde com bolhas depois que alimentada, significa que tornou-se fermento e que está pronta para produzir o pão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
* Na véspera, separe a quantidade de fermento que usará para produzir o pão. Proporção: tomando a farinha como referência, a quantidade deve ser trinta por cento do peso de farinha que se decidiu usar. Observação: duzentos gramas de fermento ocupam pouco menos que duzentos mililitros.&lt;br /&gt;
* A parte que será guardada para o próximo pão, alimente como feito anteriormente. Agora o fermento poderá ser mantido em geladeira e consequentemente alimentado em intervalos maiores.&lt;br /&gt;
* Alimente a parte separada para fazer o pão. Tampe e aguarde a resposta com muitas bolhas.&lt;br /&gt;
* Transfira para uma vasilha grande suficiente para misturar todos os ingredientes. Medidas: para cada quilo de farinha, usa-se cerca de quatrocentos mililitros de água e duas colheres de chá de sal. Mas tudo isso é variável. Talvez seja mais, talvez menos. * Misture com as mãos ou uma colher até obter uma massa homogênea, úmida, mas que não grude muito.&lt;br /&gt;
* Usando o peso de seu corpo, sove esta massa com as mãos, até que perceba que sua consistência mudará: ela se tornará elástica e de textura mais uniforme.&lt;br /&gt;
* Cubra a massa com um pano e deixe-o descansar ao abrigo do vento, luz e calor e frio excessivos, até que dobre de volume.&lt;br /&gt;
* Retire o ar que se formou na massa, sove um pouco mais e molde o pão. Deixe-o descansar até que cresça novamente.&lt;br /&gt;
* Pré-aqueça o forno em temperatura alta (entre duzentos e duzentos e vinte graus).&lt;br /&gt;
* Asse-o até que ganhe uma cor dourada. Observação: o som do pão é um bom recurso para confirmar se ele está pronto. Deixe re seu fundo e entenda como&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
Pelas fotos enquanto estava com a mão na massa, agradeço às queridas desbravadoras [[Marcela Antunes]], [[Camila Lacerda]], [[Ana Cláudia Menezes]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=={{Ligações externas}}== &lt;br /&gt;
*[http://www.joanaquiroga.com]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Joana Quiroga</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>https://wiki.nuvem.art.br/index.php?title=Joana_Quiroga&amp;diff=13017</id>
		<title>Joana Quiroga</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.nuvem.art.br/index.php?title=Joana_Quiroga&amp;diff=13017"/>
				<updated>2015-02-03T01:53:39Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Joana Quiroga: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;'''Relato de uma pré-proposta de verão.'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sou uma mistura: formada em filosofia, me tornei pesquisadora de intervenções urbanas, curadora, cozinheira, fotógrafa, escritora. Por longos anos me obriguei a ser somente uma coisa, porém todas minhas tentativas fracassaram. O que percebi neste processo é que para mim há algo que unifica, ainda que não saiba explicar, tudo aquilo a que me dedico. De fato são tantas as relações que vejo entre estes e outros saberes que o único que se mostrou constante é a necessidade de revisitar este sentido que permite tais conexões e a reinvenção do modo de externá-lo. Isso me fez consentir de que não há como – nem porque – separar o que faço sendo mais ajustado, portanto,  assumir e mergulhar neste indizível que me fundamenta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, esta descoberta que relato é uma decisão muito nova – ainda que ela já houvesse sido tomada muito antes, sem que eu me desse conta, quando comecei a trilhar meu caminho pela arte. No momento presente o desafio se torna reunir aquilo em que atuo, deixando-o desenvolver desde esta nova perspectiva. Por isso a necessidade da pausa, do simples, sempre matéria tão fértil para o desafio de auscultar a complexidade. A oportunidade procurada com esta residência foi, portanto, propiciar novos diálogos entre estes saberes dando-lhes espaço para outros nascimentos, e buscar fazer do meu desconhecimento diante disso alimento para o futuro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por isso, propus para a residência algo simples e objetivo, no entanto cheio de simbolismos: fazer meu primeiro pão de fermentação natural. Neste tipo de fermentação uma das misturas de ingredientes mais básicas, farinha e água, é exposta ao tempo e ao espaço para que reaja às suas variações e às intempéries, exigindo daquele que deseja o pão a observação silenciosa e paciente. A fermentação nada mais é do que o processo de apodrecimento que, no entanto, se manejado de modo especial, num diálogo obediente às singelas e sutis demandas da vida que se torna presente naquela mistura, possibilita transformar a decomposição em alimento. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta pequenina aventura-experiência, consiste, deste modo, num microcosmos do que acontece comigo neste novo corpo de ideias, ainda pura potência que, aos poucos, na investigação e cuidado das interações, transforma-se em sustento para o que está por vir.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
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* Consiga um pote de vidro. Limpe-o usando água quente. Deixe que esfrie. &lt;br /&gt;
* Faça uma mistura de farinha e água (filtrada ou mineral) na proporção de uma medida do primeiro para duas do segundo, até ficar homogênea.&lt;br /&gt;
* Cubra com um pano limpo, que permita a passagem de ar.&lt;br /&gt;
* Deixe o pote em local ao abrigo da luz, do vento e do frio.&lt;br /&gt;
* Aguarde. No mínimo um dia.&lt;br /&gt;
* Observe.&lt;br /&gt;
* Quando a mistura mudar seu cheiro e consistência, apresentando bolhas de ar, alimente-a com um pouco mais de farinha e água, na mesma proporção do segundo passo.&lt;br /&gt;
* Cubra com um pano limpo, que permita a passagem de ar.&lt;br /&gt;
* Deixe o pote em local ao abrigo da luz, do vento e do frio.&lt;br /&gt;
* Aguarde.&lt;br /&gt;
* Observe.&lt;br /&gt;
* Espere que a mistura responda com bolhas e repita a alimentação a fim de fortalece-la e mantê-la ativa. Número de repetições indefinido.&lt;br /&gt;
* Quando perceber que a mistura sempre responde com bolhas depois que alimentada, significa que tornou-se fermento e que está pronta para produzir o pão.&lt;br /&gt;
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* Na véspera, separe a quantidade de fermento que usará para produzir o pão. Proporção: tomando a farinha como referência, a quantidade deve ser trinta por cento do peso de farinha que se decidiu usar. Observação: duzentos gramas de fermento ocupam pouco menos que duzentos mililitros.&lt;br /&gt;
* A parte que será guardada para o próximo pão, alimente como feito anteriormente. Agora o fermento poderá ser mantido em geladeira e consequentemente alimentado em intervalos maiores.&lt;br /&gt;
* Alimente a parte separada para fazer o pão. Tampe e aguarde a resposta com muitas bolhas.&lt;br /&gt;
* Transfira para uma vasilha grande suficiente para misturar todos os ingredientes. Medidas: para cada quilo de farinha, usa-se cerca de quatrocentos mililitros de água e duas colheres de chá de sal. Mas tudo isso é variável. Talvez seja mais, talvez menos. * Misture com as mãos ou uma colher até obter uma massa homogênea, úmida, mas que não grude muito.&lt;br /&gt;
* Usando o peso de seu corpo, sove esta massa com as mãos, até que perceba que sua consistência mudará: ela se tornará elástica e de textura mais uniforme.&lt;br /&gt;
* Cubra a massa com um pano e deixe-o descansar ao abrigo do vento, luz e calor e frio excessivos, até que dobre de volume.&lt;br /&gt;
* Retire o ar que se formou na massa, sove um pouco mais e molde o pão. Deixe-o descansar até que cresça novamente.&lt;br /&gt;
* Pré-aqueça o forno em temperatura alta (entre duzentos e duzentos e vinte graus).&lt;br /&gt;
* Asse-o até que ganhe uma cor dourada. Observação: o som do pão é um bom recurso para confirmar se ele está pronto. Deixe re seu fundo e entenda como&lt;br /&gt;
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Pelas fotos enquanto estava com a mão na massa, agradeço às queridas desbravadoras [[Marcela Antunes]], [[Camila Lacerda]], [[Ana Cláudia Menezes]].&lt;br /&gt;
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[www.joanaquiroga.com]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Joana Quiroga</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>https://wiki.nuvem.art.br/index.php?title=Joana_Quiroga&amp;diff=13016</id>
		<title>Joana Quiroga</title>
