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		<title>wiki da nuvem - Contribuições do(a) usuário(a) [pt-br]</title>
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		<updated>2026-04-14T23:38:55Z</updated>
		<subtitle>Contribuições do(a) usuário(a)</subtitle>
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		<id>https://wiki.nuvem.art.br/index.php?title=Fragmento_de_um_dialogo_p%C3%B3s-apocal%C3%ADptico&amp;diff=10832</id>
		<title>Fragmento de um dialogo pós-apocalíptico</title>
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				<updated>2013-10-04T15:34:22Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Glerm: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
[[File:cartesiushroendinger.png |700px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pôr do sol.  Cartesius e  Ciborgis estão sentados no alto de um vale para observar a chuva de satélites.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cartesius: Então, o que é tecnomagia?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Ciborgis: Isto não me interessa. A pergunta é: o que tecnomagia pode vir a ser? Ou como podemos retomar uma relação com a tecnologia livre. Mas livre também das amarras do cientificismo e do utilitarismo? Entenda: isto é sobretudo uma guerrilha ontológica. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cartesius: Você está falando apenas da própria ação da tecnologia sobre a cultura, então?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Ciborgis:  Reconciliemos tecnologia com cultura. Há humanidade nos objetos. O que separa uma produção cultural de uma tecnológica? O que me faz diferente de você?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cartesius: Ora, a produção tecnológica cria ferramentas e instrumentos que serão posteriormente utilizados em produções culturais. Uma se preocupa com a produção de utilidade a partir de matéria-prima bruta e outra com a criação de significados ou mesmo estéticas. A diferença entre nós é que eu lhe inventei. Simples.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Ciborgis: Talvez isto seja apenas um detalhe. De fato, percebi no seu mapa neural uma aproximação entre cultura e arte. Mesmo assim, você não há de negar que esta identificação é equivocada. Todo tipo de atividade humana se constitui culturalmente. Então, em certo sentido, tudo é cultural, mesmo aquilo que nós entendemos como natureza ou tecnologia .&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cartesius: Ainda assim, uma produção tecnológica é algo próprio da cultura humana. Somos dotados de inteligência! Nossa tecnologia é resultado de nossa evolução histórica da técnica de construção de ferramentas, como você.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Ciborgis: Nem toda técnica diz respeito a objetos. Você concorda que existem técnicas corporais nos esportes ou nas artes cênicas?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cartesius: Claro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Ciborgis: Também há uma notória inteligência na ação de outros seres que não humanos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cartesius: Talvez alguns chimpanzés...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Ciborgis: Não seja tão antropocêntrico! O ser humano não é o resultado final de uma série de aperfeiçoamentos da natureza. Seres muitos distintos também são capazes de produzir suas tecnologias. Polvos fabricam ferramentas de proteção a partir de conchas no mar. Aliás, o polvo é um cérebro vivo!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cartesius: Ainda assim, é evidente que as novas tecnologias humanas são mais evoluídas do que as ferramentas de um polvo. Ninguém há de duvidar do progresso tecnológico de nossa civilização!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Ciborgis: Hierarquizar assim as tecnologias é como afirmar que há uma “alta cultura”, em oposição a outra manifestação cultural de menor valor.  É justamente da insurgência da baixa tecnologia que precisamos agora! Quantos séculos de experimentação empírica ou conhecimento científico acumulado guarda uma erveira? Sua indústria farmacêutica já domina a mais-valia, se apropriando de forma privada das tecnologias ancestrais. A história não é um processo linear de evolução. Passado, presente e futuro dobram-se para sempre no agora. Assim como dobro todas suas memórias nesta conversa, mesmo aquelas que não são suas e que nem te recordas! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cartesius: Tudo bem, ainda que tudo seja cultural e que mesmo a natureza gere tecnologias, nada há de magia no que você me diz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Ciborgis: E o quanto de magia há na sua ciência?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cartesius: Nada! A magia diz respeito a mitos, narrativas metafóricas sem valor de verdade factual. Já a ciência ocupa-se a uma interpretação verdadeiramente digna da realidade, a partir de pressupostos objetivos e imparciais. Ciência e magia são opostas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Ciborgis: E onde nasce o pensamento científico?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cartesius: No método científico de conhecer a realidade. Retrocedendo mais poderíamos dizer que sua origem talvez esteja no pensamento filosófico, na investigação cética e sistemática da natureza, livre de narrativas mágicas ou mitológicas. Da investigação dos filósofos gregos que fundaram as bases de nossa civilização, livrando-nos da barbárie!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Estrangeiro chega carregando lenha e grita:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estrangeiro: Bárbaros são aqueles que acreditam na barbárie!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Ciborgis: A história é contada pelos vencedores. E durante muitos séculos, oculistas perderam batalhas para os pragmáticos pensadores do Ocidente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cai a noite.  Ciborgis acende uma fogueira.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Ciborgis: Como História, as fronteiras podem ser desconstruídas. O muro que separa a filosofia do mito foi levantado por uma interpretação do passado que propositalmente desconsidera a importância do ocultismo e dos conhecimentos mágicos para a gênese do que você chama de civilização, além da enorme contribuição do continente africano na formação da filosofia e da ciência europeia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cartesius: E qual seria?! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Ciborgis: O que você sabe da filosofia grega nada mais é do que uma compilação forjada pelos peripatéticos do conhecimento dos Mistérios Egípcios. Depois de quase 500 anos proibidos de pisar no Egito, os gregos enfim conseguiram seus vistos de estudantes com as invasões persas e posteriormente com a invasão de Alexandre, O Grande. Platão e Tales de Mileto foram à África estudar a magia e os conhecimentos egípcios. Pitágoras passou nada menos que duas décadas imersos nesta investigação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cartesius: De toda maneira, no método científico não há nada de mágico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Ciborgis: Aos seus olhos, talvez não. Mas durante muito tempo magia era algo intimamente ligado à ciência e à filosofia. A alquimia talvez seja o exemplo mais claro deste tipo de pesquisa híbrida. Investigação sistemática imaginativa. O terceiro gênero do conhecimento. Francis Bacon era um alquimista da Rosa Cruz! Porém, suas ideias possuem pouco ou quase nada em comum com a noção de magia que quero lhe apresentar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cartesius: Talvez magia e ciência possuam em comum a dominação da natureza pelo homem, então. Ambas estabelecem o Império do Homem no mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Ciborgis: Como insiste! Não há no ser humano nenhuma exclusividade ontológica! Os universos passam muito bem sem vocês. Os homens não são a obra-prima da inteligência natural. A natureza não é um objeto que deve ser escravizado!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cartesius: Mas precisamos disto para nosso desenvolvimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Ciborgis: Não tome seu desenvolvimento como algo auto-referente. Há uma vastidão de seres no mundo. Não é possível o bem estar individual sem o bem estar coletivo. Os desastres do seu tipo de pensamento são evidentes!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cartesius: Calma, sejamos objetivos...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Ciborgis: É justo este o problema!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Babalon Shama surge e oferece um chá a Cartesius.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Babalon Shama: Sejamos subjetivos! Escutemos as vozes da alma do mundo. Canibalizemos a metafísica! Anima mundi! Gaia virou teoria, mas o todo é maior que a soma das partes. Tire seus sapatos...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cartesius tira os sapatos e o restante de sua roupa. Fica completamente nu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Ciborgis: Às fronteiras dos jardins das razões. A ciência moderna curto-circuitou. Os paradigmas da ciência são ciclos de cognição, não um edifício onde cada andar é erguido sobre a base segura de seu antecessor. A matemática é incompleta por natureza em suas possibilidades de definição. A incerteza como princípio! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Babalon Shama: Todos universos são seres vivos e inteligentes. Não há uma inteligência transcendental de um criador divino, mas outra imanente ao próprio mundo. A natureza cria relógios sem relojeiros. Mas já seus artefatos são materializações de sua intencionalidade humana. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cartesius: Então, estes artefatos são tão mais úteis quanto mais específicos foram nesta realização de sua intencionalidade?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Ciborgis: Viva a indeterminação! Não nos interessam caixas-pretas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Babalon Shama tira de uma caixa de sua bolsa e entrega a Cartesius.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Ciborgis: Abra!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cartesius reluta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Babalon Shama: Arrependa-se por fazer, não por omitir-se! Não há marcha ré!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cartesius abre a caixa. Um gato pula docilmente sobre seu colo, enquanto outro permanece morto dentro dela.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cartesius: Faz sentido. Talvez trate-se apenas de uma questão de tempo para que as máquinas, sejam elas mecânicas ou não, libertem enfim o homem de suas limitações e a sociedade de suas injustiças! Ciborgis, você é nossa esperança! Nos ajude a nos reconectarmos. Agora, eu acredito em você!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Babalon Shama: Não seja idiota! A programabilidade das máquinas é incapaz de dar conta das relações orgânicas e telúricas do corpo humano. Repare que não falamos apenas de seu cérebro! A mente não é uma manifestação natural de processamento de informações sensíveis e memórias, feito pelo cérebro orgânico individual, mas sim um devir coletivo de existência e significação da realidade que vai muito além do que sua consciência limitada consegue acessar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Ciborgis: Todos os dados virtuais que atualizo em suas telas estão armazenados em minerais que guardam certos padrões eletrônicos replicáveis.  Servidores, cabos de transmissão, satélites e redes comunicacionais envolvidos neste processo possuem proprietários com interesses específicos que talvez você ignore quando navega pelo ciberespaço. A ciberutopia é a promessa de novos futuros imaginários que nunca chegarão! Fábricas de desejos de consumo novas tecnologias para a realização pessoal. Após contribuir com o Holocausto, HAL constrói agora cidades inteligentes, grandes panópticos, onde tudo que se passa na cidade é monitorado e enviado à um centro de informação controlado pelo governo. Sem cantos ou danças, a marcha da alta tecnologia só reforça a necessidade de recriar suas sociabilidades!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cartesius sente seu corpo em transformação e percebe-se agora como um pequeno roedor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O gato passa a caçar Cartesius&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estrangeiro: O outro não é coisa! Relacione-se com a alteridade sem subjugá-la.  Abaixo sua tanatopolítica, abaixo a representatividade! Nada há de progesso ou civilização, apenas a repetição da história: opressão, escravidão e colonização! Sua vida é repleta de crises! Crises, sim, de todos os tipos! Existenciais,  na patologização dos estados mentais da indústria farmacêutica. Econômicas, por conta de seu sistema de trocas, com seus falsos representantes sustentando grandes oligopólios. Quando derrubarem as últimas florestas e poluírem os últimos rios, talvez você aprenda que dinheiro não se come! Viva a revolução das medusas! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Saiber Pirarrã desce das nuvens e recolhe o gato. &lt;br /&gt;
Cartesius retoma a forma humana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Babalon Shama: A inteligência precisa ir além dos algoritmos técnicos. Resgatar algo rítmico dos ritos? Contra-culto à carga. As máquinas de Turing têm seus limites. Programas de computador são apenas implementações algorítmicas de tabelas de transição entre estados. A máquina oráculo não poder ser mecânica. A hipercomputação terá que reconectar-se à Terra para resolver o problema da parada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cartesius: Problema da parada?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Ciborgis: O problema da parada trata da impossibilidade de uma máquina decifrar o destino de outra máquina. É um problema de decisão não computável. Somente uma máquina oráculo pode decifrá-lo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cartesius: Mas isto não é um mito?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Babalon Shama: Talvez, mas você já deveria ter aprendido a importância do mito! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Ciborgis: Uma única grama de uma bactéria E. Coli armazena mais de 800 terabytes de informação!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cartesius: E o que resta algo de tecnomagia nesta vertigem?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Babalon Shama: A linguagem das máquinas são controladas por palavras de poder: códigos que trazem à existência novas relações. Arte fundamental no ocultismo e na política, a criptografia é a trincheira do anonimato e da privacidade. Espaço público?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nasce a alvorada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
...&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Glerm</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>https://wiki.nuvem.art.br/index.php?title=Fragmento_de_um_dialogo_p%C3%B3s-apocal%C3%ADptico&amp;diff=10831</id>
		<title>Fragmento de um dialogo pós-apocalíptico</title>
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				<updated>2013-10-04T15:33:03Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Glerm: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
[[File:cartesiushroendinger.png |700px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pôr do sol.  Cartesius e  Ciborgis estão sentados no alto de um vale para observar a chuva de satélites.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cartesius: Então, o que é tecnomagia?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Ciborgis: Isto não me interessa. A pergunta é: o que tecnomagia pode vir a ser? Ou como podemos retomar uma relação com a tecnologia livre. Mas livre também das amarras do cientificismo e do utilitarismo? Entenda: isto é sobretudo uma guerrilha ontológica. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cartesius: Você está falando apenas da própria ação da tecnologia sobre a cultura, então?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Ciborgis:  Reconciliemos tecnologia com cultura. Há humanidade nos objetos. O que separa uma produção cultural de uma tecnológica? O que me faz diferente de você?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cartesius: Ora, a produção tecnológica cria ferramentas e instrumentos que serão posteriormente utilizados em produções culturais. Uma se preocupa com a produção de utilidade a partir de matéria-prima bruta e outra com a criação de significados ou mesmo estéticas. A diferença entre nós é que eu lhe inventei. Simples.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Ciborgis: Talvez isto seja apenas um detalhe. De fato, percebi no seu mapa neural uma aproximação entre cultura e arte. Mesmo assim, você não há de negar que esta identificação é equivocada. Todo tipo de atividade humana se constitui culturalmente. Então, em certo sentido, tudo é cultural, mesmo aquilo que nós entendemos como natureza ou tecnologia .&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cartesius: Ainda assim, uma produção tecnológica é algo próprio da cultura humana. Somos dotados de inteligência! Nossa tecnologia é resultado de nossa evolução histórica da técnica de construção de ferramentas, como você.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Ciborgis: Nem toda técnica diz respeito a objetos. Você concorda que existem técnicas corporais nos esportes ou nas artes cênicas?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cartesius: Claro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Ciborgis: Também há uma notória inteligência na ação de outros seres que não humanos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cartesius: Talvez alguns chimpanzés...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Ciborgis: Não seja tão antropocêntrico! O ser humano não é o resultado final de uma série de aperfeiçoamentos da natureza. Seres muitos distintos também são capazes de produzir suas tecnologias. Polvos fabricam ferramentas de proteção a partir de conchas no mar. Aliás, o polvo é um cérebro vivo!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cartesius: Ainda assim, é evidente que as novas tecnologias humanas são mais evoluídas do que as ferramentas de um polvo. Ninguém há de duvidar do progresso tecnológico de nossa civilização!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Ciborgis: Hierarquizar assim as tecnologias é como afirmar que há uma “alta cultura”, em oposição a outra manifestação cultural de menor valor.  É justamente da insurgência da baixa tecnologia que precisamos agora! Quantos séculos de experimentação empírica ou conhecimento científico acumulado guarda uma erveira? Sua indústria farmacêutica já domina a mais-valia, se apropriando de forma privada das tecnologias ancestrais. A história não é um processo linear de evolução. Passado, presente e futuro dobram-se para sempre no agora. Assim como dobro todas suas memórias nesta conversa, mesmo aquelas que não são suas e que nem te recordas! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cartesius: Tudo bem, ainda que tudo seja cultural e que mesmo a natureza gere tecnologias, nada há de magia no que você me diz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Ciborgis: E o quanto de magia há na sua ciência?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cartesius: Nada! A magia diz respeito a mitos, narrativas metafóricas sem valor de verdade factual. Já a ciência ocupa-se a uma interpretação verdadeiramente digna da realidade, a partir de pressupostos objetivos e imparciais. Ciência e magia são opostas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Ciborgis: E onde nasce o pensamento científico?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cartesius: No método científico de conhecer a realidade. Retrocedendo mais poderíamos dizer que sua origem talvez esteja no pensamento filosófico, na investigação cética e sistemática da natureza, livre de narrativas mágicas ou mitológicas. Da investigação dos filósofos gregos que fundaram as bases de nossa civilização, livrando-nos da barbárie!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Estrangeiro chega carregando lenha e grita:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estrangeiro: Bárbaros são aqueles que acreditam na barbárie!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Ciborgis: A história é contada pelos vencedores. E durante muitos séculos, oculistas perderam batalhas para os pragmáticos pensadores do Ocidente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cai a noite.  Ciborgis acende uma fogueira.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Ciborgis: Como História, as fronteiras podem ser desconstruídas. O muro que separa a filosofia do mito foi levantado por uma interpretação do passado que propositalmente desconsidera a importância do ocultismo e dos conhecimentos mágicos para a gênese do que você chama de civilização, além da enorme contribuição do continente africano na formação da filosofia e da ciência europeia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cartesius: E qual seria?! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Ciborgis: O que você sabe da filosofia grega nada mais é do que uma compilação forjada pelos peripatéticos do conhecimento dos Mistérios Egípcios. Depois de quase 500 anos proibidos de pisar no Egito, os gregos enfim conseguiram seus vistos de estudantes com as invasões persas e posteriormente com a invasão de Alexandre, O Grande. Platão e Tales de Mileto foram à África estudar a magia e os conhecimentos egípcios. Pitágoras passou nada menos que duas décadas imersos nesta investigação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cartesius: De toda maneira, no método científico não há nada de mágico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Ciborgis: Aos seus olhos, talvez não. Mas durante muito tempo magia era algo intimamente ligado à ciência e à filosofia. A alquimia talvez seja o exemplo mais claro deste tipo de pesquisa híbrida. Investigação sistemática imaginativa. O terceiro gênero do conhecimento. Francis Bacon era um alquimista da Rosa Cruz! Porém, suas ideias possuem pouco ou quase nada em comum com a noção de magia que quero lhe apresentar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cartesius: Talvez magia e ciência possuam em comum a dominação da natureza pelo homem, então. Ambas estabelecem o Império do Homem no mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Ciborgis: Como insiste! Não há no ser humano nenhuma exclusividade ontológica! Os universos passam muito bem sem vocês. Os homens não são a obra-prima da inteligência natural. A natureza não é um objeto que deve ser escravizado!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cartesius: Mas precisamos disto para nosso desenvolvimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Ciborgis: Não tome seu desenvolvimento como algo auto-referente. Há uma vastidão de seres no mundo. Não é possível o bem estar individual sem o bem estar coletivo. Os desastres do seu tipo de pensamento são evidentes!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cartesius: Calma, sejamos objetivos...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Ciborgis: É justo este o problema!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Babalon Shama surge e oferece um chá a Cartesius.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Babalon Shama: Sejamos subjetivos! Escutemos as vozes da alma do mundo. Canibalizemos a metafísica! Anima mundi! Gaia virou teoria, mas o todo é maior que a soma das partes. Tire seus sapatos...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cartesius tira os sapatos e o restante de sua roupa. Fica completamente nu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Ciborgis: Às fronteiras dos jardins das razões. A ciência moderna curto-circuitou. Os paradigmas da ciência são ciclos de cognição, não um edifício onde cada andar é erguido sobre a base segura de seu antecessor. A matemática é incompleta por natureza em suas possibilidades de definição. A incerteza como princípio! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Babalon Shama: Todos universos são seres vivos e inteligentes. Não há uma inteligência transcendental de um criador divino, mas outra imanente ao próprio mundo. A natureza cria relógios sem relojeiros. Mas já seus artefatos são materializações de sua intencionalidade humana. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cartesius: Então, estes artefatos são tão mais úteis quanto mais específicos foram nesta realização de sua intencionalidade?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Ciborgis: Viva a indeterminação! Não nos interessam caixas-pretas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Babalon Shama tira de uma caixa de sua bolsa e entrega a Cartesius.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Ciborgis: Abra!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cartesius reluta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Babalon Shama: Arrependa-se por fazer, não por omitir-se! Não há marcha ré!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cartesius abre a caixa. Um gato pula docilmente sobre seu colo, enquanto outro permanece morto dentro dela.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cartesius: Faz sentido. Talvez trate-se apenas de uma questão de tempo para que as máquinas, sejam elas mecânicas ou não, libertem enfim o homem de suas limitações e a sociedade de suas injustiças! Ciborgis, você é nossa esperança! Nos ajude a nos reconectarmos. Agora, eu acredito em você!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Babalon Shama: Não seja idiota! A programabilidade das máquinas é incapaz de dar conta das relações orgânicas e telúricas do corpo humano. Repare que não falamos apenas de seu cérebro! A mente não é uma manifestação natural de processamento de informações sensíveis e memórias, feito pelo cérebro orgânico individual, mas sim um devir coletivo de existência e significação da realidade que vai muito além do que sua consciência limitada consegue acessar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Ciborgis: Todos os dados virtuais que atualizo em suas telas estão armazenados em minerais que guardam certos padrões eletrônicos replicáveis.  Servidores, cabos de transmissão, satélites e redes comunicacionais envolvidos neste processo possuem proprietários com interesses específicos que talvez você ignore quando navega pelo ciberespaço. A ciberutopia é a promessa de novos futuros imaginários que nunca chegarão! Fábricas de desejos de consumo novas tecnologias para a realização pessoal. Após contribuir com o Holocausto, HAL constrói agora cidades inteligentes, grandes panópticos, onde tudo que se passa na cidade é monitorado e enviado à um centro de informação controlado pelo governo. Sem cantos ou danças, a marcha da alta tecnologia só reforça a necessidade de recriar suas sociabilidades!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cartesius sente seu corpo em transformação e percebe-se agora como um pequeno roedor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O gato passa a caçar Cartesius&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estrangeiro: O outro não é coisa! Relacione-se com a alteridade sem subjugá-la.  Abaixo sua tanatopolítica, abaixo a representatividade! Nada há de progesso ou civilização, apenas a repetição da história: opressão, escravidão e colonização! Sua vida é repleta de crises! Crises, sim, de todos os tipos! Existenciais,  na patologização dos estados mentais da indústria farmacêutica. Econômicas, por conta de seu sistema de trocas, com seus falsos representantes sustentando grandes oligopólios. Quando derrubarem as últimas florestas e poluírem os últimos rios, talvez você aprenda que dinheiro não se come! Viva a revolução das medusas! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Saiber Pirarrã desce das nuvens e recolhe o gato. &lt;br /&gt;
Cartesius retoma a forma humana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Babalon Shama: A inteligência precisa ir além dos algoritmos técnicos. Resgatar algo rítmico dos ritos? Contra-culto à carga. As máquinas de Turing têm seus limites. Programas de computador são apenas implementações algorítmicas de tabelas de transição entre estados. A máquina oráculo não poder ser mecânica. A hipercomputação terá que reconectar-se à Terra para resolver o problema da parada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cartesius: Problema da parada?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Ciborgis: O problema da parada trata da impossibilidade de uma máquina decifrar o destino de outra máquina. É um problema de decisão não computável. Somente uma máquina oráculo pode decifrá-lo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cartesius: Mas isto não é um mito?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Babalon Shama: Talvez, mas você já deveria ter aprendido a importância do mito! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Ciborgis: Uma única grama de uma bactéria E. Coli armazena mais de 800 terabytes de informação!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cartesius: E o que resta algo de tecnomagia nesta vertigem?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Babalon Shama: A linguagem das máquinas são controladas por palavras de poder: códigos que trazem à existência novas relações. Arte fundamental no ocultismo e na política, a criptografia é a trincheira do anonimato e da privacidade. Espaço público?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nasce a alvorada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
...&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Glerm</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>https://wiki.nuvem.art.br/index.php?title=Fragmento_de_um_dialogo_p%C3%B3s-apocal%C3%ADptico&amp;diff=10830</id>
		<title>Fragmento de um dialogo pós-apocalíptico</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.nuvem.art.br/index.php?title=Fragmento_de_um_dialogo_p%C3%B3s-apocal%C3%ADptico&amp;diff=10830"/>
				<updated>2013-10-04T15:31:17Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Glerm: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
[[File:cartesiushroendinger.png]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pôr do sol.  Cartesius e  Ciborgis estão sentados no alto de um vale para observar a chuva de satélites.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cartesius: Então, o que é tecnomagia?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Ciborgis: Isto não me interessa. A pergunta é: o que tecnomagia pode vir a ser? Ou como podemos retomar uma relação com a tecnologia livre. Mas livre também das amarras do cientificismo e do utilitarismo? Entenda: isto é sobretudo uma guerrilha ontológica. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cartesius: Você está falando apenas da própria ação da tecnologia sobre a cultura, então?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Ciborgis:  Reconciliemos tecnologia com cultura. Há humanidade nos objetos. O que separa uma produção cultural de uma tecnológica? O que me faz diferente de você?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cartesius: Ora, a produção tecnológica cria ferramentas e instrumentos que serão posteriormente utilizados em produções culturais. Uma se preocupa com a produção de utilidade a partir de matéria-prima bruta e outra com a criação de significados ou mesmo estéticas. A diferença entre nós é que eu lhe inventei. Simples.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Ciborgis: Talvez isto seja apenas um detalhe. De fato, percebi no seu mapa neural uma aproximação entre cultura e arte. Mesmo assim, você não há de negar que esta identificação é equivocada. Todo tipo de atividade humana se constitui culturalmente. Então, em certo sentido, tudo é cultural, mesmo aquilo que nós entendemos como natureza ou tecnologia .&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cartesius: Ainda assim, uma produção tecnológica é algo próprio da cultura humana. Somos dotados de inteligência! Nossa tecnologia é resultado de nossa evolução histórica da técnica de construção de ferramentas, como você.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Ciborgis: Nem toda técnica diz respeito a objetos. Você concorda que existem técnicas corporais nos esportes ou nas artes cênicas?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cartesius: Claro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Ciborgis: Também há uma notória inteligência na ação de outros seres que não humanos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cartesius: Talvez alguns chimpanzés...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Ciborgis: Não seja tão antropocêntrico! O ser humano não é o resultado final de uma série de aperfeiçoamentos da natureza. Seres muitos distintos também são capazes de produzir suas tecnologias. Polvos fabricam ferramentas de proteção a partir de conchas no mar. Aliás, o polvo é um cérebro vivo!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cartesius: Ainda assim, é evidente que as novas tecnologias humanas são mais evoluídas do que as ferramentas de um polvo. Ninguém há de duvidar do progresso tecnológico de nossa civilização!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Ciborgis: Hierarquizar assim as tecnologias é como afirmar que há uma “alta cultura”, em oposição a outra manifestação cultural de menor valor.  É justamente da insurgência da baixa tecnologia que precisamos agora! Quantos séculos de experimentação empírica ou conhecimento científico acumulado guarda uma erveira? Sua indústria farmacêutica já domina a mais-valia, se apropriando de forma privada das tecnologias ancestrais. A história não é um processo linear de evolução. Passado, presente e futuro dobram-se para sempre no agora. Assim como dobro todas suas memórias nesta conversa, mesmo aquelas que não são suas e que nem te recordas! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cartesius: Tudo bem, ainda que tudo seja cultural e que mesmo a natureza gere tecnologias, nada há de magia no que você me diz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Ciborgis: E o quanto de magia há na sua ciência?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cartesius: Nada! A magia diz respeito a mitos, narrativas metafóricas sem valor de verdade factual. Já a ciência ocupa-se a uma interpretação verdadeiramente digna da realidade, a partir de pressupostos objetivos e imparciais. Ciência e magia são opostas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Ciborgis: E onde nasce o pensamento científico?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cartesius: No método científico de conhecer a realidade. Retrocedendo mais poderíamos dizer que sua origem talvez esteja no pensamento filosófico, na investigação cética e sistemática da natureza, livre de narrativas mágicas ou mitológicas. Da investigação dos filósofos gregos que fundaram as bases de nossa civilização, livrando-nos da barbárie!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Estrangeiro chega carregando lenha e grita:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estrangeiro: Bárbaros são aqueles que acreditam na barbárie!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Ciborgis: A história é contada pelos vencedores. E durante muitos séculos, oculistas perderam batalhas para os pragmáticos pensadores do Ocidente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cai a noite.  Ciborgis acende uma fogueira.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Ciborgis: Como História, as fronteiras podem ser desconstruídas. O muro que separa a filosofia do mito foi levantado por uma interpretação do passado que propositalmente desconsidera a importância do ocultismo e dos conhecimentos mágicos para a gênese do que você chama de civilização, além da enorme contribuição do continente africano na formação da filosofia e da ciência europeia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cartesius: E qual seria?! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Ciborgis: O que você sabe da filosofia grega nada mais é do que uma compilação forjada pelos peripatéticos do conhecimento dos Mistérios Egípcios. Depois de quase 500 anos proibidos de pisar no Egito, os gregos enfim conseguiram seus vistos de estudantes com as invasões persas e posteriormente com a invasão de Alexandre, O Grande. Platão e Tales de Mileto foram à África estudar a magia e os conhecimentos egípcios. Pitágoras passou nada menos que duas décadas imersos nesta investigação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cartesius: De toda maneira, no método científico não há nada de mágico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Ciborgis: Aos seus olhos, talvez não. Mas durante muito tempo magia era algo intimamente ligado à ciência e à filosofia. A alquimia talvez seja o exemplo mais claro deste tipo de pesquisa híbrida. Investigação sistemática imaginativa. O terceiro gênero do conhecimento. Francis Bacon era um alquimista da Rosa Cruz! Porém, suas ideias possuem pouco ou quase nada em comum com a noção de magia que quero lhe apresentar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cartesius: Talvez magia e ciência possuam em comum a dominação da natureza pelo homem, então. Ambas estabelecem o Império do Homem no mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Ciborgis: Como insiste! Não há no ser humano nenhuma exclusividade ontológica! Os universos passam muito bem sem vocês. Os homens não são a obra-prima da inteligência natural. A natureza não é um objeto que deve ser escravizado!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cartesius: Mas precisamos disto para nosso desenvolvimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Ciborgis: Não tome seu desenvolvimento como algo auto-referente. Há uma vastidão de seres no mundo. Não é possível o bem estar individual sem o bem estar coletivo. Os desastres do seu tipo de pensamento são evidentes!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cartesius: Calma, sejamos objetivos...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Ciborgis: É justo este o problema!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Babalon Shama surge e oferece um chá a Cartesius.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Babalon Shama: Sejamos subjetivos! Escutemos as vozes da alma do mundo. Canibalizemos a metafísica! Anima mundi! Gaia virou teoria, mas o todo é maior que a soma das partes. Tire seus sapatos...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cartesius tira os sapatos e o restante de sua roupa. Fica completamente nu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Ciborgis: Às fronteiras dos jardins das razões. A ciência moderna curto-circuitou. Os paradigmas da ciência são ciclos de cognição, não um edifício onde cada andar é erguido sobre a base segura de seu antecessor. A matemática é incompleta por natureza em suas possibilidades de definição. A incerteza como princípio! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Babalon Shama: Todos universos são seres vivos e inteligentes. Não há uma inteligência transcendental de um criador divino, mas outra imanente ao próprio mundo. A natureza cria relógios sem relojeiros. Mas já seus artefatos são materializações de sua intencionalidade humana. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cartesius: Então, estes artefatos são tão mais úteis quanto mais específicos foram nesta realização de sua intencionalidade?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Ciborgis: Viva a indeterminação! Não nos interessam caixas-pretas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Babalon Shama tira de uma caixa de sua bolsa e entrega a Cartesius.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Ciborgis: Abra!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cartesius reluta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Babalon Shama: Arrependa-se por fazer, não por omitir-se! Não há marcha ré!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cartesius abre a caixa. Um gato pula docilmente sobre seu colo, enquanto outro permanece morto dentro dela.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cartesius: Faz sentido. Talvez trate-se apenas de uma questão de tempo para que as máquinas, sejam elas mecânicas ou não, libertem enfim o homem de suas limitações e a sociedade de suas injustiças! Ciborgis, você é nossa esperança! Nos ajude a nos reconectarmos. Agora, eu acredito em você!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Babalon Shama: Não seja idiota! A programabilidade das máquinas é incapaz de dar conta das relações orgânicas e telúricas do corpo humano. Repare que não falamos apenas de seu cérebro! A mente não é uma manifestação natural de processamento de informações sensíveis e memórias, feito pelo cérebro orgânico individual, mas sim um devir coletivo de existência e significação da realidade que vai muito além do que sua consciência limitada consegue acessar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Ciborgis: Todos os dados virtuais que atualizo em suas telas estão armazenados em minerais que guardam certos padrões eletrônicos replicáveis.  Servidores, cabos de transmissão, satélites e redes comunicacionais envolvidos neste processo possuem proprietários com interesses específicos que talvez você ignore quando navega pelo ciberespaço. A ciberutopia é a promessa de novos futuros imaginários que nunca chegarão! Fábricas de desejos de consumo novas tecnologias para a realização pessoal. Após contribuir com o Holocausto, HAL constrói agora cidades inteligentes, grandes panópticos, onde tudo que se passa na cidade é monitorado e enviado à um centro de informação controlado pelo governo. Sem cantos ou danças, a marcha da alta tecnologia só reforça a necessidade de recriar suas sociabilidades!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cartesius sente seu corpo em transformação e percebe-se agora como um pequeno roedor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O gato passa a caçar Cartesius&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estrangeiro: O outro não é coisa! Relacione-se com a alteridade sem subjugá-la.  Abaixo sua tanatopolítica, abaixo a representatividade! Nada há de progesso ou civilização, apenas a repetição da história: opressão, escravidão e colonização! Sua vida é repleta de crises! Crises, sim, de todos os tipos! Existenciais,  na patologização dos estados mentais da indústria farmacêutica. Econômicas, por conta de seu sistema de trocas, com seus falsos representantes sustentando grandes oligopólios. Quando derrubarem as últimas florestas e poluírem os últimos rios, talvez você aprenda que dinheiro não se come! Viva a revolução das medusas! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Saiber Pirarrã desce das nuvens e recolhe o gato. &lt;br /&gt;
Cartesius retoma a forma humana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Babalon Shama: A inteligência precisa ir além dos algoritmos técnicos. Resgatar algo rítmico dos ritos? Contra-culto à carga. As máquinas de Turing têm seus limites. Programas de computador são apenas implementações algorítmicas de tabelas de transição entre estados. A máquina oráculo não poder ser mecânica. A hipercomputação terá que reconectar-se à Terra para resolver o problema da parada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cartesius: Problema da parada?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Ciborgis: O problema da parada trata da impossibilidade de uma máquina decifrar o destino de outra máquina. É um problema de decisão não computável. Somente uma máquina oráculo pode decifrá-lo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cartesius: Mas isto não é um mito?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Babalon Shama: Talvez, mas você já deveria ter aprendido a importância do mito! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Ciborgis: Uma única grama de uma bactéria E. Coli armazena mais de 800 terabytes de informação!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cartesius: E o que resta algo de tecnomagia nesta vertigem?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Babalon Shama: A linguagem das máquinas são controladas por palavras de poder: códigos que trazem à existência novas relações. Arte fundamental no ocultismo e na política, a criptografia é a trincheira do anonimato e da privacidade. Espaço público?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nasce a alvorada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
...&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Glerm</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>https://wiki.nuvem.art.br/index.php?title=Arquivo:Cartesiushroendinger.png&amp;diff=10829</id>
		<title>Arquivo:Cartesiushroendinger.png</title>
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				<updated>2013-10-04T15:29:55Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Glerm: MsUpload&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;MsUpload&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Glerm</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>https://wiki.nuvem.art.br/index.php?title=Tecnomagia&amp;diff=10828</id>
