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		<title>wiki da nuvem - Contribuições do(a) usuário(a) [pt-br]</title>
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		<subtitle>Contribuições do(a) usuário(a)</subtitle>
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		<title>Inês Nin 2016</title>
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		<summary type="html">&lt;p&gt;Azuisazuis: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Arquivo:N04.jpg|center|1000px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
escrevi isso numa tarde, depois de ruminar por uns dias. procurar olhar para os acontecimentos com outros olhos. pensei muito nisso de enviesar o olhar, tentar observar sob outro canto, de outros lugares. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
carinhosamente, buscando outros modos de encontrar, comunicar. um escrito longo. um fôlego, alguns. chove forte lá fora, de novo. quase tudo é água aqui. respirar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
corpo que se levanta, também. que observa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
seja o que vier, não segura, não&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
sejamos grandes&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
você é&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;amp;nbsp; &lt;br /&gt;
&amp;amp;nbsp; &lt;br /&gt;
&amp;amp;nbsp; &lt;br /&gt;
&amp;amp;nbsp; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:N05.jpg|center|1000px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
evocar todas as forças em uma. temos várias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
te sinto amor e abraços, corpo, espírito, trocas infinitas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a despeito do quanto duraram nossos encontros, chamo todos infinitos. talvez porque houve plenitude, cotidiano, afeto. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
amor grande estou, aqui dentro, agora observo. o mundo em volta e como nele me situo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
é verdade que a gente carrega tudo consigo, sim é claro, mas às vezes ao se deslocar variam também os ruídos, podem mesmo diminuir.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
um dos maiores ruídos com o qual não sei lidar é internet. por isso tenho limitado os acessos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
aqui funciona, estava até melhor do que previa, mas ontem choveu e deve ter dado algo com a antena. logo volta, dizem. fato é que caiu um raio bem perto, eu vi, depois o estrondo foi tão gigante que tremeu a casa. estou no sótão, terceiro andar. uma caverninha quase escondida donde se vê as coisas do alto. teto baixo, inclinado. me sinto acolhida e me escondo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
tem muitos pinheiros em volta, me encho do cheiro que emanam e isso me faz feliz. ainda caminhei pouco, até agora, estou a me entender com os dentros e os modos de andar. pé machucado, em subjetivo, o corpo tentando se reentender na dança. que na verdade é inventar uma dança, posto que me encaro sempre em começos. um exercício gigante, e supremo, esse de memória. olhar para o caminho percorrido e tentar reentender o novelo, desatar os nós que forem possíveis de desatar, seguir adiante. tem muitos novelos embolados aqui, uns mais protuberantes que outros. uns brilham, têm diversas cores. em certa medida escolho com quais quero lidar. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
um abraço em novelo, um abraço com zelo e afeto em nome de tudo o que passou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:N01.jpg|center|1000px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:N02.jpg|center|1000px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
tenho que reconhecer os meus medos partidos, as vontades de sair, toda a tormenta que saiu daqui e que depois que passa não lembro mais como nem quando, não com detalhes. estar no presente, em especial se esse pode ser mais alegre e de ânimo recomposto, me traz também uma espécie de esquecimento do que já foi. fazer esse exercício de retornar ao que já foi e como fomos, como agimos e tudo o que provocamos, qual foi o desenrolar das coisas até aqui, é difícil, mas importante para entender como fluir. uma vez que estou em relação, não é suficiente eu elaborar comigo quais são as minhas prioridades supremas e acreditar que o mundo simplesmente irá me abraçar de novo como se não houvesse outra vez. é bobo, mas é isso que tenho vivido. a cabeça anuviada em desespero, de tempos muito custosos, dolorosos, incomodamente insanos e sem espaço para existir um em si que se faz pleno antes de estar com os outros. e como isso é importante.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:In%C3%AAs_Nin004.jpg|center|1000px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:In%C3%AAs_Nin006.jpg|center|1000px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
me lembro muito de escuta, que no primeiro e-mail que vc me enviou quando ficamos juntas você falava de escuta, que havia escuta, e eu lembro que não faz muito tempo me enamorei da palavra. estudava então escritos sobre som, ruído e escuta, nos quais a parte da percepção e do silêncio sempre se destacaram. eu já conhecia alguns deles havia muito tempo, mas ao organizar encontros em torno da escuta em 2014, junto a uma amiga, comecei a pesquisar todos os usos e flexões da palavra, e entendi que para a dança que me interessava era tão essencial escutar o corpo da/o outra/o. para estar no mundo é também necessário escuta. escutar a si mesmo, profundamente, é meditação. algo que tantas vezes não conseguimos, dado o ruído não só do mundo mas aquele que está na gente mesmo. encalacrado lá no fundo, mas também manifesto na superfície, latejante, e de verdade, se deixamos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:In%C3%AAs_Nin026.jpg|center|1000px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
peço que você leia esse e-mail como uma carta, escrito fora da rede, fora dos tempos enlouquecidos de imediatez sem escuta. eu preciso de tempo para escutar, às vezes. a mim mesma. preciso desses esconderijos forjados, muito, e não raro acho difícil me dar a essas aberturas (ou fechamentos) estando junto, estando em relação, seja ela qual for. e estando no mundo, por isso fui morar só! mas não pretendo estar só, não é meu desejo não estar em relação, não fazer junto, mas o contrário. e quando falo em antes e depois, sobre existir só primeiro para depois existir junto, me lembro que esse é um movimento que acontece em ciclos, ciclos diários talvez, ciclos de minutos, ciclos mais longos às vezes. claro que o mundo nem sempre se transforma no ritmo em que nós nos transformamos, de modo que nunca sabemos que estado de coisas e de pessoas encontraremos ao enfim sair do esconderijo. e aí entra outro desafio, outra espécie de prontidão de corpo que se apresenta, que é estar em sintonia, em sincronia em tempos variantes. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
daí, a dança. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:In%C3%AAs_Nin019.jpg|center|1000px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
penso em chute no ar. em pedra. colisão, sim. movimento desordenado. como antes de algo adquirir forma, ele corre sem rumo, arrisca, atira, colide. deixa sair o que há, que pode variar entre afeto e dor. é desordem. desordem que sai, não precisa sair junto, às vezes melhor elaborar só, mas tem coisa que só se vê e se lida se aparece, daí, quem sabe, junto. bicho informe, acho que aquilo de que vc mais tem medo. movimentos desordenados colisão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
é a sociedade que, polida, quer ver polidos todos os seus membros. um modo de manter a ordem, mas também de manter as pessoas distantes, com começos e fins bem delimitados entre elas, lugares.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:In%C3%AAs_Nin020.jpg|center|1000px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
eu gosto de fazer, procurar, estar junto. gosto de me dar ao caos do não saber e dançar junto, de me dar às proezas. estar junto sempre desafio, e não é estar junto qualquer pessoa, de qualquer jeito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
木&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
procurar um abismo onde deixar as coisas duras, vê-las colidir consigo mesmas, sumir. não dar atenção a elas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