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				<updated>2015-02-03T01:51:12Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Joana Quiroga: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;'''Relato de uma pré-proposta de verão.'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sou uma mistura: formada em filosofia, me tornei pesquisadora de intervenções urbanas, curadora, cozinheira, fotógrafa, escritora. Por longos anos me obriguei a ser somente uma coisa, porém todas minhas tentativas fracassaram. O que percebi neste processo é que para mim há algo que unifica, ainda que não saiba explicar, tudo aquilo a que me dedico. De fato são tantas as relações que vejo entre estes e outros saberes que o único que se mostrou constante é a necessidade de revisitar este sentido que permite tais conexões e a reinvenção do modo de externá-lo. Isso me fez consentir de que não há como – nem porque – separar o que faço sendo mais ajustado, portanto,  assumir e mergulhar neste indizível que me fundamenta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, esta descoberta que relato é uma decisão muito nova – ainda que ela já houvesse sido tomada muito antes, sem que eu me desse conta, quando comecei a trilhar meu caminho pela arte. No momento presente o desafio se torna reunir aquilo em que atuo, deixando-o desenvolver desde esta nova perspectiva. Por isso a necessidade da pausa, do simples, sempre matéria tão fértil para o desafio de auscultar a complexidade. A oportunidade procurada com esta residência foi, portanto, propiciar novos diálogos entre estes saberes dando-lhes espaço para outros nascimentos, e buscar fazer do meu desconhecimento diante disso alimento para o futuro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por isso, propus para a residência algo simples e objetivo, no entanto cheio de simbolismos: fazer meu primeiro pão de fermentação natural. Neste tipo de fermentação uma das misturas de ingredientes mais básicas, farinha e água, é exposta ao tempo e ao espaço para que reaja às suas variações e às intempéries, exigindo daquele que deseja o pão a observação silenciosa e paciente. A fermentação nada mais é do que o processo de apodrecimento que, no entanto, se manejado de modo especial, num diálogo obediente às singelas e sutis demandas da vida que se torna presente naquela mistura, possibilita transformar a decomposição em alimento. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta pequenina aventura-experiência, consiste, deste modo, num microcosmos do que acontece comigo neste novo corpo de ideias, ainda pura potência que, aos poucos, na investigação e cuidado das interações, transforma-se em sustento para o que está por vir.&lt;br /&gt;
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* Consiga um pote de vidro. Limpe-o usando água quente. Deixe que esfrie. &lt;br /&gt;
* Faça uma mistura de farinha e água (filtrada ou mineral) na proporção de uma medida do primeiro para duas do segundo, até ficar homogênea.&lt;br /&gt;
* Cubra com um pano limpo, que permita a passagem de ar.&lt;br /&gt;
* Deixe o pote em local ao abrigo da luz, do vento e do frio.&lt;br /&gt;
* Aguarde. No mínimo um dia.&lt;br /&gt;
* Observe.&lt;br /&gt;
* Quando a mistura mudar seu cheiro e consistência, apresentando bolhas de ar, alimente-a com um pouco mais de farinha e água, na mesma proporção do segundo passo.&lt;br /&gt;
* Cubra com um pano limpo, que permita a passagem de ar.&lt;br /&gt;
* Deixe o pote em local ao abrigo da luz, do vento e do frio.&lt;br /&gt;
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* Espere que a mistura responda com bolhas e repita a alimentação a fim de fortalece-la e mantê-la ativa. Número de repetições indefinido.&lt;br /&gt;
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* Na véspera, separe a quantidade de fermento que usará para produzir o pão. Proporção: tomando a farinha como referência, a quantidade deve ser trinta por cento do peso de farinha que se decidiu usar. Observação: duzentos gramas de fermento ocupam pouco menos que duzentos mililitros.&lt;br /&gt;
* A parte que será guardada para o próximo pão, alimente como feito anteriormente. Agora o fermento poderá ser mantido em geladeira e consequentemente alimentado em intervalos maiores.&lt;br /&gt;
* Alimente a parte separada para fazer o pão. Tampe e aguarde a resposta com muitas bolhas.&lt;br /&gt;
* Transfira para uma vasilha grande suficiente para misturar todos os ingredientes. Medidas: para cada quilo de farinha, usa-se cerca de quatrocentos mililitros de água e duas colheres de chá de sal. Mas tudo isso é variável. Talvez seja mais, talvez menos. * Misture com as mãos ou uma colher até obter uma massa homogênea, úmida, mas que não grude muito.&lt;br /&gt;
* Usando o peso de seu corpo, sove esta massa com as mãos, até que perceba que sua consistência mudará: ela se tornará elástica e de textura mais uniforme.&lt;br /&gt;
* Cubra a massa com um pano e deixe-o descansar ao abrigo do vento, luz e calor e frio excessivos, até que dobre de volume.&lt;br /&gt;
* Retire o ar que se formou na massa, sove um pouco mais e molde o pão. Deixe-o descansar até que cresça novamente.&lt;br /&gt;
* Pré-aqueça o forno em temperatura alta (entre duzentos e duzentos e vinte graus).&lt;br /&gt;
* Asse-o até que ganhe uma cor dourada. Observação: o som do pão é um bom recurso para confirmar se ele está pronto. Deixe re seu fundo e entenda como&lt;br /&gt;
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Pelas fotos enquanto estava com a mão na massa, agradeço às queridas desbravadoras [[Marcela Antunes]], [[Camila Lacerda]], [[Ana Cláudia Menezes]].&lt;br /&gt;
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		<author><name>Joana Quiroga</name></author>	</entry>

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		<title>Joana Quiroga</title>
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				<updated>2015-02-03T01:38:22Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Joana Quiroga: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;'''Relato de uma pré-proposta de verão.'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sou uma mistura: formada em filosofia, me tornei pesquisadora de intervenções urbanas, curadora, cozinheira, fotógrafa, escritora. Por longos anos me obriguei a ser somente uma coisa, porém todas minhas tentativas fracassaram. O que percebi neste processo é que para mim há algo que unifica, ainda que não saiba explicar, tudo aquilo a que me dedico. De fato são tantas as relações que vejo entre estes e outros saberes que o único que se mostrou constante é a necessidade de revisitar este sentido que permite tais conexões e a reinvenção do modo de externá-lo. Isso me fez consentir de que não há como – nem porque – separar o que faço sendo mais ajustado, portanto,  assumir e mergulhar neste indizível que me fundamenta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, esta descoberta que relato é uma decisão muito nova – ainda que ela já houvesse sido tomada muito antes, sem que eu me desse conta, quando comecei a trilhar meu caminho pela arte. No momento presente o desafio se torna reunir aquilo em que atuo, deixando-o desenvolver desde esta nova perspectiva. Por isso a necessidade da pausa, do simples, sempre matéria tão fértil para o desafio de auscultar a complexidade. A oportunidade procurada com esta residência foi, portanto, propiciar novos diálogos entre estes saberes dando-lhes espaço para outros nascimentos, e buscar fazer do meu desconhecimento diante disso alimento para o futuro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por isso, propus para a residência algo simples e objetivo, no entanto cheio de simbolismos: fazer meu primeiro pão de fermentação natural. Neste tipo de fermentação uma das misturas de ingredientes mais básicas, farinha e água, é exposta ao tempo e ao espaço para que reaja às suas variações e às intempéries, exigindo daquele que deseja o pão a observação silenciosa e paciente. A fermentação nada mais é do que o processo de apodrecimento que, no entanto, se manejado de modo especial, num diálogo obediente às singelas e sutis demandas da vida que se torna presente naquela mistura, possibilita transformar a decomposição em alimento. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta pequenina aventura-experiência, consiste, deste modo, num microcosmos do que acontece comigo neste novo corpo de ideias, ainda pura potência que, aos poucos, na investigação e cuidado das interações, transforma-se em sustento para o que está por vir.&lt;br /&gt;
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* Faça uma mistura de farinha e água, filtrada ou mineral, na proporção de uma medida do primeiro para duas do segundo, até ficar homogêneo.&lt;br /&gt;
* Cubra com um pano limpo, que permita a passagem de ar.&lt;br /&gt;
* Deixe o pote em local ao abrigo da luz, do vento e do frio.&lt;br /&gt;
* Aguarde. No mínimo um dia.&lt;br /&gt;
* Observe.&lt;br /&gt;
* Quando a mistura mudar seu cheiro e consistência, apresentando bolhas de ar, alimente-a com um pouco mais farinha e água, na mesma proporção do segundo passo.&lt;br /&gt;
* Cubra com um pano limpo, que permita a passagem de ar.&lt;br /&gt;
* Deixe o pote em local ao abrigo da luz, do vento e do frio.&lt;br /&gt;
* Aguarde.&lt;br /&gt;
* Observe.&lt;br /&gt;
* Espere que a mistura responda com bolhas e repita a alimentação a fim de fortalece-lo e mantê-lo vivo. Número de repetições indefinido.&lt;br /&gt;
* Quando perceber que a mistura sempre responde com bolhas depois que alimentada, significa que tornou-se fermento e que está pronta para produzir o pão.&lt;br /&gt;
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[[imagem:Fermentação Natural (reduzida) (4).jpg|por omissão|por omissão|320px|legenda]][[imagem:Fermentação Natural (reduzida) (5).jpg |por omissão|por omissão|320px|legenda]][[imagem:Fermentação Natural (reduzida) (7).jpg |por omissão|por omissão|320px|legenda]][[imagem:Fermentação Natural (reduzida) (8).jpg |por omissão|por omissão|320px|legenda]][[imagem:Fermentação Natural (reduzida) (3).jpg|por omissão|por omissão|320px|legenda]][[imagem:Fermentação Natural (reduzida) (9).jpg|por omissão|por omissão|320px|legenda]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
* Na véspera, separe a quantidade que usará para produzir o pão. Proporção: tomando a farinha como referência, a quantidade de fermento deve ser trinta por cento do peso de farinha que se decidiu usar. Observação: duzentos gramas de fermento ocupam um pouco menos que duzentos mililitros.&lt;br /&gt;