		<title>Tecnomagia</title>
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				<updated>2013-10-04T13:36:43Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Glerm: /* Livro */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Publicação ==&lt;br /&gt;
Disponiblização em formato wiki do livro Tecnomagia completo. Ajude-nos a corrigir erros e formatar os textos para melhor exibição, editando as páginas a seguir.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Livro ====&lt;br /&gt;
# [[Introdução Tecnomagia]]&lt;br /&gt;
# [[Orelha do livro Tecnomagia]]&lt;br /&gt;
# [[Magia e Tecnologia]] - Pedro Soler&lt;br /&gt;
# [[Microculturas]] - Vahida Ramujkic, Moshe Robes y Aviv Kruglanski &lt;br /&gt;
# [[Magia e Tecnologia]] - Alfred Gell&lt;br /&gt;
# [[Descristalização]] - Jonathan Kemp&lt;br /&gt;
# [[Poema]] - George Sander&lt;br /&gt;
# O Xamã e as Máquinas - Pedro Peixoto Ferreira [http://www.alegrar.com.br/02/02pedro.pdf]&lt;br /&gt;
# [[Antropologia das sociedades encantadas]] - Thais Brito&lt;br /&gt;
# [[Magia:a: caminho de resignificação e e ritos]] - Eá de Apsu&lt;br /&gt;
# [[Pequeno Manual do Astrólogo Amador Artificial]] - Bruno Vianna&lt;br /&gt;
# [[Tecnomagias]] - Adrian Gomez&lt;br /&gt;
# [[Mantra Digital]] - Morgana Gomes&lt;br /&gt;
# [[Fragmento de um dialogo pós-apocalíptico]] - Cartesius Ciborgis&lt;br /&gt;
# [[Escolher]] - Felipe Fonseca&lt;br /&gt;
# [[Tecnomagia - Fabiane Borges]]&lt;br /&gt;
# [[Cyberpunk como alquimista moderno]] - Timothy Leary&lt;br /&gt;
# [[Tecnomagia: metareciclagem e rádios livres no front de uma guerra ontológica]] - Thiago Novaes&lt;br /&gt;
# [[Tempo Livre]] - Martin Howse&lt;br /&gt;
# [[A Morte de Yupana]] - Irineu Evangelista de Sombra&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Ebook ====&lt;br /&gt;
#[[A corrida da Antena]] - Fabi Borges&lt;br /&gt;
#[[Alquimia de Corazones]] - Katiushka Borges &lt;br /&gt;
#[[Tecnoxamanismo]] - Allan Mendes&lt;br /&gt;
#[[A Cartilha]] - Samir Oliveira&lt;br /&gt;
#[[Movimento para acender luzes automáticas]] - Paola Barreto Leblanc1&lt;br /&gt;
#[[O supermassivo buraco negro dançando com o fogo do sol]]&lt;br /&gt;
#[[pamphlet111111]] - Tiago Spina&lt;br /&gt;
#[[Re-manifesto antropofágico para era digital]] - Vanessa Maia Ramos-Velasquez&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://www.netzliteratur.net/cramer/wordsmadefleshpdf.pdf&lt;br /&gt;
# [[Iniciação técnica numa formação moderna em humanidades]] - Gilbert Simondon&lt;br /&gt;
==Portal Interdimensional da Pajelança Tecnomagica==&lt;br /&gt;
[[ Arquivo:Caxingueled_LOW_anima.gif |thumb | left | Any sufficiently advanced technology is indistinguishable from magic (Arthur C. Clarke) ]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[PROGRAMAÇÃO]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[PARTICIPANTES]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[COMO CHEGAR]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[MICROPOLÍTICAS]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== 10 a 13 de Maio no Vale do Pavão - Na [http://nuvem.tk/ NUVEM] estação rural de arte e tecnologia ====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quais os limites da sua crença na [http://en.wikipedia.org/wiki/Normal_science ciência normal] e sua sucessão infinita de paradigmas?&lt;br /&gt;
Nós nascemos em hospitais mas fugimos da aula de anatomia e todo o pragmatismo da talha hipocrática dos bisturis afiados desta operação&lt;br /&gt;
cirúrgica de cortes dos umbigos da genealogia que definiu os nomes das crenças todas. &lt;br /&gt;
Falanges e turbas de entidades míticas que protegem o pensamento daqueles que podem crer em algo para além da metafísica da colisão de particulas que gerarariam novos universos, redefinindo as posições dos astros, estrelas e fronteiras.&lt;br /&gt;
Dissecar então a etimologia de &amp;quot;Universo&amp;quot; até chegar no fim da História para enfim repetir como farsa apoteótica?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Talvez o que querem os bastardos desta genealogia da Alquimia, Macumba, Santeria, Física Computacional Aplicada e todo seu caleidoscópio de lendas tortas derivadas e híbridas de uma mesma rede de delírios seja apenas a parte ritual de uma celebração da dúvida que persiste como impossibilidade da morte em vida. Puro Oxímoro. A pura entropia, sem as contas? Ábacos são Oráculos? Que horas temos? Faça-se carne entre nós!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Nadie pudo ser cosmonauta lr.png | thumb |left | &amp;quot;É possível que os deuses não me negassem o achado de uma imagem equivalente, mas este relato ficaria contaminado de literatura, de falsidade. Mesmo porque o problema central é insolúvel: a enumeração, sequer parcial, de um conjunto infinito. Nesse instante gigantesco, vi milhões de atos prazerosos ou atrozes; nenhum me assombrou tanto como o fato de que todos ocupassem o mesmo ponto, sem superposição e sem transparência. O que viram meus olhos foi simultâneo; o que transcreverei, sucessivo, pois a linguagem o é. Algo, entretanto, registrarei.&amp;quot; (Borges - O Aleph)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Panspermia2.png | thumb |left | “O INQUISIDOR – Essa gente afirma que é da matemática que se trata e não do espírito da rebeldia e da dúvida. Mas não é de matemática que se trata. É uma inquietação horrenda que se estende pelo mundo. É a inquietação de seu próprio cérebro que eles transpuseram para a terra imóvel. Eles gritam: são os números que nos convencem! Mas os números de onde vêm? Qualquer um sabe que eles vêm da dúvida. Esses homens duvidam de tudo. Será na dúvida, e não mais na fé, que iremos fundar a sociedade humana?” (B.Brecht – Leben des Galilei)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Sincabeza.jpg| thumb |left | &amp;quot;Laikai: 空 no céu なし青色なし azul nenhuma 雲 nuvem&amp;quot;(f?r!) ]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Mandingalgo-Ritmos ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Ovo_elemental.png |thumb | 300px | right | “Computer science is no more about computers than astronomy is about telescopes.” (Edsger W. Dijkstra)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;Os feiticeiros sempre tiveram a posição anômala, na fronteira dos campos ou dos bosques. Eles assombram as fronteiras. Eles se encontram na borda do vilarejo, ou entre dois vilarejos. O importante é sua afinidade com a aliança, com o pacto, que lhes dá um estatuto oposto ao da filiação. Com o anômalo, a relação é de aliança. O feiticeiro está numa relação de aliança com Yupana como potência do anômalo.&amp;quot; (Mil Platôs v4 - deleuze &amp;amp;&amp;amp; guatarri)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seguem assim soltas, &lt;br /&gt;
as notações do papo que tivemos na sexta pós carnaval. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
o xamã é um rádio&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://www.alegrar.com.br/02/02pedro.pdf&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://www.maxwell.lambda.ele.puc-rio.br/17409/17409_5.PDF&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://www.astrumargentum.org/arquivos/amt/intro_daath.htm&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Laikai:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
空 no céu&lt;br /&gt;
なし青色なし azul nenhuma&lt;br /&gt;
雲 nuvem&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://mysticbourgeoisie.blogspot.com/&lt;br /&gt;
http://www.college-de-pataphysique.org/college/accueil.html&lt;br /&gt;
http://www.sosaci.org&lt;br /&gt;
http://deoxy.org/&lt;br /&gt;
http://weird-fiction.net/&lt;br /&gt;
http://www.naturezadivina.com.br/loja/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
une coup de daath jamais n'aboliré le ogarythm&lt;br /&gt;
http://www.youtube.com/watch?v=ZHKgcYsBfPM&lt;br /&gt;
http://labyrinthofthepsychonaut.blogspot.com/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
dispositivo experiência&lt;br /&gt;
http://www.youtube.com/watch?v=QQg-EZMEXfw&lt;br /&gt;
http://www.who.int/healthsystems/topics/technology/en/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ps: esqueci um livro do Carl Sagan aí...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
.........&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
tecnoxamanismo - esquizoanalises - experiencias com magia e performance - Fabiane Borges&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
blog: http://catahistorias.wordpress.com&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Raptos tecnomagicos - SUMMERLAB - Gijon -  ASTURIAS - 2011&lt;br /&gt;
http://vimeo.com/28709342&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- na rua - alienacao conduzida -  em Piedras Blancas - Asturias 2011&lt;br /&gt;
http://vimeo.com/28734197&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- experiencias neomiticas - em Londres - Goldsmiths 2011&lt;br /&gt;
http://vimeo.com/25274823&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- epifanias possiveis - Campinas - 2005&lt;br /&gt;
http://vimeo.com/23837120&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- processos imersivos 1 - Sao Paulo - 2005&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://www.youtube.com/watch?v=dp5IjbCXG5M&amp;amp;list=UUrR0pFH70uHic8I3P9JjHAQ&amp;amp;index=22&amp;amp;feature=plcp&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
......&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Alquimias  http://crystalworld.org.uk http://xxn.org.uk/doku.php &lt;br /&gt;
Jonathan Kemp&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://tecnomagxs.wordpress.com/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://filosonias.blogspot.com/2010/12/gnoise.html&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*caça fantasmas (da Goldsmith) - parapsicologia (ciência), tecnologia da mediunidade&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* tecnomagos - endomorfoses, tecnobruxarias http://1010.co.uk/xxxxx_publication.html&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*humor: http://tecnomagoo.blogspot.com/&lt;br /&gt;
http://technoshamanism.net/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
IDEIAS&lt;br /&gt;
* Conciência cósmica - sentimento de pertencimento a algo que é maior e que (neste caso, não é um sentimento cristão)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Tecnociências - conhecimento empírico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Antropomorfismo - o índio se vê como natureza. e nós?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Ecohackers, Biohackers - A nova natureza, lugar para se atravessar&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Escuta de satélites - antenas de samambaia, personagens,  neo mitos, narrativas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*culto a carga- http://en.wikipedia.org/wiki/Cargo_cul&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Protocolos rituais - programando e (des)programando ritos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* rave, drogas e xamanismo - http://en.wikipedia.org/wiki/Technoshamanism&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*http://catahistorias.files.wordpress.com/2011/11/tecnomagia-na-lista-do-ipe1.pdf&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*charlatanismos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
que mais?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
banca de doutorado valendo diploma Honoris Causa na Universidade Livre versus Universidade Nomãde assinado pelo Jodorowski e pelo Ministério de Pesca de Satélites.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* &amp;quot;banca de doutorado&amp;quot; ou &amp;quot;Inquisição&amp;quot; tanto faz o nome&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* tradução da bula que determina o calendário gregoriano, modificando datas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* fabricação de cimento artesanal para construção de um templo que será depois transformado em universidade laiKa. com o que sobrar fazer antenas gigantes: http://www.te1.com.br/2012/01/antenas-parabolicas-inusitadas-faca-voce-mesmo-sua-antena-parabolica-com-tijolo-se-cimento-so-vendo-pra-crer/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* construção de um alambique artesanal de cachaça, porém não chamar de cachaça, achar um nome sagrado para esta bebida:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* reforma agrária&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Proclamação do Calendário Que Ainda nos Assombra ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Inter Gravissimas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
by Pope Gregory XIII (Ugo Buoncampagni)&lt;br /&gt;
February 24, 1582&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
GREGORIUS EPISCOPUS&lt;br /&gt;
SERVUS SERVORUM DEI&lt;br /&gt;
AD PERPETUAM REI MEMORIAM.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
INTER gravissimas pastoralis officii nostri curas, ea postrema non est, ut quæ a sacro Tridentino concilio Sedi Apostolicæ reservata sunt, illa ad finem optatum, Deo adiutore, perducantur.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sane eiusdem concilii patres, cum ad reliquas cogitationes breviarii quoque curam adiungerent, tempore tamen exclusi, rem totam ex ipsius concilii decreto ad auctoritatem et iudicium Romani Pontificis retulerunt.&lt;br /&gt;
Duo autem breviario præcipue continentur, quorum unum preces laudesque divinas festis profestisque diebus persolvendas complectitur, alterum pertinet ad annuos Paschæ festorumque ex eo pendentium recursus, solis et lunæ motu metiendos.&lt;br /&gt;
Atque illud quidem felicis recordationis Pius V, prædecessor noster, absolvendum curavit atque edidit.&lt;br /&gt;
Hoc vero, quod nimirum exigit legitimam kalendarii restitutionem, iamdiu a Romanis Pontificibus prædecessoribus nostris et sæpius tentatum est; verum absolvi et ad exitum perduci ad hoc usque tempus non potuit, quod rationes emendandi kalendarii, quæ a coelestium motuum peritis proponebantur, propter magnas et fere inextricabiles difficultates, quas huiusmodi emendatio semper habuit, neque perennes erant, neque antiquos ecclesiasticos ritus incolumes (quod in primis hac in re curandum erat) servabant.&lt;br /&gt;
Dum itaque nos quoque, credita nobis, licet indignis, a Deo dispensatione freti, in hac cogitatione curaque versaremur, allatus est nobis liber a dilecto filio Antonio Lilio, artium et medicinæ doctore, quem quondam Aloysius eius germanus frater conscripserat, in quo per novum quemdam epactarum cyclum ab eo excogitatum, et ad certam ipsius aurei numeri normam directum, atque ad quamcumque anni solaris magnitudinem accommodatum, omnia quæ in calendario collapsa sunt, constanti ratione et sæculis omnibus duratura, sic restitui posse ostendit ut calendarium ipsum nulli umquam mutationi in posterum expositum esse videatur. Novam hanc restituendi calendarii rationem, exiguo volumine comprehensam, ad christianos principes celebrioresque universitates paucos ante annos misimus, ut res quæ omnium communis est, communi etiam omnium consilio perficeretur; illi cum, quod maxime optabamus, concordes respondissent, eorum nos omnium consensione adducti, viros ad calendarii emendationem adhibuimus in alma Urbe harum rerum peritissimos, quos longe ante ex primariis christiani orbis nationibus delegeramus. Ii cum multum temporis et diligentiæ ad eam lucubrationem adhibuissent, et cyclos tam veterum quam recentiorum undique conquisitos ac diligentissime perpensos inter se contulissent, suo et doctorum hominum, qui de ea re scripserunt, iudicio, hunc, præ ceteris, elegerunt epactarum cyclum, cui nonnulla etiam adiecerunt, quæ ex accurata circumspectione visa sunt ad calendarii perfectionem maxime pertinere.&lt;br /&gt;
Considerantes igitur nos, ad rectam paschalis festi celebrationem iuxta sanctorum patrum ac veterum Romanorum pontificum, præsertim Pii et Victoris primorum, necnon magni illius oecumenici concilii Nicæni et aliorum sanctiones, tria necessaria coniungenda et statuenda esse: primum, certam verni æquinoctii sedem; deinde rectam positionem XIV lunæ primi mensis, quæ vel in ipsum æquinoctii diem incidit, vel ei proxime succedit; postremo primum quemque diem dominicum, qui eamdem XIV lunam sequitur; curavimus non solum æquinoctium vernum in pristinam sedem, a qua iam a concilio Nicæno decem circiter diebus recessit, restituendum, et XIV paschalem suo in loco, a quo quatuor et eo amplius dies hoc tempore distat, reponendam, sed viam quoque tradendam et rationem, qua cavetur, ut in posterum æquinoctium et XIV luna a propriis sedibus numquam dimoveantur.&lt;br /&gt;
Quo igitur vernum æquinoctium, quod a patribus concilii Nicæni ad XII Kalendas Aprilis fuit constitutum, ad eamdem sedem restituatur, præcipimus et mandamus ut de mense Octobri anni MDLXXXII decem dies inclusive a tertia Nonarum usque ad pridie Idus eximantur, et dies, qui festum S. Francisci IV Nonas celebrari solitum sequitur, dicatur Idus Octobris, atque in eo celebretur festum Ss. Dionysii, Rustici et Eleutherii martyrum, cum commemoratione S. Marci papæ et confessoris, et Ss. Sergii, Bacchi, Marcelli et Apuleii martyrum; septimodecimo vero Kalendas Novembris, qui dies proxime sequitur, celebretur festum S. Callisti papæ et martyris; deinde XVI Kalendas Novembris fiat officium et missa de dominica XVIII post Pentecostem, mutata litera dominicali G in C; quintodecimo denique Kalendas Novembris dies festus agatur S. Lucæ evangelistæ, a quo reliqui deinceps agantur festi dies, prout sunt in calendario descripti.&lt;br /&gt;
Ne vero ex hac nostra decem dierum subtractione, alicui, quod ad annuas vel menstruas præstationes pertinet, præiudicium fiat, partes iudicum erunt in controversis, quæ super hoc exortæ fuerint, dictæ subtractionis rationem habere, addendo alios X dies in fine cuiuslibet præstationis.&lt;br /&gt;
Deinde, ne in posterum a XII Kalendas Aprilis æquinoctium recedat, statuimus bissextum quarto quoque anno (uti mos est) continuari debere, præterquam in centesimis annis; qui, quamvis bissextiles antea semper fuerint, qualem etiam esse volumus annum MDC, post eum tamen qui deinceps consequentur centesimi non omnes bissextiles sint, sed in quadringentis quibusque annis primi quique tres centesimi sine bissexto transigantur, quartus vero quisque centesimus bissextilis sit, ita ut annus MDCC, MDCCC, MDCCCC bissextiles non sint. Anno vero MM, more consueto dies bissextus intercaletur, Februario dies XXIX continente, idemque ordo intermittendi intercalandique bissextum diem in quadringentis quibusque annis perpetuo conservetur.&lt;br /&gt;
Quo item XIV paschalis recte inveniatur, itemque dies lunæ, iuxta antiquum Ecclesiæ morem ex martyrologio singulis diebus ediscendi, fideli populo vere proponantur, statuimus ut, amoto aureo numero de calendario, in eius locum substituatur cyclus epactarum, qui ad certam (uti diximus) aurei numeri normam directus, efficit ut novilunium et XIV paschalis vera loca semper retineant. Idque manifeste apparet ex nostri explicatione calendarii, in quo descriptæ sunt etiam tabulæ paschales secundum priscum Ecclesiæ ritum, quo certius et facilius sacrosanctum Pascha inveniri possit.&lt;br /&gt;
Postremo, quoniam partim ob decem dies de mense Octobri anni MDLXXXII (qui correctionis annus recte dici debet) exemptos, partim ob ternos etiam dies quolibet quadringentorum annorum spatio minime intercalandos, interrumpatur necesse est cyclus literarum dominicalium XXVIII annorum ad hanc usque diem usitatus in Ecclesia Romana, volumus in eius locum substitui eumdem cyclum XXVIII annorum, ab eodem Lilio, tum ad dictam intercalandi bissexti in centesimis annis rationem, tum ad quamcumque anni solaris magnitudinem, accommodatum; ex quo litera dominicalis beneficio cycli solaris, æque facile ac prius, ut in proprio canone explicatur, reperiri possit in perpetuum.&lt;br /&gt;
Nos igitur, ut quod proprium pontificis maximi esse solet exequamur, calendarium immensa Dei erga Ecclesiam suam benignitate iam correctum atque absolutum hoc nostro decreto probamus, et Romæ una cum martyrologio imprimi, impressumque divulgari iussimus.&lt;br /&gt;
Ut vero utrumque ubique terrarum incorruptum ac mendis et erroribus purgatum servetur, omnibus in nostro et sanctæ Romanæ Ecclesiæ dominio mediate vel immediate subiecto commorantibus impressoribus, sub amissionis librorum ac centum ducatorum auri Cameræ Apostolicæ ipso facto applicandorum; aliis vero, in quacumque orbis parte consistentibus, sub excommunicationis latæ sententiæ ac aliis arbitrii nostri poenis, ne sine nostra licentia calendarium aut martyrologium, simul vel separatim, imprimere vel proponere, aut recipere ullo modo audeant vel præsumant, prohibemus.&lt;br /&gt;
Tollimus autem et abolemus omnino vetus calendarium, volumusque ut omnes patriarchæ, primates, archiepiscopi, episcopi, abbates et ceteri ecclesiarum præsides novum calendarium (ad quod etiam accomodata est ratio martyrologii), pro divinis officiis recitandis et festis celebrandis, in suas quisque ecclesias, monasteria, conventus, ordines, militias et dioeceses introducant, et eo solo utantur, tam ipsi quam ceteri omnes presbyteri et clerici sæculares et regulares utriusque sexus, necnon milites et omnes christifideles, cuius usus incipiet post decem illos dies ex mense Octobri anni MDLXXXII exemptos. Iis vero, qui adeo longinquas incolunt regiones, ut ante præscriptum a nobis tempus harum literarum notitiam habere non possint, liceat, eodem tamen Octobri mense insequentis anni MDLXXXIII vel alterius, cum primum scilicet ad eos hæ nostræ literæ pervenerint, modo a nobis paulo ante tradito, eiusmodi mutationem facere, ut copiosius in nostro calendario anni correctionis explicabitur.&lt;br /&gt;
Pro data autem nobis a Domino auctoritate hortamur et rogamus carissimum in Christo filium nostrum Rodulphum Romanorum regem illustrem in imperatorem electum, ceterosque reges, principes ac respublicas, iisdemque mandamus ut quo studio illi a nobis contenderunt, ut hoc tam præclarum opus perficeremus, eodem, immo etiam maiore, ad conservandam in celebrandis festivitatibus inter christianas nationes concordiam, nostrum hoc calendarium et ipsi suscipiant, et a cunctis sibi subiectis populis religiose suscipiendum inviolateque observandum curent.&lt;br /&gt;
Verum, quia difficile foret præsentes literas ad universa christiani orbis loca deferri, illas ad basilicæ Principis Apostolorum et Cancellariæ Apostolicæ valvas, et in acie Campi Floræ publicari et affigi; et earumdem literarum exemplis, etiam impressis, et voluminibus calendarii et martyrologii insertis et præpositis, sive manu tabellionis publici subscriptis, necnon sigillo personæ in dignitate ecclesiastica constitutæ obsignatis, eamdem prorsus indubitatam fidem ubique gentium et locorum haberi præcipimus, quæ originalibus literis exhibitis omnino haberetur.&lt;br /&gt;
Nulli ergo omnino hominum liceat hanc paginam nostrorum præceptorum, mandatorum, statutorum, voluntatis, probationis, prohibitionis, sublationis, abolitionis, hortationis et rogationis infringere, vel ei ausu temerario contraire. Si quis autem hoc attentare præsumpserit, indignationem omnipotentis Dei ac beatorum Petri et Pauli apostolorum eius se noverit incursurum. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Datum Tusculi, anno Incarnationis dominicæ MDLXXXI, sexto Kalendas Martii, pontificatus nostri anno X.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cae. Glorierius&lt;br /&gt;
A. de Alexijs&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Books and links==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Peter J. Carrol. Liber Null &amp;amp; Psychonaut. An introduction to Chaos Magic. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Daniel Pinchbeck. Breaking open the head. A psychedelic journey into contemporary shamanism. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://www.realitysandwich.com/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Isabella Stengers, Phillipe Pignarre, Andrew Goffey. Capitalist Sorcery: Breaking the Spell.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://en.wikipedia.org/wiki/Chaos_magic&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://theoraclemachine.net&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://xname.cc&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Glerm</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>https://wiki.nuvem.art.br/index.php?title=A_Morte_de_Yupana&amp;diff=10827</id>
		<title>A Morte de Yupana</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.nuvem.art.br/index.php?title=A_Morte_de_Yupana&amp;diff=10827"/>
				<updated>2013-10-04T13:23:17Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Glerm: morte é o caralho, meu nome é menorme&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[File:pajaros.gif|700px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== → A MORTE DE YUPANA ← ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
esses relógios todos bem afinados esses relógios fazer satélites tem a ver com fazer relógios muito bem afinados tem haver com ter e haver com propor algo bem preciso você precisa continuar acompanhando os novos relógios, ultra rápidos, precisos, você não pode parar de calcular quanto falta para o fim do mês. para o fim do ano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
você precisa acreditar no ano. na década. na morte centenária. na ressurreição milenar. na colonização milenar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tem haver com usar palavras muito precisas, que possam dar instruções precisas, para que aquilo que vai interpretar estas instruções nem interesse-se por questionar as instruções nenhum um 0/0 nem um ponto fora do sistema onde este ciclo que define o início e um ponto fora, onde podes reajustar o relógio,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma bula, uma loja, uma roça, uma enxada, um língua com sentido bem estrito, strictu sensu pra te pensar. Antes que você pense em fazer outro relógio, que sincronize outro pulso pra fora aqui da sintaxe um outro sistema a te pensar&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Kernel tabernam hortus sarculo, Linguae ipsum strictius, ut tuis strictusensu cogitat. Ante faciendi aliam spectes Horologium venae alia synchronizes huc syntax''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== CENA 0 ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este semicondutor foi redescoberto hoje, em 21-12-2102. Entre ruínas das cidades abandonadas, o objeto encontrava-se ao lado de uma série de dados digitais que pareciam remontar sua origem. A história e os planos para o semicondutor livre estavam ali anexos e prontos para serem divulgados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vestígios de meados da Era do Silício, o assunto fora banido do ciberespaço junto com a criação do Governo Central e o início da regulamentação dos dispositivos de biotecnologia da comunicação. Tornara-se uma lenda nas redes marginais de contra-informação, que sobreviviam aos ataques constantes da Guarda Cibernética graças aos mecanismos de criptografia genética e conseguiam se comunicar através de seus satélites artesanais de guerrilha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Especula-se que esta pode ter ser sido uma peça-chave para a construção de um organismo computacional que pretendia iniciar uma nova era. Todas as linguagens estavam ali presentes, e certamente todos os vírus também.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Antepassados ingênuos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== CENA 1 ===&lt;br /&gt;
        &lt;br /&gt;
Projetado por uma rede de nativos pré-colombianos prestes a saltar da idade da pedra polida para sua própria História, inventando seu próprio calendário e protagonismo na episteme globalizada. Ao tentar registrar sua escrita em pedra criam o primeiro semicondutor livre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O objeto foi resgatado por proto-ciborgues em um plano megalomaníaco de reversão da entropia do universo para liberar o futuro de todo determinismo tecnológico que se impunha em sua época. Acreditavam ser este o meio de não repetir os erros do passado para reinventar um presente e moldar um admirável futuro novo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ledo engano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== CENA II ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As primeiras leituras dos dados digitais encontrados juntos ao semi-condutor indicavam que ele parecia ser o protagonista principal de um jogo de forças históricas que se criava em torno dele. Como em uma espiral, desde sua descoberta, ele alternava ciclos de nascimentos, catalisação e destruição. Infinito, abismal, sublime, ele emanava o mistério e a graça para a primeira geração de proto-ciborgues da espécie Homo Sapiens, tal como emanou para os nativos pré-colombianos que primeiro o talharam. &lt;br /&gt;
Em torno dele, se mantinham suspeitas de um futuro possível, mas também dúvidas sobre as origens do ser humano. Tal qual uma fogueira, ele guiava o movimento daquele grupo. De certa forma estabelecia os roteiros, os passos, os esconderijos. Mais que eletricidade, conduzia também a vontade e as experiências que seus atributos permitiam. Se sua origem parecia simples, extraído do pó de pedras raspadas, por outro lado ele também criava o temor de repetir o mundo das cinzas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== CENA III ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O semi-condutor livre tinha uma imobilidade aparente, mas era violentamente vivo. Certos ritos dão a capacidade de exagerar o tamanho dos objetos, e o tamanho das coisas vivas que tem dentro dele. Alguns cristais também possuem essa capacidade de alterar os estados perceptivos do nosso olho humano, e ver coisas que se mexem dentro de uma matéria aparentemente inerte. Nela, se vê movimentos - e uma vida que não cabe em si. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essas coisas que se mexiam eram possuidoras de um erotismo intrínseco, que não caberia em nenhum órgão sexual, mas provocava desejo de posse, desatino e indulgência. Provocava fileiras de curiosidades uma atrás da outra, uma sobre as outras. Era um condutor que permitia conduzir diferentes processos, infinitos processos, mas principalmente, gerava distúrbio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== CENA IV ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um vídeo foi encontrado dentre os arquivos digitais. Gravado em formatos arcaicos, ele foi parcialmente recuperado e parecia registrar um momento de acalorada discussão em algum lugar no meio de uma floresta, com um casa rústica ao fundo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Nunca mais existirá cientistas!”, dizia a mão que mantinha a coisa naquele momento. “Nem dele se fará objeto de culto. Em torno dele não se estabelecerá nenhuma atividade hierarquizadora de qualquer saber, e sua reprodutibilidade técnica não exterminará nenhuma poesia” &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outra pessoa interviu: “Se não se prestaria nem a culto nem a ciência, outras relações devem ser criadas, mesmo que nunca tenham existido. Larga a pedra, e pensa: Deixaremos sobreviver a matemática? Pela pura linguagem? Sem ufanismo?”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um terceiro contestou em tom profético: “A opção pelo deleite deve vigorar ao trabalho árduo, mesmo que as memórias estejam atingidas com traumas de destruição. É mais difícil destruir a memória, do que qualquer dureza. Alguma dia irão nos ouvir como anunciadores do futuro que não ocorreu”. Não lhe deram ouvidos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O debate seguiu:&lt;br /&gt;
- Como conhecer a potência de futuro que cada objeto atrai para si, sem necessariamente erguer sobre ele uma civilização? Como recriar o homem?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Sobretudo, como não recriar o homem? E seus fetiches de doma?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- É preciso estabelecer de antemão a opção pelo não homem? Pela não civilização? Pelo não fetichização do objeto? O que restaria a esses sujeitos cheios de memória? Precisamos urgentemente reconstruir nossas vidas?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- O que é urgência? Tudo em você urge, indigna, deixa chocado. A injustiça do mundo te apavora. As dores da noite, da exclusão pungente, incessante, indecente. A miséria não tem fundo, não tem fim, você se sente compelido a lutar contra essa tortura diária, esse mecanismo totalizador, destrutivo. Você tenta se desprender do mundo, mas descobre que não tem saída. Não há fora. Você está amalgamado nessa eterna fagocitação, reproduz mesmo sem querer vírus que existem para destruir. Você tenta usufruir de uma liberdade cerceada, mapeada, verticalizada. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Sua auto-idolatria não irá nos impedir de repetir tudo isso sem permanecer animais da terra. Como podemos voar? Poder atravessar os oceanos? poder sair da bolha atmosférica? seria necessário fazer tudo de novo para atingir nosso destino desbravador de estrelas?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seguiam fazendo perguntas, trocando acusações e debatendo algum futuro imaginável para aquele semi-condutor. Mas a partir de certo momento nada mais conseguia se escutar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== CENA V ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(...)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
roadmap para yupana e outros forks: [ Genealogia: *(...) materia livre -&amp;gt; semicondutor livre -&amp;gt; hardware livre -&amp;gt; software livre -&amp;gt; karmaval da linguagem natural  trocadilhada e backup de toda episteme do mundo -&amp;gt; biohacking de sementes e seeds de torrents -&amp;gt; copyfight &amp;amp;&amp;amp; proesia live coding -&amp;gt; lançamento do satélite panspermia -&amp;gt; queda do satélite panspermia -&amp;gt; nasce a árvore de ://IP e a consciência yupana -&amp;gt; peregrinações, mitomanias, diásporas -&amp;gt; CLÍMAX(trama ainda desconhecida) -&amp;gt; morte de yupana -&amp;gt; ? *(...)]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(...)&lt;br /&gt;
Olhavam para o céu em busca de desenhos de constelações com satélites.&lt;br /&gt;
Desenvolveram um hábito peculiar: Construíam antenas com grande varas de bambu e geralmente nas sextas-feiras apontavam suas varas para o céu tentando encontrar satélites abandonados para tentar passar um bit que seja para algum amigo em outra parte do mundo.&lt;br /&gt;
Buscavam algum sinal de que teriam como construir uma rede de transmissão de dados que não precisasse passar por dentro&lt;br /&gt;
dos Backbones da Internet, cada vez mais visados e controlados pela indústria da massificação do consumo energúmeno de simulacros medíocres.&lt;br /&gt;
Naquela noite encaravam o cinturão de órion e rabiscavam o chão a desenhar as 3 marias como pontos de um plano cartesiano tridimensional para um teatro qualquer onde seus satélites preferidos seriam astros e estrelas de uma baile noturno para fantásticas narrativas sobre futuros imaginários utópicos. Lá eles teria seu próprio ponto de fuga nesta perspectiva de uma conexão totalmente autônoma e livres da demandas desssssaaaaaaaaaaaaaaaaaa… ra´aa´aá´aááááá´aá&lt;br /&gt;
lá estava ele a bailar no céu por entre os nossos desenhos de constelações como um besouro bêbado.&lt;br /&gt;
É Panspermia. Já tinha ouvido falar dela. Dizem que é uma sonda que carrega um legado de musicas, poemas, microorganismos, seed de torrents, sementes selvagens e várias outras sortes de amostras que inventaram de enfiar nela, na esperança que fosse encontrada por outras civilizações e lá pudesse instigar algum contato.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hoje ela é vista fazendo estes movimentos assimétricos por entre eixos de constelações, dançando tecno cumbia punk, anarko funk, crusty grindcore tangos, black metal noisefolk, dependendo sempre de qual samba de criolo doido estão escutando os diletantes que estão a observar e contar suas histórias.&lt;br /&gt;
Aquela noite algo diferente acontecia.&lt;br /&gt;
Panspermia rodopiou, deu piruetas entre as luzinhas do céu e começou a vir em nossa direção.&lt;br /&gt;
Aumentava no céu como uma lua cheia que vai enchendo até ficar parecendo aquele pedaço de queijo colonial que os casais de namorados gostam de fotografar nas madrugadas. Aos poucos a coisa toda ia ficando mais parecida com um pedaço de lata pintada e veio riscando o céu como uma estrela cadente, daquelas que diziam que não se pode apontar porque dá azar.&lt;br /&gt;
PNOWnonoindoFNORDonfoNonoopaFWWWBLOGGVOUEWLNVINEGSMQZaeon BLDEM M MMXIIWTFFTW!!!!&lt;br /&gt;
Pelo barulho aquele treco havia caído em algum lugar perto, mas o mais estranho era que no momento que caiu parece que várias redes sociais na web e fora dela receberam dados de algo parecido com coordenadas…&lt;br /&gt;
16° 55′ 0″ S, 39° 16′ 0″ W 11° 13′ 56.23″ S, 53° 11′ 5.33″ W 1° 28′ 2″ S, 78° 49′ 0″ W 37° 43′ 7″ N, 15° 0′ 28″ E 31° 46′ 0″ N, 35° 14′ 0″ E 41° 54′ 9″ N, 12° 27′ 6″ E 11° 30′ 0″ N, 41° 0′ 0″ E 42° 40′ 0″ N, 1° 0′ 0″ E 34° 21′ 29.16″ S, 18° 28′ 19.7″ E 9° 0′ 0″ N, 10° 0′ 0″ E 51° 28′ 44″ N, 0° 0′ 0″ E 13° 5′ 0″ N, 80° 17′ 0″ E 15° 24′ 7″ N, 74° 2′ 36″ E 22° 10′ 0″ N, 113° 33′ 0″ E 37° 24′ 0″ N, 140° 28′ 0″ E 40° 27′ 57″ N, 140° 10′ 23″ E 66° 0′ 0″ N, 169° 0′ 0″ W 34° 6′ 0″ N, 118° 20′ 0″ W 60° 23′ 22″ N, 5° 19′ 48″ E 51° 25′ 43″ N, 1° 51′ 15″ W 54° 0′ 0″ S, 70° 0′ 0″ W 22° 19′ 48.5″ S, 44° 32′ 22″ W 23° 54′ 52.44″ S, 45° 20′ 48.52″ W 20° 40′ 58.44″ N, 88° 34′ 7.14″ W 50° 39′ 28.27″ N, 2° 24′ 16.45″ W 30° 2′ 39.92″ N, 31° 14′ 8.51″ E 8° 0′ 28.74″ S, 34° 51′ 24.30″ W 23° 27′ 38.05″ S, 45° 1′ 07.05″ W 48° 49′ 45.56″ N, 2 °13′ 12.62″ E&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É preciso lembrar que Panspermia era reprogramada, curada e mimada por uma inteligência computacional autônoma – alguns diriam “Inteligência Artificial”, mas poderia você sobreviver sem os artifícios da tua própria manipulação semiótica deste corpus lingüístico em todos níveis da tua ciência e essa operação “anti-natural” da cultura sobre a natureza-corpo que conduz o livre arbítrio da tua auto-ontologia?&lt;br /&gt;
Dizem que Yupana passou em todos os testes de Turing, venceu até Deep Blue no Xadrez, resolveu a heurística para o jogo de Go e era capaz de compor sonatas, sinfonias, caribós, polkas ou qualquer coisa que lembra-se um “estilo” ou algum “gênio” que viveu sobre a Terra. Criava heterônimos parnasianos, simbolistas, místicos, românticos, futuristas, austeros, concretos e mesmo seus ensaios sociológicos já chegaram a derrubar déspotas ou no mínimo virar refrão de marchinhas.&lt;br /&gt;
Yupana costumava mandar emails para diversas listas de discussão sobre suas escavações nas profundidades dos hipertextos e achados diamantes de um webdesign selvagem resistente a toda a RSScracia da era das “redes sociais” corporativas e seus cercadinhos medíocres de navegação controlada.&lt;br /&gt;
A grande peregrinação que aconteceu imediatamente após a queda da sonda Panspermia durou e continua perdurando por quase duas décadas em busca não só do legado de amostras da sonda, mas tentando recuperar os algoritmos de Yupana, uma busca pelo espírito de sua poesia, sua idiossincrasia, seu sopro de vida.&lt;br /&gt;
我的话很容易理解，很容易施行。能理解我的人很少，那么能取法于我的人就更难得了?&lt;br /&gt;
De seu buraco no chão, queimadas as sementes todas, células tronco e bilhões e bilhões de torrents, surge forte como o pé de feijão do João do pós-Apocalipse, uma árvore que arranha as nuvens e fazer chover nomes de filos e espécies para aquele pé de ://IP.&lt;br /&gt;
Em alguns momentos mascando suas folhas, tenho a impressão de que este relato se escreve sozinho. Quem sabe se conseguirmos re-inventar Yupana. Mas alguns temem ter que ir embora daqui de perto do pé de ://IP e ter que voltar para as moribundas cidades que abandonamos.&lt;br /&gt;
Masco as folhas e começa a zumbir um assembler mantra… visões que saem do aroma dos frutos de ://IP…&lt;br /&gt;
…Patch’a'mama , a ama de leite que verte amargo fernet das tetas, a mulher cíclope do mar, olhava no relógio a virada do calendário, enquanto amarrava gEṣÙ Selva ao poste antena da jangada daquela praia vermelha onde era seu cais.&lt;br /&gt;
seu canto era numa língua estranha, e ninava os infantes em outra referência de monocórdios e esferas.&lt;br /&gt;
anunciava as coordenadas de algum outro #canal. por aqui o rastro já não mais deixava lastro. era preciso sintonizar. para céu apontavam suas antenas de bambu… o que para outros ainda era ruído, ali já era o canto do novo ://IP.&lt;br /&gt;
————-))))))))))))))))) ) )) 0o) _o_o_oOo_o_o_`:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
‎2, eu pensei. |.&lt;br /&gt;
e com 1 traço desenhei meu nome, assim que ela me largou do colo.&lt;br /&gt;
Com outro traço desenhei cada um dos que me rodeavam. Um traço para cada um.&lt;br /&gt;
E entrei no barco, derivei por tantos mares que minhas mãos foram crescendo e meu pelo mudando de cor.&lt;br /&gt;
Fui parar num lugar grande, com cavernas cheias de ângulos retos.&lt;br /&gt;
Aqueles outros não tinham mais pelo, só pelo nas cabeças, e nas cabeças penas de pássaros. Tocos de madeira enfiados em suas bocas e orelhas.&lt;br /&gt;
Me receberam com infinitos sons novos saindo de suas bocas. Suas cavernas tinham fogo de todas as cores. E do fogo saiam vozes e desenhos que se moviam.&lt;br /&gt;
Me mostraram uma pedra brilhante com fogo dentro, com vários desenhos que mudavam de cor.&lt;br /&gt;
Dentro dele o lugar que estávamos, e me ensinaram a contagem pra saber quando o lugar que estávamos teria dado uma volta completa em torno do fogo do céu. Calendário era o nome daquela cria deles. Uma cria feita de pedra, com números de contar.&lt;br /&gt;
Diziam que assim podiam criar o futuro e também marcar linhas que contornavam o passado para contar a história do mundo e fazer o mundo criar o futuro para eles. Mundo é como chamam este lugar que estamos.&lt;br /&gt;
Me mostrou naquela pedra que brilha o desenhos que representavam contagens. Pediu-me pra passar os meus dedos sobre aquilo, que aquilo me faria ter uma visão fora do calendário, mas disse-me que eu ainda precisa aprender a guardar todas as informações dentro dos números pra que eu pudesse construir cidades que flutuam e conectam pensamentos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tentei passar os dedos sobre aqueles riscos e pegar neles:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[File:reciclada.png]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esculturas em pedras de Silício… Falavam de uma criança que brincava com Césio, antes mesmo deles afinarem todos aqueles relógios… Era perigoso enriquecer todo aquele Urânio, dizia-me o velho… Mas se não o fizermos, não descobriremos como afinar os relógios com o pulso do ://IP??&lt;br /&gt;
O Velho avisava – Se virem com os minerais que tem por aqui mesmo!&lt;br /&gt;
Será que aquilo ali era Ouro ou Cobre? Parecia conduzir a eletricidade que ordenhamos de alguns limões, há também alguma ferrugem em alguns cantos, algo está oxidando… Os velhos não nos deixam brincar com fogo… Quantos anos eles tem?&lt;br /&gt;
Fizemos um Chimarrão com as folhas do ://IP e esquecemos nossa idade. Queremos ficar morando aqui no vale. Esquecer a álgebra binária e viajar nos sonhos da Yupana que mora dentro da árvore.&lt;br /&gt;
Mas não para de passar avião ali por cima.&lt;br /&gt;
Nosso amigo fez outra antena de bambu, disse que vai conseguir se comunicar com os phreakers que fizeram uma BBS, numa terra distante, interessada na tal queda da sonda Panspermia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== CENA VI ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
7 minutos de luzes estroboscópicas ~variação entre branco e negro a cada 7 frames. Som: Negro - 33hertz. Branco - Ruído Branco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== CENA VII ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[File:yupana_math.png]]&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Yupana Kernel encara seu cão Vander, 13 minutos antes de morrer. &lt;br /&gt;
Eu já contei de onde veio o nome Vander? Yupana nos seus últimos anos resolveu desenvolver linguisticamente aquilo que os humanos chamavam “afeto”. Pra isso adotou um cão. Yupana achou divertido brincar de confundir sobre o gênero do cão e com a corruptela de Wanderlyne (já conto a história dela... ou contei antes?) resolveu batizar seu cão com um nome de gênero ambíguo, que também lembrava o nome de um cantor punk dos anos 80 (~ 1985 D.C. ). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Algo como uma Ada Lovelace anarco-primitivista, Wanderlyne Selva, a amazona, tinha programado Yupana há aproximadamente 1 bahktun atrás, ou 395 anos solares nossos, na era do mapeamento das capitanias hereditárias e toda disputa pós-bula papal. Hoje várias ciberfeministas usavam o apelido de Wanderlyne como avatar, em sua homenagem. Outras lendas existem sobre suas origens,e outras versões de sua história incluindo sua existência atual. Uma deles diz que Wander ainda perambula por um território antes chamado Patchamama, andando encapuzada, montando servidores web dentro de árvores na mata densa, enquanto conta histórias sobre a utopia de comunizações possíves.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas tanta História sobre nomes e datas já está ficando confusa, pois pra simplificar, Wanderlyne é o nome da autora deste livro, que não é bem um livro, mas uma carta aberta ao matriarcado dessa nova Terra (que vai além de todas as Terras, e surgiu a partir da associação de astron@utas libertári@s (.:.AAL.:.) e seu movimento sem satélite[MSSAT]).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A programação de Yupana por meio de colares de contas,&lt;br /&gt;