te gosto, sinto um amor bonito nas coisas da gente junto. te acho tão bonita quando te vejo que das últimas vezes evitava olhar. porque estava ali toda a tormenta, todos sentimentos guardados, bonitos e feios, e uma vida que via você tocando, de modo ou de outro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
林&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
talvez um movimento entender e olhar isso de fato, num primeiro momento, pela alegria de toda essa troca em potência, e também pela conversa que se deu de fato em &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:In%C3%AAs_Nin010.jpg|center|1000px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:N11.jpg|center|1000px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
森&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Azuisazuis</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>https://wiki.nuvem.art.br/index.php?title=In%C3%AAs_Nin_2016&amp;diff=14382</id>
		<title>Inês Nin 2016</title>
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		<summary type="html">&lt;p&gt;Azuisazuis: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Arquivo:N04.jpg|center|1000px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
escrevi isso numa tarde, depois de ruminar por uns dias. procurar olhar para os acontecimentos com outros olhos. pensei muito nisso de enviesar o olhar, tentar observar sob outro canto, de outros lugares. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
carinhosamente, buscando outros modos de encontrar, comunicar. um escrito longo. um fôlego, alguns. chove forte lá fora, de novo. quase tudo é água aqui. respirar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
corpo que se levanta, também. que observa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
seja o que vier, não segura, não&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
sejamos grandes&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
você é&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;amp;nbsp; &lt;br /&gt;
&amp;amp;nbsp; &lt;br /&gt;
&amp;amp;nbsp; &lt;br /&gt;
&amp;amp;nbsp; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:N05.jpg|center|1000px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
evocar todas as forças em uma. temos várias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
te sinto amor e abraços, corpo, espírito, trocas infinitas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a despeito do quanto duraram nossos encontros, chamo todos infinitos. talvez porque houve plenitude, cotidiano, afeto. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
amor grande estou, aqui dentro, agora observo. o mundo em volta e como nele me situo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
é verdade que a gente carrega tudo consigo, sim é claro, mas às vezes ao se deslocar variam também os ruídos, podem mesmo diminuir.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
um dos maiores ruídos com o qual não sei lidar é internet. por isso tenho limitado os acessos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
aqui funciona, estava até melhor do que previa, mas ontem choveu e deve ter dado algo com a antena. logo volta, dizem. fato é que caiu um raio bem perto, eu vi, depois o estrondo foi tão gigante que tremeu a casa. estou no sótão, terceiro andar. uma caverninha quase escondida donde se vê as coisas do alto. teto baixo, inclinado. me sinto acolhida e me escondo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
tem muitos pinheiros em volta, me encho do cheiro que emanam e isso me faz feliz. ainda caminhei pouco, até agora, estou a me entender com os dentros e os modos de andar. pé machucado, em subjetivo, o corpo tentando se reentender na dança. que na verdade é inventar uma dança, posto que me encaro sempre em começos. um exercício gigante, e supremo, esse de memória. olhar para o caminho percorrido e tentar reentender o novelo, desatar os nós que forem possíveis de desatar, seguir adiante. tem muitos novelos embolados aqui, uns mais protuberantes que outros. uns brilham, têm diversas cores. em certa medida escolho com quais quero lidar. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
um abraço em novelo, um abraço com zelo e afeto em nome de tudo o que passou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:N01.jpg|center|1000px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:N02.jpg|center|1000px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
tenho que reconhecer os meus medos partidos, as vontades de sair, toda a tormenta que saiu daqui e que depois que passa não lembro mais como nem quando, não com detalhes. estar no presente, em especial se esse pode ser mais alegre e de ânimo recomposto, me traz também uma espécie de esquecimento do que já foi. fazer esse exercício de retornar ao que já foi e como fomos, como agimos e tudo o que provocamos, qual foi o desenrolar das coisas até aqui, é difícil, mas importante para entender como fluir. uma vez que estou em relação, não é suficiente eu elaborar comigo quais são as minhas prioridades supremas e acreditar que o mundo simplesmente irá me abraçar de novo como se não houvesse outra vez. é bobo, mas é isso que tenho vivido. a cabeça anuviada em desespero, de tempos muito custosos, dolorosos, incomodamente insanos e sem espaço para existir um em si que se faz pleno antes de estar com os outros. e como isso é importante.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:In%C3%AAs_Nin004.jpg|center|1000px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:In%C3%AAs_Nin006.jpg|center|1000px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
me lembro muito de escuta, que no primeiro e-mail que vc me enviou quando ficamos juntas você falava de escuta, que havia escuta, e eu lembro que não faz muito tempo me enamorei da palavra. estudava então escritos sobre som, ruído e escuta, nos quais a parte da percepção e do silêncio sempre se destacaram. eu já conhecia alguns deles havia muito tempo, mas ao organizar encontros em torno da escuta em 2014, junto a uma amiga, comecei a pesquisar todos os usos e flexões da palavra, e entendi que para a dança que me interessava era tão essencial escutar o corpo da/o outra/o. para estar no mundo é também necessário escuta. escutar a si mesmo, profundamente, é meditação. algo que tantas vezes não conseguimos, dado o ruído não só do mundo mas aquele que está na gente mesmo. encalacrado lá no fundo, mas também manifesto na superfície, latejante, e de verdade, se deixamos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:In%C3%AAs_Nin026.jpg|center|1000px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
peço que você leia esse e-mail como uma carta, escrito fora da rede, fora dos tempos enlouquecidos de imediatez sem escuta. eu preciso de tempo para escutar, às vezes. a mim mesma. preciso desses esconderijos forjados, muito, e não raro acho difícil me dar a essas aberturas (ou fechamentos) estando junto, estando em relação, seja ela qual for. e estando no mundo, por isso fui morar só! mas não pretendo estar só, não é meu desejo não estar em relação, não fazer junto, mas o contrário. e quando falo em antes e depois, sobre existir só primeiro para depois existir junto, me lembro que esse é um movimento que acontece em ciclos, ciclos diários talvez, ciclos de minutos, ciclos mais longos às vezes. claro que o mundo nem sempre se transforma no ritmo em que nós nos transformamos, de modo que nunca sabemos que estado de coisas e de pessoas encontraremos ao enfim sair do esconderijo. e aí entra outro desafio, outra espécie de prontidão de corpo que se apresenta, que é estar em sintonia, em sincronia em tempos variantes. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
daí, a dança. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:In%C3%AAs_Nin019.jpg|center|1000px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
penso em chute no ar. em pedra. colisão, sim. movimento desordenado. como antes de algo adquirir forma, ele corre sem rumo, arrisca, atira, colide. deixa sair o que há, que pode variar entre afeto e dor. é desordem. desordem que sai, não precisa sair junto, às vezes melhor elaborar só, mas tem coisa que só se vê e se lida se aparece, daí, quem sabe, junto. bicho informe, acho que aquilo de que vc mais tem medo. movimentos desordenados colisão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