* A parte que será guardada para o próximo pão alimente como feito anteriormente. Agora este fermento poderá ser mantido em geladeira e consequentemente alimentado em intervalos maiores.&lt;br /&gt;
* Alimente igualmente a parte separada para fazer o pão. Tampe e aguarde a resposta com muitas bolhas.&lt;br /&gt;
* Transfira para uma vasilha grande suficiente para misturar todos os ingredientes. Medidas: para cada quilo de farinha, usa-se cerca de quatrocentos mililitros de água,e duas colheres de chá de sal. Mas tudo isso é variável. Talvez seja mais, talvez menos. Misture com as mãos ou uma colher até obter uma massa homogênea, úmida, mas que não grude muito nas mãos.&lt;br /&gt;
* Usando o peso de seu corpo, sove esta massa, até que perceba que sua consistência mudará: ela se tornará elástica e de textura mais uniforme.&lt;br /&gt;
* Cubra a massa com um pano e ao abrigo do vento, luz e calor e frio excessivos. Deixe-a descansar, até que dobre de volume.&lt;br /&gt;
* Retire o ar que se formou na massa, sove um pouco mais, e molde o pão. Deixe-o descansar, até que cresça novamente.&lt;br /&gt;
* Pré-aqueça o forno em temperatura alta (entre duzentos e duzentos e vinte graus).&lt;br /&gt;
* Asse-o até que ganhe uma cor dourada. Observação: o som do pão é um bom recurso para confirmar se ele está assado. Escute seu fundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
Pelas fotos enquanto estava com a mão na massa, agradeço às queridas desbravadoras [[Marcela Antunes]], [[Camila Lacerda]], [[Ana Cláudia Menezes]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Joana Quiroga</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>https://wiki.nuvem.art.br/index.php?title=Joana_Quiroga&amp;diff=13014</id>
		<title>Joana Quiroga</title>
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				<updated>2015-02-03T01:15:34Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Joana Quiroga: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;'''Relato de uma pré-proposta de verão.'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sou uma mistura: formada em filosofia, me tornei pesquisadora de intervenções urbanas, curadora, cozinheira, fotógrafa, escritora. Por longos anos me obriguei a ser somente uma coisa, porém todas minhas tentativas fracassaram. O que percebi neste processo é que para mim há algo que unifica, ainda que não saiba explicar, tudo aquilo a que me dedico. De fato são tantas as relações que vejo entre estes e outros saberes que o único que se mostrou constante é a necessidade de revisitar este sentido que permite tais conexões e a reinvenção do modo de externá-lo. Isso me fez consentir de que não há como – nem porque – separar o que faço sendo mais ajustado, portanto,  assumir e mergulhar neste indizível que me fundamenta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, esta descoberta que relato é uma decisão muito nova – ainda que ela já houvesse sido tomada muito antes, sem que eu me desse conta, quando comecei a trilhar meu caminho pela arte. No momento presente o desafio se torna reunir aquilo em que atuo, deixando-o desenvolver desde esta nova perspectiva. Por isso a necessidade da pausa, do simples, sempre matéria tão fértil para o desafio de auscultar a complexidade. A oportunidade procurada com esta residência foi, portanto, propiciar novos diálogos entre estes saberes dando-lhes espaço para outros nascimentos, e buscar fazer do meu desconhecimento diante disso alimento para o futuro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por isso, propus para a residência algo simples e objetivo, no entanto cheio de simbolismos: fazer meu primeiro pão de fermentação natural. Neste tipo de fermentação uma das misturas de ingredientes mais básicas, farinha e água, é exposta ao tempo e ao espaço para que reaja às suas variações e às intempéries, exigindo daquele que deseja o pão a observação silenciosa e paciente. A fermentação nada mais é do que o processo de apodrecimento que, no entanto, se manejado de modo especial, num diálogo obediente às singelas e sutis demandas da vida que se torna presente naquela mistura, possibilita transformar a decomposição em alimento. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta pequenina aventura-experiência, consiste, deste modo, num microcosmos do que acontece comigo neste novo corpo de ideias, ainda pura potência que, aos poucos, na investigação e cuidado das interações, transforma-se em sustento para o que está por vir.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
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[[imagem:Fermentação_Natural_(reduzida)_(1).jpg|por omissão|por omissão|320px|legenda]][[imagem:Fermentação Natural (reduzida) (2).jpg|por omissão|por omissão|320px|legenda]][[imagem:Fermentação Natural (reduzida) (6).jpg|por omissão|por omissão|320px|legenda]]&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
* Consiga um pote de vidro. Limpe-o usando água quente. Deixe que esfrie. &lt;br /&gt;
* Faça uma mistura de farinha e água, filtrada ou mineral, na proporção de uma medida do primeiro para duas do segundo, até ficar homogêneo.&lt;br /&gt;
* Cubra com um pano limpo, que permita a passagem de ar.&lt;br /&gt;
* Deixe o pote em local ao abrigo da luz, do vento e do frio.&lt;br /&gt;
* Aguarde. No mínimo um dia.&lt;br /&gt;
* Observe.&lt;br /&gt;
* Quando a mistura mudar seu cheiro e consistência, apresentando bolhas de ar, alimente-a com um pouco mais farinha e água, na mesma proporção do passo dois.&lt;br /&gt;
* Cubra com um pano limpo, que permita a passagem de ar.&lt;br /&gt;
* Deixe o pote em local ao abrigo da luz, do vento e do frio.&lt;br /&gt;
* Aguarde.&lt;br /&gt;
* Repita os passos de sete a oito. Número de repetições indefinido.&lt;br /&gt;
* Quando perceber que a mistura sempre responde com bolhas depois que  alimentada, significa que tornou-se fermento e que está pronta para produzir o pão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
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[[imagem:Fermentação Natural (reduzida) (4).jpg|por omissão|por omissão|320px|legenda]][[imagem:Fermentação Natural (reduzida) (5).jpg |por omissão|por omissão|320px|legenda]][[imagem:Fermentação Natural (reduzida) (7).jpg |por omissão|por omissão|320px|legenda]][[imagem:Fermentação Natural (reduzida) (8).jpg |por omissão|por omissão|320px|legenda]][[imagem:Fermentação Natural (reduzida) (3).jpg|por omissão|por omissão|320px|legenda]][[imagem:Fermentação Natural (reduzida) (9).jpg|por omissão|por omissão|320px|legenda]]&lt;br /&gt;
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&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
* Na véspera, separe a quantidade que usará para produzir o pão. Proporção: tomando a farinha como referência, a quantidade de fermento deve ser trinta por cento do peso de farinha que se decidiu usar. Observação: duzentos gramas de fermento ocupam um pouco menos que duzentos mililitros.&lt;br /&gt;
* A parte que será guardada para o próximo pão alimente como feito anteriormente. Agora este fermento poderá ser mantido em geladeira e consequentemente alimentado em intervalos maiores.&lt;br /&gt;
* Alimente igualmente a parte separada para fazer o pão. Tampe e aguarde a resposta com muitas bolhas.&lt;br /&gt;
* Transfira para uma vasilha grande suficiente para misturar todos os ingredientes. Medidas: para cada quilo de farinha, usa-se cerca de quatrocentos mililitros de água,e duas colheres de chá de sal. Mas tudo isso é variável. Talvez seja mais, talvez menos. Misture com as mãos ou uma colher até obter uma massa homogênea, úmida, mas que não grude muito nas mãos.&lt;br /&gt;
* Usando o peso de seu corpo, sove esta massa, até que perceba que sua consistência mudará: ela se tornará elástica e de textura mais uniforme.&lt;br /&gt;
* Cubra a massa com um pano e ao abrigo do vento, luz e calor e frio excessivos. Deixe-a descansar, até que dobre de volume.&lt;br /&gt;
* Retire o ar que se formou na massa, sove um pouco mais, e molde o pão. Deixe-o descansar, até que cresça novamente.&lt;br /&gt;
* Pré-aqueça o forno em temperatura alta (entre duzentos e duzentos e vinte graus).&lt;br /&gt;
* Asse-o até que ganhe uma cor dourada. Observação: o som do pão é um bom recurso para confirmar se ele está assado. Escute seu fundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
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&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
Fotos: [[Marcela Antunes]], [[Camila Lacerda]] e Joana Quiroga&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Joana Quiroga</name></author>	</entry>

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		<id>https://wiki.nuvem.art.br/index.php?title=Joana_Quiroga&amp;diff=13013</id>
		<title>Joana Quiroga</title>