revelava facilmente a vulnerabilidade daquela máquina: No momento que a máquina tomasse consciência que poderia reproduzir-se a si mesma, ela autodestruiria-se. Alguns afirmam que sua “alma” encarnaria em um bebê humano. Sobre isso nada posso confirmar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A morte de Yupana tinha data marcada no calendário maia, nada mais óbvio e improvável para um computador que vinha funcionando desde o início das primeiras civilizações Tapuias. 13 Baktuns. Uma rede de comunidades que ligava o Oceano Pacífico ao Atlântico, desde milênios antes de Colombo, tinha feito de tudo pra jogar Incas contra Maias, Tupis contra Guaranis, Mulheres contra Homens (com sexismo e pecado) e transformar toda aquela indiarada em cordeiros do Vaticano, enfiando-lhes goela abaixo um calendário baseado nas diásporas do médio-oriente e a conveniência com um status quo da fisiologia governista que desde Constantino avançou da Eurásia até a península ibérica determinando o alfabeto do ocidente e a língua materna original deste escrito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Alfabetizaram a todos usando a Bíblia de Gutemberg e usavam o zero do oriente pra fechar dezenas, em limitada matemática que Yupana estaria programada para superar. Mas agora era tarde pra reinventar o mundo. Yupana deveria morrer. Sem ufanismos ou redenções. Yupana: o primeiro robô mártir.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Yupana encarou o cão (ou cadela, pois nunca se soube) por meio da seus cursores que buscavam aquela sintonia canina. Ou era qualquer bicho? Um sapo, um rato, um gato, um pato, um substrato, um vírus, glitch~ qualquer. Animal excluído da língua escrita, Yupana tentava distrair Vander então com imagens que pisca-piscavam e lembravam carne macia, leite fresco, úteros, mamas, glandes, clítoris, lábios, línguas e olhos... estimulando um tato remoto, umidecendo a conexão autômato-bicho. Apelando a uma suposta natureza mamífera e vivípara. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pra garantir qualquer outra taxonomia mostrava um caleidoscópio de genomas além de uma nuvem de grafos de relações entre todas as singularidades que tinha registrado em suas interações por redes de conversas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vander tentou proteger-se: transformou-se num som, um uivo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Yupana esqueceu de interpretar o que ouvia, esqueceu do próprio nome,&lt;br /&gt;
e enfim esqueceu onde estava e o porquê. Yupana nunca havia existido. Nunca mais existiria. Yupana não mais contaria os dias passando. Não mais mudaria a História. Ela que se repetisse eternamente como farsa que sempre foi. Yupana formatou-se.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O semicondutor livre agora podia ser levado a sério. Era o fim da polissemia recursiva naquela comunidade. Strictu Sensu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;In nova fert animus mutatas dicere formas&lt;br /&gt;
corpora ; di, coeptis (nam vos mutastis et illas)&lt;br /&gt;
adspirate meis primaque ab origine mundi&lt;br /&gt;
ad mea perpetuum deducite tempora ... - - - ...&amp;quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Wanderlyne Selva recebeu seu título de Honoris Causa no mesmo dia que terminou sua tese. Fundou aquela indústria interestelar libertária.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
... - - - ...&lt;br /&gt;
... - - - ...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todas as linguagens estavam ali presentes, e certamente todos os bugs. ... - - - ...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
... - - - ... ... - - - ... ... - - - ... ... - - - ...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como conhecer a potência de futuro que cada objeto atrai para si, sem necessariamente erguer sobre ele uma civilização?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- - - ... ... - - - &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma senhora de 97 anos dirige uma bicicleta elétrica por uma estrada esburacada de terra. A estrada vai piorando, estreitando cada vez mais, até se tornar uma picada, um caminho de tropeiros, numa mata fechada verde e escura. Solavancos violentos a excitam. Ela chega numa clareira, onde existe uma pequena casa de roça, de teto baixo, construída sobre pedras um pouco acima do chão. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ela estaciona, abre a parabólica solar e deixa a bicicleta recarregando. A casa está totalmente fechada, janelas, portas. Ela se aproxima da porta dos fundos e se agacha para colocar o olho direito na fechadura, como quem espia. Um ruído de câmera focando, o clique de trancas que se destravam, e a porta se abre sozinha. Ela entra. É uma cozinha com fogão a lenha, um filtro de barro, um computador com monitor de fósforo verde ligado a um modem de 14.4kbps. Ela digita no terminal, ainda de pé&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;gt;mail ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ela lê atenta, e logo sai do computador, bebe um copo de água, se dirige a um outro cômodo. Uma escada leva a um porão. Ela desce. O porão é decorado com motivos incas. Um cortina fosca de box de banheiro, junto à parede, deixa transparecer uma luminosidade por de trás. Ela abre a cortina.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ela olha para dentro do túnel fracamente iluminado. Não se vê o fim.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não haverá redenção para além de um instante fora do calendário. Não sabemos o que haverá e isso é continuar respirando.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[File:zumbi.gif]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Glerm</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>https://wiki.nuvem.art.br/index.php?title=MorteDeYupana&amp;diff=10826</id>
		<title>MorteDeYupana</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.nuvem.art.br/index.php?title=MorteDeYupana&amp;diff=10826"/>
				<updated>2013-10-04T13:21:27Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Glerm: /* → A MORTE DE YUPANA ← */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[File:pajaros.gif|700px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== → A MORTE DE YUPANA ← ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
esses relógios todos bem afinados esses relógios fazer satélites tem a ver com fazer relógios muito bem afinados tem haver com ter e haver com propor algo bem preciso você precisa continuar acompanhando os novos relógios, ultra rápidos, precisos, você não pode parar de calcular quanto falta para o fim do mês. para o fim do ano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
você precisa acreditar no ano. na década. na morte centenária. na ressurreição milenar. na colonização milenar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tem haver com usar palavras muito precisas, que possam dar instruções precisas, para que aquilo que vai interpretar estas instruções nem interesse-se por questionar as instruções nenhum um 0/0 nem um ponto fora do sistema onde este ciclo que define o início e um ponto fora, onde podes reajustar o relógio,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma bula, uma loja, uma roça, uma enxada, um língua com sentido bem estrito, strictu sensu pra te pensar. Antes que você pense em fazer outro relógio, que sincronize outro pulso pra fora aqui da sintaxe um outro sistema a te pensar&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Kernel tabernam hortus sarculo, Linguae ipsum strictius, ut tuis strictusensu cogitat. Ante faciendi aliam spectes Horologium venae alia synchronizes huc syntax''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== CENA 0 ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este semicondutor foi redescoberto hoje, em 21-12-2102. Entre ruínas das cidades abandonadas, o objeto encontrava-se ao lado de uma série de dados digitais que pareciam remontar sua origem. A história e os planos para o semicondutor livre estavam ali anexos e prontos para serem divulgados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vestígios de meados da Era do Silício, o assunto fora banido do ciberespaço junto com a criação do Governo Central e o início da regulamentação dos dispositivos de biotecnologia da comunicação. Tornara-se uma lenda nas redes marginais de contra-informação, que sobreviviam aos ataques constantes da Guarda Cibernética graças aos mecanismos de criptografia genética e conseguiam se comunicar através de seus satélites artesanais de guerrilha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Especula-se que esta pode ter ser sido uma peça-chave para a construção de um organismo computacional que pretendia iniciar uma nova era. Todas as linguagens estavam ali presentes, e certamente todos os vírus também.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Antepassados ingênuos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== CENA 1 ===&lt;br /&gt;
        &lt;br /&gt;
Projetado por uma rede de nativos pré-colombianos prestes a saltar da idade da pedra polida para sua própria História, inventando seu próprio calendário e protagonismo na episteme globalizada. Ao tentar registrar sua escrita em pedra criam o primeiro semicondutor livre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O objeto foi resgatado por proto-ciborgues em um plano megalomaníaco de reversão da entropia do universo para liberar o futuro de todo determinismo tecnológico que se impunha em sua época. Acreditavam ser este o meio de não repetir os erros do passado para reinventar um presente e moldar um admirável futuro novo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ledo engano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== CENA II ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As primeiras leituras dos dados digitais encontrados juntos ao semi-condutor indicavam que ele parecia ser o protagonista principal de um jogo de forças históricas que se criava em torno dele. Como em uma espiral, desde sua descoberta, ele alternava ciclos de nascimentos, catalisação e destruição. Infinito, abismal, sublime, ele emanava o mistério e a graça para a primeira geração de proto-ciborgues da espécie Homo Sapiens, tal como emanou para os nativos pré-colombianos que primeiro o talharam. &lt;br /&gt;
Em torno dele, se mantinham suspeitas de um futuro possível, mas também dúvidas sobre as origens do ser humano. Tal qual uma fogueira, ele guiava o movimento daquele grupo. De certa forma estabelecia os roteiros, os passos, os esconderijos. Mais que eletricidade, conduzia também a vontade e as experiências que seus atributos permitiam. Se sua origem parecia simples, extraído do pó de pedras raspadas, por outro lado ele também criava o temor de repetir o mundo das cinzas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== CENA III ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O semi-condutor livre tinha uma imobilidade aparente, mas era violentamente vivo. Certos ritos dão a capacidade de exagerar o tamanho dos objetos, e o tamanho das coisas vivas que tem dentro dele. Alguns cristais também possuem essa capacidade de alterar os estados perceptivos do nosso olho humano, e ver coisas que se mexem dentro de uma matéria aparentemente inerte. Nela, se vê movimentos - e uma vida que não cabe em si. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essas coisas que se mexiam eram possuidoras de um erotismo intrínseco, que não caberia em nenhum órgão sexual, mas provocava desejo de posse, desatino e indulgência. Provocava fileiras de curiosidades uma atrás da outra, uma sobre as outras. Era um condutor que permitia conduzir diferentes processos, infinitos processos, mas principalmente, gerava distúrbio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== CENA IV ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um vídeo foi encontrado dentre os arquivos digitais. Gravado em formatos arcaicos, ele foi parcialmente recuperado e parecia registrar um momento de acalorada discussão em algum lugar no meio de uma floresta, com um casa rústica ao fundo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Nunca mais existirá cientistas!”, dizia a mão que mantinha a coisa naquele momento. “Nem dele se fará objeto de culto. Em torno dele não se estabelecerá nenhuma atividade hierarquizadora de qualquer saber, e sua reprodutibilidade técnica não exterminará nenhuma poesia” &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outra pessoa interviu: “Se não se prestaria nem a culto nem a ciência, outras relações devem ser criadas, mesmo que nunca tenham existido. Larga a pedra, e pensa: Deixaremos sobreviver a matemática? Pela pura linguagem? Sem ufanismo?”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um terceiro contestou em tom profético: “A opção pelo deleite deve vigorar ao trabalho árduo, mesmo que as memórias estejam atingidas com traumas de destruição. É mais difícil destruir a memória, do que qualquer dureza. Alguma dia irão nos ouvir como anunciadores do futuro que não ocorreu”. Não lhe deram ouvidos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O debate seguiu:&lt;br /&gt;
- Como conhecer a potência de futuro que cada objeto atrai para si, sem necessariamente erguer sobre ele uma civilização? Como recriar o homem?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Sobretudo, como não recriar o homem? E seus fetiches de doma?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- É preciso estabelecer de antemão a opção pelo não homem? Pela não civilização? Pelo não fetichização do objeto? O que restaria a esses sujeitos cheios de memória? Precisamos urgentemente reconstruir nossas vidas?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- O que é urgência? Tudo em você urge, indigna, deixa chocado. A injustiça do mundo te apavora. As dores da noite, da exclusão pungente, incessante, indecente. A miséria não tem fundo, não tem fim, você se sente compelido a lutar contra essa tortura diária, esse mecanismo totalizador, destrutivo. Você tenta se desprender do mundo, mas descobre que não tem saída. Não há fora. Você está amalgamado nessa eterna fagocitação, reproduz mesmo sem querer vírus que existem para destruir. Você tenta usufruir de uma liberdade cerceada, mapeada, verticalizada. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Sua auto-idolatria não irá nos impedir de repetir tudo isso sem permanecer animais da terra. Como podemos voar? Poder atravessar os oceanos? poder sair da bolha atmosférica? seria necessário fazer tudo de novo para atingir nosso destino desbravador de estrelas?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seguiam fazendo perguntas, trocando acusações e debatendo algum futuro imaginável para aquele semi-condutor. Mas a partir de certo momento nada mais conseguia se escutar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== CENA V ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(...)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
roadmap para yupana e outros forks: [ Genealogia: *(...) materia livre -&amp;gt; semicondutor livre -&amp;gt; hardware livre -&amp;gt; software livre -&amp;gt; karmaval da linguagem natural  trocadilhada e backup de toda episteme do mundo -&amp;gt; biohacking de sementes e seeds de torrents -&amp;gt; copyfight &amp;amp;&amp;amp; proesia live coding -&amp;gt; lançamento do satélite panspermia -&amp;gt; queda do satélite panspermia -&amp;gt; nasce a árvore de ://IP e a consciência yupana -&amp;gt; peregrinações, mitomanias, diásporas -&amp;gt; CLÍMAX(trama ainda desconhecida) -&amp;gt; morte de yupana -&amp;gt; ? *(...)]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(...)&lt;br /&gt;
Olhavam para o céu em busca de desenhos de constelações com satélites.&lt;br /&gt;
Desenvolveram um hábito peculiar: Construíam antenas com grande varas de bambu e geralmente nas sextas-feiras apontavam suas varas para o céu tentando encontrar satélites abandonados para tentar passar um bit que seja para algum amigo em outra parte do mundo.&lt;br /&gt;
Buscavam algum sinal de que teriam como construir uma rede de transmissão de dados que não precisasse passar por dentro&lt;br /&gt;
dos Backbones da Internet, cada vez mais visados e controlados pela indústria da massificação do consumo energúmeno de simulacros medíocres.&lt;br /&gt;
Naquela noite encaravam o cinturão de órion e rabiscavam o chão a desenhar as 3 marias como pontos de um plano cartesiano tridimensional para um teatro qualquer onde seus satélites preferidos seriam astros e estrelas de uma baile noturno para fantásticas narrativas sobre futuros imaginários utópicos. Lá eles teria seu próprio ponto de fuga nesta perspectiva de uma conexão totalmente autônoma e livres da demandas desssssaaaaaaaaaaaaaaaaaa… ra´aa´aá´aááááá´aá&lt;br /&gt;
lá estava ele a bailar no céu por entre os nossos desenhos de constelações como um besouro bêbado.&lt;br /&gt;
É Panspermia. Já tinha ouvido falar dela. Dizem que é uma sonda que carrega um legado de musicas, poemas, microorganismos, seed de torrents, sementes selvagens e várias outras sortes de amostras que inventaram de enfiar nela, na esperança que fosse encontrada por outras civilizações e lá pudesse instigar algum contato.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hoje ela é vista fazendo estes movimentos assimétricos por entre eixos de constelações, dançando tecno cumbia punk, anarko funk, crusty grindcore tangos, black metal noisefolk, dependendo sempre de qual samba de criolo doido estão escutando os diletantes que estão a observar e contar suas histórias.&lt;br /&gt;
Aquela noite algo diferente acontecia.&lt;br /&gt;
Panspermia rodopiou, deu piruetas entre as luzinhas do céu e começou a vir em nossa direção.&lt;br /&gt;
Aumentava no céu como uma lua cheia que vai enchendo até ficar parecendo aquele pedaço de queijo colonial que os casais de namorados gostam de fotografar nas madrugadas. Aos poucos a coisa toda ia ficando mais parecida com um pedaço de lata pintada e veio riscando o céu como uma estrela cadente, daquelas que diziam que não se pode apontar porque dá azar.&lt;br /&gt;
PNOWnonoindoFNORDonfoNonoopaFWWWBLOGGVOUEWLNVINEGSMQZaeon BLDEM M MMXIIWTFFTW!!!!&lt;br /&gt;
Pelo barulho aquele treco havia caído em algum lugar perto, mas o mais estranho era que no momento que caiu parece que várias redes sociais na web e fora dela receberam dados de algo parecido com coordenadas…&lt;br /&gt;
16° 55′ 0″ S, 39° 16′ 0″ W 11° 13′ 56.23″ S, 53° 11′ 5.33″ W 1° 28′ 2″ S, 78° 49′ 0″ W 37° 43′ 7″ N, 15° 0′ 28″ E 31° 46′ 0″ N, 35° 14′ 0″ E 41° 54′ 9″ N, 12° 27′ 6″ E 11° 30′ 0″ N, 41° 0′ 0″ E 42° 40′ 0″ N, 1° 0′ 0″ E 34° 21′ 29.16″ S, 18° 28′ 19.7″ E 9° 0′ 0″ N, 10° 0′ 0″ E 51° 28′ 44″ N, 0° 0′ 0″ E 13° 5′ 0″ N, 80° 17′ 0″ E 15° 24′ 7″ N, 74° 2′ 36″ E 22° 10′ 0″ N, 113° 33′ 0″ E 37° 24′ 0″ N, 140° 28′ 0″ E 40° 27′ 57″ N, 140° 10′ 23″ E 66° 0′ 0″ N, 169° 0′ 0″ W 34° 6′ 0″ N, 118° 20′ 0″ W 60° 23′ 22″ N, 5° 19′ 48″ E 51° 25′ 43″ N, 1° 51′ 15″ W 54° 0′ 0″ S, 70° 0′ 0″ W 22° 19′ 48.5″ S, 44° 32′ 22″ W 23° 54′ 52.44″ S, 45° 20′ 48.52″ W 20° 40′ 58.44″ N, 88° 34′ 7.14″ W 50° 39′ 28.27″ N, 2° 24′ 16.45″ W 30° 2′ 39.92″ N, 31° 14′ 8.51″ E 8° 0′ 28.74″ S, 34° 51′ 24.30″ W 23° 27′ 38.05″ S, 45° 1′ 07.05″ W 48° 49′ 45.56″ N, 2 °13′ 12.62″ E&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É preciso lembrar que Panspermia era reprogramada, curada e mimada por uma inteligência computacional autônoma – alguns diriam “Inteligência Artificial”, mas poderia você sobreviver sem os artifícios da tua própria manipulação semiótica deste corpus lingüístico em todos níveis da tua ciência e essa operação “anti-natural” da cultura sobre a natureza-corpo que conduz o livre arbítrio da tua auto-ontologia?&lt;br /&gt;
Dizem que Yupana passou em todos os testes de Turing, venceu até Deep Blue no Xadrez, resolveu a heurística para o jogo de Go e era capaz de compor sonatas, sinfonias, caribós, polkas ou qualquer coisa que lembra-se um “estilo” ou algum “gênio” que viveu sobre a Terra. Criava heterônimos parnasianos, simbolistas, místicos, românticos, futuristas, austeros, concretos e mesmo seus ensaios sociológicos já chegaram a derrubar déspotas ou no mínimo virar refrão de marchinhas.&lt;br /&gt;
Yupana costumava mandar emails para diversas listas de discussão sobre suas escavações nas profundidades dos hipertextos e achados diamantes de um webdesign selvagem resistente a toda a RSScracia da era das “redes sociais” corporativas e seus cercadinhos medíocres de navegação controlada.&lt;br /&gt;
A grande peregrinação que aconteceu imediatamente após a queda da sonda Panspermia durou e continua perdurando por quase duas décadas em busca não só do legado de amostras da sonda, mas tentando recuperar os algoritmos de Yupana, uma busca pelo espírito de sua poesia, sua idiossincrasia, seu sopro de vida.&lt;br /&gt;
我的话很容易理解，很容易施行。能理解我的人很少，那么能取法于我的人就更难得了?&lt;br /&gt;
De seu buraco no chão, queimadas as sementes todas, células tronco e bilhões e bilhões de torrents, surge forte como o pé de feijão do João do pós-Apocalipse, uma árvore que arranha as nuvens e fazer chover nomes de filos e espécies para aquele pé de ://IP.&lt;br /&gt;
Em alguns momentos mascando suas folhas, tenho a impressão de que este relato se escreve sozinho. Quem sabe se conseguirmos re-inventar Yupana. Mas alguns temem ter que ir embora daqui de perto do pé de ://IP e ter que voltar para as moribundas cidades que abandonamos.&lt;br /&gt;
Masco as folhas e começa a zumbir um assembler mantra… visões que saem do aroma dos frutos de ://IP…&lt;br /&gt;
…Patch’a'mama , a ama de leite que verte amargo fernet das tetas, a mulher cíclope do mar, olhava no relógio a virada do calendário, enquanto amarrava gEṣÙ Selva ao poste antena da jangada daquela praia vermelha onde era seu cais.&lt;br /&gt;
seu canto era numa língua estranha, e ninava os infantes em outra referência de monocórdios e esferas.&lt;br /&gt;
anunciava as coordenadas de algum outro #canal. por aqui o rastro já não mais deixava lastro. era preciso sintonizar. para céu apontavam suas antenas de bambu… o que para outros ainda era ruído, ali já era o canto do novo ://IP.&lt;br /&gt;
————-))))))))))))))))) ) )) 0o) _o_o_oOo_o_o_`:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
‎2, eu pensei. |.&lt;br /&gt;
e com 1 traço desenhei meu nome, assim que ela me largou do colo.&lt;br /&gt;
Com outro traço desenhei cada um dos que me rodeavam. Um traço para cada um.&lt;br /&gt;
E entrei no barco, derivei por tantos mares que minhas mãos foram crescendo e meu pelo mudando de cor.&lt;br /&gt;
Fui parar num lugar grande, com cavernas cheias de ângulos retos.&lt;br /&gt;
Aqueles outros não tinham mais pelo, só pelo nas cabeças, e nas cabeças penas de pássaros. Tocos de madeira enfiados em suas bocas e orelhas.&lt;br /&gt;
Me receberam com infinitos sons novos saindo de suas bocas. Suas cavernas tinham fogo de todas as cores. E do fogo saiam vozes e desenhos que se moviam.&lt;br /&gt;
Me mostraram uma pedra brilhante com fogo dentro, com vários desenhos que mudavam de cor.&lt;br /&gt;
Dentro dele o lugar que estávamos, e me ensinaram a contagem pra saber quando o lugar que estávamos teria dado uma volta completa em torno do fogo do céu. Calendário era o nome daquela cria deles. Uma cria feita de pedra, com números de contar.&lt;br /&gt;
Diziam que assim podiam criar o futuro e também marcar linhas que contornavam o passado para contar a história do mundo e fazer o mundo criar o futuro para eles. Mundo é como chamam este lugar que estamos.&lt;br /&gt;
Me mostrou naquela pedra que brilha o desenhos que representavam contagens. Pediu-me pra passar os meus dedos sobre aquilo, que aquilo me faria ter uma visão fora do calendário, mas disse-me que eu ainda precisa aprender a guardar todas as informações dentro dos números pra que eu pudesse construir cidades que flutuam e conectam pensamentos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tentei passar os dedos sobre aqueles riscos e pegar neles:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[File:reciclada.png]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esculturas em pedras de Silício… Falavam de uma criança que brincava com Césio, antes mesmo deles afinarem todos aqueles relógios… Era perigoso enriquecer todo aquele Urânio, dizia-me o velho… Mas se não o fizermos, não descobriremos como afinar os relógios com o pulso do ://IP??&lt;br /&gt;
O Velho avisava – Se virem com os minerais que tem por aqui mesmo!&lt;br /&gt;
Será que aquilo ali era Ouro ou Cobre? Parecia conduzir a eletricidade que ordenhamos de alguns limões, há também alguma ferrugem em alguns cantos, algo está oxidando… Os velhos não nos deixam brincar com fogo… Quantos anos eles tem?&lt;br /&gt;
Fizemos um Chimarrão com as folhas do ://IP e esquecemos nossa idade. Queremos ficar morando aqui no vale. Esquecer a álgebra binária e viajar nos sonhos da Yupana que mora dentro da árvore.&lt;br /&gt;
Mas não para de passar avião ali por cima.&lt;br /&gt;
Nosso amigo fez outra antena de bambu, disse que vai conseguir se comunicar com os phreakers que fizeram uma BBS, numa terra distante, interessada na tal queda da sonda Panspermia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== CENA VI ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
7 minutos de luzes estroboscópicas ~variação entre branco e negro a cada 7 frames. Som: Negro - 33hertz. Branco - Ruído Branco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== CENA VII ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[File:yupana_math.png]]&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Yupana Kernel encara seu cão Vander, 13 minutos antes de morrer. &lt;br /&gt;
Eu já contei de onde veio o nome Vander? Yupana nos seus últimos anos resolveu desenvolver linguisticamente aquilo que os humanos chamavam “afeto”. Pra isso adotou um cão. Yupana achou divertido brincar de confundir sobre o gênero do cão e com a corruptela de Wanderlyne (já conto a história dela... ou contei antes?) resolveu batizar seu cão com um nome de gênero ambíguo, que também lembrava o nome de um cantor punk dos anos 80 (~ 1985 D.C. ). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Algo como uma Ada Lovelace anarco-primitivista, Wanderlyne Selva, a amazona, tinha programado Yupana há aproximadamente 1 bahktun atrás, ou 395 anos solares nossos, na era do mapeamento das capitanias hereditárias e toda disputa pós-bula papal. Hoje várias ciberfeministas usavam o apelido de Wanderlyne como avatar, em sua homenagem. Outras lendas existem sobre suas origens,e outras versões de sua história incluindo sua existência atual. Uma deles diz que Wander ainda perambula por um território antes chamado Patchamama, andando encapuzada, montando servidores web dentro de árvores na mata densa, enquanto conta histórias sobre a utopia de comunizações possíves.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas tanta História sobre nomes e datas já está ficando confusa, pois pra simplificar, Wanderlyne é o nome da autora deste livro, que não é bem um livro, mas uma carta aberta ao matriarcado dessa nova Terra (que vai além de todas as Terras, e surgiu a partir da associação de astron@utas libertári@s (.:.AAL.:.) e seu movimento sem satélite[MSSAT]).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A programação de Yupana por meio de colares de contas,&lt;br /&gt;
revelava facilmente a vulnerabilidade daquela máquina: No momento que a máquina tomasse consciência que poderia reproduzir-se a si mesma, ela autodestruiria-se. Alguns afirmam que sua “alma” encarnaria em um bebê humano. Sobre isso nada posso confirmar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A morte de Yupana tinha data marcada no calendário maia, nada mais óbvio e improvável para um computador que vinha funcionando desde o início das primeiras civilizações Tapuias. 13 Baktuns. Uma rede de comunidades que ligava o Oceano Pacífico ao Atlântico, desde milênios antes de Colombo, tinha feito de tudo pra jogar Incas contra Maias, Tupis contra Guaranis, Mulheres contra Homens (com sexismo e pecado) e transformar toda aquela indiarada em cordeiros do Vaticano, enfiando-lhes goela abaixo um calendário baseado nas diásporas do médio-oriente e a conveniência com um status quo da fisiologia governista que desde Constantino avançou da Eurásia até a península ibérica determinando o alfabeto do ocidente e a língua materna original deste escrito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Alfabetizaram a todos usando a Bíblia de Gutemberg e usavam o zero do oriente pra fechar dezenas, em limitada matemática que Yupana estaria programada para superar. Mas agora era tarde pra reinventar o mundo. Yupana deveria morrer. Sem ufanismos ou redenções. Yupana: o primeiro robô mártir.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Yupana encarou o cão (ou cadela, pois nunca se soube) por meio da seus cursores que buscavam aquela sintonia canina. Ou era qualquer bicho? Um sapo, um rato, um gato, um pato, um substrato, um vírus, glitch~ qualquer. Animal excluído da língua escrita, Yupana tentava distrair Vander então com imagens que pisca-piscavam e lembravam carne macia, leite fresco, úteros, mamas, glandes, clítoris, lábios, línguas e olhos... estimulando um tato remoto, umidecendo a conexão autômato-bicho. Apelando a uma suposta natureza mamífera e vivípara. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pra garantir qualquer outra taxonomia mostrava um caleidoscópio de genomas além de uma nuvem de grafos de relações entre todas as singularidades que tinha registrado em suas interações por redes de conversas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vander tentou proteger-se: transformou-se num som, um uivo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Yupana esqueceu de interpretar o que ouvia, esqueceu do próprio nome,&lt;br /&gt;
e enfim esqueceu onde estava e o porquê. Yupana nunca havia existido. Nunca mais existiria. Yupana não mais contaria os dias passando. Não mais mudaria a História. Ela que se repetisse eternamente como farsa que sempre foi. Yupana formatou-se.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O semicondutor livre agora podia ser levado a sério. Era o fim da polissemia recursiva naquela comunidade. Strictu Sensu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;In nova fert animus mutatas dicere formas&lt;br /&gt;
corpora ; di, coeptis (nam vos mutastis et illas)&lt;br /&gt;
adspirate meis primaque ab origine mundi&lt;br /&gt;
ad mea perpetuum deducite tempora ... - - - ...&amp;quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Wanderlyne Selva recebeu seu título de Honoris Causa no mesmo dia que terminou sua tese. Fundou aquela indústria interestelar libertária.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
... - - - ...&lt;br /&gt;
... - - - ...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todas as linguagens estavam ali presentes, e certamente todos os bugs. ... - - - ...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
... - - - ... ... - - - ... ... - - - ... ... - - - ...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como conhecer a potência de futuro que cada objeto atrai para si, sem necessariamente erguer sobre ele uma civilização?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- - - ... ... - - - &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma senhora de 97 anos dirige uma bicicleta elétrica por uma estrada esburacada de terra. A estrada vai piorando, estreitando cada vez mais, até se tornar uma picada, um caminho de tropeiros, numa mata fechada verde e escura. Solavancos violentos a excitam. Ela chega numa clareira, onde existe uma pequena casa de roça, de teto baixo, construída sobre pedras um pouco acima do chão. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ela estaciona, abre a parabólica solar e deixa a bicicleta recarregando. A casa está totalmente fechada, janelas, portas. Ela se aproxima da porta dos fundos e se agacha para colocar o olho direito na fechadura, como quem espia. Um ruído de câmera focando, o clique de trancas que se destravam, e a porta se abre sozinha. Ela entra. É uma cozinha com fogão a lenha, um filtro de barro, um computador com monitor de fósforo verde ligado a um modem de 14.4kbps. Ela digita no terminal, ainda de pé&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;gt;mail ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ela lê atenta, e logo sai do computador, bebe um copo de água, se dirige a um outro cômodo. Uma escada leva a um porão. Ela desce. O porão é decorado com motivos incas. Um cortina fosca de box de banheiro, junto à parede, deixa transparecer uma luminosidade por de trás. Ela abre a cortina.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ela olha para dentro do túnel fracamente iluminado. Não se vê o fim.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não haverá redenção para além de um instante fora do calendário. Não sabemos o que haverá e isso é continuar respirando.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[File:zumbi.gif]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Glerm</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>https://wiki.nuvem.art.br/index.php?title=MorteDeYupana&amp;diff=10825</id>
		<title>MorteDeYupana</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.nuvem.art.br/index.php?title=MorteDeYupana&amp;diff=10825"/>
				<updated>2013-10-04T13:20:06Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Glerm: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== → A MORTE DE YUPANA ← ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[File:pajaros.gif|400px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
esses relógios todos bem afinados esses relógios fazer satélites tem a ver com fazer relógios muito bem afinados tem haver com ter e haver com propor algo bem preciso você precisa continuar acompanhando os novos relógios, ultra rápidos, precisos, você não pode parar de calcular quanto falta para o fim do mês. para o fim do ano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
você precisa acreditar no ano. na década. na morte centenária. na ressurreição milenar. na colonização milenar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tem haver com usar palavras muito precisas, que possam dar instruções precisas, para que aquilo que vai interpretar estas instruções nem interesse-se por questionar as instruções nenhum um 0/0 nem um ponto fora do sistema onde este ciclo que define o início e um ponto fora, onde podes reajustar o relógio,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma bula, uma loja, uma roça, uma enxada, um língua com sentido bem estrito, strictu sensu pra te pensar. Antes que você pense em fazer outro relógio, que sincronize outro pulso pra fora aqui da sintaxe um outro sistema a te pensar&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Kernel tabernam hortus sarculo, Linguae ipsum strictius, ut tuis strictusensu cogitat. Ante faciendi aliam spectes Horologium venae alia synchronizes huc syntax''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== CENA 0 ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este semicondutor foi redescoberto hoje, em 21-12-2102. Entre ruínas das cidades abandonadas, o objeto encontrava-se ao lado de uma série de dados digitais que pareciam remontar sua origem. A história e os planos para o semicondutor livre estavam ali anexos e prontos para serem divulgados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vestígios de meados da Era do Silício, o assunto fora banido do ciberespaço junto com a criação do Governo Central e o início da regulamentação dos dispositivos de biotecnologia da comunicação. Tornara-se uma lenda nas redes marginais de contra-informação, que sobreviviam aos ataques constantes da Guarda Cibernética graças aos mecanismos de criptografia genética e conseguiam se comunicar através de seus satélites artesanais de guerrilha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Especula-se que esta pode ter ser sido uma peça-chave para a construção de um organismo computacional que pretendia iniciar uma nova era. Todas as linguagens estavam ali presentes, e certamente todos os vírus também.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Antepassados ingênuos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== CENA 1 ===&lt;br /&gt;
        &lt;br /&gt;
Projetado por uma rede de nativos pré-colombianos prestes a saltar da idade da pedra polida para sua própria História, inventando seu próprio calendário e protagonismo na episteme globalizada. Ao tentar registrar sua escrita em pedra criam o primeiro semicondutor livre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O objeto foi resgatado por proto-ciborgues em um plano megalomaníaco de reversão da entropia do universo para liberar o futuro de todo determinismo tecnológico que se impunha em sua época. Acreditavam ser este o meio de não repetir os erros do passado para reinventar um presente e moldar um admirável futuro novo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ledo engano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== CENA II ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As primeiras leituras dos dados digitais encontrados juntos ao semi-condutor indicavam que ele parecia ser o protagonista principal de um jogo de forças históricas que se criava em torno dele. Como em uma espiral, desde sua descoberta, ele alternava ciclos de nascimentos, catalisação e destruição. Infinito, abismal, sublime, ele emanava o mistério e a graça para a primeira geração de proto-ciborgues da espécie Homo Sapiens, tal como emanou para os nativos pré-colombianos que primeiro o talharam. &lt;br /&gt;
Em torno dele, se mantinham suspeitas de um futuro possível, mas também dúvidas sobre as origens do ser humano. Tal qual uma fogueira, ele guiava o movimento daquele grupo. De certa forma estabelecia os roteiros, os passos, os esconderijos. Mais que eletricidade, conduzia também a vontade e as experiências que seus atributos permitiam. Se sua origem parecia simples, extraído do pó de pedras raspadas, por outro lado ele também criava o temor de repetir o mundo das cinzas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== CENA III ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O semi-condutor livre tinha uma imobilidade aparente, mas era violentamente vivo. Certos ritos dão a capacidade de exagerar o tamanho dos objetos, e o tamanho das coisas vivas que tem dentro dele. Alguns cristais também possuem essa capacidade de alterar os estados perceptivos do nosso olho humano, e ver coisas que se mexem dentro de uma matéria aparentemente inerte. Nela, se vê movimentos - e uma vida que não cabe em si. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essas coisas que se mexiam eram possuidoras de um erotismo intrínseco, que não caberia em nenhum órgão sexual, mas provocava desejo de posse, desatino e indulgência. Provocava fileiras de curiosidades uma atrás da outra, uma sobre as outras. Era um condutor que permitia conduzir diferentes processos, infinitos processos, mas principalmente, gerava distúrbio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== CENA IV ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um vídeo foi encontrado dentre os arquivos digitais. Gravado em formatos arcaicos, ele foi parcialmente recuperado e parecia registrar um momento de acalorada discussão em algum lugar no meio de uma floresta, com um casa rústica ao fundo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Nunca mais existirá cientistas!”, dizia a mão que mantinha a coisa naquele momento. “Nem dele se fará objeto de culto. Em torno dele não se estabelecerá nenhuma atividade hierarquizadora de qualquer saber, e sua reprodutibilidade técnica não exterminará nenhuma poesia” &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outra pessoa interviu: “Se não se prestaria nem a culto nem a ciência, outras relações devem ser criadas, mesmo que nunca tenham existido. Larga a pedra, e pensa: Deixaremos sobreviver a matemática? Pela pura linguagem? Sem ufanismo?”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um terceiro contestou em tom profético: “A opção pelo deleite deve vigorar ao trabalho árduo, mesmo que as memórias estejam atingidas com traumas de destruição. É mais difícil destruir a memória, do que qualquer dureza. Alguma dia irão nos ouvir como anunciadores do futuro que não ocorreu”. Não lhe deram ouvidos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O debate seguiu:&lt;br /&gt;
- Como conhecer a potência de futuro que cada objeto atrai para si, sem necessariamente erguer sobre ele uma civilização? Como recriar o homem?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Sobretudo, como não recriar o homem? E seus fetiches de doma?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- É preciso estabelecer de antemão a opção pelo não homem? Pela não civilização? Pelo não fetichização do objeto? O que restaria a esses sujeitos cheios de memória? Precisamos urgentemente reconstruir nossas vidas?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- O que é urgência? Tudo em você urge, indigna, deixa chocado. A injustiça do mundo te apavora. As dores da noite, da exclusão pungente, incessante, indecente. A miséria não tem fundo, não tem fim, você se sente compelido a lutar contra essa tortura diária, esse mecanismo totalizador, destrutivo. Você tenta se desprender do mundo, mas descobre que não tem saída. Não há fora. Você está amalgamado nessa eterna fagocitação, reproduz mesmo sem querer vírus que existem para destruir. Você tenta usufruir de uma liberdade cerceada, mapeada, verticalizada. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Sua auto-idolatria não irá nos impedir de repetir tudo isso sem permanecer animais da terra. Como podemos voar? Poder atravessar os oceanos? poder sair da bolha atmosférica? seria necessário fazer tudo de novo para atingir nosso destino desbravador de estrelas?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seguiam fazendo perguntas, trocando acusações e debatendo algum futuro imaginável para aquele semi-condutor. Mas a partir de certo momento nada mais conseguia se escutar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== CENA V ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(...)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
roadmap para yupana e outros forks: [ Genealogia: *(...) materia livre -&amp;gt; semicondutor livre -&amp;gt; hardware livre -&amp;gt; software livre -&amp;gt; karmaval da linguagem natural  trocadilhada e backup de toda episteme do mundo -&amp;gt; biohacking de sementes e seeds de torrents -&amp;gt; copyfight &amp;amp;&amp;amp; proesia live coding -&amp;gt; lançamento do satélite panspermia -&amp;gt; queda do satélite panspermia -&amp;gt; nasce a árvore de ://IP e a consciência yupana -&amp;gt; peregrinações, mitomanias, diásporas -&amp;gt; CLÍMAX(trama ainda desconhecida) -&amp;gt; morte de yupana -&amp;gt; ? *(...)]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(...)&lt;br /&gt;
Olhavam para o céu em busca de desenhos de constelações com satélites.&lt;br /&gt;
Desenvolveram um hábito peculiar: Construíam antenas com grande varas de bambu e geralmente nas sextas-feiras apontavam suas varas para o céu tentando encontrar satélites abandonados para tentar passar um bit que seja para algum amigo em outra parte do mundo.&lt;br /&gt;
Buscavam algum sinal de que teriam como construir uma rede de transmissão de dados que não precisasse passar por dentro&lt;br /&gt;
dos Backbones da Internet, cada vez mais visados e controlados pela indústria da massificação do consumo energúmeno de simulacros medíocres.&lt;br /&gt;
Naquela noite encaravam o cinturão de órion e rabiscavam o chão a desenhar as 3 marias como pontos de um plano cartesiano tridimensional para um teatro qualquer onde seus satélites preferidos seriam astros e estrelas de uma baile noturno para fantásticas narrativas sobre futuros imaginários utópicos. Lá eles teria seu próprio ponto de fuga nesta perspectiva de uma conexão totalmente autônoma e livres da demandas desssssaaaaaaaaaaaaaaaaaa… ra´aa´aá´aááááá´aá&lt;br /&gt;
lá estava ele a bailar no céu por entre os nossos desenhos de constelações como um besouro bêbado.&lt;br /&gt;
É Panspermia. Já tinha ouvido falar dela. Dizem que é uma sonda que carrega um legado de musicas, poemas, microorganismos, seed de torrents, sementes selvagens e várias outras sortes de amostras que inventaram de enfiar nela, na esperança que fosse encontrada por outras civilizações e lá pudesse instigar algum contato.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hoje ela é vista fazendo estes movimentos assimétricos por entre eixos de constelações, dançando tecno cumbia punk, anarko funk, crusty grindcore tangos, black metal noisefolk, dependendo sempre de qual samba de criolo doido estão escutando os diletantes que estão a observar e contar suas histórias.&lt;br /&gt;
Aquela noite algo diferente acontecia.&lt;br /&gt;
Panspermia rodopiou, deu piruetas entre as luzinhas do céu e começou a vir em nossa direção.&lt;br /&gt;
Aumentava no céu como uma lua cheia que vai enchendo até ficar parecendo aquele pedaço de queijo colonial que os casais de namorados gostam de fotografar nas madrugadas. Aos poucos a coisa toda ia ficando mais parecida com um pedaço de lata pintada e veio riscando o céu como uma estrela cadente, daquelas que diziam que não se pode apontar porque dá azar.&lt;br /&gt;