é a sociedade que, polida, quer ver polidos todos os seus membros. um modo de manter a ordem, mas também de manter as pessoas distantes, com começos e fins bem delimitados entre elas, lugares.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:In%C3%AAs_Nin020.jpg|center|1000px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
eu gosto de fazer, procurar, estar junto. gosto de me dar ao caos do não saber e dançar junto, de me dar às proezas. estar junto sempre desafio, e não é estar junto qualquer pessoa, de qualquer jeito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
木&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
procurar um abismo onde deixar as coisas duras, vê-las colidir consigo mesmas, sumir. não dar atenção a elas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
te gosto, sinto um amor bonito nas coisas da gente junto. te acho tão bonita quando te vejo que das últimas vezes evitava olhar. porque estava ali toda a tormenta, todos sentimentos guardados, bonitos e feios, e uma vida que via você tocando, de modo ou de outro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
木&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
talvez um movimento entender e olhar isso de fato, num primeiro momento, pela alegria de toda essa troca em potência, e também pela conversa que se deu de fato em &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:In%C3%AAs_Nin010.jpg|center|1000px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:N11.jpg|center|1000px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
森&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Azuisazuis</name></author>	</entry>

	<entry>
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		<title>Inês Nin 2016</title>
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				<updated>2016-04-27T05:46:47Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Azuisazuis: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Arquivo:N04.jpg|center|1000px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
escrevi isso numa tarde, depois de ruminar por uns dias. procurar olhar para os acontecimentos com outros olhos. pensei muito nisso de enviesar o olhar, tentar observar sob outro canto, de outros lugares. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
carinhosamente, buscando outros modos de encontrar, comunicar. um escrito longo. um fôlego, alguns. chove forte lá fora, de novo. quase tudo é água aqui. respirar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
corpo que se levanta, também. que observa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
seja o que vier, não segura, não&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
sejamos grandes&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
você é&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;amp;nbsp; &lt;br /&gt;
&amp;amp;nbsp; &lt;br /&gt;
&amp;amp;nbsp; &lt;br /&gt;
&amp;amp;nbsp; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:N05.jpg|center|1000px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
evocar todas as forças em uma. temos várias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
te sinto amor e abraços, corpo, espírito, trocas infinitas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a despeito do quanto duraram nossos encontros, chamo todos infinitos. talvez porque houve plenitude, cotidiano, afeto. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
amor grande estou, aqui dentro, agora observo. o mundo em volta e como nele me situo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
é verdade que a gente carrega tudo consigo, sim é claro, mas às vezes ao se deslocar variam também os ruídos, podem mesmo diminuir.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
um dos maiores ruídos com o qual não sei lidar é internet. por isso tenho limitado os acessos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
aqui funciona, estava até melhor do que previa, mas ontem choveu e deve ter dado algo com a antena. logo volta, dizem. fato é que caiu um raio bem perto, eu vi, depois o estrondo foi tão gigante que tremeu a casa. estou no sótão, terceiro andar. uma caverninha quase escondida donde se vê as coisas do alto. teto baixo, inclinado. me sinto acolhida e me escondo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
tem muitos pinheiros em volta, me encho do cheiro que emanam e isso me faz feliz. ainda caminhei pouco, até agora, estou a me entender com os dentros e os modos de andar. pé machucado, em subjetivo, o corpo tentando se reentender na dança. que na verdade é inventar uma dança, posto que me encaro sempre em começos. um exercício gigante, e supremo, esse de memória. olhar para o caminho percorrido e tentar reentender o novelo, desatar os nós que forem possíveis de desatar, seguir adiante. tem muitos novelos embolados aqui, uns mais protuberantes que outros. uns brilham, têm diversas cores. em certa medida escolho com quais quero lidar. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
um abraço em novelo, um abraço com zelo e afeto em nome de tudo o que passou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:N01.jpg|center|1000px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
tenho que reconhecer os meus medos partidos, as vontades de sair, toda a tormenta que saiu daqui e que depois que passa não lembro mais como nem quando, não com detalhes. estar no presente, em especial se esse pode ser mais alegre e de ânimo recomposto, me traz também uma espécie de esquecimento do que já foi. fazer esse exercício de retornar ao que já foi e como fomos, como agimos e tudo o que provocamos, qual foi o desenrolar das coisas até aqui, é difícil, mas importante para entender como fluir. uma vez que estou em relação, não é suficiente eu elaborar comigo quais são as minhas prioridades supremas e acreditar que o mundo simplesmente irá me abraçar de novo como se não houvesse outra vez. é bobo, mas é isso que tenho vivido. a cabeça anuviada em desespero, de tempos muito custosos, dolorosos, incomodamente insanos e sem espaço para existir um em si que se faz pleno antes de estar com os outros. e como isso é importante.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:In%C3%AAs_Nin004.jpg|center|1000px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:In%C3%AAs_Nin006.jpg|center|1000px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
me lembro muito de escuta, que no primeiro e-mail que vc me enviou quando ficamos juntas você falava de escuta, que havia escuta, e eu lembro que não faz muito tempo me enamorei da palavra. estudava então escritos sobre som, ruído e escuta, nos quais a parte da percepção e do silêncio sempre se destacaram. eu já conhecia alguns deles havia muito tempo, mas ao organizar encontros em torno da escuta em 2014, junto a uma amiga, comecei a pesquisar todos os usos e flexões da palavra, e entendi que para a dança que me interessava era tão essencial escutar o corpo da/o outra/o. para estar no mundo é também necessário escuta. escutar a si mesmo, profundamente, é meditação. algo que tantas vezes não conseguimos, dado o ruído não só do mundo mas aquele que está na gente mesmo. encalacrado lá no fundo, mas também manifesto na superfície, latejante, e de verdade, se deixamos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:In%C3%AAs_Nin026.jpg|center|1000px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
peço que você leia esse e-mail como uma carta, escrito fora da rede, fora dos tempos enlouquecidos de imediatez sem escuta. eu preciso de tempo para escutar, às vezes. a mim mesma. preciso desses esconderijos forjados, muito, e não raro acho difícil me dar a essas aberturas (ou fechamentos) estando junto, estando em relação, seja ela qual for. e estando no mundo, por isso fui morar só! mas não pretendo estar só, não é meu desejo não estar em relação, não fazer junto, mas o contrário. e quando falo em antes e depois, sobre existir só primeiro para depois existir junto, me lembro que esse é um movimento que acontece em ciclos, ciclos diários talvez, ciclos de minutos, ciclos mais longos às vezes. claro que o mundo nem sempre se transforma no ritmo em que nós nos transformamos, de modo que nunca sabemos que estado de coisas e de pessoas encontraremos ao enfim sair do esconderijo. e aí entra outro desafio, outra espécie de prontidão de corpo que se apresenta, que é estar em sintonia, em sincronia em tempos variantes. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
daí, a dança. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:In%C3%AAs_Nin019.jpg|center|1000px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