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				<updated>2015-02-03T00:32:17Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Joana Quiroga: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;'''Relato de uma pré-proposta de verão.'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sou uma mistura: formada em filosofia, me tornei pesquisadora de intervenções urbanas, curadora, cozinheira, fotógrafa, escritora. Por longos anos me obriguei a ser somente uma coisa, porém todas minhas tentativas fracassaram. O que percebi neste processo é que para mim há algo que unifica, ainda que não saiba explicar, tudo aquilo a que me dedico. De fato são tantas as relações que vejo entre estes e outros saberes que o único que se mostrou constante é a necessidade de revisitar este sentido que permite tais conexões e a reinvenção do modo de externá-lo. Isso me fez consentir de que não há como – nem porque – separar o que faço sendo mais ajustado, portanto,  assumir e mergulhar neste indizível que me fundamenta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, esta descoberta que relato é uma decisão muito nova – ainda que ela já houvesse sido tomada muito antes, sem que eu me desse conta, quando comecei a trilhar meu caminho pela arte. No momento presente o desafio se torna reunir aquilo em que atuo, deixando-o desenvolver desde esta nova perspectiva. Por isso a necessidade da pausa, do simples, sempre matéria tão fértil para o desafio de auscultar a complexidade. A oportunidade procurada com esta residência foi, portanto, propiciar novos diálogos entre estes saberes dando-lhes espaço para outros nascimentos, e buscar fazer do meu desconhecimento diante disso alimento para o futuro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por isso, propus para a residência algo simples e objetivo, no entanto cheio de simbolismos: fazer meu primeiro pão de fermentação natural. Neste tipo de fermentação uma das misturas de ingredientes mais básicas, farinha e água, é exposta ao tempo e ao espaço para que reaja às suas variações e às intempéries, exigindo daquele que deseja o pão a observação silenciosa e paciente. A fermentação nada mais é do que o processo de apodrecimento que, no entanto, se manejado de modo especial, num diálogo obediente às singelas e sutis demandas da vida que se torna presente naquela mistura, possibilita transformar a decomposição em alimento. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta pequenina aventura-experiência, consiste, deste modo, num microcosmos do que acontece comigo neste novo corpo de ideias, ainda pura potência que, aos poucos, na investigação e cuidado das interações, transforma-se em sustento para o que está por vir.&lt;br /&gt;
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* Consiga um pote de vidro. Limpe-o usando água quente. Deixe que esfrie. &lt;br /&gt;
* Faça uma mistura de farinha e água, filtrada ou mineral, na proporção de uma medida do primeiro para duas do segundo, até ficar homogêneo.&lt;br /&gt;
* Cubra com um pano limpo, que permita a passagem de ar.&lt;br /&gt;
* Deixe o pote em local ao abrigo da luz, do vento e do frio.&lt;br /&gt;
* Aguarde. No mínimo um dia.&lt;br /&gt;
* Observe.&lt;br /&gt;
* Quando a mistura mudar seu cheiro e consistência, apresentando bolhas de ar, alimente-a com um pouco mais farinha e água, na mesma proporção do passo dois.&lt;br /&gt;
* Cubra com um pano limpo, que permita a passagem de ar.&lt;br /&gt;
* Deixe o pote em local ao abrigo da luz, do vento e do frio.&lt;br /&gt;
* Aguarde.&lt;br /&gt;
* Repita os passos de sete a oito. Número de repetições indefinido.&lt;br /&gt;
* Quando perceber que a mistura sempre responde com bolhas depois que  alimentada, significa que tornou-se fermento e que está pronta para produzir o pão.&lt;br /&gt;
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* Na véspera, separe a quantidade que usará para produzir o pão. Proporção: tomando a farinha como referência, a quantidade de fermento deve ser trinta por cento do peso de farinha que se decidiu usar. Observação: duzentos gramas de fermento ocupam um pouco menos que duzentos mililitros.&lt;br /&gt;
* A parte que será guardada para o próximo pão alimente como feito anteriormente. Agora este fermento poderá ser mantido em geladeira e consequentemente alimentado em intervalos maiores.&lt;br /&gt;
* Alimente igualmente a parte separada para fazer o pão. Tampe e aguarde a resposta com muitas bolhas.&lt;br /&gt;
* Transfira para uma vasilha grande suficiente para misturar todos os ingredientes. Medidas: para cada quilo de farinha, usa-se cerca de quatrocentos mililitros de água,e duas colheres de chá de sal. Mas tudo isso é variável. Talvez seja mais, talvez menos. Misture com as mãos ou uma colher até obter uma massa homogênea, úmida, mas que não grude muito nas mãos.&lt;br /&gt;
* Usando o peso de seu corpo, sove esta massa, até que perceba que sua consistência mudará: ela se tornará elástica e de textura mais uniforme.&lt;br /&gt;
* Cubra a massa com um pano e ao abrigo do vento, luz e calor e frio excessivos. Deixe-a descansar, até que dobre de volume.&lt;br /&gt;
* Retire o ar que se formou na massa, sove um pouco mais, e molde o pão. Deixe-o descansar, até que cresça novamente.&lt;br /&gt;
* Pré-aqueça o forno em temperatura alta (entre duzentos e duzentos e vinte graus).&lt;br /&gt;
* Asse-o até que ganhe uma cor dourada. Observação: o som do pão é um bom recurso para confirmar se ele está assado. Escute seu fundo.&lt;br /&gt;
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		<author><name>Joana Quiroga</name></author>	</entry>

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		<title>Joana Quiroga</title>
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				<updated>2015-02-03T00:11:26Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Joana Quiroga: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;'''Relato de uma pré-proposta de verão.'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sou uma mistura: formada em filosofia, me tornei pesquisadora de intervenções urbanas, curadora, cozinheira, fotógrafa, escritora. Por longos anos me obriguei a ser somente uma coisa, porém todas minhas tentativas fracassaram. O que percebi neste processo é que para mim há algo que unifica, ainda que não saiba explicar, tudo aquilo a que me dedico. De fato são tantas as relações que vejo entre estes e outros saberes que o único que se mostrou constante é a necessidade de revisitar este sentido que permite tais conexões e a reinvenção do modo de externá-lo. Isso me fez consentir de que não há como – nem porque – separar o que faço sendo mais ajustado, portanto,  assumir e mergulhar neste indizível que me fundamenta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, esta descoberta que relato é uma decisão muito nova – ainda que ela já houvesse sido tomada muito antes, sem que eu me desse conta, quando comecei a trilhar meu caminho pela arte. No momento presente o desafio se torna reunir aquilo em que atuo, deixando-o desenvolver desde esta nova perspectiva. Por isso a necessidade da pausa, do simples, sempre matéria tão fértil para o desafio de auscultar a complexidade. A oportunidade procurada com esta residência foi, portanto, propiciar novos diálogos entre estes saberes dando-lhes espaço para outros nascimentos, e buscar fazer do meu desconhecimento diante disso alimento para o futuro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por isso, propus para a residência algo simples e objetivo, no entanto cheio de simbolismos: fazer meu primeiro pão de fermentação natural. Neste tipo de fermentação uma das misturas de ingredientes mais básicas, farinha e água, é exposta ao tempo e ao espaço para que reaja às suas variações e às intempéries, exigindo daquele que deseja o pão a observação silenciosa e paciente. A fermentação nada mais é do que o processo de apodrecimento que, no entanto, se manejado de modo especial, num diálogo obediente às singelas e sutis demandas da vida que se torna presente naquela mistura, possibilita transformar a decomposição em alimento. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta pequenina aventura-experiência, consiste, deste modo, num microcosmos do que acontece comigo neste novo corpo de ideias, ainda pura potência que, aos poucos, na investigação e cuidado das interações, transforma-se em sustento para o que está por vir.&lt;br /&gt;
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[[imagem:Fermentação_Natural_(reduzida)_(1).jpg|por omissão|por omissão|320px|legenda]][[imagem:Fermentação Natural (reduzida) (2).jpg|por omissão|por omissão|320px|legenda]][[imagem:Fermentação Natural (reduzida) (6).jpg|por omissão|por omissão|320px|legenda]]&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
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* Consiga um pote de vidro. Limpe-o usando água quente. Deixe que esfrie. &lt;br /&gt;
* Faça uma mistura de farinha e água, filtrada ou mineral, na proporção de uma medida do primeiro para duas do segundo, até ficar homogêneo.&lt;br /&gt;
* Cubra com um pano limpo, que permita a passagem de ar.&lt;br /&gt;
* Deixe o pote em local ao abrigo da luz, do vento e do frio.&lt;br /&gt;
* Aguarde. No mínimo um dia.&lt;br /&gt;
* Observe.&lt;br /&gt;
* Quando a mistura mudar seu cheiro e consistência, apresentando bolhas de ar, alimente-a com um pouco mais farinha e água, na mesma proporção do passo dois.&lt;br /&gt;
* Cubra com um pano limpo, que permita a passagem de ar.&lt;br /&gt;
* Deixe o pote em local ao abrigo da luz, do vento e do frio.&lt;br /&gt;
* Aguarde.&lt;br /&gt;
* Repita os passos de sete a oito. Número de repetições indefinido.&lt;br /&gt;
* Quando perceber que a mistura sempre responde com bolhas depois que  alimentada, significa que tornou-se fermento e que está pronta para produzir o pão.&lt;br /&gt;
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[[imagem:Fermentação Natural (reduzida) (4).jpg|por omissão|por omissão|320px|legenda]][[imagem:Fermentação Natural (reduzida) (5).jpg |por omissão|por omissão|320px|legenda]][[imagem:Fermentação Natural (reduzida) (7).jpg |por omissão|por omissão|320px|legenda]][[imagem:Fermentação Natural (reduzida) (8).jpg |por omissão|por omissão|320px|legenda]][[imagem:Fermentação Natural (reduzida) (3).jpg|por omissão|por omissão|320px|legenda]][[imagem:Fermentação Natural (reduzida) (9).jpg|por omissão|por omissão|320px|legenda]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br /&amp;gt;&lt;br /&gt;