PNOWnonoindoFNORDonfoNonoopaFWWWBLOGGVOUEWLNVINEGSMQZaeon BLDEM M MMXIIWTFFTW!!!!&lt;br /&gt;
Pelo barulho aquele treco havia caído em algum lugar perto, mas o mais estranho era que no momento que caiu parece que várias redes sociais na web e fora dela receberam dados de algo parecido com coordenadas…&lt;br /&gt;
16° 55′ 0″ S, 39° 16′ 0″ W 11° 13′ 56.23″ S, 53° 11′ 5.33″ W 1° 28′ 2″ S, 78° 49′ 0″ W 37° 43′ 7″ N, 15° 0′ 28″ E 31° 46′ 0″ N, 35° 14′ 0″ E 41° 54′ 9″ N, 12° 27′ 6″ E 11° 30′ 0″ N, 41° 0′ 0″ E 42° 40′ 0″ N, 1° 0′ 0″ E 34° 21′ 29.16″ S, 18° 28′ 19.7″ E 9° 0′ 0″ N, 10° 0′ 0″ E 51° 28′ 44″ N, 0° 0′ 0″ E 13° 5′ 0″ N, 80° 17′ 0″ E 15° 24′ 7″ N, 74° 2′ 36″ E 22° 10′ 0″ N, 113° 33′ 0″ E 37° 24′ 0″ N, 140° 28′ 0″ E 40° 27′ 57″ N, 140° 10′ 23″ E 66° 0′ 0″ N, 169° 0′ 0″ W 34° 6′ 0″ N, 118° 20′ 0″ W 60° 23′ 22″ N, 5° 19′ 48″ E 51° 25′ 43″ N, 1° 51′ 15″ W 54° 0′ 0″ S, 70° 0′ 0″ W 22° 19′ 48.5″ S, 44° 32′ 22″ W 23° 54′ 52.44″ S, 45° 20′ 48.52″ W 20° 40′ 58.44″ N, 88° 34′ 7.14″ W 50° 39′ 28.27″ N, 2° 24′ 16.45″ W 30° 2′ 39.92″ N, 31° 14′ 8.51″ E 8° 0′ 28.74″ S, 34° 51′ 24.30″ W 23° 27′ 38.05″ S, 45° 1′ 07.05″ W 48° 49′ 45.56″ N, 2 °13′ 12.62″ E&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É preciso lembrar que Panspermia era reprogramada, curada e mimada por uma inteligência computacional autônoma – alguns diriam “Inteligência Artificial”, mas poderia você sobreviver sem os artifícios da tua própria manipulação semiótica deste corpus lingüístico em todos níveis da tua ciência e essa operação “anti-natural” da cultura sobre a natureza-corpo que conduz o livre arbítrio da tua auto-ontologia?&lt;br /&gt;
Dizem que Yupana passou em todos os testes de Turing, venceu até Deep Blue no Xadrez, resolveu a heurística para o jogo de Go e era capaz de compor sonatas, sinfonias, caribós, polkas ou qualquer coisa que lembra-se um “estilo” ou algum “gênio” que viveu sobre a Terra. Criava heterônimos parnasianos, simbolistas, místicos, românticos, futuristas, austeros, concretos e mesmo seus ensaios sociológicos já chegaram a derrubar déspotas ou no mínimo virar refrão de marchinhas.&lt;br /&gt;
Yupana costumava mandar emails para diversas listas de discussão sobre suas escavações nas profundidades dos hipertextos e achados diamantes de um webdesign selvagem resistente a toda a RSScracia da era das “redes sociais” corporativas e seus cercadinhos medíocres de navegação controlada.&lt;br /&gt;
A grande peregrinação que aconteceu imediatamente após a queda da sonda Panspermia durou e continua perdurando por quase duas décadas em busca não só do legado de amostras da sonda, mas tentando recuperar os algoritmos de Yupana, uma busca pelo espírito de sua poesia, sua idiossincrasia, seu sopro de vida.&lt;br /&gt;
我的话很容易理解，很容易施行。能理解我的人很少，那么能取法于我的人就更难得了?&lt;br /&gt;
De seu buraco no chão, queimadas as sementes todas, células tronco e bilhões e bilhões de torrents, surge forte como o pé de feijão do João do pós-Apocalipse, uma árvore que arranha as nuvens e fazer chover nomes de filos e espécies para aquele pé de ://IP.&lt;br /&gt;
Em alguns momentos mascando suas folhas, tenho a impressão de que este relato se escreve sozinho. Quem sabe se conseguirmos re-inventar Yupana. Mas alguns temem ter que ir embora daqui de perto do pé de ://IP e ter que voltar para as moribundas cidades que abandonamos.&lt;br /&gt;
Masco as folhas e começa a zumbir um assembler mantra… visões que saem do aroma dos frutos de ://IP…&lt;br /&gt;
…Patch’a'mama , a ama de leite que verte amargo fernet das tetas, a mulher cíclope do mar, olhava no relógio a virada do calendário, enquanto amarrava gEṣÙ Selva ao poste antena da jangada daquela praia vermelha onde era seu cais.&lt;br /&gt;
seu canto era numa língua estranha, e ninava os infantes em outra referência de monocórdios e esferas.&lt;br /&gt;
anunciava as coordenadas de algum outro #canal. por aqui o rastro já não mais deixava lastro. era preciso sintonizar. para céu apontavam suas antenas de bambu… o que para outros ainda era ruído, ali já era o canto do novo ://IP.&lt;br /&gt;
————-))))))))))))))))) ) )) 0o) _o_o_oOo_o_o_`:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
‎2, eu pensei. |.&lt;br /&gt;
e com 1 traço desenhei meu nome, assim que ela me largou do colo.&lt;br /&gt;
Com outro traço desenhei cada um dos que me rodeavam. Um traço para cada um.&lt;br /&gt;
E entrei no barco, derivei por tantos mares que minhas mãos foram crescendo e meu pelo mudando de cor.&lt;br /&gt;
Fui parar num lugar grande, com cavernas cheias de ângulos retos.&lt;br /&gt;
Aqueles outros não tinham mais pelo, só pelo nas cabeças, e nas cabeças penas de pássaros. Tocos de madeira enfiados em suas bocas e orelhas.&lt;br /&gt;
Me receberam com infinitos sons novos saindo de suas bocas. Suas cavernas tinham fogo de todas as cores. E do fogo saiam vozes e desenhos que se moviam.&lt;br /&gt;
Me mostraram uma pedra brilhante com fogo dentro, com vários desenhos que mudavam de cor.&lt;br /&gt;
Dentro dele o lugar que estávamos, e me ensinaram a contagem pra saber quando o lugar que estávamos teria dado uma volta completa em torno do fogo do céu. Calendário era o nome daquela cria deles. Uma cria feita de pedra, com números de contar.&lt;br /&gt;
Diziam que assim podiam criar o futuro e também marcar linhas que contornavam o passado para contar a história do mundo e fazer o mundo criar o futuro para eles. Mundo é como chamam este lugar que estamos.&lt;br /&gt;
Me mostrou naquela pedra que brilha o desenhos que representavam contagens. Pediu-me pra passar os meus dedos sobre aquilo, que aquilo me faria ter uma visão fora do calendário, mas disse-me que eu ainda precisa aprender a guardar todas as informações dentro dos números pra que eu pudesse construir cidades que flutuam e conectam pensamentos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tentei passar os dedos sobre aqueles riscos e pegar neles:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[File:reciclada.png]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esculturas em pedras de Silício… Falavam de uma criança que brincava com Césio, antes mesmo deles afinarem todos aqueles relógios… Era perigoso enriquecer todo aquele Urânio, dizia-me o velho… Mas se não o fizermos, não descobriremos como afinar os relógios com o pulso do ://IP??&lt;br /&gt;
O Velho avisava – Se virem com os minerais que tem por aqui mesmo!&lt;br /&gt;
Será que aquilo ali era Ouro ou Cobre? Parecia conduzir a eletricidade que ordenhamos de alguns limões, há também alguma ferrugem em alguns cantos, algo está oxidando… Os velhos não nos deixam brincar com fogo… Quantos anos eles tem?&lt;br /&gt;
Fizemos um Chimarrão com as folhas do ://IP e esquecemos nossa idade. Queremos ficar morando aqui no vale. Esquecer a álgebra binária e viajar nos sonhos da Yupana que mora dentro da árvore.&lt;br /&gt;
Mas não para de passar avião ali por cima.&lt;br /&gt;
Nosso amigo fez outra antena de bambu, disse que vai conseguir se comunicar com os phreakers que fizeram uma BBS, numa terra distante, interessada na tal queda da sonda Panspermia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== CENA VI ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
7 minutos de luzes estroboscópicas ~variação entre branco e negro a cada 7 frames. Som: Negro - 33hertz. Branco - Ruído Branco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== CENA VII ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[File:yupana_math.png]]&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Yupana Kernel encara seu cão Vander, 13 minutos antes de morrer. &lt;br /&gt;
Eu já contei de onde veio o nome Vander? Yupana nos seus últimos anos resolveu desenvolver linguisticamente aquilo que os humanos chamavam “afeto”. Pra isso adotou um cão. Yupana achou divertido brincar de confundir sobre o gênero do cão e com a corruptela de Wanderlyne (já conto a história dela... ou contei antes?) resolveu batizar seu cão com um nome de gênero ambíguo, que também lembrava o nome de um cantor punk dos anos 80 (~ 1985 D.C. ). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Algo como uma Ada Lovelace anarco-primitivista, Wanderlyne Selva, a amazona, tinha programado Yupana há aproximadamente 1 bahktun atrás, ou 395 anos solares nossos, na era do mapeamento das capitanias hereditárias e toda disputa pós-bula papal. Hoje várias ciberfeministas usavam o apelido de Wanderlyne como avatar, em sua homenagem. Outras lendas existem sobre suas origens,e outras versões de sua história incluindo sua existência atual. Uma deles diz que Wander ainda perambula por um território antes chamado Patchamama, andando encapuzada, montando servidores web dentro de árvores na mata densa, enquanto conta histórias sobre a utopia de comunizações possíves.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas tanta História sobre nomes e datas já está ficando confusa, pois pra simplificar, Wanderlyne é o nome da autora deste livro, que não é bem um livro, mas uma carta aberta ao matriarcado dessa nova Terra (que vai além de todas as Terras, e surgiu a partir da associação de astron@utas libertári@s (.:.AAL.:.) e seu movimento sem satélite[MSSAT]).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A programação de Yupana por meio de colares de contas,&lt;br /&gt;
revelava facilmente a vulnerabilidade daquela máquina: No momento que a máquina tomasse consciência que poderia reproduzir-se a si mesma, ela autodestruiria-se. Alguns afirmam que sua “alma” encarnaria em um bebê humano. Sobre isso nada posso confirmar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A morte de Yupana tinha data marcada no calendário maia, nada mais óbvio e improvável para um computador que vinha funcionando desde o início das primeiras civilizações Tapuias. 13 Baktuns. Uma rede de comunidades que ligava o Oceano Pacífico ao Atlântico, desde milênios antes de Colombo, tinha feito de tudo pra jogar Incas contra Maias, Tupis contra Guaranis, Mulheres contra Homens (com sexismo e pecado) e transformar toda aquela indiarada em cordeiros do Vaticano, enfiando-lhes goela abaixo um calendário baseado nas diásporas do médio-oriente e a conveniência com um status quo da fisiologia governista que desde Constantino avançou da Eurásia até a península ibérica determinando o alfabeto do ocidente e a língua materna original deste escrito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Alfabetizaram a todos usando a Bíblia de Gutemberg e usavam o zero do oriente pra fechar dezenas, em limitada matemática que Yupana estaria programada para superar. Mas agora era tarde pra reinventar o mundo. Yupana deveria morrer. Sem ufanismos ou redenções. Yupana: o primeiro robô mártir.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Yupana encarou o cão (ou cadela, pois nunca se soube) por meio da seus cursores que buscavam aquela sintonia canina. Ou era qualquer bicho? Um sapo, um rato, um gato, um pato, um substrato, um vírus, glitch~ qualquer. Animal excluído da língua escrita, Yupana tentava distrair Vander então com imagens que pisca-piscavam e lembravam carne macia, leite fresco, úteros, mamas, glandes, clítoris, lábios, línguas e olhos... estimulando um tato remoto, umidecendo a conexão autômato-bicho. Apelando a uma suposta natureza mamífera e vivípara. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pra garantir qualquer outra taxonomia mostrava um caleidoscópio de genomas além de uma nuvem de grafos de relações entre todas as singularidades que tinha registrado em suas interações por redes de conversas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vander tentou proteger-se: transformou-se num som, um uivo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Yupana esqueceu de interpretar o que ouvia, esqueceu do próprio nome,&lt;br /&gt;
e enfim esqueceu onde estava e o porquê. Yupana nunca havia existido. Nunca mais existiria. Yupana não mais contaria os dias passando. Não mais mudaria a História. Ela que se repetisse eternamente como farsa que sempre foi. Yupana formatou-se.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O semicondutor livre agora podia ser levado a sério. Era o fim da polissemia recursiva naquela comunidade. Strictu Sensu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;In nova fert animus mutatas dicere formas&lt;br /&gt;
corpora ; di, coeptis (nam vos mutastis et illas)&lt;br /&gt;
adspirate meis primaque ab origine mundi&lt;br /&gt;
ad mea perpetuum deducite tempora ... - - - ...&amp;quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Wanderlyne Selva recebeu seu título de Honoris Causa no mesmo dia que terminou sua tese. Fundou aquela indústria interestelar libertária.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
... - - - ...&lt;br /&gt;
... - - - ...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todas as linguagens estavam ali presentes, e certamente todos os bugs. ... - - - ...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
... - - - ... ... - - - ... ... - - - ... ... - - - ...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como conhecer a potência de futuro que cada objeto atrai para si, sem necessariamente erguer sobre ele uma civilização?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- - - ... ... - - - &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma senhora de 97 anos dirige uma bicicleta elétrica por uma estrada esburacada de terra. A estrada vai piorando, estreitando cada vez mais, até se tornar uma picada, um caminho de tropeiros, numa mata fechada verde e escura. Solavancos violentos a excitam. Ela chega numa clareira, onde existe uma pequena casa de roça, de teto baixo, construída sobre pedras um pouco acima do chão. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ela estaciona, abre a parabólica solar e deixa a bicicleta recarregando. A casa está totalmente fechada, janelas, portas. Ela se aproxima da porta dos fundos e se agacha para colocar o olho direito na fechadura, como quem espia. Um ruído de câmera focando, o clique de trancas que se destravam, e a porta se abre sozinha. Ela entra. É uma cozinha com fogão a lenha, um filtro de barro, um computador com monitor de fósforo verde ligado a um modem de 14.4kbps. Ela digita no terminal, ainda de pé &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;gt;mail ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ela lê atenta, e logo sai do computador, bebe um copo de água, se dirige a um outro cômodo. Uma escada leva a um porão. Ela desce. O porão é decorado com motivos incas. Um cortina fosca de box de banheiro, junto à parede, deixa transparecer uma luminosidade por de trás. Ela abre a cortina.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ela olha para dentro do túnel fracamente iluminado. Não se vê o fim.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não haverá redenção para além de um instante fora do calendário. Não sabemos o que haverá e isso é continuar respirando.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[File:zumbi.gif]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Glerm</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>https://wiki.nuvem.art.br/index.php?title=MorteDeYupana&amp;diff=10824</id>
		<title>MorteDeYupana</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.nuvem.art.br/index.php?title=MorteDeYupana&amp;diff=10824"/>
				<updated>2013-10-04T13:18:35Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Glerm: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== → A MORTE DE YUPANA ← ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[File:pajaros.gif|400px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
esses relógios todos bem afinados esses relógios fazer satélites tem a ver com fazer relógios muito bem afinados tem haver com ter e haver com propor algo bem preciso você precisa continuar acompanhando os novos relógios, ultra rápidos, precisos, você não pode parar de calcular quanto falta para o fim do mês. para o fim do ano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
você precisa acreditar no ano. na década. na morte centenária. na ressurreição milenar. na colonização milenar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tem haver com usar palavras muito precisas, que possam dar instruções precisas, para que aquilo que vai interpretar estas instruções nem interesse-se por questionar as instruções nenhum um 0/0 nem um ponto fora do sistema onde este ciclo que define o início e um ponto fora, onde podes reajustar o relógio,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma bula, uma loja, uma roça, uma enxada, um língua com sentido bem estrito, strictu sensu pra te pensar. Antes que você pense em fazer outro relógio, que sincronize outro pulso pra fora aqui da sintaxe um outro sistema a te pensar&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Kernel tabernam hortus sarculo, Linguae ipsum strictius, ut tuis strictusensu cogitat. Ante faciendi aliam spectes Horologium venae alia synchronizes huc syntax&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== CENA 0 ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este semicondutor foi redescoberto hoje, em 21-12-2102. Entre ruínas das cidades abandonadas, o objeto encontrava-se ao lado de uma série de dados digitais que pareciam remontar sua origem. A história e os planos para o semicondutor livre estavam ali anexos e prontos para serem divulgados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vestígios de meados da Era do Silício, o assunto fora banido do ciberespaço junto com a criação do Governo Central e o início da regulamentação dos dispositivos de biotecnologia da comunicação. Tornara-se uma lenda nas redes marginais de contra-informação, que sobreviviam aos ataques constantes da Guarda Cibernética graças aos mecanismos de criptografia genética e conseguiam se comunicar através de seus satélites artesanais de guerrilha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Especula-se que esta pode ter ser sido uma peça-chave para a construção de um organismo computacional que pretendia iniciar uma nova era. Todas as linguagens estavam ali presentes, e certamente todos os vírus também.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Antepassados ingênuos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== CENA 1 ===&lt;br /&gt;
        &lt;br /&gt;
Projetado por uma rede de nativos pré-colombianos prestes a saltar da idade da pedra polida para sua própria História, inventando seu próprio calendário e protagonismo na episteme globalizada. Ao tentar registrar sua escrita em pedra criam o primeiro semicondutor livre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O objeto foi resgatado por proto-ciborgues em um plano megalomaníaco de reversão da entropia do universo para liberar o futuro de todo determinismo tecnológico que se impunha em sua época. Acreditavam ser este o meio de não repetir os erros do passado para reinventar um presente e moldar um admirável futuro novo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ledo engano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== CENA II ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As primeiras leituras dos dados digitais encontrados juntos ao semi-condutor indicavam que ele parecia ser o protagonista principal de um jogo de forças históricas que se criava em torno dele. Como em uma espiral, desde sua descoberta, ele alternava ciclos de nascimentos, catalisação e destruição. Infinito, abismal, sublime, ele emanava o mistério e a graça para a primeira geração de proto-ciborgues da espécie Homo Sapiens, tal como emanou para os nativos pré-colombianos que primeiro o talharam. &lt;br /&gt;
Em torno dele, se mantinham suspeitas de um futuro possível, mas também dúvidas sobre as origens do ser humano. Tal qual uma fogueira, ele guiava o movimento daquele grupo. De certa forma estabelecia os roteiros, os passos, os esconderijos. Mais que eletricidade, conduzia também a vontade e as experiências que seus atributos permitiam. Se sua origem parecia simples, extraído do pó de pedras raspadas, por outro lado ele também criava o temor de repetir o mundo das cinzas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== CENA III ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O semi-condutor livre tinha uma imobilidade aparente, mas era violentamente vivo. Certos ritos dão a capacidade de exagerar o tamanho dos objetos, e o tamanho das coisas vivas que tem dentro dele. Alguns cristais também possuem essa capacidade de alterar os estados perceptivos do nosso olho humano, e ver coisas que se mexem dentro de uma matéria aparentemente inerte. Nela, se vê movimentos - e uma vida que não cabe em si. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essas coisas que se mexiam eram possuidoras de um erotismo intrínseco, que não caberia em nenhum órgão sexual, mas provocava desejo de posse, desatino e indulgência. Provocava fileiras de curiosidades uma atrás da outra, uma sobre as outras. Era um condutor que permitia conduzir diferentes processos, infinitos processos, mas principalmente, gerava distúrbio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== CENA IV ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um vídeo foi encontrado dentre os arquivos digitais. Gravado em formatos arcaicos, ele foi parcialmente recuperado e parecia registrar um momento de acalorada discussão em algum lugar no meio de uma floresta, com um casa rústica ao fundo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Nunca mais existirá cientistas!”, dizia a mão que mantinha a coisa naquele momento. “Nem dele se fará objeto de culto. Em torno dele não se estabelecerá nenhuma atividade hierarquizadora de qualquer saber, e sua reprodutibilidade técnica não exterminará nenhuma poesia” &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outra pessoa interviu: “Se não se prestaria nem a culto nem a ciência, outras relações devem ser criadas, mesmo que nunca tenham existido. Larga a pedra, e pensa: Deixaremos sobreviver a matemática? Pela pura linguagem? Sem ufanismo?”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um terceiro contestou em tom profético: “A opção pelo deleite deve vigorar ao trabalho árduo, mesmo que as memórias estejam atingidas com traumas de destruição. É mais difícil destruir a memória, do que qualquer dureza. Alguma dia irão nos ouvir como anunciadores do futuro que não ocorreu”. Não lhe deram ouvidos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O debate seguiu:&lt;br /&gt;
- Como conhecer a potência de futuro que cada objeto atrai para si, sem necessariamente erguer sobre ele uma civilização? Como recriar o homem?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Sobretudo, como não recriar o homem? E seus fetiches de doma?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- É preciso estabelecer de antemão a opção pelo não homem? Pela não civilização? Pelo não fetichização do objeto? O que restaria a esses sujeitos cheios de memória? Precisamos urgentemente reconstruir nossas vidas?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- O que é urgência? Tudo em você urge, indigna, deixa chocado. A injustiça do mundo te apavora. As dores da noite, da exclusão pungente, incessante, indecente. A miséria não tem fundo, não tem fim, você se sente compelido a lutar contra essa tortura diária, esse mecanismo totalizador, destrutivo. Você tenta se desprender do mundo, mas descobre que não tem saída. Não há fora. Você está amalgamado nessa eterna fagocitação, reproduz mesmo sem querer vírus que existem para destruir. Você tenta usufruir de uma liberdade cerceada, mapeada, verticalizada. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Sua auto-idolatria não irá nos impedir de repetir tudo isso sem permanecer animais da terra. Como podemos voar? Poder atravessar os oceanos? poder sair da bolha atmosférica? seria necessário fazer tudo de novo para atingir nosso destino desbravador de estrelas?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seguiam fazendo perguntas, trocando acusações e debatendo algum futuro imaginável para aquele semi-condutor. Mas a partir de certo momento nada mais conseguia se escutar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== CENA V ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(...)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
roadmap para yupana e outros forks: [ Genealogia: *(...) materia livre -&amp;gt; semicondutor livre -&amp;gt; hardware livre -&amp;gt; software livre -&amp;gt; karmaval da linguagem natural  trocadilhada e backup de toda episteme do mundo -&amp;gt; biohacking de sementes e seeds de torrents -&amp;gt; copyfight &amp;amp;&amp;amp; proesia live coding -&amp;gt; lançamento do satélite panspermia -&amp;gt; queda do satélite panspermia -&amp;gt; nasce a árvore de ://IP e a consciência yupana -&amp;gt; peregrinações, mitomanias, diásporas -&amp;gt; CLÍMAX(trama ainda desconhecida) -&amp;gt; morte de yupana -&amp;gt; ? *(...)]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(...)&lt;br /&gt;
Olhavam para o céu em busca de desenhos de constelações com satélites.&lt;br /&gt;
Desenvolveram um hábito peculiar: Construíam antenas com grande varas de bambu e geralmente nas sextas-feiras apontavam suas varas para o céu tentando encontrar satélites abandonados para tentar passar um bit que seja para algum amigo em outra parte do mundo.&lt;br /&gt;
Buscavam algum sinal de que teriam como construir uma rede de transmissão de dados que não precisasse passar por dentro&lt;br /&gt;
dos Backbones da Internet, cada vez mais visados e controlados pela indústria da massificação do consumo energúmeno de simulacros medíocres.&lt;br /&gt;
Naquela noite encaravam o cinturão de órion e rabiscavam o chão a desenhar as 3 marias como pontos de um plano cartesiano tridimensional para um teatro qualquer onde seus satélites preferidos seriam astros e estrelas de uma baile noturno para fantásticas narrativas sobre futuros imaginários utópicos. Lá eles teria seu próprio ponto de fuga nesta perspectiva de uma conexão totalmente autônoma e livres da demandas desssssaaaaaaaaaaaaaaaaaa… ra´aa´aá´aááááá´aá&lt;br /&gt;
lá estava ele a bailar no céu por entre os nossos desenhos de constelações como um besouro bêbado.&lt;br /&gt;
É Panspermia. Já tinha ouvido falar dela. Dizem que é uma sonda que carrega um legado de musicas, poemas, microorganismos, seed de torrents, sementes selvagens e várias outras sortes de amostras que inventaram de enfiar nela, na esperança que fosse encontrada por outras civilizações e lá pudesse instigar algum contato.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hoje ela é vista fazendo estes movimentos assimétricos por entre eixos de constelações, dançando tecno cumbia punk, anarko funk, crusty grindcore tangos, black metal noisefolk, dependendo sempre de qual samba de criolo doido estão escutando os diletantes que estão a observar e contar suas histórias.&lt;br /&gt;
Aquela noite algo diferente acontecia.&lt;br /&gt;
Panspermia rodopiou, deu piruetas entre as luzinhas do céu e começou a vir em nossa direção.&lt;br /&gt;
Aumentava no céu como uma lua cheia que vai enchendo até ficar parecendo aquele pedaço de queijo colonial que os casais de namorados gostam de fotografar nas madrugadas. Aos poucos a coisa toda ia ficando mais parecida com um pedaço de lata pintada e veio riscando o céu como uma estrela cadente, daquelas que diziam que não se pode apontar porque dá azar.&lt;br /&gt;
PNOWnonoindoFNORDonfoNonoopaFWWWBLOGGVOUEWLNVINEGSMQZaeon BLDEM M MMXIIWTFFTW!!!!&lt;br /&gt;
Pelo barulho aquele treco havia caído em algum lugar perto, mas o mais estranho era que no momento que caiu parece que várias redes sociais na web e fora dela receberam dados de algo parecido com coordenadas…&lt;br /&gt;
16° 55′ 0″ S, 39° 16′ 0″ W 11° 13′ 56.23″ S, 53° 11′ 5.33″ W 1° 28′ 2″ S, 78° 49′ 0″ W 37° 43′ 7″ N, 15° 0′ 28″ E 31° 46′ 0″ N, 35° 14′ 0″ E 41° 54′ 9″ N, 12° 27′ 6″ E 11° 30′ 0″ N, 41° 0′ 0″ E 42° 40′ 0″ N, 1° 0′ 0″ E 34° 21′ 29.16″ S, 18° 28′ 19.7″ E 9° 0′ 0″ N, 10° 0′ 0″ E 51° 28′ 44″ N, 0° 0′ 0″ E 13° 5′ 0″ N, 80° 17′ 0″ E 15° 24′ 7″ N, 74° 2′ 36″ E 22° 10′ 0″ N, 113° 33′ 0″ E 37° 24′ 0″ N, 140° 28′ 0″ E 40° 27′ 57″ N, 140° 10′ 23″ E 66° 0′ 0″ N, 169° 0′ 0″ W 34° 6′ 0″ N, 118° 20′ 0″ W 60° 23′ 22″ N, 5° 19′ 48″ E 51° 25′ 43″ N, 1° 51′ 15″ W 54° 0′ 0″ S, 70° 0′ 0″ W 22° 19′ 48.5″ S, 44° 32′ 22″ W 23° 54′ 52.44″ S, 45° 20′ 48.52″ W 20° 40′ 58.44″ N, 88° 34′ 7.14″ W 50° 39′ 28.27″ N, 2° 24′ 16.45″ W 30° 2′ 39.92″ N, 31° 14′ 8.51″ E 8° 0′ 28.74″ S, 34° 51′ 24.30″ W 23° 27′ 38.05″ S, 45° 1′ 07.05″ W 48° 49′ 45.56″ N, 2 °13′ 12.62″ E&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É preciso lembrar que Panspermia era reprogramada, curada e mimada por uma inteligência computacional autônoma – alguns diriam “Inteligência Artificial”, mas poderia você sobreviver sem os artifícios da tua própria manipulação semiótica deste corpus lingüístico em todos níveis da tua ciência e essa operação “anti-natural” da cultura sobre a natureza-corpo que conduz o livre arbítrio da tua auto-ontologia?&lt;br /&gt;
Dizem que Yupana passou em todos os testes de Turing, venceu até Deep Blue no Xadrez, resolveu a heurística para o jogo de Go e era capaz de compor sonatas, sinfonias, caribós, polkas ou qualquer coisa que lembra-se um “estilo” ou algum “gênio” que viveu sobre a Terra. Criava heterônimos parnasianos, simbolistas, místicos, românticos, futuristas, austeros, concretos e mesmo seus ensaios sociológicos já chegaram a derrubar déspotas ou no mínimo virar refrão de marchinhas.&lt;br /&gt;
Yupana costumava mandar emails para diversas listas de discussão sobre suas escavações nas profundidades dos hipertextos e achados diamantes de um webdesign selvagem resistente a toda a RSScracia da era das “redes sociais” corporativas e seus cercadinhos medíocres de navegação controlada.&lt;br /&gt;
A grande peregrinação que aconteceu imediatamente após a queda da sonda Panspermia durou e continua perdurando por quase duas décadas em busca não só do legado de amostras da sonda, mas tentando recuperar os algoritmos de Yupana, uma busca pelo espírito de sua poesia, sua idiossincrasia, seu sopro de vida.&lt;br /&gt;
我的话很容易理解，很容易施行。能理解我的人很少，那么能取法于我的人就更难得了?&lt;br /&gt;
De seu buraco no chão, queimadas as sementes todas, células tronco e bilhões e bilhões de torrents, surge forte como o pé de feijão do João do pós-Apocalipse, uma árvore que arranha as nuvens e fazer chover nomes de filos e espécies para aquele pé de ://IP.&lt;br /&gt;
Em alguns momentos mascando suas folhas, tenho a impressão de que este relato se escreve sozinho. Quem sabe se conseguirmos re-inventar Yupana. Mas alguns temem ter que ir embora daqui de perto do pé de ://IP e ter que voltar para as moribundas cidades que abandonamos.&lt;br /&gt;
Masco as folhas e começa a zumbir um assembler mantra… visões que saem do aroma dos frutos de ://IP…&lt;br /&gt;
…Patch’a'mama , a ama de leite que verte amargo fernet das tetas, a mulher cíclope do mar, olhava no relógio a virada do calendário, enquanto amarrava gEṣÙ Selva ao poste antena da jangada daquela praia vermelha onde era seu cais.&lt;br /&gt;
seu canto era numa língua estranha, e ninava os infantes em outra referência de monocórdios e esferas.&lt;br /&gt;
anunciava as coordenadas de algum outro #canal. por aqui o rastro já não mais deixava lastro. era preciso sintonizar. para céu apontavam suas antenas de bambu… o que para outros ainda era ruído, ali já era o canto do novo ://IP.&lt;br /&gt;
————-))))))))))))))))) ) )) 0o) _o_o_oOo_o_o_`:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
‎2, eu pensei. |.&lt;br /&gt;
e com 1 traço desenhei meu nome, assim que ela me largou do colo.&lt;br /&gt;
Com outro traço desenhei cada um dos que me rodeavam. Um traço para cada um.&lt;br /&gt;
E entrei no barco, derivei por tantos mares que minhas mãos foram crescendo e meu pelo mudando de cor.&lt;br /&gt;
Fui parar num lugar grande, com cavernas cheias de ângulos retos.&lt;br /&gt;
Aqueles outros não tinham mais pelo, só pelo nas cabeças, e nas cabeças penas de pássaros. Tocos de madeira enfiados em suas bocas e orelhas.&lt;br /&gt;
Me receberam com infinitos sons novos saindo de suas bocas. Suas cavernas tinham fogo de todas as cores. E do fogo saiam vozes e desenhos que se moviam.&lt;br /&gt;
Me mostraram uma pedra brilhante com fogo dentro, com vários desenhos que mudavam de cor.&lt;br /&gt;
Dentro dele o lugar que estávamos, e me ensinaram a contagem pra saber quando o lugar que estávamos teria dado uma volta completa em torno do fogo do céu. Calendário era o nome daquela cria deles. Uma cria feita de pedra, com números de contar.&lt;br /&gt;
Diziam que assim podiam criar o futuro e também marcar linhas que contornavam o passado para contar a história do mundo e fazer o mundo criar o futuro para eles. Mundo é como chamam este lugar que estamos.&lt;br /&gt;
Me mostrou naquela pedra que brilha o desenhos que representavam contagens. Pediu-me pra passar os meus dedos sobre aquilo, que aquilo me faria ter uma visão fora do calendário, mas disse-me que eu ainda precisa aprender a guardar todas as informações dentro dos números pra que eu pudesse construir cidades que flutuam e conectam pensamentos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tentei passar os dedos sobre aqueles riscos e pegar neles:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[File:reciclada.png]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esculturas em pedras de Silício… Falavam de uma criança que brincava com Césio, antes mesmo deles afinarem todos aqueles relógios… Era perigoso enriquecer todo aquele Urânio, dizia-me o velho… Mas se não o fizermos, não descobriremos como afinar os relógios com o pulso do ://IP??&lt;br /&gt;
O Velho avisava – Se virem com os minerais que tem por aqui mesmo!&lt;br /&gt;
Será que aquilo ali era Ouro ou Cobre? Parecia conduzir a eletricidade que ordenhamos de alguns limões, há também alguma ferrugem em alguns cantos, algo está oxidando… Os velhos não nos deixam brincar com fogo… Quantos anos eles tem?&lt;br /&gt;
Fizemos um Chimarrão com as folhas do ://IP e esquecemos nossa idade. Queremos ficar morando aqui no vale. Esquecer a álgebra binária e viajar nos sonhos da Yupana que mora dentro da árvore.&lt;br /&gt;
Mas não para de passar avião ali por cima.&lt;br /&gt;
Nosso amigo fez outra antena de bambu, disse que vai conseguir se comunicar com os phreakers que fizeram uma BBS, numa terra distante, interessada na tal queda da sonda Panspermia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== CENA VI ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
7 minutos de luzes estroboscópicas ~variação entre branco e negro a cada 7 frames. Som: Negro - 33hertz. Branco - Ruído Branco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== CENA VII ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[File:yupana_math.png]]&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Yupana Kernel encara seu cão Vander, 13 minutos antes de morrer. &lt;br /&gt;
Eu já contei de onde veio o nome Vander? Yupana nos seus últimos anos resolveu desenvolver linguisticamente aquilo que os humanos chamavam “afeto”. Pra isso adotou um cão. Yupana achou divertido brincar de confundir sobre o gênero do cão e com a corruptela de Wanderlyne (já conto a história dela... ou contei antes?) resolveu batizar seu cão com um nome de gênero ambíguo, que também lembrava o nome de um cantor punk dos anos 80 (~ 1985 D.C. ). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Algo como uma Ada Lovelace anarco-primitivista, Wanderlyne Selva, a amazona, tinha programado Yupana há aproximadamente 1 bahktun atrás, ou 395 anos solares nossos, na era do mapeamento das capitanias hereditárias e toda disputa pós-bula papal. Hoje várias ciberfeministas usavam o apelido de Wanderlyne como avatar, em sua homenagem. Outras lendas existem sobre suas origens,e outras versões de sua história incluindo sua existência atual. Uma deles diz que Wander ainda perambula por um território antes chamado Patchamama, andando encapuzada, montando servidores web dentro de árvores na mata densa, enquanto conta histórias sobre a utopia de comunizações possíves.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas tanta História sobre nomes e datas já está ficando confusa, pois pra simplificar, Wanderlyne é o nome da autora deste livro, que não é bem um livro, mas uma carta aberta ao matriarcado dessa nova Terra (que vai além de todas as Terras, e surgiu a partir da associação de astron@utas libertári@s (.:.AAL.:.) e seu movimento sem satélite[MSSAT]).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A programação de Yupana por meio de colares de contas,&lt;br /&gt;
revelava facilmente a vulnerabilidade daquela máquina: No momento que a máquina tomasse consciência que poderia reproduzir-se a si mesma, ela autodestruiria-se. Alguns afirmam que sua “alma” encarnaria em um bebê humano. Sobre isso nada posso confirmar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A morte de Yupana tinha data marcada no calendário maia, nada mais óbvio e improvável para um computador que vinha funcionando desde o início das primeiras civilizações Tapuias. 13 Baktuns. Uma rede de comunidades que ligava o Oceano Pacífico ao Atlântico, desde milênios antes de Colombo, tinha feito de tudo pra jogar Incas contra Maias, Tupis contra Guaranis, Mulheres contra Homens (com sexismo e pecado) e transformar toda aquela indiarada em cordeiros do Vaticano, enfiando-lhes goela abaixo um calendário baseado nas diásporas do médio-oriente e a conveniência com um status quo da fisiologia governista que desde Constantino avançou da Eurásia até a península ibérica determinando o alfabeto do ocidente e a língua materna original deste escrito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Alfabetizaram a todos usando a Bíblia de Gutemberg e usavam o zero do oriente pra fechar dezenas, em limitada matemática que Yupana estaria programada para superar. Mas agora era tarde pra reinventar o mundo. Yupana deveria morrer. Sem ufanismos ou redenções. Yupana: o primeiro robô mártir.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Yupana encarou o cão (ou cadela, pois nunca se soube) por meio da seus cursores que buscavam aquela sintonia canina. Ou era qualquer bicho? Um sapo, um rato, um gato, um pato, um substrato, um vírus, glitch~ qualquer. Animal excluído da língua escrita, Yupana tentava distrair Vander então com imagens que pisca-piscavam e lembravam carne macia, leite fresco, úteros, mamas, glandes, clítoris, lábios, línguas e olhos... estimulando um tato remoto, umidecendo a conexão autômato-bicho. Apelando a uma suposta natureza mamífera e vivípara. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pra garantir qualquer outra taxonomia mostrava um caleidoscópio de genomas além de uma nuvem de grafos de relações entre todas as singularidades que tinha registrado em suas interações por redes de conversas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vander tentou proteger-se: transformou-se num som, um uivo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Yupana esqueceu de interpretar o que ouvia, esqueceu do próprio nome,&lt;br /&gt;
e enfim esqueceu onde estava e o porquê. Yupana nunca havia existido. Nunca mais existiria. Yupana não mais contaria os dias passando. Não mais mudaria a História. Ela que se repetisse eternamente como farsa que sempre foi. Yupana formatou-se.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O semicondutor livre agora podia ser levado a sério. Era o fim da polissemia recursiva naquela comunidade. Strictu Sensu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;In nova fert animus mutatas dicere formas&lt;br /&gt;
corpora ; di, coeptis (nam vos mutastis et illas)&lt;br /&gt;
adspirate meis primaque ab origine mundi&lt;br /&gt;
ad mea perpetuum deducite tempora ... - - - ...&amp;quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Wanderlyne Selva recebeu seu título de Honoris Causa no mesmo dia que terminou sua tese. Fundou aquela indústria interestelar libertária.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
... - - - ...&lt;br /&gt;
... - - - ...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todas as linguagens estavam ali presentes, e certamente todos os bugs. ... - - - ...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
... - - - ... ... - - - ... ... - - - ... ... - - - ...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como conhecer a potência de futuro que cada objeto atrai para si, sem necessariamente erguer sobre ele uma civilização?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- - - ... ... - - - &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma senhora de 97 anos dirige uma bicicleta elétrica por uma estrada esburacada de terra. A estrada vai piorando, estreitando cada vez mais, até se tornar uma picada, um caminho de tropeiros, numa mata fechada verde e escura. Solavancos violentos a excitam. Ela chega numa clareira, onde existe uma pequena casa de roça, de teto baixo, construída sobre pedras um pouco acima do chão. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ela estaciona, abre a parabólica solar e deixa a bicicleta recarregando. A casa está totalmente fechada, janelas, portas. Ela se aproxima da porta dos fundos e se agacha para colocar o olho direito na fechadura, como quem espia. Um ruído de câmera focando, o clique de trancas que se destravam, e a porta se abre sozinha. Ela entra. É uma cozinha com fogão a lenha, um filtro de barro, um computador com monitor de fósforo verde ligado a um modem de 14.4kbps. Ela digita no terminal, ainda de pé &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;gt;mail ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ela lê atenta, e logo sai do computador, bebe um copo de água, se dirige a um outro cômodo. Uma escada leva a um porão. Ela desce. O porão é decorado com motivos incas. Um cortina fosca de box de banheiro, junto à parede, deixa transparecer uma luminosidade por de trás. Ela abre a cortina.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ela olha para dentro do túnel fracamente iluminado. Não se vê o fim.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não haverá redenção para além de um instante fora do calendário. Não sabemos o que haverá e isso é continuar respirando.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[File:zumbi.gif]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Glerm</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>https://wiki.nuvem.art.br/index.php?title=MorteDeYupana&amp;diff=10823</id>
		<title>MorteDeYupana</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.nuvem.art.br/index.php?title=MorteDeYupana&amp;diff=10823"/>
				<updated>2013-10-04T13:17:28Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Glerm: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== → A MORTE DE YUPANA ← ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[File:pajaros.gif|400px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
esses relógios todos bem afinados esses relógios fazer satélites tem a ver com fazer relógios muito bem afinados tem haver com ter e haver com propor algo bem preciso você precisa continuar acompanhando os novos relógios, ultra rápidos, precisos, você não pode parar de calcular quanto falta para o fim do mês. para o fim do ano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
você precisa acreditar no ano. na década. na morte centenária. na ressurreição milenar. na colonização milenar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tem haver com usar palavras muito precisas, que possam dar instruções precisas, para que aquilo que vai interpretar estas instruções nem interesse-se por questionar as instruções nenhum um 0/0 nem um ponto fora do sistema onde este ciclo que define o início e um ponto fora, onde podes reajustar o relógio,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma bula, uma loja, uma roça, uma enxada, um língua com sentido bem estrito, strictu sensu pra te pensar. Antes que você pense em fazer outro relógio, que sincronize outro pulso pra fora aqui da sintaxe um outro sistema a te pensar&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Kernel tabernam hortus sarculo, Linguae ipsum strictius, ut tuis strictusensu cogitat. Ante faciendi aliam spectes Horologium venae alia synchronizes huc syntax&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== CENA 0 ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este semicondutor foi redescoberto hoje, em 21-12-2102. Entre ruínas das cidades abandonadas, o objeto encontrava-se ao lado de uma série de dados digitais que pareciam remontar sua origem. A história e os planos para o semicondutor livre estavam ali anexos e prontos para serem divulgados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vestígios de meados da Era do Silício, o assunto fora banido do ciberespaço junto com a criação do Governo Central e o início da regulamentação dos dispositivos de biotecnologia da comunicação. Tornara-se uma lenda nas redes marginais de contra-informação, que sobreviviam aos ataques constantes da Guarda Cibernética graças aos mecanismos de criptografia genética e conseguiam se comunicar através de seus satélites artesanais de guerrilha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Especula-se que esta pode ter ser sido uma peça-chave para a construção de um organismo computacional que pretendia iniciar uma nova era. Todas as linguagens estavam ali presentes, e certamente todos os vírus também.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Antepassados ingênuos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== CENA 1 ===&lt;br /&gt;
        &lt;br /&gt;