penso em chute no ar. em pedra. colisão, sim. movimento desordenado. como antes de algo adquirir forma, ele corre sem rumo, arrisca, atira, colide. deixa sair o que há, que pode variar entre afeto e dor. é desordem. desordem que sai, não precisa sair junto, às vezes melhor elaborar só, mas tem coisa que só se vê e se lida se aparece, daí, quem sabe, junto. bicho informe, acho que aquilo de que vc mais tem medo. movimentos desordenados colisão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
é a sociedade que, polida, quer ver polidos todos os seus membros. um modo de manter a ordem, mas também de manter as pessoas distantes, com começos e fins bem delimitados entre elas, lugares.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:In%C3%AAs_Nin018.jpg|center|1000px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
eu gosto de fazer, procurar, estar junto. gosto de me dar ao caos do não saber e dançar junto, de me dar às proezas. estar junto sempre desafio, e não é estar junto qualquer pessoa, de qualquer jeito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
木&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
procurar um abismo onde deixar as coisas duras, vê-las colidir consigo mesmas, sumir. não dar atenção a elas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
te gosto, sinto um amor bonito nas coisas da gente junto. te acho tão bonita quando te vejo que das últimas vezes evitava olhar. porque estava ali toda a tormenta, todos sentimentos guardados, bonitos e feios, e uma vida que via você tocando, de modo ou de outro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
木&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
talvez um movimento entender e olhar isso de fato, num primeiro momento, pela alegria de toda essa troca em potência, e também pela conversa que se deu de fato em &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:In%C3%AAs_Nin010.jpg|center|1000px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:N11.jpg|center|1000px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
森&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Azuisazuis</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>https://wiki.nuvem.art.br/index.php?title=In%C3%AAs_Nin_2016&amp;diff=14380</id>
		<title>Inês Nin 2016</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.nuvem.art.br/index.php?title=In%C3%AAs_Nin_2016&amp;diff=14380"/>
				<updated>2016-04-27T05:45:53Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Azuisazuis: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Arquivo:N04.jpg|center|1000px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
escrevi isso numa tarde, depois de ruminar por uns dias. procurar olhar para os acontecimentos com outros olhos. pensei muito nisso de enviesar o olhar, tentar observar sob outro canto, de outros lugares. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
carinhosamente, buscando outros modos de encontrar, comunicar. um escrito longo. um fôlego, alguns. chove forte lá fora, de novo. quase tudo é água aqui. respirar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
corpo que se levanta, também. que observa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
seja o que vier, não segura, não&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
sejamos grandes&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
você é&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;amp;nbsp; &lt;br /&gt;
&amp;amp;nbsp; &lt;br /&gt;
&amp;amp;nbsp; &lt;br /&gt;
&amp;amp;nbsp; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:N05.jpg|center|1000px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
evocar todas as forças em uma. temos várias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
te sinto amor e abraços, corpo, espírito, trocas infinitas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a despeito do quanto duraram nossos encontros, chamo todos infinitos. talvez porque houve plenitude, cotidiano, afeto. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
amor grande estou, aqui dentro, agora observo. o mundo em volta e como nele me situo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
é verdade que a gente carrega tudo consigo, sim é claro, mas às vezes ao se deslocar variam também os ruídos, podem mesmo diminuir.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
um dos maiores ruídos com o qual não sei lidar é internet. por isso tenho limitado os acessos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
aqui funciona, estava até melhor do que previa, mas ontem choveu e deve ter dado algo com a antena. logo volta, dizem. fato é que caiu um raio bem perto, eu vi, depois o estrondo foi tão gigante que tremeu a casa. estou no sótão, terceiro andar. uma caverninha quase escondida donde se vê as coisas do alto. teto baixo, inclinado. me sinto acolhida e me escondo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
tem muitos pinheiros em volta, me encho do cheiro que emanam e isso me faz feliz. ainda caminhei pouco, até agora, estou a me entender com os dentros e os modos de andar. pé machucado, em subjetivo, o corpo tentando se reentender na dança. que na verdade é inventar uma dança, posto que me encaro sempre em começos. um exercício gigante, e supremo, esse de memória. olhar para o caminho percorrido e tentar reentender o novelo, desatar os nós que forem possíveis de desatar, seguir adiante. tem muitos novelos embolados aqui, uns mais protuberantes que outros. uns brilham, têm diversas cores. em certa medida escolho com quais quero lidar. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
um abraço em novelo, um abraço com zelo e afeto em nome de tudo o que passou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:N01.jpg|center|1000px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
tenho que reconhecer os meus medos partidos, as vontades de sair, toda a tormenta que saiu daqui e que depois que passa não lembro mais como nem quando, não com detalhes. estar no presente, em especial se esse pode ser mais alegre e de ânimo recomposto, me traz também uma espécie de esquecimento do que já foi. fazer esse exercício de retornar ao que já foi e como fomos, como agimos e tudo o que provocamos, qual foi o desenrolar das coisas até aqui, é difícil, mas importante para entender como fluir. uma vez que estou em relação, não é suficiente eu elaborar comigo quais são as minhas prioridades supremas e acreditar que o mundo simplesmente irá me abraçar de novo como se não houvesse outra vez. é bobo, mas é isso que tenho vivido. a cabeça anuviada em desespero, de tempos muito custosos, dolorosos, incomodamente insanos e sem espaço para existir um em si que se faz pleno antes de estar com os outros. e como isso é importante.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:In%C3%AAs_Nin004.jpg|center|1000px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:In%C3%AAs_Nin006.jpg|center|1000px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
me lembro muito de escuta, que no primeiro e-mail que vc me enviou quando ficamos juntas você falava de escuta, que havia escuta, e eu lembro que não faz muito tempo me enamorei da palavra. estudava então escritos sobre som, ruído e escuta, nos quais a parte da percepção e do silêncio sempre se destacaram. eu já conhecia alguns deles havia muito tempo, mas ao organizar encontros em torno da escuta em 2014, junto a uma amiga, comecei a pesquisar todos os usos e flexões da palavra, e entendi que para a dança que me interessava era tão essencial escutar o corpo da/o outra/o. para estar no mundo é também necessário escuta. escutar a si mesmo, profundamente, é meditação. algo que tantas vezes não conseguimos, dado o ruído não só do mundo mas aquele que está na gente mesmo. encalacrado lá no fundo, mas também manifesto na superfície, latejante, e de verdade, se deixamos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:In%C3%AAs_Nin026.jpg|center|1000px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