* Na véspera, separe a quantidade que usará para produzir o pão. Proporção: tomando a farinha como referência, a quantidade de fermento deve ser trinta por cento do peso de farinha que se decidiu usar. Observação: duzentos gramas de fermento ocupam um pouco menos que duzentos mililitros.&lt;br /&gt;
* A parte que será guardada para o próximo pão alimente como feito anteriormente. Agora este fermento poderá ser mantido em geladeira e consequentemente alimentado em intervalos maiores.&lt;br /&gt;
* Alimente igualmente a parte separada para fazer o pão. Tampe e aguarde a resposta com muitas bolhas.&lt;br /&gt;
* Transfira para uma vasilha grande suficiente para misturar todos os ingredientes. Medidas: para cada quilo de farinha, usa-se cerca de quatrocentos mililitros de água,e duas colheres de chá de sal. Mas tudo isso é variável. Talvez seja mais, talvez menos. Misture com as mãos ou uma colher até obter uma massa homogênea, úmida, mas que não grude muito nas mãos.&lt;br /&gt;
* Usando o peso de seu corpo, sove esta massa, até que perceba que sua consistência mudará: ela se tornará elástica e de textura mais uniforme.&lt;br /&gt;
* Cubra a massa com um pano e ao abrigo do vento, luz e calor e frio excessivos. Deixe-a descansar, até que dobre de volume.&lt;br /&gt;
* Retire o ar que se formou na massa, sove um pouco mais, e molde o pão. Deixe-o descansar, até que cresça novamente.&lt;br /&gt;
* Pré-aqueça o forno em temperatura alta (entre duzentos e duzentos e vinte graus).&lt;br /&gt;
* Asse-o até que ganhe uma cor dourada. Observação: o som do pão é um bom recurso para confirmar se ele está assado. Escute seu fundo.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Joana Quiroga</name></author>	</entry>

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		<title>Arquivo:Fermentação Natural (reduzida) (3).jpg</title>
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				<updated>2015-02-02T22:19:13Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Joana Quiroga: Joana Quiroga carregou uma nova versão de Arquivo:Fermentação Natural (reduzida) (3).jpg&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;MsUpload&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Joana Quiroga</name></author>	</entry>

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				<updated>2015-02-02T18:39:09Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Joana Quiroga: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;'''Relato de uma pré-proposta de verão.'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sou uma mistura: formada em filosofia, me tornei pesquisadora de intervenções urbanas, curadora, cozinheira, fotógrafa, escritora. Por longos anos me obriguei a ser somente uma coisa, porém todas minhas tentativas fracassaram. O que percebi neste processo é que para mim há algo que unifica, ainda que não saiba explicar, tudo aquilo a que me dedico. De fato são tantas as relações que vejo entre estes e outros saberes que o único que se mostrou constante é a necessidade de revisitar este sentido que permite tais conexões e a reinvenção do modo de externá-lo. Isso me fez consentir de que não há como – nem porque – separar o que faço sendo mais ajustado, portanto,  assumir e mergulhar neste indizível que me fundamenta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, esta descoberta que relato é uma decisão muito nova – ainda que ela já houvesse sido tomada muito antes, sem que eu me desse conta, quando comecei a trilhar meu caminho pela arte. No momento presente o desafio se torna reunir aquilo em que atuo, deixando-o desenvolver desde esta nova perspectiva. Por isso a necessidade da pausa, do simples, sempre matéria tão fértil para o desafio de auscultar a complexidade. A oportunidade procurada com esta residência foi, portanto, propiciar novos diálogos entre estes saberes dando-lhes espaço para outros nascimentos, e buscar fazer do meu desconhecimento diante disso alimento para o futuro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por isso, propus para a residência algo simples e objetivo, no entanto cheio de simbolismos: fazer meu primeiro pão de fermentação natural. Neste tipo de fermentação uma das misturas de ingredientes mais básicas, farinha e água, é exposta ao tempo e ao espaço para que reaja às suas variações e às intempéries, exigindo daquele que deseja o pão a observação silenciosa e paciente. A fermentação nada mais é do que o processo de apodrecimento que, no entanto, se manejado de modo especial, num diálogo obediente às singelas e sutis demandas da vida que se torna presente naquela mistura, possibilita transformar a decomposição em alimento. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta pequenina aventura-experiência, consiste, deste modo, num microcosmos do que acontece comigo neste novo corpo de ideias, ainda pura potência que, aos poucos, na investigação e cuidado das interações, transforma-se em sustento para o que está por vir.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Faz parte do projeto, alimentar e fazer crescer também este espaço virtual.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
	'''Trabalho para a residência de verão'''&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Joana Quiroga</name></author>	</entry>

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		<title>Joana Quiroga</title>
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&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;'''Relato de uma pré-proposta de verão.'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sou uma mistura: formada em filosofia, me tornei pesquisadora de intervenções urbanas, curadora, cozinheira, fotógrafa, escritora. Por longos anos me obriguei a ser somente uma coisa, porém todas minhas tentativas fracassaram. O que percebi neste processo é que para mim há algo que unifica, ainda que não saiba explicar, tudo aquilo a que me dedico. De fato são tantas as relações que vejo entre estes e outros saberes que o único que se mostrou constante é a necessidade de revisitar este sentido que permite tais conexões e a reinvenção do modo de externá-lo. Isso me fez consentir de que não há como – nem porque – separar o que faço sendo mais ajustado, portanto,  assumir e mergulhar neste indizível que me fundamenta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, esta descoberta que relato é uma decisão muito nova – ainda que ela já houvesse sido tomada muito antes, sem que eu me desse conta, quando comecei a trilhar meu caminho pela arte. No momento presente o desafio se torna reunir aquilo em que atuo, deixando-o desenvolver desde esta nova perspectiva. Por isso a necessidade da pausa, do simples, sempre matéria tão fértil para o desafio de auscultar a complexidade. A oportunidade procurada com esta residência foi, portanto, propiciar novos diálogos entre estes saberes dando-lhes espaço para outros nascimentos, e buscar fazer do meu desconhecimento diante disso alimento para o futuro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por isso, propus para a residência algo simples e objetivo, no entanto cheio de simbolismos: fazer meu primeiro pão de fermentação natural. Neste tipo de fermentação uma das misturas de ingredientes mais básicas, farinha e água, é exposta ao tempo e ao espaço para que reaja às suas variações e às intempéries, exigindo daquele que deseja o pão a observação silenciosa e paciente. A fermentação nada mais é do que o processo de apodrecimento que, no entanto, se manejado de modo especial, num diálogo obediente às singelas e sutis demandas da vida que se torna presente naquela mistura, possibilita transformar a decomposição em alimento. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta pequenina aventura-experiência, consiste, deste modo, num microcosmos do que acontece comigo neste novo corpo de ideias, ainda pura potência que, aos poucos, na investigação e cuidado das interações, transforma-se em sustento para o que está por vir.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Faz parte do projeto, alimentar e fazer crescer também este espaço virtual.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
	'''Trabalho para a residência de verão'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[imagem:Fermentação_Natural_(reduzida)_(1).jpg|frame|center|300px|legenda]]&lt;/div&gt;</summary>