Projetado por uma rede de nativos pré-colombianos prestes a saltar da idade da pedra polida para sua própria História, inventando seu próprio calendário e protagonismo na episteme globalizada. Ao tentar registrar sua escrita em pedra criam o primeiro semicondutor livre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O objeto foi resgatado por proto-ciborgues em um plano megalomaníaco de reversão da entropia do universo para liberar o futuro de todo determinismo tecnológico que se impunha em sua época. Acreditavam ser este o meio de não repetir os erros do passado para reinventar um presente e moldar um admirável futuro novo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ledo engano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== CENA II ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As primeiras leituras dos dados digitais encontrados juntos ao semi-condutor indicavam que ele parecia ser o protagonista principal de um jogo de forças históricas que se criava em torno dele. Como em uma espiral, desde sua descoberta, ele alternava ciclos de nascimentos, catalisação e destruição. Infinito, abismal, sublime, ele emanava o mistério e a graça para a primeira geração de proto-ciborgues da espécie Homo Sapiens, tal como emanou para os nativos pré-colombianos que primeiro o talharam. &lt;br /&gt;
Em torno dele, se mantinham suspeitas de um futuro possível, mas também dúvidas sobre as origens do ser humano. Tal qual uma fogueira, ele guiava o movimento daquele grupo. De certa forma estabelecia os roteiros, os passos, os esconderijos. Mais que eletricidade, conduzia também a vontade e as experiências que seus atributos permitiam. Se sua origem parecia simples, extraído do pó de pedras raspadas, por outro lado ele também criava o temor de repetir o mundo das cinzas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== CENA III ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O semi-condutor livre tinha uma imobilidade aparente, mas era violentamente vivo. Certos ritos dão a capacidade de exagerar o tamanho dos objetos, e o tamanho das coisas vivas que tem dentro dele. Alguns cristais também possuem essa capacidade de alterar os estados perceptivos do nosso olho humano, e ver coisas que se mexem dentro de uma matéria aparentemente inerte. Nela, se vê movimentos - e uma vida que não cabe em si. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essas coisas que se mexiam eram possuidoras de um erotismo intrínseco, que não caberia em nenhum órgão sexual, mas provocava desejo de posse, desatino e indulgência. Provocava fileiras de curiosidades uma atrás da outra, uma sobre as outras. Era um condutor que permitia conduzir diferentes processos, infinitos processos, mas principalmente, gerava distúrbio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== CENA IV ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um vídeo foi encontrado dentre os arquivos digitais. Gravado em formatos arcaicos, ele foi parcialmente recuperado e parecia registrar um momento de acalorada discussão em algum lugar no meio de uma floresta, com um casa rústica ao fundo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Nunca mais existirá cientistas!”, dizia a mão que mantinha a coisa naquele momento. “Nem dele se fará objeto de culto. Em torno dele não se estabelecerá nenhuma atividade hierarquizadora de qualquer saber, e sua reprodutibilidade técnica não exterminará nenhuma poesia” &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outra pessoa interviu: “Se não se prestaria nem a culto nem a ciência, outras relações devem ser criadas, mesmo que nunca tenham existido. Larga a pedra, e pensa: Deixaremos sobreviver a matemática? Pela pura linguagem? Sem ufanismo?”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um terceiro contestou em tom profético: “A opção pelo deleite deve vigorar ao trabalho árduo, mesmo que as memórias estejam atingidas com traumas de destruição. É mais difícil destruir a memória, do que qualquer dureza. Alguma dia irão nos ouvir como anunciadores do futuro que não ocorreu”. Não lhe deram ouvidos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O debate seguiu:&lt;br /&gt;
- Como conhecer a potência de futuro que cada objeto atrai para si, sem necessariamente erguer sobre ele uma civilização? Como recriar o homem?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Sobretudo, como não recriar o homem? E seus fetiches de doma?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- É preciso estabelecer de antemão a opção pelo não homem? Pela não civilização? Pelo não fetichização do objeto? O que restaria a esses sujeitos cheios de memória? Precisamos urgentemente reconstruir nossas vidas?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- O que é urgência? Tudo em você urge, indigna, deixa chocado. A injustiça do mundo te apavora. As dores da noite, da exclusão pungente, incessante, indecente. A miséria não tem fundo, não tem fim, você se sente compelido a lutar contra essa tortura diária, esse mecanismo totalizador, destrutivo. Você tenta se desprender do mundo, mas descobre que não tem saída. Não há fora. Você está amalgamado nessa eterna fagocitação, reproduz mesmo sem querer vírus que existem para destruir. Você tenta usufruir de uma liberdade cerceada, mapeada, verticalizada. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Sua auto-idolatria não irá nos impedir de repetir tudo isso sem permanecer animais da terra. Como podemos voar? Poder atravessar os oceanos? poder sair da bolha atmosférica? seria necessário fazer tudo de novo para atingir nosso destino desbravador de estrelas?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seguiam fazendo perguntas, trocando acusações e debatendo algum futuro imaginável para aquele semi-condutor. Mas a partir de certo momento nada mais conseguia se escutar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== CENA V ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(...)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
roadmap para yupana e outros forks: [ Genealogia: *(...) materia livre -&amp;gt; semicondutor livre -&amp;gt; hardware livre -&amp;gt; software livre -&amp;gt; karmaval da linguagem natural  trocadilhada e backup de toda episteme do mundo -&amp;gt; biohacking de sementes e seeds de torrents -&amp;gt; copyfight &amp;amp;&amp;amp; proesia live coding -&amp;gt; lançamento do satélite panspermia -&amp;gt; queda do satélite panspermia -&amp;gt; nasce a árvore de ://IP e a consciência yupana -&amp;gt; peregrinações, mitomanias, diásporas -&amp;gt; CLÍMAX(trama ainda desconhecida) -&amp;gt; morte de yupana -&amp;gt; ? *(...)]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(...)&lt;br /&gt;
Olhavam para o céu em busca de desenhos de constelações com satélites.&lt;br /&gt;
Desenvolveram um hábito peculiar: Construíam antenas com grande varas de bambu e geralmente nas sextas-feiras apontavam suas varas para o céu tentando encontrar satélites abandonados para tentar passar um bit que seja para algum amigo em outra parte do mundo.&lt;br /&gt;
Buscavam algum sinal de que teriam como construir uma rede de transmissão de dados que não precisasse passar por dentro&lt;br /&gt;
dos Backbones da Internet, cada vez mais visados e controlados pela indústria da massificação do consumo energúmeno de simulacros medíocres.&lt;br /&gt;
Naquela noite encaravam o cinturão de órion e rabiscavam o chão a desenhar as 3 marias como pontos de um plano cartesiano tridimensional para um teatro qualquer onde seus satélites preferidos seriam astros e estrelas de uma baile noturno para fantásticas narrativas sobre futuros imaginários utópicos. Lá eles teria seu próprio ponto de fuga nesta perspectiva de uma conexão totalmente autônoma e livres da demandas desssssaaaaaaaaaaaaaaaaaa… ra´aa´aá´aááááá´aá&lt;br /&gt;
lá estava ele a bailar no céu por entre os nossos desenhos de constelações como um besouro bêbado.&lt;br /&gt;
É Panspermia. Já tinha ouvido falar dela. Dizem que é uma sonda que carrega um legado de musicas, poemas, microorganismos, seed de torrents, sementes selvagens e várias outras sortes de amostras que inventaram de enfiar nela, na esperança que fosse encontrada por outras civilizações e lá pudesse instigar algum contato.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hoje ela é vista fazendo estes movimentos assimétricos por entre eixos de constelações, dançando tecno cumbia punk, anarko funk, crusty grindcore tangos, black metal noisefolk, dependendo sempre de qual samba de criolo doido estão escutando os diletantes que estão a observar e contar suas histórias.&lt;br /&gt;
Aquela noite algo diferente acontecia.&lt;br /&gt;
Panspermia rodopiou, deu piruetas entre as luzinhas do céu e começou a vir em nossa direção.&lt;br /&gt;
Aumentava no céu como uma lua cheia que vai enchendo até ficar parecendo aquele pedaço de queijo colonial que os casais de namorados gostam de fotografar nas madrugadas. Aos poucos a coisa toda ia ficando mais parecida com um pedaço de lata pintada e veio riscando o céu como uma estrela cadente, daquelas que diziam que não se pode apontar porque dá azar.&lt;br /&gt;
PNOWnonoindoFNORDonfoNonoopaFWWWBLOGGVOUEWLNVINEGSMQZaeon BLDEM M MMXIIWTFFTW!!!!&lt;br /&gt;
Pelo barulho aquele treco havia caído em algum lugar perto, mas o mais estranho era que no momento que caiu parece que várias redes sociais na web e fora dela receberam dados de algo parecido com coordenadas…&lt;br /&gt;
16° 55′ 0″ S, 39° 16′ 0″ W 11° 13′ 56.23″ S, 53° 11′ 5.33″ W 1° 28′ 2″ S, 78° 49′ 0″ W 37° 43′ 7″ N, 15° 0′ 28″ E 31° 46′ 0″ N, 35° 14′ 0″ E 41° 54′ 9″ N, 12° 27′ 6″ E 11° 30′ 0″ N, 41° 0′ 0″ E 42° 40′ 0″ N, 1° 0′ 0″ E 34° 21′ 29.16″ S, 18° 28′ 19.7″ E 9° 0′ 0″ N, 10° 0′ 0″ E 51° 28′ 44″ N, 0° 0′ 0″ E 13° 5′ 0″ N, 80° 17′ 0″ E 15° 24′ 7″ N, 74° 2′ 36″ E 22° 10′ 0″ N, 113° 33′ 0″ E 37° 24′ 0″ N, 140° 28′ 0″ E 40° 27′ 57″ N, 140° 10′ 23″ E 66° 0′ 0″ N, 169° 0′ 0″ W 34° 6′ 0″ N, 118° 20′ 0″ W 60° 23′ 22″ N, 5° 19′ 48″ E 51° 25′ 43″ N, 1° 51′ 15″ W 54° 0′ 0″ S, 70° 0′ 0″ W 22° 19′ 48.5″ S, 44° 32′ 22″ W 23° 54′ 52.44″ S, 45° 20′ 48.52″ W 20° 40′ 58.44″ N, 88° 34′ 7.14″ W 50° 39′ 28.27″ N, 2° 24′ 16.45″ W 30° 2′ 39.92″ N, 31° 14′ 8.51″ E 8° 0′ 28.74″ S, 34° 51′ 24.30″ W 23° 27′ 38.05″ S, 45° 1′ 07.05″ W 48° 49′ 45.56″ N, 2 °13′ 12.62″ E&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É preciso lembrar que Panspermia era reprogramada, curada e mimada por uma inteligência computacional autônoma – alguns diriam “Inteligência Artificial”, mas poderia você sobreviver sem os artifícios da tua própria manipulação semiótica deste corpus lingüístico em todos níveis da tua ciência e essa operação “anti-natural” da cultura sobre a natureza-corpo que conduz o livre arbítrio da tua auto-ontologia?&lt;br /&gt;
Dizem que Yupana passou em todos os testes de Turing, venceu até Deep Blue no Xadrez, resolveu a heurística para o jogo de Go e era capaz de compor sonatas, sinfonias, caribós, polkas ou qualquer coisa que lembra-se um “estilo” ou algum “gênio” que viveu sobre a Terra. Criava heterônimos parnasianos, simbolistas, místicos, românticos, futuristas, austeros, concretos e mesmo seus ensaios sociológicos já chegaram a derrubar déspotas ou no mínimo virar refrão de marchinhas.&lt;br /&gt;
Yupana costumava mandar emails para diversas listas de discussão sobre suas escavações nas profundidades dos hipertextos e achados diamantes de um webdesign selvagem resistente a toda a RSScracia da era das “redes sociais” corporativas e seus cercadinhos medíocres de navegação controlada.&lt;br /&gt;
A grande peregrinação que aconteceu imediatamente após a queda da sonda Panspermia durou e continua perdurando por quase duas décadas em busca não só do legado de amostras da sonda, mas tentando recuperar os algoritmos de Yupana, uma busca pelo espírito de sua poesia, sua idiossincrasia, seu sopro de vida.&lt;br /&gt;
我的话很容易理解，很容易施行。能理解我的人很少，那么能取法于我的人就更难得了?&lt;br /&gt;
De seu buraco no chão, queimadas as sementes todas, células tronco e bilhões e bilhões de torrents, surge forte como o pé de feijão do João do pós-Apocalipse, uma árvore que arranha as nuvens e fazer chover nomes de filos e espécies para aquele pé de ://IP.&lt;br /&gt;
Em alguns momentos mascando suas folhas, tenho a impressão de que este relato se escreve sozinho. Quem sabe se conseguirmos re-inventar Yupana. Mas alguns temem ter que ir embora daqui de perto do pé de ://IP e ter que voltar para as moribundas cidades que abandonamos.&lt;br /&gt;
Masco as folhas e começa a zumbir um assembler mantra… visões que saem do aroma dos frutos de ://IP…&lt;br /&gt;
…Patch’a'mama , a ama de leite que verte amargo fernet das tetas, a mulher cíclope do mar, olhava no relógio a virada do calendário, enquanto amarrava gEṣÙ Selva ao poste antena da jangada daquela praia vermelha onde era seu cais.&lt;br /&gt;
seu canto era numa língua estranha, e ninava os infantes em outra referência de monocórdios e esferas.&lt;br /&gt;
anunciava as coordenadas de algum outro #canal. por aqui o rastro já não mais deixava lastro. era preciso sintonizar. para céu apontavam suas antenas de bambu… o que para outros ainda era ruído, ali já era o canto do novo ://IP.&lt;br /&gt;
————-))))))))))))))))) ) )) 0o) _o_o_oOo_o_o_`:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
‎2, eu pensei. |.&lt;br /&gt;
e com 1 traço desenhei meu nome, assim que ela me largou do colo.&lt;br /&gt;
Com outro traço desenhei cada um dos que me rodeavam. Um traço para cada um.&lt;br /&gt;
E entrei no barco, derivei por tantos mares que minhas mãos foram crescendo e meu pelo mudando de cor.&lt;br /&gt;
Fui parar num lugar grande, com cavernas cheias de ângulos retos.&lt;br /&gt;
Aqueles outros não tinham mais pelo, só pelo nas cabeças, e nas cabeças penas de pássaros. Tocos de madeira enfiados em suas bocas e orelhas.&lt;br /&gt;
Me receberam com infinitos sons novos saindo de suas bocas. Suas cavernas tinham fogo de todas as cores. E do fogo saiam vozes e desenhos que se moviam.&lt;br /&gt;
Me mostraram uma pedra brilhante com fogo dentro, com vários desenhos que mudavam de cor.&lt;br /&gt;
Dentro dele o lugar que estávamos, e me ensinaram a contagem pra saber quando o lugar que estávamos teria dado uma volta completa em torno do fogo do céu. Calendário era o nome daquela cria deles. Uma cria feita de pedra, com números de contar.&lt;br /&gt;
Diziam que assim podiam criar o futuro e também marcar linhas que contornavam o passado para contar a história do mundo e fazer o mundo criar o futuro para eles. Mundo é como chamam este lugar que estamos.&lt;br /&gt;
Me mostrou naquela pedra que brilha o desenhos que representavam contagens. Pediu-me pra passar os meus dedos sobre aquilo, que aquilo me faria ter uma visão fora do calendário, mas disse-me que eu ainda precisa aprender a guardar todas as informações dentro dos números pra que eu pudesse construir cidades que flutuam e conectam pensamentos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tentei passar os dedos sobre aqueles riscos e pegar neles:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[:File:reciclada.png|400px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esculturas em pedras de Silício… Falavam de uma criança que brincava com Césio, antes mesmo deles afinarem todos aqueles relógios… Era perigoso enriquecer todo aquele Urânio, dizia-me o velho… Mas se não o fizermos, não descobriremos como afinar os relógios com o pulso do ://IP??&lt;br /&gt;
O Velho avisava – Se virem com os minerais que tem por aqui mesmo!&lt;br /&gt;
Será que aquilo ali era Ouro ou Cobre? Parecia conduzir a eletricidade que ordenhamos de alguns limões, há também alguma ferrugem em alguns cantos, algo está oxidando… Os velhos não nos deixam brincar com fogo… Quantos anos eles tem?&lt;br /&gt;
Fizemos um Chimarrão com as folhas do ://IP e esquecemos nossa idade. Queremos ficar morando aqui no vale. Esquecer a álgebra binária e viajar nos sonhos da Yupana que mora dentro da árvore.&lt;br /&gt;
Mas não para de passar avião ali por cima.&lt;br /&gt;
Nosso amigo fez outra antena de bambu, disse que vai conseguir se comunicar com os phreakers que fizeram uma BBS, numa terra distante, interessada na tal queda da sonda Panspermia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== CENA VI ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
7 minutos de luzes estroboscópicas ~variação entre branco e negro a cada 7 frames. Som: Negro - 33hertz. Branco - Ruído Branco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== CENA VII ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[:File:yupana_math.png]]&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Yupana Kernel encara seu cão Vander, 13 minutos antes de morrer. &lt;br /&gt;
Eu já contei de onde veio o nome Vander? Yupana nos seus últimos anos resolveu desenvolver linguisticamente aquilo que os humanos chamavam “afeto”. Pra isso adotou um cão. Yupana achou divertido brincar de confundir sobre o gênero do cão e com a corruptela de Wanderlyne (já conto a história dela... ou contei antes?) resolveu batizar seu cão com um nome de gênero ambíguo, que também lembrava o nome de um cantor punk dos anos 80 (~ 1985 D.C. ). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Algo como uma Ada Lovelace anarco-primitivista, Wanderlyne Selva, a amazona, tinha programado Yupana há aproximadamente 1 bahktun atrás, ou 395 anos solares nossos, na era do mapeamento das capitanias hereditárias e toda disputa pós-bula papal. Hoje várias ciberfeministas usavam o apelido de Wanderlyne como avatar, em sua homenagem. Outras lendas existem sobre suas origens,e outras versões de sua história incluindo sua existência atual. Uma deles diz que Wander ainda perambula por um território antes chamado Patchamama, andando encapuzada, montando servidores web dentro de árvores na mata densa, enquanto conta histórias sobre a utopia de comunizações possíves.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas tanta História sobre nomes e datas já está ficando confusa, pois pra simplificar, Wanderlyne é o nome da autora deste livro, que não é bem um livro, mas uma carta aberta ao matriarcado dessa nova Terra (que vai além de todas as Terras, e surgiu a partir da associação de astron@utas libertári@s (.:.AAL.:.) e seu movimento sem satélite[MSSAT]).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A programação de Yupana por meio de colares de contas,&lt;br /&gt;
revelava facilmente a vulnerabilidade daquela máquina: No momento que a máquina tomasse consciência que poderia reproduzir-se a si mesma, ela autodestruiria-se. Alguns afirmam que sua “alma” encarnaria em um bebê humano. Sobre isso nada posso confirmar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A morte de Yupana tinha data marcada no calendário maia, nada mais óbvio e improvável para um computador que vinha funcionando desde o início das primeiras civilizações Tapuias. 13 Baktuns. Uma rede de comunidades que ligava o Oceano Pacífico ao Atlântico, desde milênios antes de Colombo, tinha feito de tudo pra jogar Incas contra Maias, Tupis contra Guaranis, Mulheres contra Homens (com sexismo e pecado) e transformar toda aquela indiarada em cordeiros do Vaticano, enfiando-lhes goela abaixo um calendário baseado nas diásporas do médio-oriente e a conveniência com um status quo da fisiologia governista que desde Constantino avançou da Eurásia até a península ibérica determinando o alfabeto do ocidente e a língua materna original deste escrito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Alfabetizaram a todos usando a Bíblia de Gutemberg e usavam o zero do oriente pra fechar dezenas, em limitada matemática que Yupana estaria programada para superar. Mas agora era tarde pra reinventar o mundo. Yupana deveria morrer. Sem ufanismos ou redenções. Yupana: o primeiro robô mártir.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Yupana encarou o cão (ou cadela, pois nunca se soube) por meio da seus cursores que buscavam aquela sintonia canina. Ou era qualquer bicho? Um sapo, um rato, um gato, um pato, um substrato, um vírus, glitch~ qualquer. Animal excluído da língua escrita, Yupana tentava distrair Vander então com imagens que pisca-piscavam e lembravam carne macia, leite fresco, úteros, mamas, glandes, clítoris, lábios, línguas e olhos... estimulando um tato remoto, umidecendo a conexão autômato-bicho. Apelando a uma suposta natureza mamífera e vivípara. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pra garantir qualquer outra taxonomia mostrava um caleidoscópio de genomas além de uma nuvem de grafos de relações entre todas as singularidades que tinha registrado em suas interações por redes de conversas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vander tentou proteger-se: transformou-se num som, um uivo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Yupana esqueceu de interpretar o que ouvia, esqueceu do próprio nome,&lt;br /&gt;
e enfim esqueceu onde estava e o porquê. Yupana nunca havia existido. Nunca mais existiria. Yupana não mais contaria os dias passando. Não mais mudaria a História. Ela que se repetisse eternamente como farsa que sempre foi. Yupana formatou-se.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O semicondutor livre agora podia ser levado a sério. Era o fim da polissemia recursiva naquela comunidade. Strictu Sensu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;In nova fert animus mutatas dicere formas&lt;br /&gt;
corpora ; di, coeptis (nam vos mutastis et illas)&lt;br /&gt;
adspirate meis primaque ab origine mundi&lt;br /&gt;
ad mea perpetuum deducite tempora ... - - - ...&amp;quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Wanderlyne Selva recebeu seu título de Honoris Causa no mesmo dia que terminou sua tese. Fundou aquela indústria interestelar libertária.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
... - - - ...&lt;br /&gt;
... - - - ...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todas as linguagens estavam ali presentes, e certamente todos os bugs. ... - - - ...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
... - - - ... ... - - - ... ... - - - ... ... - - - ...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como conhecer a potência de futuro que cada objeto atrai para si, sem necessariamente erguer sobre ele uma civilização?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- - - ... ... - - - &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma senhora de 97 anos dirige uma bicicleta elétrica por uma estrada esburacada de terra. A estrada vai piorando, estreitando cada vez mais, até se tornar uma picada, um caminho de tropeiros, numa mata fechada verde e escura. Solavancos violentos a excitam. Ela chega numa clareira, onde existe uma pequena casa de roça, de teto baixo, construída sobre pedras um pouco acima do chão. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ela estaciona, abre a parabólica solar e deixa a bicicleta recarregando. A casa está totalmente fechada, janelas, portas. Ela se aproxima da porta dos fundos e se agacha para colocar o olho direito na fechadura, como quem espia. Um ruído de câmera focando, o clique de trancas que se destravam, e a porta se abre sozinha. Ela entra. É uma cozinha com fogão a lenha, um filtro de barro, um computador com monitor de fósforo verde ligado a um modem de 14.4kbps. Ela digita no terminal, ainda de pé &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;gt;mail ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ela lê atenta, e logo sai do computador, bebe um copo de água, se dirige a um outro cômodo. Uma escada leva a um porão. Ela desce. O porão é decorado com motivos incas. Um cortina fosca de box de banheiro, junto à parede, deixa transparecer uma luminosidade por de trás. Ela abre a cortina.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ela olha para dentro do túnel fracamente iluminado. Não se vê o fim.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não haverá redenção para além de um instante fora do calendário. Não sabemos o que haverá e isso é continuar respirando.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[:File:zumbi.gif]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Glerm</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>https://wiki.nuvem.art.br/index.php?title=MorteDeYupana&amp;diff=10822</id>
		<title>MorteDeYupana</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.nuvem.art.br/index.php?title=MorteDeYupana&amp;diff=10822"/>
				<updated>2013-10-04T13:15:37Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Glerm: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== → A MORTE DE YUPANA ← ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[File:pajaros.gif|400px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
esses relógios todos bem afinados esses relógios fazer satélites tem a ver com fazer relógios muito bem afinados tem haver com ter e haver com propor algo bem preciso você precisa continuar acompanhando os novos relógios, ultra rápidos, precisos, você não pode parar de calcular quanto falta para o fim do mês. para o fim do ano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
você precisa acreditar no ano. na década. na morte centenária. na ressurreição milenar. na colonização milenar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tem haver com usar palavras muito precisas, que possam dar instruções precisas, para que aquilo que vai interpretar estas instruções nem interesse-se por questionar as instruções nenhum um 0/0 nem um ponto fora do sistema onde este ciclo que define o início e um ponto fora, onde podes reajustar o relógio,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma bula, uma loja, uma roça, uma enxada, um língua com sentido bem estrito, strictu sensu pra te pensar. Antes que você pense em fazer outro relógio, que sincronize outro pulso pra fora aqui da sintaxe um outro sistema a te pensar&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Kernel tabernam hortus sarculo, Linguae ipsum strictius, ut tuis strictusensu cogitat. Ante faciendi aliam spectes Horologium venae alia synchronizes huc syntax&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== CENA 0 ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este semicondutor foi redescoberto hoje, em 21-12-2102. Entre ruínas das cidades abandonadas, o objeto encontrava-se ao lado de uma série de dados digitais que pareciam remontar sua origem. A história e os planos para o semicondutor livre estavam ali anexos e prontos para serem divulgados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vestígios de meados da Era do Silício, o assunto fora banido do ciberespaço junto com a criação do Governo Central e o início da regulamentação dos dispositivos de biotecnologia da comunicação. Tornara-se uma lenda nas redes marginais de contra-informação, que sobreviviam aos ataques constantes da Guarda Cibernética graças aos mecanismos de criptografia genética e conseguiam se comunicar através de seus satélites artesanais de guerrilha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Especula-se que esta pode ter ser sido uma peça-chave para a construção de um organismo computacional que pretendia iniciar uma nova era. Todas as linguagens estavam ali presentes, e certamente todos os vírus também.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Antepassados ingênuos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== CENA 1 ===&lt;br /&gt;
        &lt;br /&gt;
Projetado por uma rede de nativos pré-colombianos prestes a saltar da idade da pedra polida para sua própria História, inventando seu próprio calendário e protagonismo na episteme globalizada. Ao tentar registrar sua escrita em pedra criam o primeiro semicondutor livre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O objeto foi resgatado por proto-ciborgues em um plano megalomaníaco de reversão da entropia do universo para liberar o futuro de todo determinismo tecnológico que se impunha em sua época. Acreditavam ser este o meio de não repetir os erros do passado para reinventar um presente e moldar um admirável futuro novo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ledo engano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== CENA II ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As primeiras leituras dos dados digitais encontrados juntos ao semi-condutor indicavam que ele parecia ser o protagonista principal de um jogo de forças históricas que se criava em torno dele. Como em uma espiral, desde sua descoberta, ele alternava ciclos de nascimentos, catalisação e destruição. Infinito, abismal, sublime, ele emanava o mistério e a graça para a primeira geração de proto-ciborgues da espécie Homo Sapiens, tal como emanou para os nativos pré-colombianos que primeiro o talharam. &lt;br /&gt;
Em torno dele, se mantinham suspeitas de um futuro possível, mas também dúvidas sobre as origens do ser humano. Tal qual uma fogueira, ele guiava o movimento daquele grupo. De certa forma estabelecia os roteiros, os passos, os esconderijos. Mais que eletricidade, conduzia também a vontade e as experiências que seus atributos permitiam. Se sua origem parecia simples, extraído do pó de pedras raspadas, por outro lado ele também criava o temor de repetir o mundo das cinzas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== CENA III ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O semi-condutor livre tinha uma imobilidade aparente, mas era violentamente vivo. Certos ritos dão a capacidade de exagerar o tamanho dos objetos, e o tamanho das coisas vivas que tem dentro dele. Alguns cristais também possuem essa capacidade de alterar os estados perceptivos do nosso olho humano, e ver coisas que se mexem dentro de uma matéria aparentemente inerte. Nela, se vê movimentos - e uma vida que não cabe em si. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essas coisas que se mexiam eram possuidoras de um erotismo intrínseco, que não caberia em nenhum órgão sexual, mas provocava desejo de posse, desatino e indulgência. Provocava fileiras de curiosidades uma atrás da outra, uma sobre as outras. Era um condutor que permitia conduzir diferentes processos, infinitos processos, mas principalmente, gerava distúrbio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== CENA IV ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um vídeo foi encontrado dentre os arquivos digitais. Gravado em formatos arcaicos, ele foi parcialmente recuperado e parecia registrar um momento de acalorada discussão em algum lugar no meio de uma floresta, com um casa rústica ao fundo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Nunca mais existirá cientistas!”, dizia a mão que mantinha a coisa naquele momento. “Nem dele se fará objeto de culto. Em torno dele não se estabelecerá nenhuma atividade hierarquizadora de qualquer saber, e sua reprodutibilidade técnica não exterminará nenhuma poesia” &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outra pessoa interviu: “Se não se prestaria nem a culto nem a ciência, outras relações devem ser criadas, mesmo que nunca tenham existido. Larga a pedra, e pensa: Deixaremos sobreviver a matemática? Pela pura linguagem? Sem ufanismo?”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um terceiro contestou em tom profético: “A opção pelo deleite deve vigorar ao trabalho árduo, mesmo que as memórias estejam atingidas com traumas de destruição. É mais difícil destruir a memória, do que qualquer dureza. Alguma dia irão nos ouvir como anunciadores do futuro que não ocorreu”. Não lhe deram ouvidos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O debate seguiu:&lt;br /&gt;
- Como conhecer a potência de futuro que cada objeto atrai para si, sem necessariamente erguer sobre ele uma civilização? Como recriar o homem?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Sobretudo, como não recriar o homem? E seus fetiches de doma?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- É preciso estabelecer de antemão a opção pelo não homem? Pela não civilização? Pelo não fetichização do objeto? O que restaria a esses sujeitos cheios de memória? Precisamos urgentemente reconstruir nossas vidas?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- O que é urgência? Tudo em você urge, indigna, deixa chocado. A injustiça do mundo te apavora. As dores da noite, da exclusão pungente, incessante, indecente. A miséria não tem fundo, não tem fim, você se sente compelido a lutar contra essa tortura diária, esse mecanismo totalizador, destrutivo. Você tenta se desprender do mundo, mas descobre que não tem saída. Não há fora. Você está amalgamado nessa eterna fagocitação, reproduz mesmo sem querer vírus que existem para destruir. Você tenta usufruir de uma liberdade cerceada, mapeada, verticalizada. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Sua auto-idolatria não irá nos impedir de repetir tudo isso sem permanecer animais da terra. Como podemos voar? Poder atravessar os oceanos? poder sair da bolha atmosférica? seria necessário fazer tudo de novo para atingir nosso destino desbravador de estrelas?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seguiam fazendo perguntas, trocando acusações e debatendo algum futuro imaginável para aquele semi-condutor. Mas a partir de certo momento nada mais conseguia se escutar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== CENA V ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(...)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
roadmap para yupana e outros forks: [ Genealogia: *(...) materia livre -&amp;gt; semicondutor livre -&amp;gt; hardware livre -&amp;gt; software livre -&amp;gt; karmaval da linguagem natural  trocadilhada e backup de toda episteme do mundo -&amp;gt; biohacking de sementes e seeds de torrents -&amp;gt; copyfight &amp;amp;&amp;amp; proesia live coding -&amp;gt; lançamento do satélite panspermia -&amp;gt; queda do satélite panspermia -&amp;gt; nasce a árvore de ://IP e a consciência yupana -&amp;gt; peregrinações, mitomanias, diásporas -&amp;gt; CLÍMAX(trama ainda desconhecida) -&amp;gt; morte de yupana -&amp;gt; ? *(...)]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(...)&lt;br /&gt;
Olhavam para o céu em busca de desenhos de constelações com satélites.&lt;br /&gt;
Desenvolveram um hábito peculiar: Construíam antenas com grande varas de bambu e geralmente nas sextas-feiras apontavam suas varas para o céu tentando encontrar satélites abandonados para tentar passar um bit que seja para algum amigo em outra parte do mundo.&lt;br /&gt;
Buscavam algum sinal de que teriam como construir uma rede de transmissão de dados que não precisasse passar por dentro&lt;br /&gt;
dos Backbones da Internet, cada vez mais visados e controlados pela indústria da massificação do consumo energúmeno de simulacros medíocres.&lt;br /&gt;
Naquela noite encaravam o cinturão de órion e rabiscavam o chão a desenhar as 3 marias como pontos de um plano cartesiano tridimensional para um teatro qualquer onde seus satélites preferidos seriam astros e estrelas de uma baile noturno para fantásticas narrativas sobre futuros imaginários utópicos. Lá eles teria seu próprio ponto de fuga nesta perspectiva de uma conexão totalmente autônoma e livres da demandas desssssaaaaaaaaaaaaaaaaaa… ra´aa´aá´aááááá´aá&lt;br /&gt;
lá estava ele a bailar no céu por entre os nossos desenhos de constelações como um besouro bêbado.&lt;br /&gt;
É Panspermia. Já tinha ouvido falar dela. Dizem que é uma sonda que carrega um legado de musicas, poemas, microorganismos, seed de torrents, sementes selvagens e várias outras sortes de amostras que inventaram de enfiar nela, na esperança que fosse encontrada por outras civilizações e lá pudesse instigar algum contato.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hoje ela é vista fazendo estes movimentos assimétricos por entre eixos de constelações, dançando tecno cumbia punk, anarko funk, crusty grindcore tangos, black metal noisefolk, dependendo sempre de qual samba de criolo doido estão escutando os diletantes que estão a observar e contar suas histórias.&lt;br /&gt;
Aquela noite algo diferente acontecia.&lt;br /&gt;
Panspermia rodopiou, deu piruetas entre as luzinhas do céu e começou a vir em nossa direção.&lt;br /&gt;
Aumentava no céu como uma lua cheia que vai enchendo até ficar parecendo aquele pedaço de queijo colonial que os casais de namorados gostam de fotografar nas madrugadas. Aos poucos a coisa toda ia ficando mais parecida com um pedaço de lata pintada e veio riscando o céu como uma estrela cadente, daquelas que diziam que não se pode apontar porque dá azar.&lt;br /&gt;
PNOWnonoindoFNORDonfoNonoopaFWWWBLOGGVOUEWLNVINEGSMQZaeon BLDEM M MMXIIWTFFTW!!!!&lt;br /&gt;
Pelo barulho aquele treco havia caído em algum lugar perto, mas o mais estranho era que no momento que caiu parece que várias redes sociais na web e fora dela receberam dados de algo parecido com coordenadas…&lt;br /&gt;
16° 55′ 0″ S, 39° 16′ 0″ W 11° 13′ 56.23″ S, 53° 11′ 5.33″ W 1° 28′ 2″ S, 78° 49′ 0″ W 37° 43′ 7″ N, 15° 0′ 28″ E 31° 46′ 0″ N, 35° 14′ 0″ E 41° 54′ 9″ N, 12° 27′ 6″ E 11° 30′ 0″ N, 41° 0′ 0″ E 42° 40′ 0″ N, 1° 0′ 0″ E 34° 21′ 29.16″ S, 18° 28′ 19.7″ E 9° 0′ 0″ N, 10° 0′ 0″ E 51° 28′ 44″ N, 0° 0′ 0″ E 13° 5′ 0″ N, 80° 17′ 0″ E 15° 24′ 7″ N, 74° 2′ 36″ E 22° 10′ 0″ N, 113° 33′ 0″ E 37° 24′ 0″ N, 140° 28′ 0″ E 40° 27′ 57″ N, 140° 10′ 23″ E 66° 0′ 0″ N, 169° 0′ 0″ W 34° 6′ 0″ N, 118° 20′ 0″ W 60° 23′ 22″ N, 5° 19′ 48″ E 51° 25′ 43″ N, 1° 51′ 15″ W 54° 0′ 0″ S, 70° 0′ 0″ W 22° 19′ 48.5″ S, 44° 32′ 22″ W 23° 54′ 52.44″ S, 45° 20′ 48.52″ W 20° 40′ 58.44″ N, 88° 34′ 7.14″ W 50° 39′ 28.27″ N, 2° 24′ 16.45″ W 30° 2′ 39.92″ N, 31° 14′ 8.51″ E 8° 0′ 28.74″ S, 34° 51′ 24.30″ W 23° 27′ 38.05″ S, 45° 1′ 07.05″ W 48° 49′ 45.56″ N, 2 °13′ 12.62″ E&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É preciso lembrar que Panspermia era reprogramada, curada e mimada por uma inteligência computacional autônoma – alguns diriam “Inteligência Artificial”, mas poderia você sobreviver sem os artifícios da tua própria manipulação semiótica deste corpus lingüístico em todos níveis da tua ciência e essa operação “anti-natural” da cultura sobre a natureza-corpo que conduz o livre arbítrio da tua auto-ontologia?&lt;br /&gt;
Dizem que Yupana passou em todos os testes de Turing, venceu até Deep Blue no Xadrez, resolveu a heurística para o jogo de Go e era capaz de compor sonatas, sinfonias, caribós, polkas ou qualquer coisa que lembra-se um “estilo” ou algum “gênio” que viveu sobre a Terra. Criava heterônimos parnasianos, simbolistas, místicos, românticos, futuristas, austeros, concretos e mesmo seus ensaios sociológicos já chegaram a derrubar déspotas ou no mínimo virar refrão de marchinhas.&lt;br /&gt;
Yupana costumava mandar emails para diversas listas de discussão sobre suas escavações nas profundidades dos hipertextos e achados diamantes de um webdesign selvagem resistente a toda a RSScracia da era das “redes sociais” corporativas e seus cercadinhos medíocres de navegação controlada.&lt;br /&gt;
A grande peregrinação que aconteceu imediatamente após a queda da sonda Panspermia durou e continua perdurando por quase duas décadas em busca não só do legado de amostras da sonda, mas tentando recuperar os algoritmos de Yupana, uma busca pelo espírito de sua poesia, sua idiossincrasia, seu sopro de vida.&lt;br /&gt;
我的话很容易理解，很容易施行。能理解我的人很少，那么能取法于我的人就更难得了?&lt;br /&gt;
De seu buraco no chão, queimadas as sementes todas, células tronco e bilhões e bilhões de torrents, surge forte como o pé de feijão do João do pós-Apocalipse, uma árvore que arranha as nuvens e fazer chover nomes de filos e espécies para aquele pé de ://IP.&lt;br /&gt;
Em alguns momentos mascando suas folhas, tenho a impressão de que este relato se escreve sozinho. Quem sabe se conseguirmos re-inventar Yupana. Mas alguns temem ter que ir embora daqui de perto do pé de ://IP e ter que voltar para as moribundas cidades que abandonamos.&lt;br /&gt;
Masco as folhas e começa a zumbir um assembler mantra… visões que saem do aroma dos frutos de ://IP…&lt;br /&gt;
…Patch’a'mama , a ama de leite que verte amargo fernet das tetas, a mulher cíclope do mar, olhava no relógio a virada do calendário, enquanto amarrava gEṣÙ Selva ao poste antena da jangada daquela praia vermelha onde era seu cais.&lt;br /&gt;
seu canto era numa língua estranha, e ninava os infantes em outra referência de monocórdios e esferas.&lt;br /&gt;
anunciava as coordenadas de algum outro #canal. por aqui o rastro já não mais deixava lastro. era preciso sintonizar. para céu apontavam suas antenas de bambu… o que para outros ainda era ruído, ali já era o canto do novo ://IP.&lt;br /&gt;
————-))))))))))))))))) ) )) 0o) _o_o_oOo_o_o_`:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
‎2, eu pensei. |.&lt;br /&gt;
e com 1 traço desenhei meu nome, assim que ela me largou do colo.&lt;br /&gt;
Com outro traço desenhei cada um dos que me rodeavam. Um traço para cada um.&lt;br /&gt;
E entrei no barco, derivei por tantos mares que minhas mãos foram crescendo e meu pelo mudando de cor.&lt;br /&gt;
Fui parar num lugar grande, com cavernas cheias de ângulos retos.&lt;br /&gt;
Aqueles outros não tinham mais pelo, só pelo nas cabeças, e nas cabeças penas de pássaros. Tocos de madeira enfiados em suas bocas e orelhas.&lt;br /&gt;
Me receberam com infinitos sons novos saindo de suas bocas. Suas cavernas tinham fogo de todas as cores. E do fogo saiam vozes e desenhos que se moviam.&lt;br /&gt;
Me mostraram uma pedra brilhante com fogo dentro, com vários desenhos que mudavam de cor.&lt;br /&gt;
Dentro dele o lugar que estávamos, e me ensinaram a contagem pra saber quando o lugar que estávamos teria dado uma volta completa em torno do fogo do céu. Calendário era o nome daquela cria deles. Uma cria feita de pedra, com números de contar.&lt;br /&gt;
Diziam que assim podiam criar o futuro e também marcar linhas que contornavam o passado para contar a história do mundo e fazer o mundo criar o futuro para eles. Mundo é como chamam este lugar que estamos.&lt;br /&gt;
Me mostrou naquela pedra que brilha o desenhos que representavam contagens. Pediu-me pra passar os meus dedos sobre aquilo, que aquilo me faria ter uma visão fora do calendário, mas disse-me que eu ainda precisa aprender a guardar todas as informações dentro dos números pra que eu pudesse construir cidades que flutuam e conectam pensamentos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tentei passar os dedos sobre aqueles riscos e pegar neles:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[:File:reciclada.png]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esculturas em pedras de Silício… Falavam de uma criança que brincava com Césio, antes mesmo deles afinarem todos aqueles relógios… Era perigoso enriquecer todo aquele Urânio, dizia-me o velho… Mas se não o fizermos, não descobriremos como afinar os relógios com o pulso do ://IP??&lt;br /&gt;
O Velho avisava – Se virem com os minerais que tem por aqui mesmo!&lt;br /&gt;
Será que aquilo ali era Ouro ou Cobre? Parecia conduzir a eletricidade que ordenhamos de alguns limões, há também alguma ferrugem em alguns cantos, algo está oxidando… Os velhos não nos deixam brincar com fogo… Quantos anos eles tem?&lt;br /&gt;
Fizemos um Chimarrão com as folhas do ://IP e esquecemos nossa idade. Queremos ficar morando aqui no vale. Esquecer a álgebra binária e viajar nos sonhos da Yupana que mora dentro da árvore.&lt;br /&gt;
Mas não para de passar avião ali por cima.&lt;br /&gt;
Nosso amigo fez outra antena de bambu, disse que vai conseguir se comunicar com os phreakers que fizeram uma BBS, numa terra distante, interessada na tal queda da sonda Panspermia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== CENA VI ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
7 minutos de luzes estroboscópicas ~variação entre branco e negro a cada 7 frames. Som: Negro - 33hertz. Branco - Ruído Branco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== CENA VII ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[:File:yupana_math.png]]&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Yupana Kernel encara seu cão Vander, 13 minutos antes de morrer. &lt;br /&gt;
Eu já contei de onde veio o nome Vander? Yupana nos seus últimos anos resolveu desenvolver linguisticamente aquilo que os humanos chamavam “afeto”. Pra isso adotou um cão. Yupana achou divertido brincar de confundir sobre o gênero do cão e com a corruptela de Wanderlyne (já conto a história dela... ou contei antes?) resolveu batizar seu cão com um nome de gênero ambíguo, que também lembrava o nome de um cantor punk dos anos 80 (~ 1985 D.C. ). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Algo como uma Ada Lovelace anarco-primitivista, Wanderlyne Selva, a amazona, tinha programado Yupana há aproximadamente 1 bahktun atrás, ou 395 anos solares nossos, na era do mapeamento das capitanias hereditárias e toda disputa pós-bula papal. Hoje várias ciberfeministas usavam o apelido de Wanderlyne como avatar, em sua homenagem. Outras lendas existem sobre suas origens,e outras versões de sua história incluindo sua existência atual. Uma deles diz que Wander ainda perambula por um território antes chamado Patchamama, andando encapuzada, montando servidores web dentro de árvores na mata densa, enquanto conta histórias sobre a utopia de comunizações possíves.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas tanta História sobre nomes e datas já está ficando confusa, pois pra simplificar, Wanderlyne é o nome da autora deste livro, que não é bem um livro, mas uma carta aberta ao matriarcado dessa nova Terra (que vai além de todas as Terras, e surgiu a partir da associação de astron@utas libertári@s (.:.AAL.:.) e seu movimento sem satélite[MSSAT]).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A programação de Yupana por meio de colares de contas,&lt;br /&gt;