peço que você leia esse e-mail como uma carta, escrito fora da rede, fora dos tempos enlouquecidos de imediatez sem escuta. eu preciso de tempo para escutar, às vezes. a mim mesma. preciso desses esconderijos forjados, muito, e não raro acho difícil me dar a essas aberturas (ou fechamentos) estando junto, estando em relação, seja ela qual for. e estando no mundo, por isso fui morar só! mas não pretendo estar só, não é meu desejo não estar em relação, não fazer junto, mas o contrário. e quando falo em antes e depois, sobre existir só primeiro para depois existir junto, me lembro que esse é um movimento que acontece em ciclos, ciclos diários talvez, ciclos de minutos, ciclos mais longos às vezes. claro que o mundo nem sempre se transforma no ritmo em que nós nos transformamos, de modo que nunca sabemos que estado de coisas e de pessoas encontraremos ao enfim sair do esconderijo. e aí entra outro desafio, outra espécie de prontidão de corpo que se apresenta, que é estar em sintonia, em sincronia em tempos variantes. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
daí, a dança. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:In%C3%AAs_Nin019.jpg|center|1000px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
penso em chute no ar. em pedra. colisão, sim. movimento desordenado. como antes de algo adquirir forma, ele corre sem rumo, arrisca, atira, colide. deixa sair o que há, que pode variar entre afeto e dor. é desordem. desordem que sai, não precisa sair junto, às vezes melhor elaborar só, mas tem coisa que só se vê e se lida se aparece, daí, quem sabe, junto. bicho informe, acho que aquilo de que vc mais tem medo. movimentos desordenados colisão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
é a sociedade que, polida, quer ver polidos todos os seus membros. um modo de manter a ordem, mas também de manter as pessoas distantes, com começos e fins bem delimitados entre elas, lugares.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:In%C3%AAs_Nin018.jpg|center|1000px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
eu gosto de fazer, procurar, estar junto. gosto de me dar ao caos do não saber e dançar junto, de me dar às proezas. estar junto sempre desafio, e não é estar junto qualquer pessoa, de qualquer jeito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
木&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
procurar um abismo onde deixar as coisas duras, vê-las colidir consigo mesmas, sumir. não dar atenção a elas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
te gosto, sinto um amor bonito nas coisas da gente junto. te acho tão bonita quando te vejo que das últimas vezes evitava olhar. porque estava ali toda a tormenta, todos sentimentos guardados, bonitos e feios, e uma vida que via você tocando, de modo ou de outro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
木&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
talvez um movimento entender e olhar isso de fato, num primeiro momento, pela alegria de toda essa troca em potência, e também pela conversa que se deu de fato em &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:In%C3%AAs_Nin010.jpg|center|1000px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:N11.jpg|center|1000px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
森&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Azuisazuis</name></author>	</entry>

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&lt;hr /&gt;
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&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Azuisazuis</name></author>	</entry>

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&lt;hr /&gt;
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		<author><name>Azuisazuis</name></author>	</entry>

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		<title>Inês Nin</title>
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		<summary type="html">&lt;p&gt;Azuisazuis: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Arquivo:Azuisnuvem640.jpg|450px]] [[Arquivo:Parabolica.jpg|450px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= assunto =&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
imergir na nuvem, compreendendo seu caráter interdisciplinar que traça linhas tangentes entre artes, saberes e técnicas diversas, para me concentrar em produzir sobretudo textos, podendo se desdobrar em eventuais registros ou ações de outra ordem (fotografias, desenhos, derivas). ao final da residência, me comprometo em gerar, como meta mínima, uma pequena publicação com o material gerado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a ideia é habitar um espaço rural, distante em muitas dimensões do cotidiano urbano de concentração caótica e que tanto desconcentra. um outro aspecto relevante é sem dúvida o ambiente tecnomágico, povoado de potências e atividades em curso, como soma da trajetória do espaço e das pessoas que por ali passam. é a busca por uma intensidade que acomete um recorte de tempo determinado, em lugar propício. busca de concentração, foco produtivo, devaneios e trocas em grupo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
pontos norteadores: cultura DIY, filosofia da técnica, micropráticas coletivas, devaneios, deslocamentos, adaptações e meios adotados em relação ao espaço.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= chegada =&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== estrada ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Ss-ascetica.jpg|800px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
quero dar conta de bastante coisa. escolho livros, troco para uma mala maior, no final percebo que só trouxe obras de teoria. e a magia que acolhe tão feliz esses recantos no mato! preciso de poesia, também. um pouco de ficção para os dias e para as máquinas que nos circundam. e para a teoria, sim. sabemos. óbvio que a primeira coisa que faço no domingo é explorar a estante de livros, depois de passar a madrugada fissurada num volume sobre os maias deixado sobre a mesa: absorver o máximo do ambiente. o ar é mais frio que o de costume e agrada. às vezes páro no caminho para tentar identificar um ou outro cheiro de planta. me oferecem uma carona, primeiro um cara numa moto (penso como caberá minha mala naquela moto), em seguida surgem amigos dele a bordo de uma picape – que alegria! e venho por 5 ou 7 minutos ganhando vento no rosto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
um palpite para um começo ou um norte possível ainda em aberto é me basear na meditação sobre a técnica de ortega y gasset. algumas questões ainda no caminho são principalmente que não terminei de ler o texto, preciso ver ainda se serve. mas enquanto imprimia, antes de vir, uma ideia me surgiu: na tradução em português baixada do scribd, as páginas não estão numeradas (são 25, contra cento e tantas do scan do livro original em espanhol), e enquanto imprimo algumas saem do lugar. localizo-as, então, comparando com o arquivo digital, uma a uma a partir da primeira palavra no topo do lado esquerdo da página. reunidas, formam uma composição interessante, e faço uma anotação mental de sublinhá-las e ver no que dá. decido então não grampear as folhas, as trago presas no clip amarelo encontrado no último dia no vipassana, pensando na possibilidade de serem reordenadas, como as peças de um jogo (tal como o rayuela e outros experimentos literários).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
na nuvem. chego cansada, há castellano, mulheres, aconchego, um cara é francês. adquiro um automático de me dirigir a todos que ainda não conheço em portuñol, recuo. comida, boas conversas se iniciam à mesa ou em qualquer lugar. cada um conta um pouco do que faz, às vezes passeio pela varanda e pergunto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
reconhecimento de área. várias coisas diferentes desde a minha última vinda, é claro, faz pouco mais de um ano. na época o espaço ainda começava, os meninos andavam pelo jardim pescando satélites com antenas feitas de bambu e alumínio, tão bonito. foi um final de semana curto e inicial. agora há uma instalação de fios coloridos no jardim – são barcos! que me remetem a qualquer coisa xamânica (há alguns objetos distintos presos na rede que se forma). e bicicletas, memórias, imagens, tantas coisas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== estante ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
pego um livro para ler da estante. ainda não comecei a escrever ou a tocar a proposta inicial, de algum modo. mais um tempo em reconhecimento. elementos encontrados no ambiente também fazem parte do trabalho – na verdade, é um tanto sobre isso. pegar a bagagem que carrego, aproveitar para desenvolvê-la e organizá-la um pouco, e uni-la ao que encontrar por aqui, absorvendo e misturando com o que trazem os outros. o produto será um ponto feito no espaço: restrito pelo recorte de tempo, tem uma data limite para se delinear. para isso é preciso de um pouco de organização, que esboço aproximada na cabeça. não há intenção de controlar o processo, somente de cumprir uns quesitos mínimos que possam nortear. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