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&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;'''Relato de uma pré-proposta de verão.'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sou uma mistura: formada em filosofia, me tornei pesquisadora de intervenções urbanas, curadora, cozinheira, fotógrafa, escritora. Por longos anos me obriguei a ser somente uma coisa, porém todas minhas tentativas fracassaram. O que percebi neste processo é que para mim há algo que unifica, ainda que não saiba explicar, tudo aquilo a que me dedico. De fato são tantas as relações que vejo entre estes e outros saberes que o único que se mostrou constante é a necessidade de revisitar este sentido que permite tais conexões e a reinvenção do modo de externá-lo. Isso me fez consentir de que não há como – nem porque – separar o que faço sendo mais ajustado, portanto,  assumir e mergulhar neste indizível que me fundamenta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, esta descoberta que relato é uma decisão muito nova – ainda que ela já houvesse sido tomada muito antes, sem que eu me desse conta, quando comecei a trilhar meu caminho pela arte. No momento presente o desafio se torna reunir aquilo em que atuo, deixando-o desenvolver desde esta nova perspectiva. Por isso a necessidade da pausa, do simples, sempre matéria tão fértil para o desafio de auscultar a complexidade. A oportunidade procurada com esta residência foi, portanto, propiciar novos diálogos entre estes saberes dando-lhes espaço para outros nascimentos, e buscar fazer do meu desconhecimento diante disso alimento para o futuro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por isso, propus para a residência algo simples e objetivo, no entanto cheio de simbolismos: fazer meu primeiro pão de fermentação natural. Neste tipo de fermentação uma das misturas de ingredientes mais básicas, farinha e água, é exposta ao tempo e ao espaço para que reaja às suas variações e às intempéries, exigindo daquele que deseja o pão a observação silenciosa e paciente. A fermentação nada mais é do que o processo de apodrecimento que, no entanto, se manejado de modo especial, num diálogo obediente às singelas e sutis demandas da vida que se torna presente naquela mistura, possibilita transformar a decomposição em alimento. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta pequenina aventura-experiência, consiste, deste modo, num microcosmos do que acontece comigo neste novo corpo de ideias, ainda pura potência que, aos poucos, na investigação e cuidado das interações, transforma-se em sustento para o que está por vir.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Faz parte do projeto, alimentar e fazer crescer também este espaço virtual.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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	'''Trabalho para a residência de verão'''&lt;br /&gt;
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&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;'''Relato de uma pré-proposta de verão.'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sou uma mistura: formada em filosofia, me tornei pesquisadora de intervenções urbanas, curadora, cozinheira, fotógrafa, escritora. Por longos anos me obriguei a ser somente uma coisa, porém todas minhas tentativas fracassaram. O que percebi neste processo é que para mim há algo que unifica, ainda que não saiba explicar, tudo aquilo a que me dedico. De fato são tantas as relações que vejo entre estes e outros saberes que o único que se mostrou constante é a necessidade de revisitar este sentido que permite tais conexões e a reinvenção do modo de externá-lo. Isso me fez consentir de que não há como – nem porque – separar o que faço sendo mais ajustado, portanto,  assumir e mergulhar neste indizível que me fundamenta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, esta descoberta que relato é uma decisão muito nova – ainda que ela já houvesse sido tomada muito antes, sem que eu me desse conta, quando comecei a trilhar meu caminho pela arte. No momento presente o desafio se torna reunir aquilo em que atuo, deixando-o desenvolver desde esta nova perspectiva. Por isso a necessidade da pausa, do simples, sempre matéria tão fértil para o desafio de auscultar a complexidade. A oportunidade procurada com esta residência foi, portanto, propiciar novos diálogos entre estes saberes dando-lhes espaço para outros nascimentos, e buscar fazer do meu desconhecimento diante disso alimento para o futuro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por isso, propus para a residência algo simples e objetivo, no entanto cheio de simbolismos: fazer meu primeiro pão de fermentação natural. Neste tipo de fermentação uma das misturas de ingredientes mais básicas, farinha e água, é exposta ao tempo e ao espaço para que reaja às suas variações e às intempéries, exigindo daquele que deseja o pão a observação silenciosa e paciente. A fermentação nada mais é do que o processo de apodrecimento que, no entanto, se manejado de modo especial, num diálogo obediente às singelas e sutis demandas da vida que se torna presente naquela mistura, possibilita transformar a decomposição em alimento. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta pequenina aventura-experiência, consiste, deste modo, num microcosmos do que acontece comigo neste novo corpo de ideias, ainda pura potência que, aos poucos, na investigação e cuidado das interações, transforma-se em sustento para o que está por vir.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Faz parte do projeto, alimentar e fazer crescer também este espaço virtual.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
	'''Trabalho para a residência de verão'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Fermentação Natural (reduzida) (1)]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Joana Quiroga</name></author>	</entry>

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&lt;hr /&gt;
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		<summary type="html">&lt;p&gt;Joana Quiroga: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;'''Relato de uma pré-proposta de verão.'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sou uma mistura: formada em filosofia, me tornei pesquisadora de intervenções urbanas, curadora, cozinheira, fotógrafa, escritora. Por longos anos me obriguei a ser somente uma coisa, porém todas minhas tentativas fracassaram. O que percebi neste processo é que para mim há algo que unifica, ainda que não saiba explicar, tudo aquilo a que me dedico. De fato são tantas as relações que vejo entre estes e outros saberes que o único que se mostrou constante é a necessidade de revisitar este sentido que permite tais conexões e a reinvenção do modo de externá-lo. Isso me fez consentir de que não há como – nem porque – separar o que faço sendo mais ajustado, portanto,  assumir e mergulhar neste indizível que me fundamenta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, esta descoberta que relato é uma decisão muito nova – ainda que ela já houvesse sido tomada muito antes, sem que eu me desse conta, quando comecei a trilhar meu caminho pela arte. No momento presente o desafio se torna reunir aquilo em que atuo, deixando-o desenvolver desde esta nova perspectiva. Por isso a necessidade da pausa, do simples, sempre matéria tão fértil para o desafio de auscultar a complexidade. A oportunidade procurada com esta residência foi, portanto, propiciar novos diálogos entre estes saberes dando-lhes espaço para outros nascimentos, e buscar fazer do meu desconhecimento diante disso alimento para o futuro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por isso, propus para a residência algo simples e objetivo, no entanto cheio de simbolismos: fazer meu primeiro pão de fermentação natural. Neste tipo de fermentação uma das misturas de ingredientes mais básicas, farinha e água, é exposta ao tempo e ao espaço para que reaja às suas variações e às intempéries, exigindo daquele que deseja o pão a observação silenciosa e paciente. A fermentação nada mais é do que o processo de apodrecimento que, no entanto, se manejado de modo especial, num diálogo obediente às singelas e sutis demandas da vida que se torna presente naquela mistura, possibilita transformar a decomposição em alimento. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta pequenina aventura-experiência, consiste, deste modo, num microcosmos do que acontece comigo neste novo corpo de ideias, ainda pura potência que, aos poucos, na investigação e cuidado das interações, transforma-se em sustento para o que está por vir.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Faz parte do projeto, alimentar e fazer crescer também este espaço virtual.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
	'''Trabalho para a residência de verão'''&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Joana Quiroga</name></author>	</entry>

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		<summary type="html">&lt;p&gt;Joana Quiroga: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;'''Relato de uma pré-proposta de verão.'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
	Sou uma mistura: formada em filosofia, me tornei pesquisadora de intervenções urbanas, curadora, cozinheira, fotógrafa, escritora. Por longos anos me obriguei a ser somente uma coisa, porém todas as minhas tentativas fracassaram. O que percebi neste processo é que para mim há algo que unifica, ainda que não saiba explicar, tudo aquilo a que me dedico. De fato são tantas as relações que vejo entre estes e outros saberes que o único que se mostrou constante é a necessidade de revisitar este sentido que permite tais conexões e a reinvenção do modo de externá-lo. Isso me fez consentir de que não há como, nem porque, separar o que faço, sendo, portanto, mais ajustado assumir e mergulhar neste indizível que me fundamenta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, esta descoberta que relato é uma decisão muito nova – ainda que ela já houvesse sido tomada muito antes, sem que eu me desse conta, quando comecei a trilhar meu caminho pela arte. Agora, no momento presente o desafio se torna misturar aquilo em que atuo, encarando-o desde esta nova perspectiva. Por isso a necessidade da pausa, do simples, sempre matéria tão fértil para o desafio de auscultar a complexidade. A oportunidade procurada com esta residência foi, portanto, propiciar novos diálogos entre estes saberes, dando-lhes espaço para outros nascimentos, e buscar fazer do meu desconhecimento, alimento para o futuro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por isso, propus para a residência algo simples e objetivo, no entanto cheio de simbolismos: fazer meu primeiro pão de fermentação natural. Neste tipo de fermentação uma das misturas de ingredientes mais básicas, farinha e água, é exposta ao tempo e ao espaço, reagindo conforme suas variações e intempéries, exigindo daquele que deseja o pão a observação silenciosa e paciente. A fermentação nada mais é do que o processo de apodrecimento que, no entanto, conduzido de modo especial, num diálogo obediente às singelas e sutis demandas da vida que se torna presente naquela mistura, possibilita transformar a decomposição em alimento. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta pequenina aventura-experiência, consiste, deste modo, num microcosmos do que acontece comigo neste novo corpo de ideias, ainda pura potência que, aos poucos, na investigação e cuidado das interações, transforma-se no sustento para o que está por vir.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Faz parte do projeto, alimentar e fazer crescer também este espaço virtual.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