revelava facilmente a vulnerabilidade daquela máquina: No momento que a máquina tomasse consciência que poderia reproduzir-se a si mesma, ela autodestruiria-se. Alguns afirmam que sua “alma” encarnaria em um bebê humano. Sobre isso nada posso confirmar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A morte de Yupana tinha data marcada no calendário maia, nada mais óbvio e improvável para um computador que vinha funcionando desde o início das primeiras civilizações Tapuias. 13 Baktuns. Uma rede de comunidades que ligava o Oceano Pacífico ao Atlântico, desde milênios antes de Colombo, tinha feito de tudo pra jogar Incas contra Maias, Tupis contra Guaranis, Mulheres contra Homens (com sexismo e pecado) e transformar toda aquela indiarada em cordeiros do Vaticano, enfiando-lhes goela abaixo um calendário baseado nas diásporas do médio-oriente e a conveniência com um status quo da fisiologia governista que desde Constantino avançou da Eurásia até a península ibérica determinando o alfabeto do ocidente e a língua materna original deste escrito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Alfabetizaram a todos usando a Bíblia de Gutemberg e usavam o zero do oriente pra fechar dezenas, em limitada matemática que Yupana estaria programada para superar. Mas agora era tarde pra reinventar o mundo. Yupana deveria morrer. Sem ufanismos ou redenções. Yupana: o primeiro robô mártir.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Yupana encarou o cão (ou cadela, pois nunca se soube) por meio da seus cursores que buscavam aquela sintonia canina. Ou era qualquer bicho? Um sapo, um rato, um gato, um pato, um substrato, um vírus, glitch~ qualquer. Animal excluído da língua escrita, Yupana tentava distrair Vander então com imagens que pisca-piscavam e lembravam carne macia, leite fresco, úteros, mamas, glandes, clítoris, lábios, línguas e olhos... estimulando um tato remoto, umidecendo a conexão autômato-bicho. Apelando a uma suposta natureza mamífera e vivípara. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pra garantir qualquer outra taxonomia mostrava um caleidoscópio de genomas além de uma nuvem de grafos de relações entre todas as singularidades que tinha registrado em suas interações por redes de conversas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vander tentou proteger-se: transformou-se num som, um uivo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Yupana esqueceu de interpretar o que ouvia, esqueceu do próprio nome,&lt;br /&gt;
e enfim esqueceu onde estava e o porquê. Yupana nunca havia existido. Nunca mais existiria. Yupana não mais contaria os dias passando. Não mais mudaria a História. Ela que se repetisse eternamente como farsa que sempre foi. Yupana formatou-se.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O semicondutor livre agora podia ser levado a sério. Era o fim da polissemia recursiva naquela comunidade. Strictu Sensu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;In nova fert animus mutatas dicere formas&lt;br /&gt;
corpora ; di, coeptis (nam vos mutastis et illas)&lt;br /&gt;
adspirate meis primaque ab origine mundi&lt;br /&gt;
ad mea perpetuum deducite tempora ... - - - ...&amp;quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Wanderlyne Selva recebeu seu título de Honoris Causa no mesmo dia que terminou sua tese. Fundou aquela indústria interestelar libertária.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
... - - - ...&lt;br /&gt;
... - - - ...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todas as linguagens estavam ali presentes, e certamente todos os bugs. ... - - - ...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
... - - - ... ... - - - ... ... - - - ... ... - - - ...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como conhecer a potência de futuro que cada objeto atrai para si, sem necessariamente erguer sobre ele uma civilização?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- - - ... ... - - - &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma senhora de 97 anos dirige uma bicicleta elétrica por uma estrada esburacada de terra. A estrada vai piorando, estreitando cada vez mais, até se tornar uma picada, um caminho de tropeiros, numa mata fechada verde e escura. Solavancos violentos a excitam. Ela chega numa clareira, onde existe uma pequena casa de roça, de teto baixo, construída sobre pedras um pouco acima do chão. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ela estaciona, abre a parabólica solar e deixa a bicicleta recarregando. A casa está totalmente fechada, janelas, portas. Ela se aproxima da porta dos fundos e se agacha para colocar o olho direito na fechadura, como quem espia. Um ruído de câmera focando, o clique de trancas que se destravam, e a porta se abre sozinha. Ela entra. É uma cozinha com fogão a lenha, um filtro de barro, um computador com monitor de fósforo verde ligado a um modem de 14.4kbps. Ela digita no terminal, ainda de pé &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;gt;mail ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ela lê atenta, e logo sai do computador, bebe um copo de água, se dirige a um outro cômodo. Uma escada leva a um porão. Ela desce. O porão é decorado com motivos incas. Um cortina fosca de box de banheiro, junto à parede, deixa transparecer uma luminosidade por de trás. Ela abre a cortina.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ela olha para dentro do túnel fracamente iluminado. Não se vê o fim.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não haverá redenção para além de um instante fora do calendário. Não sabemos o que haverá e isso é continuar respirando.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[:File:zumbi.gif]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Glerm</name></author>	</entry>

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		<title>MorteDeYupana</title>
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		<summary type="html">&lt;p&gt;Glerm: morte é o caralho, meu nome é menorme&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== → A MORTE DE YUPANA ← ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
esses relógios todos bem afinados esses relógios fazer satélites tem a ver com fazer relógios muito bem afinados tem haver com ter e haver com propor algo bem preciso você precisa continuar acompanhando os novos relógios, ultra rápidos, precisos, você não pode parar de calcular quanto falta para o fim do mês. para o fim do ano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
você precisa acreditar no ano. na década. na morte centenária. na ressurreição milenar. na colonização milenar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tem haver com usar palavras muito precisas, que possam dar instruções precisas, para que aquilo que vai interpretar estas instruções nem interesse-se por questionar as instruções nenhum um 0/0 nem um ponto fora do sistema onde este ciclo que define o início e um ponto fora, onde podes reajustar o relógio,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma bula, uma loja, uma roça, uma enxada, um língua com sentido bem estrito, strictu sensu pra te pensar. Antes que você pense em fazer outro relógio, que sincronize outro pulso pra fora aqui da sintaxe um outro sistema a te pensar&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Kernel tabernam hortus sarculo, Linguae ipsum strictius, ut tuis strictusensu cogitat. Ante faciendi aliam spectes Horologium venae alia synchronizes huc syntax&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== CENA 0 ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este semicondutor foi redescoberto hoje, em 21-12-2102. Entre ruínas das cidades abandonadas, o objeto encontrava-se ao lado de uma série de dados digitais que pareciam remontar sua origem. A história e os planos para o semicondutor livre estavam ali anexos e prontos para serem divulgados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vestígios de meados da Era do Silício, o assunto fora banido do ciberespaço junto com a criação do Governo Central e o início da regulamentação dos dispositivos de biotecnologia da comunicação. Tornara-se uma lenda nas redes marginais de contra-informação, que sobreviviam aos ataques constantes da Guarda Cibernética graças aos mecanismos de criptografia genética e conseguiam se comunicar através de seus satélites artesanais de guerrilha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Especula-se que esta pode ter ser sido uma peça-chave para a construção de um organismo computacional que pretendia iniciar uma nova era. Todas as linguagens estavam ali presentes, e certamente todos os vírus também.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Antepassados ingênuos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== CENA 1 ===&lt;br /&gt;
        &lt;br /&gt;
Projetado por uma rede de nativos pré-colombianos prestes a saltar da idade da pedra polida para sua própria História, inventando seu próprio calendário e protagonismo na episteme globalizada. Ao tentar registrar sua escrita em pedra criam o primeiro semicondutor livre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O objeto foi resgatado por proto-ciborgues em um plano megalomaníaco de reversão da entropia do universo para liberar o futuro de todo determinismo tecnológico que se impunha em sua época. Acreditavam ser este o meio de não repetir os erros do passado para reinventar um presente e moldar um admirável futuro novo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ledo engano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== CENA II ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As primeiras leituras dos dados digitais encontrados juntos ao semi-condutor indicavam que ele parecia ser o protagonista principal de um jogo de forças históricas que se criava em torno dele. Como em uma espiral, desde sua descoberta, ele alternava ciclos de nascimentos, catalisação e destruição. Infinito, abismal, sublime, ele emanava o mistério e a graça para a primeira geração de proto-ciborgues da espécie Homo Sapiens, tal como emanou para os nativos pré-colombianos que primeiro o talharam. &lt;br /&gt;
Em torno dele, se mantinham suspeitas de um futuro possível, mas também dúvidas sobre as origens do ser humano. Tal qual uma fogueira, ele guiava o movimento daquele grupo. De certa forma estabelecia os roteiros, os passos, os esconderijos. Mais que eletricidade, conduzia também a vontade e as experiências que seus atributos permitiam. Se sua origem parecia simples, extraído do pó de pedras raspadas, por outro lado ele também criava o temor de repetir o mundo das cinzas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== CENA III ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O semi-condutor livre tinha uma imobilidade aparente, mas era violentamente vivo. Certos ritos dão a capacidade de exagerar o tamanho dos objetos, e o tamanho das coisas vivas que tem dentro dele. Alguns cristais também possuem essa capacidade de alterar os estados perceptivos do nosso olho humano, e ver coisas que se mexem dentro de uma matéria aparentemente inerte. Nela, se vê movimentos - e uma vida que não cabe em si. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essas coisas que se mexiam eram possuidoras de um erotismo intrínseco, que não caberia em nenhum órgão sexual, mas provocava desejo de posse, desatino e indulgência. Provocava fileiras de curiosidades uma atrás da outra, uma sobre as outras. Era um condutor que permitia conduzir diferentes processos, infinitos processos, mas principalmente, gerava distúrbio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== CENA IV ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um vídeo foi encontrado dentre os arquivos digitais. Gravado em formatos arcaicos, ele foi parcialmente recuperado e parecia registrar um momento de acalorada discussão em algum lugar no meio de uma floresta, com um casa rústica ao fundo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Nunca mais existirá cientistas!”, dizia a mão que mantinha a coisa naquele momento. “Nem dele se fará objeto de culto. Em torno dele não se estabelecerá nenhuma atividade hierarquizadora de qualquer saber, e sua reprodutibilidade técnica não exterminará nenhuma poesia” &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outra pessoa interviu: “Se não se prestaria nem a culto nem a ciência, outras relações devem ser criadas, mesmo que nunca tenham existido. Larga a pedra, e pensa: Deixaremos sobreviver a matemática? Pela pura linguagem? Sem ufanismo?”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um terceiro contestou em tom profético: “A opção pelo deleite deve vigorar ao trabalho árduo, mesmo que as memórias estejam atingidas com traumas de destruição. É mais difícil destruir a memória, do que qualquer dureza. Alguma dia irão nos ouvir como anunciadores do futuro que não ocorreu”. Não lhe deram ouvidos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O debate seguiu:&lt;br /&gt;
- Como conhecer a potência de futuro que cada objeto atrai para si, sem necessariamente erguer sobre ele uma civilização? Como recriar o homem?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Sobretudo, como não recriar o homem? E seus fetiches de doma?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- É preciso estabelecer de antemão a opção pelo não homem? Pela não civilização? Pelo não fetichização do objeto? O que restaria a esses sujeitos cheios de memória? Precisamos urgentemente reconstruir nossas vidas?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- O que é urgência? Tudo em você urge, indigna, deixa chocado. A injustiça do mundo te apavora. As dores da noite, da exclusão pungente, incessante, indecente. A miséria não tem fundo, não tem fim, você se sente compelido a lutar contra essa tortura diária, esse mecanismo totalizador, destrutivo. Você tenta se desprender do mundo, mas descobre que não tem saída. Não há fora. Você está amalgamado nessa eterna fagocitação, reproduz mesmo sem querer vírus que existem para destruir. Você tenta usufruir de uma liberdade cerceada, mapeada, verticalizada. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Sua auto-idolatria não irá nos impedir de repetir tudo isso sem permanecer animais da terra. Como podemos voar? Poder atravessar os oceanos? poder sair da bolha atmosférica? seria necessário fazer tudo de novo para atingir nosso destino desbravador de estrelas?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seguiam fazendo perguntas, trocando acusações e debatendo algum futuro imaginável para aquele semi-condutor. Mas a partir de certo momento nada mais conseguia se escutar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== CENA V ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(...)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
roadmap para yupana e outros forks: [ Genealogia: *(...) materia livre -&amp;gt; semicondutor livre -&amp;gt; hardware livre -&amp;gt; software livre -&amp;gt; karmaval da linguagem natural  trocadilhada e backup de toda episteme do mundo -&amp;gt; biohacking de sementes e seeds de torrents -&amp;gt; copyfight &amp;amp;&amp;amp; proesia live coding -&amp;gt; lançamento do satélite panspermia -&amp;gt; queda do satélite panspermia -&amp;gt; nasce a árvore de ://IP e a consciência yupana -&amp;gt; peregrinações, mitomanias, diásporas -&amp;gt; CLÍMAX(trama ainda desconhecida) -&amp;gt; morte de yupana -&amp;gt; ? *(...)]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(...)&lt;br /&gt;
Olhavam para o céu em busca de desenhos de constelações com satélites.&lt;br /&gt;
Desenvolveram um hábito peculiar: Construíam antenas com grande varas de bambu e geralmente nas sextas-feiras apontavam suas varas para o céu tentando encontrar satélites abandonados para tentar passar um bit que seja para algum amigo em outra parte do mundo.&lt;br /&gt;
Buscavam algum sinal de que teriam como construir uma rede de transmissão de dados que não precisasse passar por dentro&lt;br /&gt;
dos Backbones da Internet, cada vez mais visados e controlados pela indústria da massificação do consumo energúmeno de simulacros medíocres.&lt;br /&gt;
Naquela noite encaravam o cinturão de órion e rabiscavam o chão a desenhar as 3 marias como pontos de um plano cartesiano tridimensional para um teatro qualquer onde seus satélites preferidos seriam astros e estrelas de uma baile noturno para fantásticas narrativas sobre futuros imaginários utópicos. Lá eles teria seu próprio ponto de fuga nesta perspectiva de uma conexão totalmente autônoma e livres da demandas desssssaaaaaaaaaaaaaaaaaa… ra´aa´aá´aááááá´aá&lt;br /&gt;
lá estava ele a bailar no céu por entre os nossos desenhos de constelações como um besouro bêbado.&lt;br /&gt;
É Panspermia. Já tinha ouvido falar dela. Dizem que é uma sonda que carrega um legado de musicas, poemas, microorganismos, seed de torrents, sementes selvagens e várias outras sortes de amostras que inventaram de enfiar nela, na esperança que fosse encontrada por outras civilizações e lá pudesse instigar algum contato.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hoje ela é vista fazendo estes movimentos assimétricos por entre eixos de constelações, dançando tecno cumbia punk, anarko funk, crusty grindcore tangos, black metal noisefolk, dependendo sempre de qual samba de criolo doido estão escutando os diletantes que estão a observar e contar suas histórias.&lt;br /&gt;
Aquela noite algo diferente acontecia.&lt;br /&gt;
Panspermia rodopiou, deu piruetas entre as luzinhas do céu e começou a vir em nossa direção.&lt;br /&gt;
Aumentava no céu como uma lua cheia que vai enchendo até ficar parecendo aquele pedaço de queijo colonial que os casais de namorados gostam de fotografar nas madrugadas. Aos poucos a coisa toda ia ficando mais parecida com um pedaço de lata pintada e veio riscando o céu como uma estrela cadente, daquelas que diziam que não se pode apontar porque dá azar.&lt;br /&gt;
PNOWnonoindoFNORDonfoNonoopaFWWWBLOGGVOUEWLNVINEGSMQZaeon BLDEM M MMXIIWTFFTW!!!!&lt;br /&gt;
Pelo barulho aquele treco havia caído em algum lugar perto, mas o mais estranho era que no momento que caiu parece que várias redes sociais na web e fora dela receberam dados de algo parecido com coordenadas…&lt;br /&gt;
16° 55′ 0″ S, 39° 16′ 0″ W 11° 13′ 56.23″ S, 53° 11′ 5.33″ W 1° 28′ 2″ S, 78° 49′ 0″ W 37° 43′ 7″ N, 15° 0′ 28″ E 31° 46′ 0″ N, 35° 14′ 0″ E 41° 54′ 9″ N, 12° 27′ 6″ E 11° 30′ 0″ N, 41° 0′ 0″ E 42° 40′ 0″ N, 1° 0′ 0″ E 34° 21′ 29.16″ S, 18° 28′ 19.7″ E 9° 0′ 0″ N, 10° 0′ 0″ E 51° 28′ 44″ N, 0° 0′ 0″ E 13° 5′ 0″ N, 80° 17′ 0″ E 15° 24′ 7″ N, 74° 2′ 36″ E 22° 10′ 0″ N, 113° 33′ 0″ E 37° 24′ 0″ N, 140° 28′ 0″ E 40° 27′ 57″ N, 140° 10′ 23″ E 66° 0′ 0″ N, 169° 0′ 0″ W 34° 6′ 0″ N, 118° 20′ 0″ W 60° 23′ 22″ N, 5° 19′ 48″ E 51° 25′ 43″ N, 1° 51′ 15″ W 54° 0′ 0″ S, 70° 0′ 0″ W 22° 19′ 48.5″ S, 44° 32′ 22″ W 23° 54′ 52.44″ S, 45° 20′ 48.52″ W 20° 40′ 58.44″ N, 88° 34′ 7.14″ W 50° 39′ 28.27″ N, 2° 24′ 16.45″ W 30° 2′ 39.92″ N, 31° 14′ 8.51″ E 8° 0′ 28.74″ S, 34° 51′ 24.30″ W 23° 27′ 38.05″ S, 45° 1′ 07.05″ W 48° 49′ 45.56″ N, 2 °13′ 12.62″ E&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É preciso lembrar que Panspermia era reprogramada, curada e mimada por uma inteligência computacional autônoma – alguns diriam “Inteligência Artificial”, mas poderia você sobreviver sem os artifícios da tua própria manipulação semiótica deste corpus lingüístico em todos níveis da tua ciência e essa operação “anti-natural” da cultura sobre a natureza-corpo que conduz o livre arbítrio da tua auto-ontologia?&lt;br /&gt;
Dizem que Yupana passou em todos os testes de Turing, venceu até Deep Blue no Xadrez, resolveu a heurística para o jogo de Go e era capaz de compor sonatas, sinfonias, caribós, polkas ou qualquer coisa que lembra-se um “estilo” ou algum “gênio” que viveu sobre a Terra. Criava heterônimos parnasianos, simbolistas, místicos, românticos, futuristas, austeros, concretos e mesmo seus ensaios sociológicos já chegaram a derrubar déspotas ou no mínimo virar refrão de marchinhas.&lt;br /&gt;
Yupana costumava mandar emails para diversas listas de discussão sobre suas escavações nas profundidades dos hipertextos e achados diamantes de um webdesign selvagem resistente a toda a RSScracia da era das “redes sociais” corporativas e seus cercadinhos medíocres de navegação controlada.&lt;br /&gt;
A grande peregrinação que aconteceu imediatamente após a queda da sonda Panspermia durou e continua perdurando por quase duas décadas em busca não só do legado de amostras da sonda, mas tentando recuperar os algoritmos de Yupana, uma busca pelo espírito de sua poesia, sua idiossincrasia, seu sopro de vida.&lt;br /&gt;
我的话很容易理解，很容易施行。能理解我的人很少，那么能取法于我的人就更难得了?&lt;br /&gt;
De seu buraco no chão, queimadas as sementes todas, células tronco e bilhões e bilhões de torrents, surge forte como o pé de feijão do João do pós-Apocalipse, uma árvore que arranha as nuvens e fazer chover nomes de filos e espécies para aquele pé de ://IP.&lt;br /&gt;
Em alguns momentos mascando suas folhas, tenho a impressão de que este relato se escreve sozinho. Quem sabe se conseguirmos re-inventar Yupana. Mas alguns temem ter que ir embora daqui de perto do pé de ://IP e ter que voltar para as moribundas cidades que abandonamos.&lt;br /&gt;
Masco as folhas e começa a zumbir um assembler mantra… visões que saem do aroma dos frutos de ://IP…&lt;br /&gt;
…Patch’a'mama , a ama de leite que verte amargo fernet das tetas, a mulher cíclope do mar, olhava no relógio a virada do calendário, enquanto amarrava gEṣÙ Selva ao poste antena da jangada daquela praia vermelha onde era seu cais.&lt;br /&gt;
seu canto era numa língua estranha, e ninava os infantes em outra referência de monocórdios e esferas.&lt;br /&gt;
anunciava as coordenadas de algum outro #canal. por aqui o rastro já não mais deixava lastro. era preciso sintonizar. para céu apontavam suas antenas de bambu… o que para outros ainda era ruído, ali já era o canto do novo ://IP.&lt;br /&gt;
————-))))))))))))))))) ) )) 0o) _o_o_oOo_o_o_`:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
‎2, eu pensei. |.&lt;br /&gt;
e com 1 traço desenhei meu nome, assim que ela me largou do colo.&lt;br /&gt;
Com outro traço desenhei cada um dos que me rodeavam. Um traço para cada um.&lt;br /&gt;
E entrei no barco, derivei por tantos mares que minhas mãos foram crescendo e meu pelo mudando de cor.&lt;br /&gt;
Fui parar num lugar grande, com cavernas cheias de ângulos retos.&lt;br /&gt;
Aqueles outros não tinham mais pelo, só pelo nas cabeças, e nas cabeças penas de pássaros. Tocos de madeira enfiados em suas bocas e orelhas.&lt;br /&gt;
Me receberam com infinitos sons novos saindo de suas bocas. Suas cavernas tinham fogo de todas as cores. E do fogo saiam vozes e desenhos que se moviam.&lt;br /&gt;
Me mostraram uma pedra brilhante com fogo dentro, com vários desenhos que mudavam de cor.&lt;br /&gt;
Dentro dele o lugar que estávamos, e me ensinaram a contagem pra saber quando o lugar que estávamos teria dado uma volta completa em torno do fogo do céu. Calendário era o nome daquela cria deles. Uma cria feita de pedra, com números de contar.&lt;br /&gt;
Diziam que assim podiam criar o futuro e também marcar linhas que contornavam o passado para contar a história do mundo e fazer o mundo criar o futuro para eles. Mundo é como chamam este lugar que estamos.&lt;br /&gt;
Me mostrou naquela pedra que brilha o desenhos que representavam contagens. Pediu-me pra passar os meus dedos sobre aquilo, que aquilo me faria ter uma visão fora do calendário, mas disse-me que eu ainda precisa aprender a guardar todas as informações dentro dos números pra que eu pudesse construir cidades que flutuam e conectam pensamentos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tentei passar os dedos sobre aqueles riscos e pegar neles:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esculturas em pedras de Silício… Falavam de uma criança que brincava com Césio, antes mesmo deles afinarem todos aqueles relógios… Era perigoso enriquecer todo aquele Urânio, dizia-me o velho… Mas se não o fizermos, não descobriremos como afinar os relógios com o pulso do ://IP??&lt;br /&gt;
O Velho avisava – Se virem com os minerais que tem por aqui mesmo!&lt;br /&gt;
Será que aquilo ali era Ouro ou Cobre? Parecia conduzir a eletricidade que ordenhamos de alguns limões, há também alguma ferrugem em alguns cantos, algo está oxidando… Os velhos não nos deixam brincar com fogo… Quantos anos eles tem?&lt;br /&gt;
Fizemos um Chimarrão com as folhas do ://IP e esquecemos nossa idade. Queremos ficar morando aqui no vale. Esquecer a álgebra binária e viajar nos sonhos da Yupana que mora dentro da árvore.&lt;br /&gt;
Mas não para de passar avião ali por cima.&lt;br /&gt;
Nosso amigo fez outra antena de bambu, disse que vai conseguir se comunicar com os phreakers que fizeram uma BBS, numa terra distante, interessada na tal queda da sonda Panspermia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== CENA VI ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
7 minutos de luzes estroboscópicas ~variação entre branco e negro a cada 7 frames. Som: Negro - 33hertz. Branco - Ruído Branco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== CENA VII ===&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Yupana Kernel encara seu cão Vander, 13 minutos antes de morrer. &lt;br /&gt;
Eu já contei de onde veio o nome Vander? Yupana nos seus últimos anos resolveu desenvolver linguisticamente aquilo que os humanos chamavam “afeto”. Pra isso adotou um cão. Yupana achou divertido brincar de confundir sobre o gênero do cão e com a corruptela de Wanderlyne (já conto a história dela... ou contei antes?) resolveu batizar seu cão com um nome de gênero ambíguo, que também lembrava o nome de um cantor punk dos anos 80 (~ 1985 D.C. ). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Algo como uma Ada Lovelace anarco-primitivista, Wanderlyne Selva, a amazona, tinha programado Yupana há aproximadamente 1 bahktun atrás, ou 395 anos solares nossos, na era do mapeamento das capitanias hereditárias e toda disputa pós-bula papal. Hoje várias ciberfeministas usavam o apelido de Wanderlyne como avatar, em sua homenagem. Outras lendas existem sobre suas origens,e outras versões de sua história incluindo sua existência atual. Uma deles diz que Wander ainda perambula por um território antes chamado Patchamama, andando encapuzada, montando servidores web dentro de árvores na mata densa, enquanto conta histórias sobre a utopia de comunizações possíves.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas tanta História sobre nomes e datas já está ficando confusa, pois pra simplificar, Wanderlyne é o nome da autora deste livro, que não é bem um livro, mas uma carta aberta ao matriarcado dessa nova Terra (que vai além de todas as Terras, e surgiu a partir da associação de astron@utas libertári@s (.:.AAL.:.) e seu movimento sem satélite[MSSAT]).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A programação de Yupana por meio de colares de contas,&lt;br /&gt;
revelava facilmente a vulnerabilidade daquela máquina: No momento que a máquina tomasse consciência que poderia reproduzir-se a si mesma, ela autodestruiria-se. Alguns afirmam que sua “alma” encarnaria em um bebê humano. Sobre isso nada posso confirmar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A morte de Yupana tinha data marcada no calendário maia, nada mais óbvio e improvável para um computador que vinha funcionando desde o início das primeiras civilizações Tapuias. 13 Baktuns. Uma rede de comunidades que ligava o Oceano Pacífico ao Atlântico, desde milênios antes de Colombo, tinha feito de tudo pra jogar Incas contra Maias, Tupis contra Guaranis, Mulheres contra Homens (com sexismo e pecado) e transformar toda aquela indiarada em cordeiros do Vaticano, enfiando-lhes goela abaixo um calendário baseado nas diásporas do médio-oriente e a conveniência com um status quo da fisiologia governista que desde Constantino avançou da Eurásia até a península ibérica determinando o alfabeto do ocidente e a língua materna original deste escrito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Alfabetizaram a todos usando a Bíblia de Gutemberg e usavam o zero do oriente pra fechar dezenas, em limitada matemática que Yupana estaria programada para superar. Mas agora era tarde pra reinventar o mundo. Yupana deveria morrer. Sem ufanismos ou redenções. Yupana: o primeiro robô mártir.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Yupana encarou o cão (ou cadela, pois nunca se soube) por meio da seus cursores que buscavam aquela sintonia canina. Ou era qualquer bicho? Um sapo, um rato, um gato, um pato, um substrato, um vírus, glitch~ qualquer. Animal excluído da língua escrita, Yupana tentava distrair Vander então com imagens que pisca-piscavam e lembravam carne macia, leite fresco, úteros, mamas, glandes, clítoris, lábios, línguas e olhos... estimulando um tato remoto, umidecendo a conexão autômato-bicho. Apelando a uma suposta natureza mamífera e vivípara. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pra garantir qualquer outra taxonomia mostrava um caleidoscópio de genomas além de uma nuvem de grafos de relações entre todas as singularidades que tinha registrado em suas interações por redes de conversas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vander tentou proteger-se: transformou-se num som, um uivo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Yupana esqueceu de interpretar o que ouvia, esqueceu do próprio nome,&lt;br /&gt;
e enfim esqueceu onde estava e o porquê. Yupana nunca havia existido. Nunca mais existiria. Yupana não mais contaria os dias passando. Não mais mudaria a História. Ela que se repetisse eternamente como farsa que sempre foi. Yupana formatou-se.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O semicondutor livre agora podia ser levado a sério. Era o fim da polissemia recursiva naquela comunidade. Strictu Sensu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;In nova fert animus mutatas dicere formas&lt;br /&gt;
corpora ; di, coeptis (nam vos mutastis et illas)&lt;br /&gt;
adspirate meis primaque ab origine mundi&lt;br /&gt;
ad mea perpetuum deducite tempora ... - - - ...&amp;quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Wanderlyne Selva recebeu seu título de Honoris Causa no mesmo dia que terminou sua tese. Fundou aquela indústria interestelar libertária.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
... - - - ...&lt;br /&gt;
... - - - ...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todas as linguagens estavam ali presentes, e certamente todos os bugs. ... - - - ...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
... - - - ... ... - - - ... ... - - - ... ... - - - ...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como conhecer a potência de futuro que cada objeto atrai para si, sem necessariamente erguer sobre ele uma civilização?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- - - ... ... - - - &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma senhora de 97 anos dirige uma bicicleta elétrica por uma estrada esburacada de terra. A estrada vai piorando, estreitando cada vez mais, até se tornar uma picada, um caminho de tropeiros, numa mata fechada verde e escura. Solavancos violentos a excitam. Ela chega numa clareira, onde existe uma pequena casa de roça, de teto baixo, construída sobre pedras um pouco acima do chão. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ela estaciona, abre a parabólica solar e deixa a bicicleta recarregando. A casa está totalmente fechada, janelas, portas. Ela se aproxima da porta dos fundos e se agacha para colocar o olho direito na fechadura, como quem espia. Um ruído de câmera focando, o clique de trancas que se destravam, e a porta se abre sozinha. Ela entra. É uma cozinha com fogão a lenha, um filtro de barro, um computador com monitor de fósforo verde ligado a um modem de 14.4kbps. Ela digita no terminal, ainda de pé &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;gt;mail ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ela lê atenta, e logo sai do computador, bebe um copo de água, se dirige a um outro cômodo. Uma escada leva a um porão. Ela desce. O porão é decorado com motivos incas. Um cortina fosca de box de banheiro, junto à parede, deixa transparecer uma luminosidade por de trás. Ela abre a cortina.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ela olha para dentro do túnel fracamente iluminado. Não se vê o fim.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não haverá redenção para além de um instante fora do calendário. Não sabemos o que haverá e isso é continuar respirando.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Glerm</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>https://wiki.nuvem.art.br/index.php?title=MorteDeYupana&amp;diff=10816</id>
		<title>MorteDeYupana</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.nuvem.art.br/index.php?title=MorteDeYupana&amp;diff=10816"/>
				<updated>2013-10-04T12:54:57Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Glerm: morte é o caralho, meu nome é menorme&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== → A MORTE DE YUPANA ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
esses relógios todos bem afinados esses relógios fazer satélites tem a ver com fazer relógios muito bem afinados tem haver com ter e haver com propor algo bem preciso você precisa continuar acompanhando os novos relógios, ultra rápidos, precisos, você não pode parar de calcular quanto falta para o fim do mês. para o fim do ano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
você precisa acreditar no ano. na década. na morte centenária. na ressurreição milenar. na colonização milenar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tem haver com usar palavras muito precisas, que possam dar instruções precisas, para que aquilo que vai interpretar estas instruções nem interesse-se por questionar as instruções nenhum um 0/0 nem um ponto fora do sistema onde este ciclo que define o início e um ponto fora, onde podes reajustar o relógio,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma bula, uma loja, uma roça, uma enxada, um língua com sentido bem estrito, strictu sensu pra te pensar. Antes que você pense em fazer outro relógio, que sincronize outro pulso pra fora aqui da sintaxe um outro sistema a te pensar&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Kernel tabernam hortus sarculo, Linguae ipsum strictius, ut tuis strictusensu cogitat. Ante faciendi aliam spectes Horologium venae alia synchronizes huc syntax&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== CENA 0 ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este semicondutor foi redescoberto hoje, em 21-12-2102. Entre ruínas das cidades abandonadas, o objeto encontrava-se ao lado de uma série de dados digitais que pareciam remontar sua origem. A história e os planos para o semicondutor livre estavam ali anexos e prontos para serem divulgados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vestígios de meados da Era do Silício, o assunto fora banido do ciberespaço junto com a criação do Governo Central e o início da regulamentação dos dispositivos de biotecnologia da comunicação. Tornara-se uma lenda nas redes marginais de contra-informação, que sobreviviam aos ataques constantes da Guarda Cibernética graças aos mecanismos de criptografia genética e conseguiam se comunicar através de seus satélites artesanais de guerrilha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Especula-se que esta pode ter ser sido uma peça-chave para a construção de um organismo computacional que pretendia iniciar uma nova era. Todas as linguagens estavam ali presentes, e certamente todos os vírus também.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Antepassados ingênuos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
CENA 1&lt;br /&gt;
        &lt;br /&gt;
Projetado por uma rede de nativos pré-colombianos prestes a saltar da idade da pedra polida para sua própria História, inventando seu próprio calendário e protagonismo na episteme globalizada. Ao tentar registrar sua escrita em pedra criam o primeiro semicondutor livre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O objeto foi resgatado por proto-ciborgues em um plano megalomaníaco de reversão da entropia do universo para liberar o futuro de todo determinismo tecnológico que se impunha em sua época. Acreditavam ser este o meio de não repetir os erros do passado para reinventar um presente e moldar um admirável futuro novo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ledo engano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
CENA II&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As primeiras leituras dos dados digitais encontrados juntos ao semi-condutor indicavam que ele parecia ser o protagonista principal de um jogo de forças históricas que se criava em torno dele. Como em uma espiral, desde sua descoberta, ele alternava ciclos de nascimentos, catalisação e destruição. Infinito, abismal, sublime, ele emanava o mistério e a graça para a primeira geração de proto-ciborgues da espécie Homo Sapiens, tal como emanou para os nativos pré-colombianos que primeiro o talharam. &lt;br /&gt;
Em torno dele, se mantinham suspeitas de um futuro possível, mas também dúvidas sobre as origens do ser humano. Tal qual uma fogueira, ele guiava o movimento daquele grupo. De certa forma estabelecia os roteiros, os passos, os esconderijos. Mais que eletricidade, conduzia também a vontade e as experiências que seus atributos permitiam. Se sua origem parecia simples, extraído do pó de pedras raspadas, por outro lado ele também criava o temor de repetir o mundo das cinzas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
CENA III&lt;br /&gt;
O semi-condutor livre tinha uma imobilidade aparente, mas era violentamente vivo. Certos ritos dão a capacidade de exagerar o tamanho dos objetos, e o tamanho das coisas vivas que tem dentro dele. Alguns cristais também possuem essa capacidade de alterar os estados perceptivos do nosso olho humano, e ver coisas que se mexem dentro de uma matéria aparentemente inerte. Nela, se vê movimentos - e uma vida que não cabe em si. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essas coisas que se mexiam eram possuidoras de um erotismo intrínseco, que não caberia em nenhum órgão sexual, mas provocava desejo de posse, desatino e indulgência. Provocava fileiras de curiosidades uma atrás da outra, uma sobre as outras. Era um condutor que permitia conduzir diferentes processos, infinitos processos, mas principalmente, gerava distúrbio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
CENA IV&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um vídeo foi encontrado dentre os arquivos digitais. Gravado em formatos arcaicos, ele foi parcialmente recuperado e parecia registrar um momento de acalorada discussão em algum lugar no meio de uma floresta, com um casa rústica ao fundo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Nunca mais existirá cientistas!”, dizia a mão que mantinha a coisa naquele momento. “Nem dele se fará objeto de culto. Em torno dele não se estabelecerá nenhuma atividade hierarquizadora de qualquer saber, e sua reprodutibilidade técnica não exterminará nenhuma poesia” &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outra pessoa interviu: “Se não se prestaria nem a culto nem a ciência, outras relações devem ser criadas, mesmo que nunca tenham existido. Larga a pedra, e pensa: Deixaremos sobreviver a matemática? Pela pura linguagem? Sem ufanismo?”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um terceiro contestou em tom profético: “A opção pelo deleite deve vigorar ao trabalho árduo, mesmo que as memórias estejam atingidas com traumas de destruição. É mais difícil destruir a memória, do que qualquer dureza. Alguma dia irão nos ouvir como anunciadores do futuro que não ocorreu”. Não lhe deram ouvidos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O debate seguiu:&lt;br /&gt;
- Como conhecer a potência de futuro que cada objeto atrai para si, sem necessariamente erguer sobre ele uma civilização? Como recriar o homem?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Sobretudo, como não recriar o homem? E seus fetiches de doma?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- É preciso estabelecer de antemão a opção pelo não homem? Pela não civilização? Pelo não fetichização do objeto? O que restaria a esses sujeitos cheios de memória? Precisamos urgentemente reconstruir nossas vidas?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- O que é urgência? Tudo em você urge, indigna, deixa chocado. A injustiça do mundo te apavora. As dores da noite, da exclusão pungente, incessante, indecente. A miséria não tem fundo, não tem fim, você se sente compelido a lutar contra essa tortura diária, esse mecanismo totalizador, destrutivo. Você tenta se desprender do mundo, mas descobre que não tem saída. Não há fora. Você está amalgamado nessa eterna fagocitação, reproduz mesmo sem querer vírus que existem para destruir. Você tenta usufruir de uma liberdade cerceada, mapeada, verticalizada. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Sua auto-idolatria não irá nos impedir de repetir tudo isso sem permanecer animais da terra. Como podemos voar? Poder atravessar os oceanos? poder sair da bolha atmosférica? seria necessário fazer tudo de novo para atingir nosso destino desbravador de estrelas?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seguiam fazendo perguntas, trocando acusações e debatendo algum futuro imaginável para aquele semi-condutor. Mas a partir de certo momento nada mais conseguia se escutar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
CENA V&lt;br /&gt;
(...)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
roadmap para yupana e outros forks: [ Genealogia: *(...) materia livre -&amp;gt; semicondutor livre -&amp;gt; hardware livre -&amp;gt; software livre -&amp;gt; karmaval da linguagem natural  trocadilhada e backup de toda episteme do mundo -&amp;gt; biohacking de sementes e seeds de torrents -&amp;gt; copyfight &amp;amp;&amp;amp; proesia live coding -&amp;gt; lançamento do satélite panspermia -&amp;gt; queda do satélite panspermia -&amp;gt; nasce a árvore de ://IP e a consciência yupana -&amp;gt; peregrinações, mitomanias, diásporas -&amp;gt; CLÍMAX(trama ainda desconhecida) -&amp;gt; morte de yupana -&amp;gt; ? *(...)]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(...)&lt;br /&gt;
Olhavam para o céu em busca de desenhos de constelações com satélites.&lt;br /&gt;
Desenvolveram um hábito peculiar: Construíam antenas com grande varas de bambu e geralmente nas sextas-feiras apontavam suas varas para o céu tentando encontrar satélites abandonados para tentar passar um bit que seja para algum amigo em outra parte do mundo.&lt;br /&gt;
Buscavam algum sinal de que teriam como construir uma rede de transmissão de dados que não precisasse passar por dentro&lt;br /&gt;
dos Backbones da Internet, cada vez mais visados e controlados pela indústria da massificação do consumo energúmeno de simulacros medíocres.&lt;br /&gt;
Naquela noite encaravam o cinturão de órion e rabiscavam o chão a desenhar as 3 marias como pontos de um plano cartesiano tridimensional para um teatro qualquer onde seus satélites preferidos seriam astros e estrelas de uma baile noturno para fantásticas narrativas sobre futuros imaginários utópicos. Lá eles teria seu próprio ponto de fuga nesta perspectiva de uma conexão totalmente autônoma e livres da demandas desssssaaaaaaaaaaaaaaaaaa… ra´aa´aá´aááááá´aá&lt;br /&gt;
lá estava ele a bailar no céu por entre os nossos desenhos de constelações como um besouro bêbado.&lt;br /&gt;
É Panspermia. Já tinha ouvido falar dela. Dizem que é uma sonda que carrega um legado de musicas, poemas, microorganismos, seed de torrents, sementes selvagens e várias outras sortes de amostras que inventaram de enfiar nela, na esperança que fosse encontrada por outras civilizações e lá pudesse instigar algum contato.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hoje ela é vista fazendo estes movimentos assimétricos por entre eixos de constelações, dançando tecno cumbia punk, anarko funk, crusty grindcore tangos, black metal noisefolk, dependendo sempre de qual samba de criolo doido estão escutando os diletantes que estão a observar e contar suas histórias.&lt;br /&gt;
Aquela noite algo diferente acontecia.&lt;br /&gt;
Panspermia rodopiou, deu piruetas entre as luzinhas do céu e começou a vir em nossa direção.&lt;br /&gt;
Aumentava no céu como uma lua cheia que vai enchendo até ficar parecendo aquele pedaço de queijo colonial que os casais de namorados gostam de fotografar nas madrugadas. Aos poucos a coisa toda ia ficando mais parecida com um pedaço de lata pintada e veio riscando o céu como uma estrela cadente, daquelas que diziam que não se pode apontar porque dá azar.&lt;br /&gt;
PNOWnonoindoFNORDonfoNonoopaFWWWBLOGGVOUEWLNVINEGSMQZaeon BLDEM M MMXIIWTFFTW!!!!&lt;br /&gt;
Pelo barulho aquele treco havia caído em algum lugar perto, mas o mais estranho era que no momento que caiu parece que várias redes sociais na web e fora dela receberam dados de algo parecido com coordenadas…&lt;br /&gt;