objetos que trouxe:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
duas câmeras analógicas; cadernos, uns meio preenchidos; computador, não resisti, para organizar: thaíse me fala que seu projeto é justamente sobre como quase não escrevemos mais à mão! e a caligrafia, caligrafia. eu concordo, é uma relação muito mais livre e direta com o espaço da página, com os materiais. ela carrega um caderno sempre consigo. eu ainda não toquei nos meus e vim para o computador escrever (tem internet, é um perigo); quatro livros. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
o que comecei a ler é de teatro, relatos de um ator japonês que foi para a europa (frança, inglaterra) em 1968. [yoshi oida, um ator errante] o que conecta: bati o olho em japão, aqui momentos antes falávamos em dança e teatro. cena 11, este ou aquele método mais livre, tenho lembrado disso com mais recorrência. dança: fiz uma aula de expressão corporal que foi um arrebate. quando saí, queria abraçar todo mundo. há muitas coisas entremeios. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
e porque japão: bingo! ele fala de budismo. de algum modo sei que alguma coisa precisa ir por aí. converge. e também no japão, já nos anos 60, a educação dominante (provavelmente nos grandes centros urbanos, ou a dos colégios caros, não sei) era de origem europeia. música europeia, teatro europeu. estranhei muito quando vi um filme recente em que uma coreana estudava sociologia e lia durkheim. sempre os mesmos autores, os mesmos livros, as mesmas referências, ciências e bagagem teórica. me espanto muito como grande parte dos meus referentes absorvidos no brasil são europeus. isso incomoda sob certo aspecto, porque acaba nos impondo uma ''distância'' que nos antecede, ao mesmo tempo em que todo esse repertório também compõe nossa identidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= silêncio =&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Brr1.jpg|300px]] [[Arquivo:Brr2.jpg|300px]] [[Arquivo:Brr3.jpg|300px]] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
vim do silêncio falei sobre o silêncio nem tanto silêncio mas sim, você conhece! que loucura, todo mundo conhece. sim, é bom.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
você está falando do vipassana de novo?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= do que é coletivo = &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Bzz7.jpg|400px]] [[Arquivo:Bzz8.jpg|400px]] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Escutact800.jpg|400px]] [[Arquivo:Fogonuvemines.jpg|400px]] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Ss-barthes414diferenca.jpg|800px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Ss-barthes conversa.jpg|267px]] [[Arquivo:Ss-corpo.jpg|400px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= meio =&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
é preciso criar pontos entre as pontes que criamos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
teorias mediadas por telas, fogueiras e rodas de amigos; as teorias de livros digitais lidos todos em fragmentos; tem música no espaço; corro para o jardim; chove; pego o lápis e traço uma linha; na rede, parto para o japão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
será que eles leram esses textos todos? eu acumulo filmes livros discos etcéteras até que páro e presto atenção em alguns. de 10, 50, me apaixono por uma única obra e investigo o quanto posso do autor, ou do tema, mas sempre há mais. porque há obras que devem ser lidas muitas vezes. em diferentes momentos da vida, confrontadas com repertórios atualizados, revistos, reformulados, também provocam novos efeitos. catalizadores de processos, esses encontros. e nossos acúmulos, compartilhamos. se eu não li, alguém vai ler. lidemos com nossos presentes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
antropofagias de suely rolnik, nossas e do toninho, vizinho que reúne marcenaria, cabras, cogumelos e forró! de cultura, me fala de termos um centro, mas estarmos abertos. saudável estarmos abertos a rever nosso centro também. vê-lo sob os olhos de outrém. e misturar, como se abre portas e acrescenta manjericão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Ss-arvore-primeira.jpg|400px]] [[Arquivo:Ss-arvore-segunda.jpg|400px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= trilha =&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a cachoeira abriu os braços e me engoliu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
mapeamos o trajeto à nossa maneira: primeiro a estrada, à direita, depois a trilha – há uma placa, onde se lê somente “trilha”. subimos – é o morro da formiga! o mato alto denuncia um percurso não tão procurado, o que provavelmente  enaltece o destino. dá vontade de contar a quantidade de formigueiros pelo caminho, mas não perdemos tempo e seguimos. kadija vai na frente e arruma um cajado para nos guiar! gosto do folclore que dá pra construir em volta, a mitologia facilmente evocada quando se orienta por um caminho entre duas árvores: a trilha molhada. chegamos, o poço é verdadeiro oásis da montanha. silêncio, silêncio. de pedra em pedra, como lagartos, até ir testar as forças na queda principal. é possível alcançá-la sem esforço, nadando, mas que tal a correnteza que te espera! quis pular, quando viu era tarde, mergulho. e um galho no meio do caminho age de bote salva-vidas antes da margem de tormenta. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
marimbondo que corre tem limites variados marcados por pedras e pedregulhos, mas às vezes escapa por rotas nem tão previstas. mesmo assim, por aqui é mais fácil compreendê-lo se comparado aos mares e oceanos que não veem fim. um rio possui uma rota mais ou menos delineável, ainda que selvagem, com possíveis surpresas pelo caminho. a água é doce, apetece, te acolhe no gelo que é quase quente. forças de superpoderes! nada mais. já os mares que se emendam uns nos outros são poços sem fim, dividem a vista em dois e isso basta. a entrega ali é total. a compreensão dos ciclos e céus ampara o sujeito, o resto é vida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Trama2.jpg|450px]] [[Arquivo:Trama01.jpg|450px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= técnica =&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
compreender o princípio da função, de sobremaneiras que vão de hacklabs a bibliotecas. eis o intuito e o problema, que uns trazem de respostas construtivas, vindas de seu próprio processo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
embaralhar ortega y gasset meditando sobre a técnica ou sobre o corpo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Ss-literarias.jpg|800px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
das folhas reordenadas mas ainda soltas, percorridas, uai iniciado com uma abordagem muitas vezes lembrada. uma primeira aproximação ainda muito plana, que tateia por entrelinhas na busca que se versa em cores. palavras-chave, um acesso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= rumo =&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
deixar para trás a rigidez do projeto (isso parece valer para todos) / incorporar a circunstância / procurar coerência ou &amp;quot;amarração&amp;quot; para o trabalho é de fato crucial ou precisa de muito tempo? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- quando se está com a mente limpa e presente o percurso acontece.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- é possível se inscrever com processo? em geral não, busca-se imagens sólidas, ou ao menos imagens. aproveitar os espaços abertos no sentido de vivê-los&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- como é tornar-se discurso?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Thaise640.jpg|400px]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
/ img ~ http://www.flickr.com/photos/inesnin/&lt;br /&gt;
/ txt ~ http://ahora.azuis.net/&lt;br /&gt;
/// http://azuis.net&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Azuisazuis</name></author>	</entry>

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		<id>https://wiki.nuvem.art.br/index.php?title=In%C3%AAs_Nin_2016&amp;diff=14142</id>
		<title>Inês Nin 2016</title>