	'''Trabalho para a residência de verão'''&lt;/div&gt;</summary>
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		<title>Joana Quiroga</title>
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		<summary type="html">&lt;p&gt;Joana Quiroga: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;'''Relato de uma pré-proposta de verão.'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
	Sou uma mistura: formada em filosofia, me tornei pesquisadora de intervenções urbanas, curadora, cozinheira, fotógrafa, escritora. Por longos anos me obriguei a ser somente uma coisa, porém todas as minhas tentativas fracassaram. O que percebi neste processo é que para mim há algo que unifica, ainda que não saiba explicar, tudo aquilo a que me dedico. De fato são tantas as relações que vejo entre estes e outros saberes que o único que se mostrou constante é a necessidade de revisitar este sentido que permite tais conexões e a reinvenção do modo de externá-lo. Isso me fez consentir de que não há como, nem porque, separar o que faço, sendo, portanto, mais ajustado assumir e mergulhar neste indizível que me fundamenta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, esta descoberta que relato é uma decisão muito nova – ainda que ela já houvesse sido tomada muito antes, sem que eu me desse conta, quando comecei a trilhar meu caminho pela arte. Agora, no momento presente o desafio se torna misturar aquilo em que atuo, encarando-o desde esta nova perspectiva. Por isso a necessidade da pausa, do simples, sempre matéria tão fértil para o desafio de auscultar a complexidade. A oportunidade procurada com esta residência foi, portanto, propiciar novos diálogos entre estes saberes, dando-lhes espaço para outros nascimentos, e buscar fazer do meu desconhecimento, alimento para o futuro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por isso, propus para a residência algo simples e objetivo, no entanto cheio de simbolismos: fazer meu primeiro pão de fermentação natural. Neste tipo de fermentação uma das misturas de ingredientes mais básicas, farinha e água, é exposta ao tempo e do espaço, reagindo conforme suas variações e intempéries, exigindo daquele que deseja o pão a observação silenciosa e paciente. A fermentação nada mais é do que o processo de apodrecimento que, no entanto, conduzido de modo especial, num diálogo obediente às singelas e sutis demandas da vida que se torna presente naquela mistura, possibilita transformar a decomposição em alimento. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta pequenina aventura-experiência, consiste, deste modo, num microcosmos do que acontece comigo neste novo corpo de ideias, ainda pura potência que, aos poucos, na investigação e cuidado das interações, transforma-se no sustento para o que está por vir.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Faz parte do projeto, alimentar e fazer crescer também este espaço virtual.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
	'''Trabalho para a residência de verão'''&lt;/div&gt;</summary>
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&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;'''Relato de uma pré-proposta de verão.'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
	Sou uma mistura: formada em filosofia, me tornei pesquisadora de intervenções urbanas, curadora, cozinheira, fotógrafa, escritora. Por longos anos me obriguei a ser somente uma coisa, porém todas as minhas tentativas fracassaram. O que percebi neste processo é que para mim há algo que unifica, ainda que não saiba explicar, tudo aquilo a que me dedico. De fato são tantas as relações que vejo entre estes e outros saberes que o único que se mostrou constante é a necessidade de revisitar este sentido que permite tais conexões e a reinvenção do modo de externá-lo. Isso me fez consentir de que não há como, nem porque, separar o que faço, sendo, portanto, mais ajustado assumir e mergulhar neste indizível que me fundamenta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, esta descoberta que relato é uma decisão muito nova – ainda que ela já houvesse sido tomada muito antes, sem que eu me desse conta, quando comecei a trilhar meu caminho pela arte. Agora, no momento presente o desafio se torna misturar aquilo em que atuo, encarando-o desde esta nova perspectiva. Por isso a necessidade da pausa, do simples, sempre matéria tão fértil para o desafio de auscultar a complexidade. A oportunidade procurada com esta residência foi, portanto, propiciar novos diálogos entre estes saberes, dando-lhes espaço para outros nascimentos, e buscar fazer do meu desconhecimento, alimento para o futuro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por isso, propus para a residência algo simples e objetivo, no entanto cheio de simbolismos: fazer meu primeiro pão de fermentação natural. Neste tipo de fermentação uma das misturas de ingredientes mais básicas, farinha e água, é exposta ao tempo e do espaço, reagindo conforme suas variações e intempéries, exigindo daquele que deseja o pão a observação silenciosa e paciente. A fermentação nada mais é do que o processo de apodrecimento que, no entanto, conduzido de modo especial, num diálogo obediente às singelas e sutis demandas da vida que se torna presente naquela mistura, possibilita transformar a decomposição em alimento. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta pequenina aventura-experiência, consiste, deste modo, num microcosmos do que acontece comigo neste novo corpo de ideias, ainda pura potência que, aos poucos, na investigação e cuidado das interações, transforma-se no sustento para o que está por vir.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Faz parte do projeto, alimentar e fazer crescer também este espaço virtual.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
	'''Trabalho para a residência de verão'''&lt;/div&gt;</summary>
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		<summary type="html">&lt;p&gt;Joana Quiroga: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;'''Proposta de trabalho  para a residência de verão'''&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Sou uma mistura de muitas coisas: formada em filosofia, me tornei pesquisadora de intervenções urbanas, curadora, cozinheira, fotógrafa, escritora. Na verdade são tantas as relações que vejo entre estes e outros saberes que, mesmo após tantos trabalhos realizados, o único que permaneceu inalterado é a necessidade de lapidação e manutenção constantes do sentido que permite estas conexões e a reinvenção do modo de externá-las. No momento presente tem sido difícil reorganizá-las no campo prático, por isso a necessidade desta pausa, do simples, sempre matéria tão fértil para o desafio de auscultar a complexidade. A oportunidade procurada com esta residência foi, portanto, fazer nascer novos diálogos entre estes saberes, dando-lhes espaço para outros nascimentos, e buscar fazer do meu desconhecimento, alimento para o futuro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por isso, propus para a residência algo simples e objetivo, no entanto cheio de simbolismos: fazer meu primeiro pão de fermentação natural. Neste tipo de fermentação uma das combinações de ingredientes mais básicas, farinha e água, é exposta ao tempo e do espaço, reagindo conforme suas variações e intempéries, exigindo daquele que deseja o pão, a observação silenciosa e paciente: pois a fermentação nada mais é do que o processo de apodrecimento que, no entanto, conduzido de modo especial, em diálogo obediente às silenciosas e sutis demandas da vida que se torna presente naquela mistura, possibilita transformá-lo em alimento. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta pequenina aventura-experiência, é, deste modo, como um microcosmos do que acontece neste novo corpo de ideias, ainda pura potência, que, aos poucos, na observação e cuidado das interações, pode tornar-se sustento para o que está por vir.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Faz parte do projeto, alimentar e fazer crescer também este espaço virtual.&lt;/div&gt;</summary>
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&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;'''Proposta de trabalho para a residência de verão'''&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