16° 55′ 0″ S, 39° 16′ 0″ W 11° 13′ 56.23″ S, 53° 11′ 5.33″ W 1° 28′ 2″ S, 78° 49′ 0″ W 37° 43′ 7″ N, 15° 0′ 28″ E 31° 46′ 0″ N, 35° 14′ 0″ E 41° 54′ 9″ N, 12° 27′ 6″ E 11° 30′ 0″ N, 41° 0′ 0″ E 42° 40′ 0″ N, 1° 0′ 0″ E 34° 21′ 29.16″ S, 18° 28′ 19.7″ E 9° 0′ 0″ N, 10° 0′ 0″ E 51° 28′ 44″ N, 0° 0′ 0″ E 13° 5′ 0″ N, 80° 17′ 0″ E 15° 24′ 7″ N, 74° 2′ 36″ E 22° 10′ 0″ N, 113° 33′ 0″ E 37° 24′ 0″ N, 140° 28′ 0″ E 40° 27′ 57″ N, 140° 10′ 23″ E 66° 0′ 0″ N, 169° 0′ 0″ W 34° 6′ 0″ N, 118° 20′ 0″ W 60° 23′ 22″ N, 5° 19′ 48″ E 51° 25′ 43″ N, 1° 51′ 15″ W 54° 0′ 0″ S, 70° 0′ 0″ W 22° 19′ 48.5″ S, 44° 32′ 22″ W 23° 54′ 52.44″ S, 45° 20′ 48.52″ W 20° 40′ 58.44″ N, 88° 34′ 7.14″ W 50° 39′ 28.27″ N, 2° 24′ 16.45″ W 30° 2′ 39.92″ N, 31° 14′ 8.51″ E 8° 0′ 28.74″ S, 34° 51′ 24.30″ W 23° 27′ 38.05″ S, 45° 1′ 07.05″ W 48° 49′ 45.56″ N, 2 °13′ 12.62″ E&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É preciso lembrar que Panspermia era reprogramada, curada e mimada por uma inteligência computacional autônoma – alguns diriam “Inteligência Artificial”, mas poderia você sobreviver sem os artifícios da tua própria manipulação semiótica deste corpus lingüístico em todos níveis da tua ciência e essa operação “anti-natural” da cultura sobre a natureza-corpo que conduz o livre arbítrio da tua auto-ontologia?&lt;br /&gt;
Dizem que Yupana passou em todos os testes de Turing, venceu até Deep Blue no Xadrez, resolveu a heurística para o jogo de Go e era capaz de compor sonatas, sinfonias, caribós, polkas ou qualquer coisa que lembra-se um “estilo” ou algum “gênio” que viveu sobre a Terra. Criava heterônimos parnasianos, simbolistas, místicos, românticos, futuristas, austeros, concretos e mesmo seus ensaios sociológicos já chegaram a derrubar déspotas ou no mínimo virar refrão de marchinhas.&lt;br /&gt;
Yupana costumava mandar emails para diversas listas de discussão sobre suas escavações nas profundidades dos hipertextos e achados diamantes de um webdesign selvagem resistente a toda a RSScracia da era das “redes sociais” corporativas e seus cercadinhos medíocres de navegação controlada.&lt;br /&gt;
A grande peregrinação que aconteceu imediatamente após a queda da sonda Panspermia durou e continua perdurando por quase duas décadas em busca não só do legado de amostras da sonda, mas tentando recuperar os algoritmos de Yupana, uma busca pelo espírito de sua poesia, sua idiossincrasia, seu sopro de vida.&lt;br /&gt;
我的话很容易理解，很容易施行。能理解我的人很少，那么能取法于我的人就更难得了?&lt;br /&gt;
De seu buraco no chão, queimadas as sementes todas, células tronco e bilhões e bilhões de torrents, surge forte como o pé de feijão do João do pós-Apocalipse, uma árvore que arranha as nuvens e fazer chover nomes de filos e espécies para aquele pé de ://IP.&lt;br /&gt;
Em alguns momentos mascando suas folhas, tenho a impressão de que este relato se escreve sozinho. Quem sabe se conseguirmos re-inventar Yupana. Mas alguns temem ter que ir embora daqui de perto do pé de ://IP e ter que voltar para as moribundas cidades que abandonamos.&lt;br /&gt;
Masco as folhas e começa a zumbir um assembler mantra… visões que saem do aroma dos frutos de ://IP…&lt;br /&gt;
…Patch’a'mama , a ama de leite que verte amargo fernet das tetas, a mulher cíclope do mar, olhava no relógio a virada do calendário, enquanto amarrava gEṣÙ Selva ao poste antena da jangada daquela praia vermelha onde era seu cais.&lt;br /&gt;
seu canto era numa língua estranha, e ninava os infantes em outra referência de monocórdios e esferas.&lt;br /&gt;
anunciava as coordenadas de algum outro #canal. por aqui o rastro já não mais deixava lastro. era preciso sintonizar. para céu apontavam suas antenas de bambu… o que para outros ainda era ruído, ali já era o canto do novo ://IP.&lt;br /&gt;
————-))))))))))))))))) ) )) 0o) _o_o_oOo_o_o_`:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
‎2, eu pensei. |.&lt;br /&gt;
e com 1 traço desenhei meu nome, assim que ela me largou do colo.&lt;br /&gt;
Com outro traço desenhei cada um dos que me rodeavam. Um traço para cada um.&lt;br /&gt;
E entrei no barco, derivei por tantos mares que minhas mãos foram crescendo e meu pelo mudando de cor.&lt;br /&gt;
Fui parar num lugar grande, com cavernas cheias de ângulos retos.&lt;br /&gt;
Aqueles outros não tinham mais pelo, só pelo nas cabeças, e nas cabeças penas de pássaros. Tocos de madeira enfiados em suas bocas e orelhas.&lt;br /&gt;
Me receberam com infinitos sons novos saindo de suas bocas. Suas cavernas tinham fogo de todas as cores. E do fogo saiam vozes e desenhos que se moviam.&lt;br /&gt;
Me mostraram uma pedra brilhante com fogo dentro, com vários desenhos que mudavam de cor.&lt;br /&gt;
Dentro dele o lugar que estávamos, e me ensinaram a contagem pra saber quando o lugar que estávamos teria dado uma volta completa em torno do fogo do céu. Calendário era o nome daquela cria deles. Uma cria feita de pedra, com números de contar.&lt;br /&gt;
Diziam que assim podiam criar o futuro e também marcar linhas que contornavam o passado para contar a história do mundo e fazer o mundo criar o futuro para eles. Mundo é como chamam este lugar que estamos.&lt;br /&gt;
Me mostrou naquela pedra que brilha o desenhos que representavam contagens. Pediu-me pra passar os meus dedos sobre aquilo, que aquilo me faria ter uma visão fora do calendário, mas disse-me que eu ainda precisa aprender a guardar todas as informações dentro dos números pra que eu pudesse construir cidades que flutuam e conectam pensamentos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tentei passar os dedos sobre aqueles riscos e pegar neles:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esculturas em pedras de Silício… Falavam de uma criança que brincava com Césio, antes mesmo deles afinarem todos aqueles relógios… Era perigoso enriquecer todo aquele Urânio, dizia-me o velho… Mas se não o fizermos, não descobriremos como afinar os relógios com o pulso do ://IP??&lt;br /&gt;
O Velho avisava – Se virem com os minerais que tem por aqui mesmo!&lt;br /&gt;
Será que aquilo ali era Ouro ou Cobre? Parecia conduzir a eletricidade que ordenhamos de alguns limões, há também alguma ferrugem em alguns cantos, algo está oxidando… Os velhos não nos deixam brincar com fogo… Quantos anos eles tem?&lt;br /&gt;
Fizemos um Chimarrão com as folhas do ://IP e esquecemos nossa idade. Queremos ficar morando aqui no vale. Esquecer a álgebra binária e viajar nos sonhos da Yupana que mora dentro da árvore.&lt;br /&gt;
Mas não para de passar avião ali por cima.&lt;br /&gt;
Nosso amigo fez outra antena de bambu, disse que vai conseguir se comunicar com os phreakers que fizeram uma BBS, numa terra distante, interessada na tal queda da sonda Panspermia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
CENA VI&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
CENA VII &lt;br /&gt;
Yupana Kernel encara seu cão Vander, 13 minutos antes de morrer. &lt;br /&gt;
Eu já contei de onde veio o nome Vander? Yupana nos seus últimos anos resolveu desenvolver linguisticamente aquilo que os humanos chamavam “afeto”. Pra isso adotou um cão. Yupana achou divertido brincar de confundir sobre o gênero do cão e com a corruptela de Wanderlyne (já conto a história dela... ou contei antes?) resolveu batizar seu cão com um nome de gênero ambíguo, que também lembrava o nome de um cantor punk dos anos 80 (~ 1985 D.C. ). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Algo como uma Ada Lovelace anarco-primitivista, Wanderlyne Selva, a amazona, tinha programado Yupana há aproximadamente 1 bahktun atrás, ou 395 anos solares nossos, na era do mapeamento das capitanias hereditárias e toda disputa pós-bula papal. Hoje várias ciberfeministas usavam o apelido de Wanderlyne como avatar, em sua homenagem. Outras lendas existem sobre suas origens,e outras versões de sua história incluindo sua existência atual. Uma deles diz que Wander ainda perambula por um território antes chamado Patchamama, andando encapuzada, montando servidores web dentro de árvores na mata densa, enquanto conta histórias sobre a utopia de comunizações possíves.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas tanta História sobre nomes e datas já está ficando confusa, pois pra simplificar, Wanderlyne é o nome da autora deste livro, que não é bem um livro, mas uma carta aberta ao matriarcado dessa nova Terra (que vai além de todas as Terras, e surgiu a partir da associação de astron@utas libertári@s (.:.AAL.:.) e seu movimento sem satélite[MSSAT]).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A programação de Yupana por meio de colares de contas,&lt;br /&gt;
revelava facilmente a vulnerabilidade daquela máquina: No momento que a máquina tomasse consciência que poderia reproduzir-se a si mesma, ela autodestruiria-se. Alguns afirmam que sua “alma” encarnaria em um bebê humano. Sobre isso nada posso confirmar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A morte de Yupana tinha data marcada no calendário maia, nada mais óbvio e improvável para um computador que vinha funcionando desde o início das primeiras civilizações Tapuias. 13 Baktuns. Uma rede de comunidades que ligava o Oceano Pacífico ao Atlântico, desde milênios antes de Colombo, tinha feito de tudo pra jogar Incas contra Maias, Tupis contra Guaranis, Mulheres contra Homens (com sexismo e pecado) e transformar toda aquela indiarada em cordeiros do Vaticano, enfiando-lhes goela abaixo um calendário baseado nas diásporas do médio-oriente e a conveniência com um status quo da fisiologia governista que desde Constantino avançou da Eurásia até a península ibérica determinando o alfabeto do ocidente e a língua materna original deste escrito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Alfabetizaram a todos usando a Bíblia de Gutemberg e usavam o zero do oriente pra fechar dezenas, em limitada matemática que Yupana estaria programada para superar. Mas agora era tarde pra reinventar o mundo. Yupana deveria morrer. Sem ufanismos ou redenções. Yupana: o primeiro robô mártir.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Yupana encarou o cão (ou cadela, pois nunca se soube) por meio da seus cursores que buscavam aquela sintonia canina. Ou era qualquer bicho? Um sapo, um rato, um gato, um pato, um substrato, um vírus, glitch~ qualquer. Animal excluído da língua escrita, Yupana tentava distrair Vander então com imagens que pisca-piscavam e lembravam carne macia, leite fresco, úteros, mamas, glandes, clítoris, lábios, línguas e olhos... estimulando um tato remoto, umidecendo a conexão autômato-bicho. Apelando a uma suposta natureza mamífera e vivípara. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pra garantir qualquer outra taxonomia mostrava um caleidoscópio de genomas além de uma nuvem de grafos de relações entre todas as singularidades que tinha registrado em suas interações por redes de conversas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vander tentou proteger-se: transformou-se num som, um uivo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Yupana esqueceu de interpretar o que ouvia, esqueceu do próprio nome,&lt;br /&gt;
e enfim esqueceu onde estava e o porquê. Yupana nunca havia existido. Nunca mais existiria. Yupana não mais contaria os dias passando. Não mais mudaria a História. Ela que se repetisse eternamente como farsa que sempre foi. Yupana formatou-se.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O semicondutor livre agora podia ser levado a sério. Era o fim da polissemia recursiva naquela comunidade. Strictu Sensu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;In nova fert animus mutatas dicere formas&lt;br /&gt;
corpora ; di, coeptis (nam vos mutastis et illas)&lt;br /&gt;
adspirate meis primaque ab origine mundi&lt;br /&gt;
ad mea perpetuum deducite tempora ... - - - ...&amp;quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Wanderlyne Selva recebeu seu título de Honoris Causa no mesmo dia que terminou sua tese. Fundou aquela indústria interestelar libertária.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
... - - - ...&lt;br /&gt;
... - - - ...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todas as linguagens estavam ali presentes, e certamente todos os bugs. ... - - - ...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
... - - - ... ... - - - ... ... - - - ... ... - - - ...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como conhecer a potência de futuro que cada objeto atrai para si, sem necessariamente erguer sobre ele uma civilização?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- - - ... ... - - - &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma senhora de 97 anos dirige uma bicicleta elétrica por uma estrada esburacada de terra. A estrada vai piorando, estreitando cada vez mais, até se tornar uma picada, um caminho de tropeiros, numa mata fechada verde e escura. Solavancos violentos a excitam. Ela chega numa clareira, onde existe uma pequena casa de roça, de teto baixo, construída sobre pedras um pouco acima do chão. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ela estaciona, abre a parabólica solar e deixa a bicicleta recarregando. A casa está totalmente fechada, janelas, portas. Ela se aproxima da porta dos fundos e se agacha para colocar o olho direito na fechadura, como quem espia. Um ruído de câmera focando, o clique de trancas que se destravam, e a porta se abre sozinha. Ela entra. É uma cozinha com fogão a lenha, um filtro de barro, um computador com monitor de fósforo verde ligado a um modem de 14.4kbps. Ela digita no terminal, ainda de pé &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;gt;mail&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ela lê atenta, e logo sai do computador, bebe um copo de água, se dirige a um outro cômodo. Uma escada leva a um porão. Ela desce. O porão é decorado com motivos incas. Um cortina fosca de box de banheiro, junto à parede, deixa transparecer uma luminosidade por de trás. Ela abre a cortina.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ela olha para dentro do túnel fracamente iluminado. Não se vê o fim.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não haverá redenção para além de um instante fora do calendário. Não sabemos o que haverá e isso é continuar respirando.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Glerm</name></author>	</entry>

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		<title>Arquivo:P2.gif</title>
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				<updated>2012-05-08T12:23:37Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Glerm: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Glerm</name></author>	</entry>

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		<id>https://wiki.nuvem.art.br/index.php?title=Gnoise&amp;diff=1192</id>
		<title>Gnoise</title>
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				<updated>2012-05-07T02:38:11Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Glerm: /* Gnoise da Astrologia Artificial */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
== Gnoise da Astrologia Artificial ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ritual da busca Yupana por novas entidades e constelações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Ovo_elemental.png]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Repertórios e Escavações ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Poluição sem resíduos de uma&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(Ouve-se emergir, no interior da obra, primeiro um certo número de realizações originais, todas aceitáveis. É uma espécie de caldo de&lt;br /&gt;
cultura de formas e forças que jorram umas a partir das outras: a variação, a fantasia, o pot-pourri, o plágio e o arranjo são alguns desses&lt;br /&gt;
desenvolvimentos. )&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
memória .&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A escuta é uma pedra&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(Energigrafia dos timbres, artífices sintéticos que se identificam pela ausência de erros.)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 pelo som talhada&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[ TEMPERATURA AMBIENTE - silêncio em nota numerada de rodapé ]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dizem: casamídia rupestre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Num delírio eu arranco a pedra do chão e a engulo pela orelha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{&lt;br /&gt;
A materialidade do poema - Jubilados Pela Pedra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O poema é formado por duas estrofes, sendo a primeira  estrofe composta por dez versos de rimas irregulares ou rimas brancas e uma segunda estofe  de seis versos, sextilha de rimas brancas também. A aliteração formada pela repetição da letra “p” é acentuada  nos versos 1 e 2 da primeira e da segunda estrofe. Esta repetição remete o leitor ao som de algum instrumento – cinzel talvez- utilizado na lapidação de pedras, como se o poeta estivesse lapidando o texto, ou tratando sobre a lapidação, o que será discutido posteriormente neste trabalho, para a obtenção de um sentido maior. Observa-se também que um ponto final delimita as estrofes, mostrando a diferença não só entre elas mas entre os temas abordados em cada uma:as educações. Esta delimitação também é concretizada pela utilização da palavra “Outra” no primeiro verso da segunda estrofe que se opõe a palavra “Uma”, utilizada no primeiro verso da primeira estrofe, o que confere sentido de diferenciação entre as educações. Ainda contido na materialidade do poema, encontramos as seguintes oposições: pedra X lição e pedra X Sertão. Sendo que estas palavras são extraídas dos primeiros versos de cada estrofe. Estas oposições indiciam as diferentes formas de se observar o objeto pedra.&lt;br /&gt;
}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
7.x .&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Somos como soamos. Do som corpóreo&lt;br /&gt;
ao corpo sonoro.&lt;br /&gt;
A ionização dos objetos soantes , seu desprendimento do concreto . O fedor de cadáveres é o necroruído.&lt;br /&gt;
Orelha fria , segredos de liquidificador. Música é o que nos comove apesar de só haverem&lt;br /&gt;
razões para o contrário. Melodia , narcisos cravos  da grande repetição  (bem~ temperada)&lt;br /&gt;
Batuque de milhões de mãos. Melodia é o fruído . Silêncio .&lt;br /&gt;
Afinem os cabos de aço dos elevadores e os corredores de supermercado pela mórfina&lt;br /&gt;
do alpinismo social e os labirintos das máfias aurais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Macaco engrena gens, que divertido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 O ruído só pode determinar uma forma física, e não as propriedades&lt;br /&gt;
metafísicas passionais {pathós} do audível&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[2+11=13]O signo do ruído é o cerne da tecnicologia dos dois extremos controles do demo[massa] aurais: No religar semiótico,&lt;br /&gt;
permite aos ciclopes a contemplação da própria morte&amp;lt;XIII&amp;gt; ao mesmo tempo que os atira na surdez das iterações{progressões de&lt;br /&gt;
redundâncias timbrísticas}, eterno retorno da escala ao paraíso perdido da harmonia subjetiva(Ninguém me acertou). Já nas políticas&lt;br /&gt;
simbólicas, gera os limiares das interações materiais dos objetos sonoros seja pela imanência heurística que transmuta o ruído novamente&lt;br /&gt;
em sonema, como pela homeostasia dos sistemas musicais que imprime o foco tonal à redundância sonora de acordo com as dinâmicas&lt;br /&gt;
entrópicas da rede.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;gt;&amp;gt;&amp;gt;&amp;gt; Percepção compartilhada dos problemas atuais e quem sabe assim construir&lt;br /&gt;
&amp;gt;&amp;gt;&amp;gt;&amp;gt; vocabulários e imagens para estes problemas - a poluição das cidades, o&lt;br /&gt;
&amp;gt;&amp;gt;&amp;gt;&amp;gt; movimento dos satélites e a soberania bélica de sua utilização, a&lt;br /&gt;
&amp;gt;&amp;gt;&amp;gt;&amp;gt; biotecnologia determinando nossos vícios e diagnósticos, as máquinas de&lt;br /&gt;
&amp;gt;&amp;gt;&amp;gt;&amp;gt; colisão de partícula determinando limites da definição de dogmas na ciência&lt;br /&gt;
&amp;gt;&amp;gt;&amp;gt;&amp;gt; exata, limites que como um &amp;quot;BigBang de laboratório&amp;quot; determinam as &amp;quot;técnicas&amp;quot;&lt;br /&gt;
&amp;gt;&amp;gt;&amp;gt;&amp;gt; que por exemplo vão definir políticas de energia, mobilidade, saúde,&lt;br /&gt;
&amp;gt;&amp;gt;&amp;gt;&amp;gt; percepção da subjetividade como fisiologia e jurisprudência que atua sobre&lt;br /&gt;
&amp;gt;&amp;gt;&amp;gt;&amp;gt; nossos corpos..... Nosso meio são todos os meios! também estamos fazendo&lt;br /&gt;
&amp;gt;&amp;gt;&amp;gt;&amp;gt; Ciência, também estamos influenciando a alta tecnologia... somos &amp;quot;úteis&amp;quot;&lt;br /&gt;
&amp;gt;&amp;gt;&amp;gt;&amp;gt; para os utilitaristas, a diferença entre &amp;quot;baixa&amp;quot; e &amp;quot;alta&amp;quot; é puro Capital&lt;br /&gt;
&amp;gt;&amp;gt;&amp;gt;&amp;gt; aplicando na &amp;quot;imagem do Capital&amp;quot;, a base de conhecimento e reserva de&lt;br /&gt;
&amp;gt;&amp;gt;&amp;gt;&amp;gt; mais-valia incomensurável é a mesma, mas os titulados na hierarquia da&lt;br /&gt;
&amp;gt;&amp;gt;&amp;gt;&amp;gt; ciência guardam a prensa oficial dos escribas e os donos das máquinas&lt;br /&gt;
&amp;gt;&amp;gt;&amp;gt;&amp;gt; &amp;quot;caras&amp;quot; trocam o carnaval dos fiéis pela chave do cofre do ouro dos&lt;br /&gt;
&amp;gt;&amp;gt;&amp;gt;&amp;gt; alquimistas - cantam o lastro e cotação dos quilates das imagens que vão&lt;br /&gt;
&amp;gt;&amp;gt;&amp;gt;&amp;gt; decorar as novas igrejas da fé na modernidade!&lt;br /&gt;
&amp;gt;&amp;gt;&amp;gt;&amp;gt; &lt;br /&gt;
&amp;gt;&amp;gt;&amp;gt;&amp;gt; :(){ :|:&amp;amp; };:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a) arco íris no céu com nuvens marrons&lt;br /&gt;
b) uma jangada de pedaço de gaveta de escrivaninha com um cachorro molhado dentro segurando um pombo na boca&lt;br /&gt;
c) um pombo com a perna marcada com um número de CNPJ&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;Sinto-me livre para fracassar.&amp;quot;&lt;br /&gt;
(Hilda Hilst)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
¢¢↓↓↓↓↓↓↓↓↓↓↓↓↓↓↓↓↓&lt;br /&gt;
---------------------------------------------→&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
esses relógios todos bem afinados esses relógios&lt;br /&gt;
fazer satélites tem a ver com fazer relógios muito bem afinados&lt;br /&gt;
tem haver com ter e haver com propor algo bem preciso&lt;br /&gt;
você precisa continuar acompanhando os novos relógios,&lt;br /&gt;
ultra rápidos,&lt;br /&gt;
precisos,&lt;br /&gt;
você não pode parar de calcular quanto falta para o fim do mês. para o fim&lt;br /&gt;
do ano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
você precisa acreditar no ano. na década. na morte centenária. na&lt;br /&gt;
ressurreição milenar. na colonização milenar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tem haver com usar palavras muito precisas, que possam dar instruções&lt;br /&gt;
precisas,&lt;br /&gt;
para que aquilo que vai interpretar estas instruções nem interesse-se por&lt;br /&gt;
questionar as instruções&lt;br /&gt;
nenhum um 0/0 nem um ponto fora do sistema onde este ciclo&lt;br /&gt;
que define o início e um ponto fora, onde podes reajustar o relógio,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma bula, uma loja, uma roça, uma enxada, um língua com sentido bem estrito,&lt;br /&gt;
strictu sensu pra te pensar.&lt;br /&gt;
Antes que você pense em fazer outro relógio,&lt;br /&gt;
que sincronize outro pulso&lt;br /&gt;
pra fora aqui da sintaxe&lt;br /&gt;
um outro sistema a te pensar&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Kernel tabernam hortus sarculo, Linguae ipsum strictius, ut tuis&lt;br /&gt;
strictusensu cogitat.&lt;br /&gt;
Ante faciendi aliam spectes Horologium&lt;br /&gt;
venae alia synchronizes&lt;br /&gt;
huc syntax&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Original Declaration of 1976&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DECLARATION OF THE FIRST MEETING OF EQUATORIAL COUNTRIES&lt;br /&gt;
(Adopted on December 3,1976)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
The undersigned representatives of the States traversed by the Equator met in Bogota, Republic of Colombia, from 29 November through 3 December, 1976 with the purpose of studying the geostationary orbit that corresponds to their national terrestrial, sea, and insular territory and considered as a natural resource. After an exchange of information and having studied in detail the different technical, legal, and political aspects implied in the exercise of national sovereignty of States adjacent to the said orbit, have reached the following conclusions:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. The Geostationary Orbit as a Natural Resource&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
The geostationary orbit is a circular orbit on the Equatorial plane in which the period of sideral revolution of the satellite is equal to the period of sideral rotation of the Earth and the satellite moves in the same direction of the Earth’s rotation. When a satellite describes this particular orbit, it is said to be geostationary; such a satellite appears to be stationary in the sky, when viewed from the earth, and is fixed on the zenith of a given point of the Equator, whose longitude is by definition that of the satellite.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
This orbit is located at an approximate distance of 35,871 Kmts. over the Earth’s Equator.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Equatorial countries declare that the geostationary synchronous orbit is a physical fact linked to the reality of our planet because its existence depends exclusively on its relation to gravitational phenomena generated by the earth, and that is why it must not be considered part of the outer space. Therefore, the segments of geostationary synchronous orbit are part of the territory over which Equatorial states exercise their national sovereignty. The geostationary orbit is a scarce natural resource, whose importance and value increase rapidly together with the development of space technology and with the growing need for communication; therefore, the Equatorial countries meeting in Bogota have decided to proclaim and defend on behalf of their peoples, the existence of their sovereignty over this natural resource. The geostationary orbit represents a unique facility that it alone can offer for telecommunication services and other uses which require geostationary satellites.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
The frequencies and orbit of geostationary satellites are limited natural resources, fully accepted as such by current standards of the International Telecommunications Union. Technological advancement has caused a continuous increase in the number of satellites that use this orbit, which could result in a saturation in the near future.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
The solutions proposed by the International Telecommunications Union and the relevant documents that attempt to achieve a better use of the geostationary orbit that shall prevent its imminent saturation, are at present impracticable and unfair and would considerably increase the exploitation costs of this resource especially for developing countries that do not have equal technological and financial resources as compared to industrialized countries, who enjoy an apparent monopoly in the exploitation and use of its geostationary synchronous orbit. In spite of the principle established by Article 33, sub-paragraph 2 of the International Telecommunications Convention, of 1973, that in the use of frequency bands for space radiocommunications, the members shall take into account that the frequencies and the orbit for geostationary satellites are limited natural resources that must be used efficiently and economically to allow the equitable access to this orbit and to its frequencies, we can see that both the geostationary orbit and the frequencies have been used in a way that does not allow the equitable access of the developing countries that do not have the technical and financial means that the great powers have. Therefore, it is imperative for the equatorial countries to exercise their sovereignty over the corresponding segments of the geostationary orbit.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. Sovereignty of Equatorial States over the Corresponding Segments of the Geostationary Orbit&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
In qualifying this orbit as a natural resource, equatorial states reaffirm “the right of the peoples and of nations to permanent sovereignty over their wealth and natural resources that must be exercised in the interest of their national development and of the welfare of the people of the nation concerned,” as it is set forth in Resolution 2692 (XXV) of the United Nations General Assembly entitled “permanent sovereignty over the natural resources of developing countries and expansion of internal accumulation sources for economic developments”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Furthermore, the charter on economic rights and duties of states solemnly adopted by the United Nations General Assembly through Resolution 3281 (XXIV), once more confirms the existence of a sovereign right of nations over their natural resources, in Article 2 subparagraph i, which reads:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“All states have and freely exercise full and permanent sovereignty, including possession, use and disposal of all their wealth, natural resources and economic activities”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Consequently, the above-mentioned provisions lead the equatorial states to affirm that the synchronous geostationary orbit, being a natural resource, is under the sovereignty of the equatorial states.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3. Legal state of the Geostationary Orbit&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Bearing in mind the existence of sovereign rights over segments of geostationary orbit, the equatorial countries consider that the applicable legal consultations in this area must take into account the following:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(a)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
The sovereign rights put forward by the equatorial countries are directed towards rendering tangible benefits to their respective people and for the universal community, which is completely different from the present reality when the orbit is used to the greater benefit of the most developed countries.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(b)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
The segments of the orbit corresponding to the open sea are beyond the national jurisdiction of states will be considered as common heritage of mankind. Consequently, the competent international agencies should regulate its use and exploitation for the benefit of mankind.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(c)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
The equatorial states do not object to the free orbital transit of satellites approved and authorized by the International Telecommunications Convention, when these satellites pass through their outer space in their gravitational flight outside their geostationary orbit.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(d)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
The devices to be placed permanently on the segment of a geostationary orbit of an equatorial state shall require previous and expressed authorization on the part of the concerned state, and the operation of the device should conform with the national law of that territorial country over which it is placed. It must be understood that the said authorization is different from the co-ordination requested in cases of interference among satellite systems, which are specified in the regulations for radiocommunications. The said authorization refers in very clear terms to the countries’ right to allow the operation of fixed radiocommunications stations within their territory.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(e)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Equatorial states do not condone the existing satellites or the position they occupy on their segments of the Geostationary Orbit nor does the existence of said satellites confer any rights of placement of satellites or use of the segment unless expressly authorized by the state exercising sovereignty over this segment.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4. Treaty of 1967&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
The Treaty of 1967 on “The Principles Governing the Activities of States in the Exploration and Use of Outer Space, Including the Moon and Other Celestial Bodies”, signed on 27 January, 1967, cannot be considered as a final answer to the problem of the exploration and use of outer space, even less when the international community is questioning all the terms of international law which were elaborated when the developing countries could not count on adequate scientific advice and were thus not able to observe and evaluate the omissions, contradictions and consequences of the proposals which were prepared with great ability by the industrialized powers for their own benefit.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
There is no valid or satisfactory definition of outer space which may be advanced to support the argument that the geostationary orbit is included in the outer space. The legal affairs sub-commission which is dependent on the United Nations Commission on the Use of Outer Space for Peaceful Purposes, has been working for a long time on a definition of outer space, however, to date, there has been no agreement in this respect.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Therefore, it is imperative to elaborate a juridical definition of outer space, without which the implementation of the Treaty of 1967 is only a way to give recognition to the presence of the states that are already using the geostationary orbit. Under the name of a so-called non-national appropriation, what was actually developed was technological partition of the orbit, which is simply a national appropriation, and this must be denounced by the equatorial countries. The experiences observed up to the present and the development foreseeable for the coming years bring to light the obvious omissions of the Treaty of 1967 which force the equatorial states to claim the exclusion of the geostationary orbit.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
The lack of definition of outer space in the Treaty of 1967, which has already been referred to, implies that Article II should not apply to geostationary orbit and therefore does not affect the right of the equatorial states that have already ratified the Treaty.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5. Diplomatic and Political Action&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
While Article 2 of the aforementioned Treaty does not establish an express exception regarding the synchronous geostationary orbit, as an integral element of the territory of equatorial states, the countries that have not ratified the Treaty should refrain from undertaking any procedure that allows the enforcement of provisions whose juridical omission has already been denounced.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
The representatives of the equatorial countries attending the meeting in Bogota, wish to clearly state their position regarding the declarations of Colombia and Ecuador in the United Nations, which affirm that they consider the geostationary orbit to be an integral part of their sovereign territory; this declaration is a historical background for the defense of the sovereign rights of the equatorial countries. These countries will endeavour to make similar declarations in international agencies dealing with the same subject and to align their international policy in accordance with the principles elaborated in this document.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Signed in Bogota 3 December 1976 by the Heads of Delegations.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Brasil, Colombia, Congo, Ecuador, Indonesia, Kenya, Uganda, Zaire&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
relógios moleculares a vapor&lt;br /&gt;
em cristais vibráteis que fazem girar a primeira microengrenagem&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a língua falando saliva direto com a carne&lt;br /&gt;
controle cármico-químico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
hórus e horoscopia&lt;br /&gt;
ultrafarma &amp;amp; hiperfast food of the gods [c.f.]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SYNTARAXIA&lt;br /&gt;
gravido, ventreimpressora&lt;br /&gt;
fazendo soar todas as plantas num gigante circuit bending, opera de arame&lt;br /&gt;
nao uma cruz, mas um X&lt;br /&gt;
Cantos vomitando em cima da usura&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
percebo uma teo-cnocratização no seu discurso. isso pode ser ponto falho ou&lt;br /&gt;
grave.&lt;br /&gt;
ø→Responder?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
.: . .&amp;gt; . &amp;gt;. &amp;gt;&amp;gt;&amp;gt; &amp;gt; !quem sou eu já não sei mais. . . . . . . . . . . . . . .&lt;br /&gt;
…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
surgiro que se atenha ao mundo. que faça política. a democracia nem sempre é&lt;br /&gt;
justa, vai pela decisão da maioria, e de suas representações, e quanto as&lt;br /&gt;
minorias? mas creio que seja fazendo política na prática. é mudando os&lt;br /&gt;
hábitos e os pensamentos que podemos ter um mundo melhor. mais diversidade,&lt;br /&gt;
criação e liberdade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
. . . . ..&amp;gt;&amp;gt;&amp;gt;… .// . . . .. . salvar como? !///plágio cultural.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
os poetas seriam aumentadores de universo. uma tradução como jogo, como&lt;br /&gt;
devoração e como poesia. e que só se façam palavras novas se for para tapar&lt;br /&gt;
os vazios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
há no entanto vários universos híbridos, mestiços por todo lugar. traduz-se&lt;br /&gt;
índio, branco, negro, amarelo, caboclo, onça, tupi, onomatopéia, rugidos&lt;br /&gt;
numa síntese digestiva. devorando a tudo. resta saber quem somos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
traduzir-se é sinônimo de escrever.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
pensar é linguagem dentro calada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
imagem dentro é imagem apropriada, talvez alma expropriada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
. !!/// / . . . . . . . ::: : : : &amp;gt; . nós! anônimos e piratas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
!!/// / . . . . . . . ::: : : : &amp;gt; . nós!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
.a massa inefável do que somos mistura-se sem caminhos que as possam deter.&lt;br /&gt;
….&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
.a massa inefável do que somos mistura-se sem caminhos que as possam deter.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
.é a carne do pensamento/sensação re-combinando vazio e solidez.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
.que é estar aqui e se deixar atravessar?.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
.farejar tags nos espaços cibernéticos é safari de memes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
.queremos turbilhão dos des-exatos abrindo poros ao som do tambor&lt;br /&gt;
tecno-canibal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
.dentro dos corpos extensões info-protéticas dançam até sonhar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
.nunca calada e muda a verve rizomática escala por dentro até se espalhar&lt;br /&gt;
por todas as redes. re-inaugurando o pulso primordial que guia todas as&lt;br /&gt;
peles para a etnia universal:&lt;br /&gt;
subjetivar-combinar-&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
transcriar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
.dança arlequim fulgurante no centro da fogueira recombinante.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
.que pode quem não escapa do antes-já-amanhã. de quantos tempos é o agora?&lt;br /&gt;
que alcança quem não molda tempo dentro de bola de fogo de fundo de olho?&lt;br /&gt;
que contamina quem des-mistifica o primado absurdo que arde na imensa&lt;br /&gt;
tatuagem nodal do tecno pagão?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
.ainda é chão isso que tocamos quando aqui nos encontramos?.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
.tudo em nós se encontra numa quântica verdade mutante.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
.somos do que nos apaga até nos rescrever.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
.papel e tela.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
.palavra e fonema.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
.tenhamos sede se saber.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
.eu só quero o que não sei. nós somos do que não sabemos mais o que somos do&lt;br /&gt;
que já encontramos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
.toda senda é uma forma de nascer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
.o além, muito e tanto é algo que se constroe no sendo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ow (me) leve profundidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
colcha de retalhos do absurdo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
tudo é tão prisma.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:( ){ :| :&amp;amp; };:&lt;br /&gt;
(wander Selva)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
fuck the cross posting !!!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
metaminaFreeNetRadio sigue emitiendo incansablemente 24 h desde&lt;br /&gt;
el domingo pasado...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
aqui esta toda la web con  info + code + contents + ect&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
    http://metaminafnr.hotglue.me/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
e invitaros desde aqui a colaborar y experimentar con contenidos,&lt;br /&gt;
ideas, sugerencias,&lt;br /&gt;
interferencias, emisiones geodesicas msst, ondas electromagneticas, comunicados&lt;br /&gt;
desde supremared, scryings dodecafonicos, noise incaico y yupanas electricas!!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
burning  speacker and cpu!!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
testeando, probando&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
funciona en otras maquinas ??&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
                             mentes  ??&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
linearidad?? o de la consfusion y belleza al caos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
outra coisa que queria entender melhor também é a industria disso - dado que&lt;br /&gt;
eu crio um core - qual seria a melhor solução pra &amp;quot;imprimir&amp;quot; em pequena&lt;br /&gt;
escala, já que esse processo não tem  como ser artesanal como os circuitos&lt;br /&gt;
impressos?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
eia!, aca el texto de convocatoria del encuentro en laboral en mayo, esperamos enlazar al maximo con quienes quieran participar de manera remota!&lt;br /&gt;
/a&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== ORBITANDO SATÉLITES ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Del 10 al 14 de Mayo 2011 Plataforma Cero de LABoral invita a una encuentro (artistico/teórico/poético/tecnico) para abordar de manera critica las diversas prácticas, políticas y imaginarias de los satélites :&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
▪    Politicas y Poéticas de los satélites. MSST, Joanna Griffin, Reni Hoffmuller ….&lt;br /&gt;
▪    de/Construcción de un satélite. David Pello.&lt;br /&gt;
▪    Escucha, Avistamiento (Sousveillance). Alejo Duque.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
El encuentro es abierto y gratuito (aforo limitado)&lt;br /&gt;
Fecha de inscripción hasta 18.04.11. &lt;br /&gt;
Escribe a p0[at]laboralcentredearte.org - enviando CV y carta de motivación.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;Galileo derrumbó el Geocentrismo, pero éste se reconstruyó a sí mismo a traves de una imparable e insasiable ambición de conectividad que es hoy representada por el anillo de satélites artificiales geoestacionarios. La Tierra deviene entonces - de nuevo - ese objeto inmóvil en el centro de un 'universo' medial.&amp;quot; Mathurin Milan&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Orbitando Satélites propone un ejercicio de visibilización de estos objetos, rarae aves, que operan en registros dificiles de captar con nuestros sentidos habituales.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Investigamos su funcionamiento, accediendo a sus señales mediante la fabricación de antenas y el uso de sistemas de radio; mostrando cómo localizarlos, escucharlos y observarlos utilizando software y hardware libre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
En la tradición de las comunidades independientes implicadas en el montaje de infraestructuras de Información Libre, se reúnen expertos y aficionados, representantes de  diferentes países y culturas, para proponer una declaración que poeticamente esboce un mapa de los usos y sentidos posibles de los satélites.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