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				<updated>2016-01-12T06:05:50Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Azuisazuis: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;= '''ritmo de transição; traçado''' =&lt;br /&gt;
''(a floresta está dentro)''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a proposta consiste em traçar caminhos que organizem o tempo entre a) práticas de acaso; b) movimentos incitados pelo ambiente; c) movimentos induzidos, como aqueles para os quais tende nosso corpo, moldado pelos hábitos; d) pequenos amuletos encontrados e deixados pelo caminho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''amuletos:''' em vez de carregar, será importante deixar e seguir. traçados de percurso, pontuações: construir para desfazer. florestas, absorvidas e construídas, que se materializam no tecido do corpo. memórias inviesadas, modos de caminhar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''movimentos:''' de dentro para fora; de fora para dentro. como o ambiente incide no corpo. o que habita o corpo. formas de (se) carregar. estrutura ambivalente, peso, dissolução.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''traçado:''' subjetivo. a ser apagado no caminho. não deixar rastros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''corpo:''' que vem de ambiente urbano e corporativo. luzes fluorescentes, repetição. http://vox.azuis.net/escrito-para-um-corpo/&lt;br /&gt;
http://vox.azuis.net/sublevacao/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''dança:''' para desentender a estrutura (imposta, assimilada), em sonho se propôs uma dança burocrática. para exorcizar tessituras de trabalho. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''postulados, precedentes:''' (de tempos assíncronos, circulares e de composição) ~ &lt;br /&gt;
dançar uma horta inteira&lt;br /&gt;
meditar uma floresta inteira&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
atravessando min tanaka: '''é possível dançar uma paisagem?'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
meio: '''ação.''' registros em escritos, desenhos, vídeo e fotografias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''duração:''' sete dias, sete voltas, sete ciclos circadianos, uma fase lunar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
~&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://inesnin.net/ y &lt;br /&gt;
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		<author><name>Azuisazuis</name></author>	</entry>

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		<title>Inês Nin 2016</title>
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		<summary type="html">&lt;p&gt;Azuisazuis: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;= '''ritmo de transição; traçado''' =&lt;br /&gt;
''(a floresta está dentro)''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a proposta consiste em traçar caminhos que organizem o tempo entre a) práticas de acaso; b) movimentos incitados pelo ambiente; c) movimentos induzidos, como aqueles para os quais tende nosso corpo, moldado pelos hábitos; d) pequenos amuletos encontrados e deixados pelo caminho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''amuletos:''' em vez de carregar, será importante deixar e seguir. traçados de percurso, pontuações: construir para desfazer. florestas, absorvidas e construídas, que se materializam no tecido do corpo. memórias inviesadas, modos de caminhar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''movimentos:''' de dentro para fora; de fora para dentro. como o ambiente incide no corpo. o que habita o corpo. formas de (se) carregar. estrutura ambivalente, peso, dissolução.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''traçado:''' subjetivo. a ser apagado no caminho. não deixar rastros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''corpo:''' que vem de ambiente urbano e corporativo. luzes fluorescentes, repetição. http://vox.azuis.net/escrito-para-um-corpo/&lt;br /&gt;
http://vox.azuis.net/sublevacao/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''dança:''' para desentender a estrutura (imposta, assimilada), em sonho se propôs uma dança burocrática. para exorcizar tessituras de trabalho. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''postulados, precedentes:''' (de tempos assíncronos, circulares e de composição) ~ &lt;br /&gt;
dançar uma horta inteira&lt;br /&gt;
meditar uma floresta inteira&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
atravessando min tanaka: '''é possível dançar uma paisagem?'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
meio: '''ação.''' registros em escritos, desenhos, vídeo e fotografias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''duração:''' sete dias, sete voltas, sete ciclos circadianos, uma fase lunar.&lt;br /&gt;
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~&lt;br /&gt;
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		<summary type="html">&lt;p&gt;Azuisazuis: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;= '''ritmo de transição; traçado''' =&lt;br /&gt;
''(a floresta está dentro)''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a proposta consiste em traçar caminhos que organizem o tempo entre a) práticas de acaso; b) movimentos incitados pelo ambiente; c) movimentos induzidos, como aqueles para os quais tende nosso corpo, moldado pelos hábitos; d) pequenos amuletos encontrados e deixados pelo caminho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''amuletos:''' em vez de carregar, será importante deixar e seguir. traçados de percurso, pontuações: construir para desfazer. florestas, absorvidas e construídas, que se materializam no tecido do corpo. memórias inviesadas, modos de caminhar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''movimentos:''' de dentro para fora; de fora para dentro. como o ambiente incide no corpo. o que habita o corpo. formas de (se) carregar. estrutura ambivalente, peso, dissolução.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''traçado:''' subjetivo. a ser apagado no caminho. não deixar rastros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''corpo:''' que vem de ambiente urbano e corporativo. luzes fluorescentes, repetição. http://vox.azuis.net/escrito-para-um-corpo/&lt;br /&gt;
http://vox.azuis.net/sublevacao/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''dança:''' para desentender a estrutura (imposta, assimilada), em sonho se propôs uma dança burocrática. para exorcizar tessituras de trabalho. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''postulados, precedentes:''' (de tempos assíncronos, circulares e de composição) ~ &lt;br /&gt;
dançar uma horta inteira&lt;br /&gt;
meditar uma floresta inteira&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
atravessando min tanaka: '''é possível dançar uma paisagem?'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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meio: '''ação.''' registros em escritos, desenhos, vídeo e fotografias.&lt;br /&gt;
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&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;= '''ritmo de transição; traçado''' =&lt;br /&gt;
''(a floresta está dentro)''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a proposta consiste em traçar caminhos que om o tempo entre&lt;br /&gt;
a) práticas de acaso;&lt;br /&gt;
b) movimentos incitados pelo ambiente;&lt;br /&gt;
c) movimentos induzidos, como aqueles para os quais tende nosso corpo, moldado pelos hábitos;&lt;br /&gt;
d) pequenos amuletos encontrados e deixados pelo caminho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''amuletos:''' em vez de carregar, será importante deixar e seguir. traçados de percurso, pontuações: construir para desfazer. florestas, absorvidas e construídas, que se materializam no tecido do corpo. memórias inviesadas, modos de caminhar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''movimentos:''' de dentro para fora; de fora para dentro. como o ambiente incide no corpo. o que habita o corpo. formas de (se) carregar. estrutura ambivalente, peso, dissolução.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''traçado:''' subjetivo. a ser apagado no caminho. não deixar rastros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''corpo:''' que vem de ambiente urbano e corporativo. luzes fluorescentes, repetição. http://vox.azuis.net/escrito-para-um-corpo/&lt;br /&gt;