	'''Proposta de trabalho  para a residência de verão'''&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Sou uma mistura de muitas coisas: formada em filosofia, me tornei pesquisadora de intervenções urbanas, curadora, cozinheira, fotógrafa, escritora. Na verdade são tantas as relações que vejo entre estes e outros saberes que, mesmo após tantos trabalhos realizados, o único que permaneceu inalterado é a necessidade de lapidação e manutenção constantes do sentido que permite estas conexões e a reinvenção do modo de externá-las. No momento presente tem sido difícil reorganizá-las no campo prático, por isso a necessidade desta pausa, do simples, sempre matéria tão fértil para o desafio de auscultar a complexidade. A oportunidade procurada com esta residência foi, portanto, fazer nascer novos diálogos entre estes saberes, dando-lhes espaço para outros nascimentos, e buscar fazer do meu desconhecimento, alimento para o futuro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por isso, propus para a residência algo simples e objetivo, no entanto cheio de simbolismos: fazer meu primeiro pão de fermentação natural. Neste tipo de fermentação uma das combinações de ingredientes mais básicas, farinha e água, é exposta ao tempo e do espaço, reagindo conforme suas variações e intempéries, exigindo daquele que deseja o pão, a observação silenciosa e paciente: pois a fermentação nada mais é do que o processo de apodrecimento que, no entanto, conduzido de modo especial, em diálogo obediente às silenciosas e sutis demandas da vida que se torna presente naquela mistura, possibilita transformá-lo em alimento. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta pequenina aventura-experiência, é, deste modo, como um microcosmos do que acontece neste novo corpo de ideias, ainda pura potência, que, aos poucos, na observação e cuidado das interações, pode tornar-se sustento para o que está por vir.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Faz parte do projeto, alimentar e fazer crescer também este espaço virtual.&lt;/div&gt;</summary>
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		<summary type="html">&lt;p&gt;Joana Quiroga: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;'''Proposta de trabalho para a residência de verão'''&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
	'''Proposta de trabalho  para a residência de verão'''&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
	Sou uma mistura de muitas coisas: formada em filosofia, me tornei pesquisadora de intervenções urbanas, curadora, cozinheira, fotógrafa, escritora. Na verdade são tantas as relações que vejo entre estes e outros saberes que, mesmo após tantos trabalhos realizados, o único que permaneceu inalterado é a necessidade de lapidação e manutenção constantes do sentido que permite estas conexões e a reinvenção do modo de externá-las. No momento presente tem sido difícil reorganizá-las no campo prático, por isso a necessidade desta pausa, do simples, sempre matéria tão fértil para o desafio de auscultar a complexidade. A oportunidade procurada com esta residência foi, portanto, fazer nascer novos diálogos entre estes saberes, dando-lhes espaço para outros nascimentos, e buscar fazer do meu desconhecimento, alimento para o futuro.&lt;br /&gt;
	Por isso, propus para a residência algo simples e objetivo, no entanto cheio de simbolismos: fazer meu primeiro pão de fermentação natural. Neste tipo de fermentação uma das combinações de ingredientes mais básicas, farinha e água, é exposta ao tempo e do espaço, reagindo conforme suas variações e intempéries, exigindo daquele que deseja o pão, a observação silenciosa e paciente: pois a fermentação nada mais é do que o processo de apodrecimento que, no entanto, conduzido de modo especial, em diálogo obediente às silenciosas e sutis demandas da vida que se torna presente naquela mistura, possibilita transformá-lo em alimento. Esta pequenina aventura-experiência, é, deste modo, como um microcosmos do que acontece neste novo corpo de ideias, ainda pura potência, que, aos poucos, na observação e cuidado das interações, pode tornar-se sustento para o que está por vir.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Faz parte do projeto, alimentar e fazer crescer também este espaço virtual.&lt;/div&gt;</summary>
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		<summary type="html">&lt;p&gt;Joana Quiroga: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;'''Proposta de trabalho  para a residência de verão'''&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
	Atuo em diversas frentes de trabalho: pesquisadora de intervenções urbanas, curadoria, cozinheira, fotografa, escritora. São tantas as interrelações que vejo em todos estes saberes que, mesmo após tantos trabalhos realizados, o único que evidenciou-se permanente é que o trabalho de exteriorização destas conexões necessita de manutenção e lapidação constantes. No momento presente tem sido difícil pra mim reorganizá-las no campo  prático, por isso a necessidade desta pausa. A oportunidade procurada com esta residência é, então, fazer nascer novos diálogos entre estes saberes, dando-lhes espaço para outros nascimentos, e do meu desconhecimento deste futuro, uma atividade.&lt;br /&gt;
	Por isso, proponho para a residência algo simples e objetivo, no entanto cheio de simbolismos: fazer meu primeiro pão de fermentação natural. Mas não somente, esta pequenina aventuraexperiência, servirá como  exercício para elaborar estes novos  mapeamentos de relações e projetos: irei fotografar o processo e relatá-lo num diário-ensaio em que o tempo, o espaço e  as intempéries da sua feitura serão um microcosmos do que acontece neste novo corpo de ideias, ainda pura potência, que, aos poucos, na observação e cuidado das interações, possa tornar-se sustento para o que está por vir.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Faz parte do projeto, alimentar e fazer crescer também este espaço.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Joana Quiroga</name></author>	</entry>

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		<title>Joana Quiroga</title>
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				<updated>2015-01-18T03:23:18Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Joana Quiroga: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;'''Proposta de trabalho  para a residência de verão'''&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
	Atuo em diversas frentes de trabalho: pesquisadora de intervenções urbanas, curadoria, cozinheira, fotografa,  escritora. São tantas as interrelações que vejo em todos estes saberes que, mesmo após tantos trabalhos realizados, o único que evidenciou-se permanente é que o  trabalho de exteriorização destas conexões necessita de manutenção e lapidação constantes. No momento presente tem sido difícil pra mim reorganizá-las no campo  prático, por isso a necessidade desta pausa. A  oportunidade procurada com esta residência é, então,  fazer nascer novos diálogos entre estes saberes, dando-lhes espaço para outros nascimentos, e do meu desconhecimento deste futuro, uma atividade.&lt;br /&gt;
	Por isso, proponho para a residência algo simples e objetivo, no entanto cheio de simbolismos: fazer meu primeiro pão de fermentação natural. Mas não somente, esta pequenina aventuraexperiência, servirá como  exercício para elaborar estes novos  mapeamentos de relações e projetos: irei fotografar o processo e relatá-lo num diário-ensaio em que o tempo, o espaço e  as intempéries da sua feitura serão um microcosmos do que acontece neste novo corpo de ideias, ainda pura potência, que, aos poucos, na observação e cuidado das interações, possa tornar-se sustento para o que está por vir.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Faz parte do projeto, alimentar e fazer crescer também este espaço.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Joana Quiroga</name></author>	</entry>

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		<id>https://wiki.nuvem.art.br/index.php?title=Joana_Quiroga&amp;diff=12781</id>
		<title>Joana Quiroga</title>
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				<updated>2015-01-18T03:22:02Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Joana Quiroga: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;'''Proposta de trabalho  para a residência de verão'''&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
	Atuo em diversas frentes de trabalho: pesquisadora de intervenções urbanas, curadoria, cozinheira, fotografa,  escritora. São tantas as interrelações que vejo em todos estes saberes que, mesmo após tantos trabalhos realizados, o único que evidenciou-se permanente é que o  trabalho de exteriorização destas conexões necessita de manutenção e lapidação constantes. No momento presente tem sido difícil pra mim reorganizá-las no campo  prático, por isso a necessidade desta pausa. A  oportunidade procurada com esta residência é, então,  fazer nascer novos diálogos entre estes saberes, dando-lhes espaço para outros nascimentos, e do meu desconhecimento deste futuro, uma atividade.&lt;br /&gt;
	Por isso, proponho para a residência algo simples e objetivo, no entanto cheio de simbolismos: fazer meu  primeiro pão de fermentação natural. Mas não somente, esta pequenina aventuraexperiência, servirá como  exercício para elaborar estes novos  mapeamentos de relações e projetos: irei fotografar o processo e relatá-lo num diário-ensaio em que o tempo, o espaço e  as intempéries da sua feitura serão um microcosmos do que acontece neste novo corpo de ideias, ainda pura potência, que, aos poucos, na observação e cuidado das interações, possa tornar-se sustento para o que está por vir.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Faz parte do projeto, alimentar e fazer crescer também este espaço.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Joana Quiroga</name></author>	</entry>

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