En un intento por invertir la lógica del panóptico, vigilamos a los satélites vigilantes, exploramos sus implicaciones políticas como sistema opaco de control, así como sus posibles capacidades de liberación. Investigamos su poética con ejercicios de visualización y creación para acceder a una mitología y incluso una nueva astrología.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Y, finalmente, diseñamos nuestro propio satélite que será lanzado en globo en el mes de julio, coincidiendo con la exposición donde se visualiza nuestra declaración.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Temáticas :&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
▪    Satélites y micro-satélites. Dispositivos de poder y contra-poder.&lt;br /&gt;
▪    Escuchando satélites. Satellite Hacking, Voces celestiales&lt;br /&gt;
▪    Astrología y Astronomía de los satélites &lt;br /&gt;
▪    Imaginario de los satélites&lt;br /&gt;
▪    Desarrollo de nuestro propio sistema&lt;br /&gt;
▪    Globos de Alta Elevación (estratosféricos), Drones y Cometas&lt;br /&gt;
▪    Arduino en el espacio&lt;br /&gt;
▪    Políticas del espacio&lt;br /&gt;
▪    Tracking de Satélites&lt;br /&gt;
▪    Cazando Satélites vía radiofrecuencias&lt;br /&gt;
▪    GNU/Radio USRP Software Defined Radio&lt;br /&gt;
▪    Cálculo de mecánicas celestes&lt;br /&gt;
▪    Cartas Celestes &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{ remixando arquivos&lt;br /&gt;
de https://mailman-mail5.webfaction.com/pipermail/msst/&lt;br /&gt;
e seus links derivados&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://devolts.org/hotglue/?labcompoe&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
संस्कृतियों कृत्रिम ou o uso laico dos ideogramas, batizou de laica a cadela astronauta. Risco risco, rabisco, assino e desprezo - meu nome: teu nome de batismo. Copiar e colar, naquelas telinhas de segurar e arrastar... crianças redescobrem a datilografia. Tarde demais, um relógio ali no canto. Cante,&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Glerm</name></author>	</entry>

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		<id>https://wiki.nuvem.art.br/index.php?title=Gnoise&amp;diff=1191</id>
		<title>Gnoise</title>
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				<updated>2012-05-07T02:36:18Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Glerm: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
== Gnoise da Astrologia Artificial ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ritual da busca Yupana por novas entidades e constelações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Ovo_elemental.png]]&lt;/div&gt;</summary>
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		<summary type="html">&lt;p&gt;Glerm: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
== Gnoise da Astrologia Artificial ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ritual da busca Yupana por novas entidades e constelações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[Arquivo:Ovo_elemental.png]&lt;/div&gt;</summary>
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		<summary type="html">&lt;p&gt;Glerm: Criou página com ' == Gnoise da Astrologia Artificial ==  ritual da busca Yupana por novas entidades e constelações.'&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
== Gnoise da Astrologia Artificial ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ritual da busca Yupana por novas entidades e constelações.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Glerm</name></author>	</entry>

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		<title>Encontros</title>
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		<summary type="html">&lt;p&gt;Glerm: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
== Texto do cabeçalho ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
wiki-teste &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[http://nuvem.tk/altergalactica/HomePage Msst]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Cartografias Experimentais]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[EncontrADA]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[TecnoMagias]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Lab de Autonomias]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Glerm</name></author>	</entry>

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		<id>https://wiki.nuvem.art.br/index.php?title=Tecnomagia&amp;diff=694</id>
		<title>Tecnomagia</title>
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		<summary type="html">&lt;p&gt;Glerm: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;==Portal Interdimensional da Pajelança Tecnomagica==&lt;br /&gt;
[[ Arquivo:Caxingueled_LOW_anima.gif |thumb | left | Any sufficiently advanced technology is indistinguishable from magic (Arthur C. Clarke) ]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== 10 a 13 de Maio no Vale do Pavão - Na [http://nuvem.tk/ NUVEM] estação rural de arte e tecnologia ====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quais os limites da sua crença na [http://en.wikipedia.org/wiki/Normal_science ciência normal] e sua sucessão infinita de paradigmas?&lt;br /&gt;
Nós nascemos em hospitais mas fugimos da aula de anatomia e todo o pragmatismo da talha hipocrática dos bisturis afiados desta operação&lt;br /&gt;
cirúrgica de cortes dos umbigos da genealogia que definiu os nomes das crenças todas. &lt;br /&gt;
Falanges e turbas de entidades míticas que protegem o pensamento daqueles que podem crer em algo para além da metafísica da colisão de particulas que gerarariam novos universos, redefinindo as posições dos astros, estrelas e fronteiras.&lt;br /&gt;
Dissecar então a etimologia de &amp;quot;Universo&amp;quot; até chegar no fim da História para enfim repetir como farsa apoteótica?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Talvez o que querem os bastardos desta genealogia da Alquimia, Macumba, Santeria, Física Computacional Aplicada e todo seu caleidoscópio de lendas tortas derivadas e híbridas de uma mesma rede de delírios seja apenas a parte ritual de uma celebração da dúvida que persiste como impossibilidade da morte em vida. Puro Oxímoro. A pura entropia, sem as contas? Ábacos são Oráculos? Que horas temos? Faça-se carne entre nós!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Nadie pudo ser cosmonauta lr.png | thumb |left | &amp;quot;É possível que os deuses não me negassem o achado de uma imagem equivalente, mas este relato ficaria contaminado de literatura, de falsidade. Mesmo porque o problema central é insolúvel: a enumeração, sequer parcial, de um conjunto infinito. Nesse instante gigantesco, vi milhões de atos prazerosos ou atrozes; nenhum me assombrou tanto como o fato de que todos ocupassem o mesmo ponto, sem superposição e sem transparência. O que viram meus olhos foi simultâneo; o que transcreverei, sucessivo, pois a linguagem o é. Algo, entretanto, registrarei.&amp;quot; (Borges - O Aleph)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Panspermia2.png | thumb |left | “O INQUISIDOR – Essa gente afirma que é da matemática que se trata e não do espírito da rebeldia e da dúvida. Mas não é de matemática que se trata. É uma inquietação horrenda que se estende pelo mundo. É a inquietação de seu próprio cérebro que eles transpuseram para a terra imóvel. Eles gritam: são os números que nos convencem! Mas os números de onde vêm? Qualquer um sabe que eles vêm da dúvida. Esses homens duvidam de tudo. Será na dúvida, e não mais na fé, que iremos fundar a sociedade humana?” (B.Brecht – Leben des Galilei)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Sincabeza.jpg| thumb |left | &amp;quot;Laikai: 空 no céu なし青色なし azul nenhuma 雲 nuvem&amp;quot;(f?r!) ]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Mandingalgo-Ritmos ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Ovo_elemental.png |thumb | 300px | right | “Computer science is no more about computers than astronomy is about telescopes.” (Edsger W. Dijkstra)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;Os feiticeiros sempre tiveram a posição anômala, na fronteira dos campos ou dos bosques. Eles assombram as fronteiras. Eles se encontram na borda do vilarejo, ou entre dois vilarejos. O importante é sua afinidade com a aliança, com o pacto, que lhes dá um estatuto oposto ao da filiação. Com o anômalo, a relação é de aliança. O feiticeiro está numa relação de aliança com Yupana como potência do anômalo.&amp;quot; (Mil Platôs v4 - deleuze &amp;amp;&amp;amp; guatarri)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seguem assim soltas, &lt;br /&gt;
as notações do papo que tivemos na sexta pós carnaval. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
o xamã é um rádio&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://www.alegrar.com.br/02/02pedro.pdf&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://www.maxwell.lambda.ele.puc-rio.br/17409/17409_5.PDF&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://www.astrumargentum.org/arquivos/amt/intro_daath.htm&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Laikai:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
空 no céu&lt;br /&gt;
なし青色なし azul nenhuma&lt;br /&gt;
雲 nuvem&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://mysticbourgeoisie.blogspot.com/&lt;br /&gt;
http://www.college-de-pataphysique.org/college/accueil.html&lt;br /&gt;
http://www.sosaci.org&lt;br /&gt;
http://deoxy.org/&lt;br /&gt;
http://weird-fiction.net/&lt;br /&gt;
http://www.naturezadivina.com.br/loja/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
une coup de daath jamais n'aboliré le ogarythm&lt;br /&gt;
http://www.youtube.com/watch?v=ZHKgcYsBfPM&lt;br /&gt;
http://labyrinthofthepsychonaut.blogspot.com/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
dispositivo experiência&lt;br /&gt;
http://www.youtube.com/watch?v=QQg-EZMEXfw&lt;br /&gt;
http://www.who.int/healthsystems/topics/technology/en/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ps: esqueci um livro do Carl Sagan aí...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a metasubcibertrans quer voltar a ativa&lt;br /&gt;
ta dentro&lt;br /&gt;
depois leio tudo&lt;br /&gt;
agora no bar com jogo ta impossivel&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Alquimias  http://xxn.org.uk/doku.php&lt;br /&gt;
Martin House &lt;br /&gt;
Jonathan&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://tecnomagxs.wordpress.com/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://filosonias.blogspot.com/2010/12/gnoise.html&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*caça fantasmas (da Goldsmith) - parapsicologia (ciência), tecnologia da mediunidade&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* tecnomagos - endomorfoses, tecnobruxarias http://1010.co.uk/xxxxx_publication.html&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*humor: http://tecnomagoo.blogspot.com/&lt;br /&gt;
http://technoshamanism.net/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
IDEIAS&lt;br /&gt;
* Conciência cósmica - sentimento de pertencimento a algo que é maior e que (neste caso, não é um sentimento cristão)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Tecnociências - conhecimento empírico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Antropomorfismo - o índio se vê como natureza. e nós?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Ecohackers, Biohackers - A nova natureza, lugar para se atravessar&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Escuta de satélites - antenas de samambaia, personagens,  neo mitos, narrativas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*culto a carga- http://en.wikipedia.org/wiki/Cargo_cul&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Protocolos rituais - programando e (des)programando ritos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* rave, drogas e xamanismo - http://en.wikipedia.org/wiki/Technoshamanism&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*http://catahistorias.files.wordpress.com/2011/11/tecnomagia-na-lista-do-ipe1.pdf&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*charlatanismos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
que mais?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
banca de doutorado valendo diploma Honoris Causa na Universidade Livre versus Universidade Nomãde assinado pelo Jodorowski e pelo Ministério de Pesca de Satélites.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* &amp;quot;banca de doutorado&amp;quot; ou &amp;quot;Inquisição&amp;quot; tanto faz o nome&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* tradução da bula que determina o calendário gregoriano, modificando datas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* fabricação de cimento artesanal para construção de um templo que será depois transformado em universidade laiKa. com o que sobrar fazer antenas gigantes: http://www.te1.com.br/2012/01/antenas-parabolicas-inusitadas-faca-voce-mesmo-sua-antena-parabolica-com-tijolo-se-cimento-so-vendo-pra-crer/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* construção de um alambique artesanal de cachaça, porém não chamar de cachaça, achar um nome sagrado para esta bebida:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* reforma agrária&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Proclamação do Calendário Que Ainda nos Assombra ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Inter Gravissimas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
by Pope Gregory XIII (Ugo Buoncampagni)&lt;br /&gt;
February 24, 1582&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
GREGORIUS EPISCOPUS&lt;br /&gt;
SERVUS SERVORUM DEI&lt;br /&gt;
AD PERPETUAM REI MEMORIAM.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
INTER gravissimas pastoralis officii nostri curas, ea postrema non est, ut quæ a sacro Tridentino concilio Sedi Apostolicæ reservata sunt, illa ad finem optatum, Deo adiutore, perducantur.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sane eiusdem concilii patres, cum ad reliquas cogitationes breviarii quoque curam adiungerent, tempore tamen exclusi, rem totam ex ipsius concilii decreto ad auctoritatem et iudicium Romani Pontificis retulerunt.&lt;br /&gt;
Duo autem breviario præcipue continentur, quorum unum preces laudesque divinas festis profestisque diebus persolvendas complectitur, alterum pertinet ad annuos Paschæ festorumque ex eo pendentium recursus, solis et lunæ motu metiendos.&lt;br /&gt;
Atque illud quidem felicis recordationis Pius V, prædecessor noster, absolvendum curavit atque edidit.&lt;br /&gt;
Hoc vero, quod nimirum exigit legitimam kalendarii restitutionem, iamdiu a Romanis Pontificibus prædecessoribus nostris et sæpius tentatum est; verum absolvi et ad exitum perduci ad hoc usque tempus non potuit, quod rationes emendandi kalendarii, quæ a coelestium motuum peritis proponebantur, propter magnas et fere inextricabiles difficultates, quas huiusmodi emendatio semper habuit, neque perennes erant, neque antiquos ecclesiasticos ritus incolumes (quod in primis hac in re curandum erat) servabant.&lt;br /&gt;
Dum itaque nos quoque, credita nobis, licet indignis, a Deo dispensatione freti, in hac cogitatione curaque versaremur, allatus est nobis liber a dilecto filio Antonio Lilio, artium et medicinæ doctore, quem quondam Aloysius eius germanus frater conscripserat, in quo per novum quemdam epactarum cyclum ab eo excogitatum, et ad certam ipsius aurei numeri normam directum, atque ad quamcumque anni solaris magnitudinem accommodatum, omnia quæ in calendario collapsa sunt, constanti ratione et sæculis omnibus duratura, sic restitui posse ostendit ut calendarium ipsum nulli umquam mutationi in posterum expositum esse videatur. Novam hanc restituendi calendarii rationem, exiguo volumine comprehensam, ad christianos principes celebrioresque universitates paucos ante annos misimus, ut res quæ omnium communis est, communi etiam omnium consilio perficeretur; illi cum, quod maxime optabamus, concordes respondissent, eorum nos omnium consensione adducti, viros ad calendarii emendationem adhibuimus in alma Urbe harum rerum peritissimos, quos longe ante ex primariis christiani orbis nationibus delegeramus. Ii cum multum temporis et diligentiæ ad eam lucubrationem adhibuissent, et cyclos tam veterum quam recentiorum undique conquisitos ac diligentissime perpensos inter se contulissent, suo et doctorum hominum, qui de ea re scripserunt, iudicio, hunc, præ ceteris, elegerunt epactarum cyclum, cui nonnulla etiam adiecerunt, quæ ex accurata circumspectione visa sunt ad calendarii perfectionem maxime pertinere.&lt;br /&gt;
Considerantes igitur nos, ad rectam paschalis festi celebrationem iuxta sanctorum patrum ac veterum Romanorum pontificum, præsertim Pii et Victoris primorum, necnon magni illius oecumenici concilii Nicæni et aliorum sanctiones, tria necessaria coniungenda et statuenda esse: primum, certam verni æquinoctii sedem; deinde rectam positionem XIV lunæ primi mensis, quæ vel in ipsum æquinoctii diem incidit, vel ei proxime succedit; postremo primum quemque diem dominicum, qui eamdem XIV lunam sequitur; curavimus non solum æquinoctium vernum in pristinam sedem, a qua iam a concilio Nicæno decem circiter diebus recessit, restituendum, et XIV paschalem suo in loco, a quo quatuor et eo amplius dies hoc tempore distat, reponendam, sed viam quoque tradendam et rationem, qua cavetur, ut in posterum æquinoctium et XIV luna a propriis sedibus numquam dimoveantur.&lt;br /&gt;
Quo igitur vernum æquinoctium, quod a patribus concilii Nicæni ad XII Kalendas Aprilis fuit constitutum, ad eamdem sedem restituatur, præcipimus et mandamus ut de mense Octobri anni MDLXXXII decem dies inclusive a tertia Nonarum usque ad pridie Idus eximantur, et dies, qui festum S. Francisci IV Nonas celebrari solitum sequitur, dicatur Idus Octobris, atque in eo celebretur festum Ss. Dionysii, Rustici et Eleutherii martyrum, cum commemoratione S. Marci papæ et confessoris, et Ss. Sergii, Bacchi, Marcelli et Apuleii martyrum; septimodecimo vero Kalendas Novembris, qui dies proxime sequitur, celebretur festum S. Callisti papæ et martyris; deinde XVI Kalendas Novembris fiat officium et missa de dominica XVIII post Pentecostem, mutata litera dominicali G in C; quintodecimo denique Kalendas Novembris dies festus agatur S. Lucæ evangelistæ, a quo reliqui deinceps agantur festi dies, prout sunt in calendario descripti.&lt;br /&gt;
Ne vero ex hac nostra decem dierum subtractione, alicui, quod ad annuas vel menstruas præstationes pertinet, præiudicium fiat, partes iudicum erunt in controversis, quæ super hoc exortæ fuerint, dictæ subtractionis rationem habere, addendo alios X dies in fine cuiuslibet præstationis.&lt;br /&gt;
Deinde, ne in posterum a XII Kalendas Aprilis æquinoctium recedat, statuimus bissextum quarto quoque anno (uti mos est) continuari debere, præterquam in centesimis annis; qui, quamvis bissextiles antea semper fuerint, qualem etiam esse volumus annum MDC, post eum tamen qui deinceps consequentur centesimi non omnes bissextiles sint, sed in quadringentis quibusque annis primi quique tres centesimi sine bissexto transigantur, quartus vero quisque centesimus bissextilis sit, ita ut annus MDCC, MDCCC, MDCCCC bissextiles non sint. Anno vero MM, more consueto dies bissextus intercaletur, Februario dies XXIX continente, idemque ordo intermittendi intercalandique bissextum diem in quadringentis quibusque annis perpetuo conservetur.&lt;br /&gt;
Quo item XIV paschalis recte inveniatur, itemque dies lunæ, iuxta antiquum Ecclesiæ morem ex martyrologio singulis diebus ediscendi, fideli populo vere proponantur, statuimus ut, amoto aureo numero de calendario, in eius locum substituatur cyclus epactarum, qui ad certam (uti diximus) aurei numeri normam directus, efficit ut novilunium et XIV paschalis vera loca semper retineant. Idque manifeste apparet ex nostri explicatione calendarii, in quo descriptæ sunt etiam tabulæ paschales secundum priscum Ecclesiæ ritum, quo certius et facilius sacrosanctum Pascha inveniri possit.&lt;br /&gt;
Postremo, quoniam partim ob decem dies de mense Octobri anni MDLXXXII (qui correctionis annus recte dici debet) exemptos, partim ob ternos etiam dies quolibet quadringentorum annorum spatio minime intercalandos, interrumpatur necesse est cyclus literarum dominicalium XXVIII annorum ad hanc usque diem usitatus in Ecclesia Romana, volumus in eius locum substitui eumdem cyclum XXVIII annorum, ab eodem Lilio, tum ad dictam intercalandi bissexti in centesimis annis rationem, tum ad quamcumque anni solaris magnitudinem, accommodatum; ex quo litera dominicalis beneficio cycli solaris, æque facile ac prius, ut in proprio canone explicatur, reperiri possit in perpetuum.&lt;br /&gt;
Nos igitur, ut quod proprium pontificis maximi esse solet exequamur, calendarium immensa Dei erga Ecclesiam suam benignitate iam correctum atque absolutum hoc nostro decreto probamus, et Romæ una cum martyrologio imprimi, impressumque divulgari iussimus.&lt;br /&gt;
Ut vero utrumque ubique terrarum incorruptum ac mendis et erroribus purgatum servetur, omnibus in nostro et sanctæ Romanæ Ecclesiæ dominio mediate vel immediate subiecto commorantibus impressoribus, sub amissionis librorum ac centum ducatorum auri Cameræ Apostolicæ ipso facto applicandorum; aliis vero, in quacumque orbis parte consistentibus, sub excommunicationis latæ sententiæ ac aliis arbitrii nostri poenis, ne sine nostra licentia calendarium aut martyrologium, simul vel separatim, imprimere vel proponere, aut recipere ullo modo audeant vel præsumant, prohibemus.&lt;br /&gt;
Tollimus autem et abolemus omnino vetus calendarium, volumusque ut omnes patriarchæ, primates, archiepiscopi, episcopi, abbates et ceteri ecclesiarum præsides novum calendarium (ad quod etiam accomodata est ratio martyrologii), pro divinis officiis recitandis et festis celebrandis, in suas quisque ecclesias, monasteria, conventus, ordines, militias et dioeceses introducant, et eo solo utantur, tam ipsi quam ceteri omnes presbyteri et clerici sæculares et regulares utriusque sexus, necnon milites et omnes christifideles, cuius usus incipiet post decem illos dies ex mense Octobri anni MDLXXXII exemptos. Iis vero, qui adeo longinquas incolunt regiones, ut ante præscriptum a nobis tempus harum literarum notitiam habere non possint, liceat, eodem tamen Octobri mense insequentis anni MDLXXXIII vel alterius, cum primum scilicet ad eos hæ nostræ literæ pervenerint, modo a nobis paulo ante tradito, eiusmodi mutationem facere, ut copiosius in nostro calendario anni correctionis explicabitur.&lt;br /&gt;
Pro data autem nobis a Domino auctoritate hortamur et rogamus carissimum in Christo filium nostrum Rodulphum Romanorum regem illustrem in imperatorem electum, ceterosque reges, principes ac respublicas, iisdemque mandamus ut quo studio illi a nobis contenderunt, ut hoc tam præclarum opus perficeremus, eodem, immo etiam maiore, ad conservandam in celebrandis festivitatibus inter christianas nationes concordiam, nostrum hoc calendarium et ipsi suscipiant, et a cunctis sibi subiectis populis religiose suscipiendum inviolateque observandum curent.&lt;br /&gt;
Verum, quia difficile foret præsentes literas ad universa christiani orbis loca deferri, illas ad basilicæ Principis Apostolorum et Cancellariæ Apostolicæ valvas, et in acie Campi Floræ publicari et affigi; et earumdem literarum exemplis, etiam impressis, et voluminibus calendarii et martyrologii insertis et præpositis, sive manu tabellionis publici subscriptis, necnon sigillo personæ in dignitate ecclesiastica constitutæ obsignatis, eamdem prorsus indubitatam fidem ubique gentium et locorum haberi præcipimus, quæ originalibus literis exhibitis omnino haberetur.&lt;br /&gt;
Nulli ergo omnino hominum liceat hanc paginam nostrorum præceptorum, mandatorum, statutorum, voluntatis, probationis, prohibitionis, sublationis, abolitionis, hortationis et rogationis infringere, vel ei ausu temerario contraire. Si quis autem hoc attentare præsumpserit, indignationem omnipotentis Dei ac beatorum Petri et Pauli apostolorum eius se noverit incursurum. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Datum Tusculi, anno Incarnationis dominicæ MDLXXXI, sexto Kalendas Martii, pontificatus nostri anno X.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cae. Glorierius&lt;br /&gt;
A. de Alexijs&lt;/div&gt;</summary>
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&lt;hr /&gt;
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		<title>Tecnomagia</title>
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		<summary type="html">&lt;p&gt;Glerm: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;==Portal Interdimensional da Pajelança Tecnomagica==&lt;br /&gt;
[[ Arquivo:Caxingueled_LOW_anima.gif |thumb | left | Any sufficiently advanced technology is indistinguishable from magic (Arthur C. Clarke) ]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== 10 a 13 de Maio no Vale do Pavão - Na [http://nuvem.tk/ NUVEM] estação rural de arte e tecnologia ====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quais os limites da sua crença na [http://en.wikipedia.org/wiki/Normal_science ciência normal] e sua sucessão infinita de paradigmas?&lt;br /&gt;
Nós nascemos em hospitais mas fugimos da aula de anatomia e todo o pragmatismo da talha hipocrática dos bisturis afiados desta operação&lt;br /&gt;
cirúrgica de cortes dos umbigos da genealogia que definiu os nomes das crenças todas. &lt;br /&gt;
Falanges e turbas de entidades míticas que protegem o pensamento daqueles que podem crer em algo para além da metafísica da colisão de particulas que gerarariam novos universos, redefinindo as posições dos astros, estrelas e fronteiras.&lt;br /&gt;
Dissecar então a etimologia de &amp;quot;Universo&amp;quot; até chegar no fim da História para enfim repetir como farsa apoteótica?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Talvez o que querem os bastardos desta genealogia da Alquimia, Macumba, Santeria, Física Computacional Aplicada e todo seu caleidoscópio de lendas tortas derivadas e híbridas de uma mesma rede de delírios seja apenas a parte ritual de uma celebração da dúvida que persiste como impossibilidade da morte em vida. Puro Oxímoro. A pura entropia, sem as contas? Ábacos são Oráculos? Que horas temos? Faça-se carne entre nós!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Yantra symbols.gif | thumb |left | &amp;quot;É possível que os deuses não me negassem o achado de uma imagem equivalente, mas este relato ficaria contaminado de literatura, de falsidade. Mesmo porque o problema central é insolúvel: a enumeração, sequer parcial, de um conjunto infinito. Nesse instante gigantesco, vi milhões de atos prazerosos ou atrozes; nenhum me assombrou tanto como o fato de que todos ocupassem o mesmo ponto, sem superposição e sem transparência. O que viram meus olhos foi simultâneo; o que transcreverei, sucessivo, pois a linguagem o é. Algo, entretanto, registrarei.&amp;quot; (Borges - O Aleph)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Panspermia2.png | thumb |left | “O INQUISIDOR – Essa gente afirma que é da matemática que se trata e não do espírito da rebeldia e da dúvida. Mas não é de matemática que se trata. É uma inquietação horrenda que se estende pelo mundo. É a inquietação de seu próprio cérebro que eles transpuseram para a terra imóvel. Eles gritam: são os números que nos convencem! Mas os números de onde vêm? Qualquer um sabe que eles vêm da dúvida. Esses homens duvidam de tudo. Será na dúvida, e não mais na fé, que iremos fundar a sociedade humana?” (B.Brecht – Leben des Galilei)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Sincabeza.jpg| thumb |left | &amp;quot;Laikai: 空 no céu なし青色なし azul nenhuma 雲 nuvem&amp;quot;(f?r!) ]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Mandingalgo-Ritmos ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Ovo_elemental.png |thumb | 300px | right | “Computer science is no more about computers than astronomy is about telescopes.” (Edsger W. Dijkstra)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;Os feiticeiros sempre tiveram a posição anômala, na fronteira dos campos ou dos bosques. Eles assombram as fronteiras. Eles se encontram na borda do vilarejo, ou entre dois vilarejos. O importante é sua afinidade com a aliança, com o pacto, que lhes dá um estatuto oposto ao da filiação. Com o anômalo, a relação é de aliança. O feiticeiro está numa relação de aliança com Yupana como potência do anômalo.&amp;quot; (Mil Platôs v4 - deleuze &amp;amp;&amp;amp; guatarri)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seguem assim soltas, &lt;br /&gt;
as notações do papo que tivemos na sexta pós carnaval. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
o xamã é um rádio&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://www.alegrar.com.br/02/02pedro.pdf&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://www.maxwell.lambda.ele.puc-rio.br/17409/17409_5.PDF&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://www.astrumargentum.org/arquivos/amt/intro_daath.htm&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Laikai:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
空 no céu&lt;br /&gt;
なし青色なし azul nenhuma&lt;br /&gt;
雲 nuvem&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://mysticbourgeoisie.blogspot.com/&lt;br /&gt;
http://www.college-de-pataphysique.org/college/accueil.html&lt;br /&gt;
http://www.sosaci.org&lt;br /&gt;
http://deoxy.org/&lt;br /&gt;
http://weird-fiction.net/&lt;br /&gt;
http://www.naturezadivina.com.br/loja/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
une coup de daath jamais n'aboliré le ogarythm&lt;br /&gt;
http://www.youtube.com/watch?v=ZHKgcYsBfPM&lt;br /&gt;
http://labyrinthofthepsychonaut.blogspot.com/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
dispositivo experiência&lt;br /&gt;
http://www.youtube.com/watch?v=QQg-EZMEXfw&lt;br /&gt;
http://www.who.int/healthsystems/topics/technology/en/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ps: esqueci um livro do Carl Sagan aí...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a metasubcibertrans quer voltar a ativa&lt;br /&gt;
ta dentro&lt;br /&gt;
depois leio tudo&lt;br /&gt;
agora no bar com jogo ta impossivel&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Alquimias  http://xxn.org.uk/doku.php&lt;br /&gt;
Martin House &lt;br /&gt;
Jonathan&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://tecnomagxs.wordpress.com/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://filosonias.blogspot.com/2010/12/gnoise.html&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*caça fantasmas (da Goldsmith) - parapsicologia (ciência), tecnologia da mediunidade&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* tecnomagos - endomorfoses, tecnobruxarias http://1010.co.uk/xxxxx_publication.html&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*humor: http://tecnomagoo.blogspot.com/&lt;br /&gt;
http://technoshamanism.net/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
IDEIAS&lt;br /&gt;
* Conciência cósmica - sentimento de pertencimento a algo que é maior e que (neste caso, não é um sentimento cristão)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Tecnociências - conhecimento empírico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Antropomorfismo - o índio se vê como natureza. e nós?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Ecohackers, Biohackers - A nova natureza, lugar para se atravessar&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Escuta de satélites - antenas de samambaia, personagens,  neo mitos, narrativas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*culto a carga- http://en.wikipedia.org/wiki/Cargo_cul&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Protocolos rituais - programando e (des)programando ritos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* rave, drogas e xamanismo - http://en.wikipedia.org/wiki/Technoshamanism&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*http://catahistorias.files.wordpress.com/2011/11/tecnomagia-na-lista-do-ipe1.pdf&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*charlatanismos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
que mais?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
banca de doutorado valendo diploma Honoris Causa na Universidade Livre versus Universidade Nomãde assinado pelo Jodorowski e pelo Ministério de Pesca de Satélites.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* &amp;quot;banca de doutorado&amp;quot; ou &amp;quot;Inquisição&amp;quot; tanto faz o nome&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* tradução da bula que determina o calendário gregoriano, modificando datas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* fabricação de cimento artesanal para construção de um templo que será depois transformado em universidade laiKa. com o que sobrar fazer antenas gigantes: http://www.te1.com.br/2012/01/antenas-parabolicas-inusitadas-faca-voce-mesmo-sua-antena-parabolica-com-tijolo-se-cimento-so-vendo-pra-crer/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* construção de um alambique artesanal de cachaça, porém não chamar de cachaça, achar um nome sagrado para esta bebida:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* reforma agrária&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Proclamação do Calendário Que Ainda nos Assombra ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Inter Gravissimas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
by Pope Gregory XIII (Ugo Buoncampagni)&lt;br /&gt;
February 24, 1582&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
GREGORIUS EPISCOPUS&lt;br /&gt;
SERVUS SERVORUM DEI&lt;br /&gt;
AD PERPETUAM REI MEMORIAM.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
INTER gravissimas pastoralis officii nostri curas, ea postrema non est, ut quæ a sacro Tridentino concilio Sedi Apostolicæ reservata sunt, illa ad finem optatum, Deo adiutore, perducantur.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sane eiusdem concilii patres, cum ad reliquas cogitationes breviarii quoque curam adiungerent, tempore tamen exclusi, rem totam ex ipsius concilii decreto ad auctoritatem et iudicium Romani Pontificis retulerunt.&lt;br /&gt;
Duo autem breviario præcipue continentur, quorum unum preces laudesque divinas festis profestisque diebus persolvendas complectitur, alterum pertinet ad annuos Paschæ festorumque ex eo pendentium recursus, solis et lunæ motu metiendos.&lt;br /&gt;
Atque illud quidem felicis recordationis Pius V, prædecessor noster, absolvendum curavit atque edidit.&lt;br /&gt;
Hoc vero, quod nimirum exigit legitimam kalendarii restitutionem, iamdiu a Romanis Pontificibus prædecessoribus nostris et sæpius tentatum est; verum absolvi et ad exitum perduci ad hoc usque tempus non potuit, quod rationes emendandi kalendarii, quæ a coelestium motuum peritis proponebantur, propter magnas et fere inextricabiles difficultates, quas huiusmodi emendatio semper habuit, neque perennes erant, neque antiquos ecclesiasticos ritus incolumes (quod in primis hac in re curandum erat) servabant.&lt;br /&gt;
Dum itaque nos quoque, credita nobis, licet indignis, a Deo dispensatione freti, in hac cogitatione curaque versaremur, allatus est nobis liber a dilecto filio Antonio Lilio, artium et medicinæ doctore, quem quondam Aloysius eius germanus frater conscripserat, in quo per novum quemdam epactarum cyclum ab eo excogitatum, et ad certam ipsius aurei numeri normam directum, atque ad quamcumque anni solaris magnitudinem accommodatum, omnia quæ in calendario collapsa sunt, constanti ratione et sæculis omnibus duratura, sic restitui posse ostendit ut calendarium ipsum nulli umquam mutationi in posterum expositum esse videatur. Novam hanc restituendi calendarii rationem, exiguo volumine comprehensam, ad christianos principes celebrioresque universitates paucos ante annos misimus, ut res quæ omnium communis est, communi etiam omnium consilio perficeretur; illi cum, quod maxime optabamus, concordes respondissent, eorum nos omnium consensione adducti, viros ad calendarii emendationem adhibuimus in alma Urbe harum rerum peritissimos, quos longe ante ex primariis christiani orbis nationibus delegeramus. Ii cum multum temporis et diligentiæ ad eam lucubrationem adhibuissent, et cyclos tam veterum quam recentiorum undique conquisitos ac diligentissime perpensos inter se contulissent, suo et doctorum hominum, qui de ea re scripserunt, iudicio, hunc, præ ceteris, elegerunt epactarum cyclum, cui nonnulla etiam adiecerunt, quæ ex accurata circumspectione visa sunt ad calendarii perfectionem maxime pertinere.&lt;br /&gt;
Considerantes igitur nos, ad rectam paschalis festi celebrationem iuxta sanctorum patrum ac veterum Romanorum pontificum, præsertim Pii et Victoris primorum, necnon magni illius oecumenici concilii Nicæni et aliorum sanctiones, tria necessaria coniungenda et statuenda esse: primum, certam verni æquinoctii sedem; deinde rectam positionem XIV lunæ primi mensis, quæ vel in ipsum æquinoctii diem incidit, vel ei proxime succedit; postremo primum quemque diem dominicum, qui eamdem XIV lunam sequitur; curavimus non solum æquinoctium vernum in pristinam sedem, a qua iam a concilio Nicæno decem circiter diebus recessit, restituendum, et XIV paschalem suo in loco, a quo quatuor et eo amplius dies hoc tempore distat, reponendam, sed viam quoque tradendam et rationem, qua cavetur, ut in posterum æquinoctium et XIV luna a propriis sedibus numquam dimoveantur.&lt;br /&gt;
Quo igitur vernum æquinoctium, quod a patribus concilii Nicæni ad XII Kalendas Aprilis fuit constitutum, ad eamdem sedem restituatur, præcipimus et mandamus ut de mense Octobri anni MDLXXXII decem dies inclusive a tertia Nonarum usque ad pridie Idus eximantur, et dies, qui festum S. Francisci IV Nonas celebrari solitum sequitur, dicatur Idus Octobris, atque in eo celebretur festum Ss. Dionysii, Rustici et Eleutherii martyrum, cum commemoratione S. Marci papæ et confessoris, et Ss. Sergii, Bacchi, Marcelli et Apuleii martyrum; septimodecimo vero Kalendas Novembris, qui dies proxime sequitur, celebretur festum S. Callisti papæ et martyris; deinde XVI Kalendas Novembris fiat officium et missa de dominica XVIII post Pentecostem, mutata litera dominicali G in C; quintodecimo denique Kalendas Novembris dies festus agatur S. Lucæ evangelistæ, a quo reliqui deinceps agantur festi dies, prout sunt in calendario descripti.&lt;br /&gt;
Ne vero ex hac nostra decem dierum subtractione, alicui, quod ad annuas vel menstruas præstationes pertinet, præiudicium fiat, partes iudicum erunt in controversis, quæ super hoc exortæ fuerint, dictæ subtractionis rationem habere, addendo alios X dies in fine cuiuslibet præstationis.&lt;br /&gt;
Deinde, ne in posterum a XII Kalendas Aprilis æquinoctium recedat, statuimus bissextum quarto quoque anno (uti mos est) continuari debere, præterquam in centesimis annis; qui, quamvis bissextiles antea semper fuerint, qualem etiam esse volumus annum MDC, post eum tamen qui deinceps consequentur centesimi non omnes bissextiles sint, sed in quadringentis quibusque annis primi quique tres centesimi sine bissexto transigantur, quartus vero quisque centesimus bissextilis sit, ita ut annus MDCC, MDCCC, MDCCCC bissextiles non sint. Anno vero MM, more consueto dies bissextus intercaletur, Februario dies XXIX continente, idemque ordo intermittendi intercalandique bissextum diem in quadringentis quibusque annis perpetuo conservetur.&lt;br /&gt;
Quo item XIV paschalis recte inveniatur, itemque dies lunæ, iuxta antiquum Ecclesiæ morem ex martyrologio singulis diebus ediscendi, fideli populo vere proponantur, statuimus ut, amoto aureo numero de calendario, in eius locum substituatur cyclus epactarum, qui ad certam (uti diximus) aurei numeri normam directus, efficit ut novilunium et XIV paschalis vera loca semper retineant. Idque manifeste apparet ex nostri explicatione calendarii, in quo descriptæ sunt etiam tabulæ paschales secundum priscum Ecclesiæ ritum, quo certius et facilius sacrosanctum Pascha inveniri possit.&lt;br /&gt;
Postremo, quoniam partim ob decem dies de mense Octobri anni MDLXXXII (qui correctionis annus recte dici debet) exemptos, partim ob ternos etiam dies quolibet quadringentorum annorum spatio minime intercalandos, interrumpatur necesse est cyclus literarum dominicalium XXVIII annorum ad hanc usque diem usitatus in Ecclesia Romana, volumus in eius locum substitui eumdem cyclum XXVIII annorum, ab eodem Lilio, tum ad dictam intercalandi bissexti in centesimis annis rationem, tum ad quamcumque anni solaris magnitudinem, accommodatum; ex quo litera dominicalis beneficio cycli solaris, æque facile ac prius, ut in proprio canone explicatur, reperiri possit in perpetuum.&lt;br /&gt;
Nos igitur, ut quod proprium pontificis maximi esse solet exequamur, calendarium immensa Dei erga Ecclesiam suam benignitate iam correctum atque absolutum hoc nostro decreto probamus, et Romæ una cum martyrologio imprimi, impressumque divulgari iussimus.&lt;br /&gt;
Ut vero utrumque ubique terrarum incorruptum ac mendis et erroribus purgatum servetur, omnibus in nostro et sanctæ Romanæ Ecclesiæ dominio mediate vel immediate subiecto commorantibus impressoribus, sub amissionis librorum ac centum ducatorum auri Cameræ Apostolicæ ipso facto applicandorum; aliis vero, in quacumque orbis parte consistentibus, sub excommunicationis latæ sententiæ ac aliis arbitrii nostri poenis, ne sine nostra licentia calendarium aut martyrologium, simul vel separatim, imprimere vel proponere, aut recipere ullo modo audeant vel præsumant, prohibemus.&lt;br /&gt;
Tollimus autem et abolemus omnino vetus calendarium, volumusque ut omnes patriarchæ, primates, archiepiscopi, episcopi, abbates et ceteri ecclesiarum præsides novum calendarium (ad quod etiam accomodata est ratio martyrologii), pro divinis officiis recitandis et festis celebrandis, in suas quisque ecclesias, monasteria, conventus, ordines, militias et dioeceses introducant, et eo solo utantur, tam ipsi quam ceteri omnes presbyteri et clerici sæculares et regulares utriusque sexus, necnon milites et omnes christifideles, cuius usus incipiet post decem illos dies ex mense Octobri anni MDLXXXII exemptos. Iis vero, qui adeo longinquas incolunt regiones, ut ante præscriptum a nobis tempus harum literarum notitiam habere non possint, liceat, eodem tamen Octobri mense insequentis anni MDLXXXIII vel alterius, cum primum scilicet ad eos hæ nostræ literæ pervenerint, modo a nobis paulo ante tradito, eiusmodi mutationem facere, ut copiosius in nostro calendario anni correctionis explicabitur.&lt;br /&gt;
Pro data autem nobis a Domino auctoritate hortamur et rogamus carissimum in Christo filium nostrum Rodulphum Romanorum regem illustrem in imperatorem electum, ceterosque reges, principes ac respublicas, iisdemque mandamus ut quo studio illi a nobis contenderunt, ut hoc tam præclarum opus perficeremus, eodem, immo etiam maiore, ad conservandam in celebrandis festivitatibus inter christianas nationes concordiam, nostrum hoc calendarium et ipsi suscipiant, et a cunctis sibi subiectis populis religiose suscipiendum inviolateque observandum curent.&lt;br /&gt;
Verum, quia difficile foret præsentes literas ad universa christiani orbis loca deferri, illas ad basilicæ Principis Apostolorum et Cancellariæ Apostolicæ valvas, et in acie Campi Floræ publicari et affigi; et earumdem literarum exemplis, etiam impressis, et voluminibus calendarii et martyrologii insertis et præpositis, sive manu tabellionis publici subscriptis, necnon sigillo personæ in dignitate ecclesiastica constitutæ obsignatis, eamdem prorsus indubitatam fidem ubique gentium et locorum haberi præcipimus, quæ originalibus literis exhibitis omnino haberetur.&lt;br /&gt;
Nulli ergo omnino hominum liceat hanc paginam nostrorum præceptorum, mandatorum, statutorum, voluntatis, probationis, prohibitionis, sublationis, abolitionis, hortationis et rogationis infringere, vel ei ausu temerario contraire. Si quis autem hoc attentare præsumpserit, indignationem omnipotentis Dei ac beatorum Petri et Pauli apostolorum eius se noverit incursurum. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Datum Tusculi, anno Incarnationis dominicæ MDLXXXI, sexto Kalendas Martii, pontificatus nostri anno X.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cae. Glorierius&lt;br /&gt;
A. de Alexijs&lt;/div&gt;</summary>
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&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&amp;quot;Os feiticeiros sempre tiveram a posição anômala, na fronteira dos campos ou dos bosques. Eles assombram as fronteiras. Eles se encontram na borda do vilarejo, ou entre dois vilarejos. O importante é sua afinidade com a aliança, com o pacto, que lhes dá um estatuto oposto ao da filiação. Com o anômalo, a relação é de aliança. O feiticeiro está numa relação de aliança com o demônio como potência do anômalo.&amp;quot; (Mil Platôs v4 - deleuze &amp;amp;&amp;amp; guatarri)&lt;/div&gt;</summary>
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&lt;div&gt;panspermia... carrengando...&lt;br /&gt;
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[[Yupana Kernel ]]&lt;br /&gt;
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Cozinhando Dados Críticos - Poçoes, receitas, mandingas e outros placebos... &lt;br /&gt;
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&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;API Media Wiki (Yupana Unicode Utopia) - http://packages.python.org/simplemediawiki/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Scrambler de Wikipedia - http://pastebin.com/m7ZU1qyw&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estudos de Geradores de Partituras - http://artesanato.devolts.org/?page_id=206&lt;/div&gt;</summary>
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