http://vox.azuis.net/sublevacao/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''dança:''' para desentender a estrutura (imposta, assimilada), em sonho se propôs uma dança burocrática. para exorcizar tessituras de trabalho. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''postulados, precedentes:''' (de tempos assíncronos, circulares e de composição) ~ &lt;br /&gt;
dançar uma horta inteira&lt;br /&gt;
meditar uma floresta inteira&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
atravessando min tanaka: '''é possível dançar uma paisagem?'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
meio: '''ação.''' registros em escritos, desenhos, vídeo e fotografias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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'''duração:''' sete dias, sete voltas, sete ciclos circadianos, uma fase lunar.&lt;/div&gt;</summary>
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		<summary type="html">&lt;p&gt;Azuisazuis: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;= '''ritmo de transição; traçado''' =&lt;br /&gt;
''(a floresta está dentro)''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a proposta consiste em traçar caminhos que om o tempo entre&lt;br /&gt;
''a) práticas de acaso;&lt;br /&gt;
b) movimentos incitados pelo ambiente;&lt;br /&gt;
c) movimentos induzidos, como aqueles para os quais tende nosso corpo, moldado pelos hábitos;&lt;br /&gt;
d) pequenos amuletos encontrados e deixados pelo caminho.''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''amuletos:''' em vez de carregar, será importante deixar e seguir. traçados de percurso, pontuações: construir para desfazer. florestas, absorvidas e construídas, que se materializam no tecido do corpo. memórias inviesadas, modos de caminhar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''movimentos:''' de dentro para fora; de fora para dentro. como o ambiente incide no corpo. o que habita o corpo. formas de (se) carregar. estrutura ambivalente, peso, dissolução.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''traçado:''' subjetivo. a ser apagado no caminho. não deixar rastros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''corpo:''' que vem de ambiente urbano e corporativo. luzes fluorescentes, repetição. http://vox.azuis.net/escrito-para-um-corpo/&lt;br /&gt;
http://vox.azuis.net/sublevacao/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''dança:''' para desentender a estrutura (imposta, assimilada), em sonho se propôs uma dança burocrática. para exorcizar tessituras de trabalho. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''postulados, precedentes:''' (de tempos assíncronos, circulares e de composição) ~ &lt;br /&gt;
dançar uma horta inteira&lt;br /&gt;
meditar uma floresta inteira&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
atravessando min tanaka: '''é possível dançar uma paisagem?'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
meio: '''ação.''' registros em escritos, desenhos, vídeo e fotografias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''duração:''' sete dias, sete voltas, sete ciclos circadianos, uma fase lunar.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Azuisazuis</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>https://wiki.nuvem.art.br/index.php?title=In%C3%AAs_Nin_2016&amp;diff=14137</id>
		<title>Inês Nin 2016</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.nuvem.art.br/index.php?title=In%C3%AAs_Nin_2016&amp;diff=14137"/>
				<updated>2016-01-12T05:57:39Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Azuisazuis: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;= '''ritmo de transição; traçado''' =&lt;br /&gt;
''(a floresta está dentro)''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a proposta consiste em traçar caminhos que om o tempo entre a) práticas de acaso; b) movimentos incitados pelo ambiente; c) movimentos induzidos, como aqueles para os quais tende nosso corpo, moldado pelos hábitos; d) pequenos amuletos encontrados e deixados pelo caminho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''amuletos:''' em vez de carregar, será importante deixar e seguir. traçados de percurso, pontuações: construir para desfazer. florestas, absorvidas e construídas, que se materializam no tecido do corpo. memórias inviesadas, modos de caminhar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''movimentos:''' de dentro para fora; de fora para dentro. como o ambiente incide no corpo. o que habita o corpo. formas de (se) carregar. estrutura ambivalente, peso, dissolução.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''traçado:''' subjetivo. a ser apagado no caminho. não deixar rastros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''corpo:''' que vem de ambiente urbano e corporativo. luzes fluorescentes, repetição. http://vox.azuis.net/escrito-para-um-corpo/&lt;br /&gt;
http://vox.azuis.net/sublevacao/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''dança:''' para desentender a estrutura (imposta, assimilada), em sonho se propôs uma dança burocrática. para exorcizar tessituras de trabalho. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''postulados, precedentes:''' (de tempos assíncronos, circulares e de composição) ~ &lt;br /&gt;
dançar uma horta inteira&lt;br /&gt;
meditar uma floresta inteira&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
atravessando min tanaka: '''é possível dançar uma paisagem?'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
meio: '''ação.''' registros em escritos, desenhos, vídeo e fotografias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
duração: sete dias, sete voltas, sete ciclos circadianos, uma fase lunar.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Azuisazuis</name></author>	</entry>

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		<id>https://wiki.nuvem.art.br/index.php?title=In%C3%AAs_Nin_2016&amp;diff=14136</id>
		<title>Inês Nin 2016</title>
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				<updated>2016-01-12T05:54:36Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Azuisazuis: Criou página com '= ritmo de transição; traçado = ''(a floresta está dentro)''  a proposta consiste em traçar caminhos que organizem o tempo entre a) práticas de acaso; b) movimentos inci...'&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;= ritmo de transição; traçado =&lt;br /&gt;
''(a floresta está dentro)''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a proposta consiste em traçar caminhos que organizem o tempo entre a) práticas de acaso; b) movimentos incitados pelo ambiente; c) movimentos induzidos, como aqueles para os quais tende nosso corpo, moldado pelos hábitos; d) pequenos amuletos encontrados e deixados pelo caminho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== amuletos == &lt;br /&gt;
em vez de carregar, será importante deixar e seguir. traçados de percurso, pontuações: construir para desfazer. florestas, absorvidas e construídas, que se materializam no tecido do corpo. memórias inviesadas, modos de caminhar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== movimentos ==&lt;br /&gt;
de dentro para fora; de fora para dentro. como o ambiente incide no corpo. o que habita o corpo. formas de (se) carregar. estrutura ambivalente, peso, dissolução.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== traçado ==&lt;br /&gt;
subjetivo. a ser apagado no caminho. não deixar rastros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
corpo: que vem de ambiente urbano e corporativo. luzes fluorescentes, repetição. http://vox.azuis.net/escrito-para-um-corpo/&lt;br /&gt;
http://vox.azuis.net/sublevacao/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== dança ==&lt;br /&gt;
 para desentender a estrutura (imposta, assimilada), em sonho se propôs uma dança burocrática. para exorcizar tessituras de trabalho. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== postulados, precedentes ==&lt;br /&gt;
(de tempos assíncronos, circulares e de composição) ~ &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
dançar uma horta inteira&lt;br /&gt;
meditar uma floresta inteira &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== atravessando min tanaka ==&lt;br /&gt;
é possível dançar uma paisagem?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== meio ==&lt;br /&gt;
ação. registros em escritos, desenhos, vídeo e fotografias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== duração ==&lt;br /&gt;
sete dias, sete voltas, sete ciclos circadianos, uma fase lunar.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Azuisazuis</name></author>	</entry>

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